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O tempo não pára! E o aeroporto é sempre uma saída PDF Imprimir E-mail
Escrito por Claudio Schamis   
Monday, 11 December 2006

Relógio O sorriso amarelo do senador Ney Suassuna que foi absolvido e o abraço festivo de Ideli Salvatti e Serys Slhessarenko ambas também senadoras envolvidas no escândalo do superfaturamento na compra de ambulâncias que foram também absolvidas, faz com que a política possa ser igualada à criminalidade que vem crescendo de forma assustadora.

Mesmo que dessa vez não tenha tido uma dança comemorativa como fez a deputada Angela Guadagnin quando da absolvição do seu colega deputado João Magno, fica nítido o que eles pensam. E o que eles pensam é a mesma coisa que um marginal que assalta e mata pensa.

A certeza que ambos têm é a mesma. Mesmo estando em mundos um pouco diferentes, a impunidade parece que serve de combustível para que eles continuem agindo de forma ilícita sem se preocuparem com nada e com ninguém.

Como diria Anselmo Góis deve ser terrível viver num país assim... E é mesmo.

Mas para que essa mentalidade acabe de vez talvez seja preciso reinventar um país. Uma nação. E não só se refazer leis, mas sim ter coragem de aplicá-las. E sem isenção de nada. Há muito se discute que se deve rever o código penal, mas não adianta ficar só na falação.

Já cansei de blá, blá, blá. Queria ver ação. Para valer. Queria poder ainda em vida assistir e nem precisa ser de camarote esse país mudar um pouco. Só um pouquinho tava bom. Um tantinho assim. Deu para perceber?  Não precisa ser uma Brastemp.

Mas para que haja mudança é preciso coragem. Qualquer que seja o caráter da mudança. Basta querer. É tão bom mudar. Buscar coisas novas. Mas em se tratando da nossa política quem poderia ter mudado o rumo dessa prosa não teve a coragem suficiente. Os poucos que queriam um ano novo com vida nova e presidente novo não tiveram como conseguir vencer o medo dos outros.

E o medo dos outros resulta nisso que está aí para quem quiser ver. Agora é agüentar. Fazer o que se o povo é completamente desmemoriado, e aceita qualquer esmola em troca de votos? É esmola sim. Desculpe-me quem não concordar. É tudo uma questão de pensar.

Se as pessoas atendidas pelo bolsa família não votassem nele, poderíamos ter tido outro resultado nessas eleições. Mas não, Lula conseguiu como que enfeitiçar essas pessoas de maneira que eles ligaram o f.... e mandaram ver nos votos do pai do bolsa família.

Para eles, tanto faz se superfaturam ambulâncias, se roubam aqui um pouquinho, se roubam outro pouquinho acolá. Tanto faz se o aumento para eles é bem acima de qualquer inflação ou qualquer índice utilizado pelo próprio governo para aplicar reajustes.

Eles não estão nem aí para a hora do Brasil como diz um dito popular. A filosofia deles é bem simples. É feijão com arroz. É 2 + 2 = 4. E pronto. Roubem o quanto quiserem, mas não esqueçam de depositar meu bolsa família.

Agora experimenta mexer no bolsa família desse povo para ver se Brasília não vira uma praça de guerra. Até décimo-terceiro salário o Lula arrumou para esse povo querido dele. Que bonitinho não é?

Acho tão fofo isso. Vocês não acham? Não é o máximo saber que quando o aumento é para ser concedido para aposentados e pensionistas eles tem que pensar, analisar, fazer contas e mais contas para no final chegar a conclusão que no momento em que o país atravessa todos têm que se sacrificar e blá, blá, blá.

E acabar com a explicação já conhecida de todos que é a de que um aumento agora irá onerar o orçamento de modo que blá, blá, blá. O mais fofo disso tudo é que quando a questão é o aumento do povo parlamentar, dos militares eles são "the flash", em algumas horas, às vezes nem isso, é dado um aumento sem se preocuparem em orçamento algum.

Os direitos deveriam ser iguais. Ou melhor, o pensamento deveria ser igual para todos. E com certeza sempre irá aparecer alguma alma caridosa para defender essa gente, alegando que eles trabalham tanto, que eles lidam com tantos problemas relacionados ao povo que eles têm que ganhar bem mesmo. Da mesma forma que sempre aparece alguém defendendo algum marginal que recebeu uns tapinhas com aquela coisa de direitos humanos.

Acho isso tão ridículo que prefiro rir à chorar, pois é inacreditável que os direitos humanos da vítima sejam totalmente esquecidos e deixados em segundo, terceiro plano. Temos que dar um basta nisso. Acho que chegou de mortes estúpidas onde vidas inocentes são ceifadas como se de nada valessem. E para esses marginais não valem mesmo.

Está mais que na hora de se rever isso para que esses pequenos marginais não fiquem tão confiantes da impunidade que impera desse lado também. O lado da marginalidade. Pois não tem o que se dizer para uma mãe, para um pai, para uma filha ou para um irmão que perde alguém de sua família, quando o autor do crime simplesmente ri e fala que daqui a 6 meses ele volta.

Como disse o marginal que foi preso em Ipanema na tentativa de assalto a um pedestre que felizmente não resultou em nenhuma morte. Eles sabem que a lei os protege. Vamos lutar para mudar isso. Vamos cobrar de nossos deputados, senadores, governadores seja lá de quem for medidas extremas para combater isso. Vamos dar um basta. Sei que é difícil acreditar que isso também vá mudar. Pois os homens que estão no poder ainda não foram mudados.

Eles continuam os mesmos. Mas o mundo a nossa volta está mudando e muito rápido. O que ontem era moderno, hoje já não está tão moderno e amanhã estará obsoleto. E é assim com os homens também. Se não tivermos sangue bom novo e com ideais fortes e muita força de vontade estaremos fadados ao ostracismo. E aí a melhor coisa a se fazer é aprender o caminho do aeroporto.

Claudio Schamis,Claudio Schamis, é formado em Administração de Empresas e Adesguiano, na cidade do Rio de Janeiro. Morou nos EUA por 6 meses e passou dois anos em Israel. Torce pelo Flamengo. Seu site: http://claudioschamis.com. E-mail: Esse endereço de e-mail está sob proteção contra Spam (spam bots).Por conseguinte, você deve ativar o recurso Javascript para poder visualizar isso .

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AS VAIAS E A AVIAÇÃO CIVIL
escrito por Juçara Mazza Zaramella, 2007-07-20 00:01:04
AS VAIAS E A AVIAÇÃO CIVIL



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou estar triste com as vaias que recebeu durante a abertura oficial da 15ª edição dos Jogos Pan-Americanos, realizada no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.

Entendo não haver motivo para a tristeza do Sr. Presidente. Ele deveria seguir o conselho de uma de suas ministras: “RELAXA E GOZA”

A reação do Sr. Presidente é injustificável. Quantas foram as ocasiões em que, à frente da oposição, ele expressou livremente seu descontentamento utilizando-se das vaias?

Enquanto o Presidente está “sentido” o povo brasileiro está ESTARRECIDO.

Melindrado com as vaias, o Presidente quebrou o protocolo recusando-se a fazer a abertura Jogos Pan-Americanos. Só por causa das vaias.

Recolhido em sua “tristeza”, o Sr. Presidente não teve tempo para, decorridos apenas dez meses do caos que se traduz no transporte aéreo brasileiro, adotar qualquer providência preventiva que pudesse impedir a tragédia havida ontem, 17 de julho de 2007, em São Paulo, no que foi o maior acidente aéreo já havido neste país.

Temos a Aeronáutica, a ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil, a INFRAERO (empresa pública vinculada ao ministério da Defesa) e o Sr. Presidente da República, chefe supremo das Forças Armadas.

Temos o Congresso Nacional, cujo Presidente ameaça seus pares para esquivar-se do Renangate e a “CPI do Apagão Aéreo”.

Temos o Ministro da Fazenda, Sr.Guido Mantega, que faz do caos a prosperidade. É assim que invoca o “apagão aéreo” como prova do sucesso da política econômica que alavancou o setor.

Temos a Ministra do Turismo, Sra. Martha Suplicy, sugerindo aos brasileiros que “relaxem e gozem” enquanto acampam em aeroportos, sem previsão de data e horário para usufruírem de um direito por eles adquirido em relação contratual amparada pela legislação vigente.

Temos a Ministra Chefe da Casa Civil da Presidência da República, Sra. Dilma Roussef justificando que, na realidade, o Brasil está apenas passando pelo processo de aperfeiçoamento democrático iniciado com o fim da Ditadura.”

DEMOCRACIA?????? Nossos governantes esquecem que “os governos democráticos exercem a autoridade por meio da lei e estão eles próprios sujeitos aos constragimentos impostos pela Lei, mormente, à observância dos princípios constitucionais de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.

E assim vamos nós. Enquanto o Sr. Presidente lamenta as vaias, tristinho e sentido, o povo brasileiro morre vítima da INCOMPETÊNCIA, da CORRUPÇÃO e da IMPUNIDADE.

Melindrado está o Presidente da República. Aviltado e espoliado, está o contribuinte brasileiro. Sem nenhuma esperança está o cidadão brasileiro, abandonado pelo executivo, pelo legislativo e pelo judiciário.

Não me surpreenderia se uma dessas mães que ontem perderam, respectivamente, dois filhos e duas filhas no mais trágico acidente aéreo brasileiro, “tristinhas” como estão, metralhassem a Praça dos Três Poderes, abatessem todos aqueles que poderiam, de alguma forma, ter evitado essa perda sem reposição.

Afinal, o que mais elas têm a perder?

Juçara Mazza Zaramella – 18/07/2007

OAB/SP 39.110

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