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Escrito por Cristovam Buarque   
Sunday, 10 December 2006

Sala de aula em escola de primeiro grau no Brasil A maneira como o Brasil tem tratado a educação de suas crianças, ao longo de toda nossa história, é irracional e imoral. Irracional porque condena o futuro do País, em cuja base está um povo educado, capaz de desenvolver nossa ciência, nossa tecnologia, nossa cultura. Imoral porque condena a sociedade brasileira à desigualdade crônica se não for feita uma revolução na educação de base do País, desde a pré-escola até a pós-graduação.

Os dados comprovam que essa irracionalidade e imoralidade são conhecidas. Não vale a pena ficar repetindo. Basta lembrar que nosso desempenho nessa questão está entre os piores do mundo, de acordo com todas as análises feitas por órgãos internacionais, como Unesco e OCDE.

A revolução educacional, a doce revolução feita com lápis e computadores, por professores e professoras, só será possível quando sucessivos governos nacionais assumirem a liderança, a coordenação e parte substancial do financiamento à educação básica.

Mesmo quando isso acontecer, a educação não será responsabilidade apenas do setor público, ainda menos da União, nem somente da escola. A educação é um processo que requer o esforço de todos. Sem isso, não será viável nem será educação.

De imediato, exige a participação de escola, família e mídia. Mas não dispensa a colaboração de cada setor da sociedade brasileira. Exige também, para dar um salto, que o governo federal dê o salto maior. E que cada setor faça sua parte desde já.

Nesse cenário, o setor empresarial tem um papel importante. Primeiro, do ponto de vista político. Cabe aos seus líderes usar a força de que dispõem para pressionar o governo, especialmente o governo federal, com o objetivo de forçá-lo a descobrir a importância da educação, a prioridade que ela merece e a importância da continuidade das políticas públicas.

Do ponto de vista da ação direta, cabe aos empresários, entre outras ações:

1. EM FAVOR DO SISTEMA EDUCACIONAL

Adote escolas, adote professores, adote crianças em idade escolar. Perto de sua empresa há escolas que precisam de equipamentos e livros; professores que precisam de um incentivo, um prêmio; crianças que precisam de uma bolsa-escola (remuneração por mês sob condição de freqüência) ou poupança-escola (depósito em caderneta de poupança se o aluno for aprovado, sob a condição de que o dinheiro só poderá ser sacado quando ele terminar o segundo grau). O Banco de Boston desenvolve uma ação desta natureza em convênio com a ONG Missão Criança.

2. EM FAVOR DE SEUS EMPREGADOS

Crie no setor de gerência de recursos humanos um núcleo destinado a acompanhar a educação dos próprios empregados e de seus filhos e oferecer incentivos à educação, tais como: produção de cursos de alfabetização, primeiro e segundo grau, ou cursos técnicos, com liberação de horas de trabalho equivalentes às horas que o empregado diminui de seu período de lazer para dedicá-las aos estudos; incentivo os bons alunos, filhos dos empregados, quando eles forem aprovados e concluírem seus cursos médios.

3. EM FAVOR DOS CLIENTES

Com algum esforço de imaginação, praticamente toda empresa pode oferecer prêmios a alunos e professores que sejam seus clientes. Os supermercados, por exemplo, podem criar clubes de mães e de alunos e, além de prêmios, oferecer descontos nas compras. Políticas como essa devem fazer parte da rotina dos pacotes de marketing por meio dos quais as empresas se relacionam com seus clientes para vender institucionalmente seus produtos.

Cristovam BuarqueCristovam Buarque é Ph.D. em Economia. Foi governador do Distrito Federal (1995-98), em 2002 elegeu-se senador pelo PT com a maior votação dada a um político no Distrito Federal. Foi Ministro da Educação (2003-04). É membro do Instituto de Educação da Unesco. E candidato à presidência da república pelo PDT. Site: http://www.cristovam.com.br  E-mail: Esse endereço de e-mail está sob proteção contra Spam (spam bots).Por conseguinte, você deve ativar o recurso Javascript para poder visualizar isso  

Comentarios (3)Add Comment
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escrito por ROSANA WANDERLEI NOGUEIRA, 2008-06-25 20:55:38
Eu acho que no Brasil o bolsa família foi um benefício muito importante para as pessoas que necessitam dela, pois quando usado por pessoas que realmente precisam e não aquelas pessoas que além de der boas condições usufruem deste benefício sem precisar dele. É uma pena ter pessoas neste mundo tão egoístas, pois existem famílias muito necessitadas que não recebem o bolsa família por causa da burocracia, enquanto outros que não precisam a tem com facilidade.
2147483647
escrito por juciara pinheiro, 2008-11-24 01:00:50
Exelentíssimo sr.presidente desta republica,venho por meio desta pedir informção a repeito dos funcionários que foram demitidos no mês de agosto de 1990.Tenho um irmão que trabalhava da dataprev,no CosmeVelho RJ,ele foi tentar a vida em outro país ,tem vontade de retornar ao seu país que tanto ama,mas,se ve obrigado a continuar lá, no outo lado do mundo.Ele diz que retornaria sim para o Brasil ,se fosse readmitido ou como aposentado ,para poder garantir o sustento de sua família. Como ouvir em um noticiário a readmissão de funcionário demitidos na época de Collor de Melo,passei essa informãopara ele.Sei que o atual presidente do SEPRO,sr.Sérgio Rosa,que na ocasião era do sindicato.Gostaria meu presidente de ter o meu irmão perto ,de volta a seu país.Não entendo por que uns foram readmitidos e outros não..Aguardarei uma resposta,já que lancei uma pontinha de esperança para meu irmão querido.Com todo respeito meu presidente,te evio um beijão!.
0516 47280310
escrito por juciara pinheiro, 2008-11-24 01:08:22
Ecelentissimo sr Presidente desta republica,como não sou tão familiarizada com computador,apertei o enter sem querer,no comentário acima,não revelei o nome do meu irmão queésmilies/tongue.gifaulo César Pinheiro da Silva demitido em 22 de agôsto de 1990.Traga o meu irmão de volta Lula,tráz?

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