Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, a
medida, deverá trazer cerca de US$ 4 bilhões a mais ao país este ano e US$ 10 bilhões em 2007. De acordo com ele, outros países fazem o mesmo, como França, Alemanha, Argentina e México. "É
natural que o investidor estrangeiro tenha tratamento diferenciado", diz.
O governo federal publicou hoje (16) a Medida Provisória
(MP) 281, isentando do Imposto de Renda os ganhos obtidos por estrangeiros que
comprarem títulos da dívida pública brasileira. O secretário do Tesouro
Nacional, Joaquim Levy, diz que a isenção vai aumentar a compra da dívida
brasileira.
Com esse crescimento, segundo ele, o governo poderá, em tese, reduzir a taxa
de juros, já que os investidores aceitaram uma taxa menor de retorno após a
isenção. Levy estima que a MP 281 pode trazer em torno de US$ 4 bilhões
adicionais para o país ainda este ano, podendo chegar a US$ 10 bilhões no ano
que vem.
O secretário do Tesouro considera "natural que o investidor estrangeiro tenha
tratamento diferenciado, aqui e nos demais países". Ele citou como exemplo de
países com medidas semelhantes a França, Alemanha, Argentina e México. "Não
estamos inovando", diz. "Estamos apenas ajustando a evolução positiva da
economia nos últimos anos."
A MP publicada no Diário Oficial da União também isenta da
Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) a compra de ações
em oferta pública, fora das bolsas de valores. Até então, só estavam isentas as
operações em bolsas.
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse não acreditar que a cotação
do dólar frente ao real caia ainda mais com a isenção de Imposto de Renda para
estrangeiros que comprem títulos da dívida.
"Nós temos um volume muito grande de recursos que entram no país e há esse
problema da elevação do câmbio. Mas o objetivo da medida é atrair capital para
financiar nossa dívida interna", disse o ministro. Com a maior entrada de
dólares no mercado financeiro, a cotação da moeda norte-americana poderia cair
ainda mais. Esta semana, ela chegou a R$ 2,14, o menor valor desde 2001.
Agência Brasil
Fluxo mundial de investimentos cresceu 29%
De acordo com a Unctad, a valorização do petróleo
provocou um forte aumento dos investimentos estrangeiros diretos na África
(55%) e no Oriente Médio (51%) em 2005. Para o Brasil houve uma queda, mas
porque 2004 foi um ano 'excepcional' para o país, segundo o chefe do setor de
tendências de investimentos do organismo, Massataka Fujika. Pela primeira vez
desde 1977, o Reino Unido foi o país que mais recebeu recursos.
O fluxo mundial de investimentos estrangeiros diretos (IED) chegou a US$
897 bilhões no ano passado, um aumento de 29% em comparação com 2004, segundo
estimativas divulgadas ontem (23) pela Conferência das Nações Unidas para o
Comércio e o Desenvolvimento (Unctad). A valorização do petróleo provocou um
forte aumento nos investimentos em países produtores da África e do Oriente
Médio, ou Ásia Ocidental, que é como a Unctad qualifica a região.
O fluxo estimado de recursos para a África cresceu em 55%, de US$ 18,7
bilhões em 2004 para US$ 28,9 bilhões em 2005, com destaque para os árabes
Egito, que recebeu US$ 4,1 bilhões, um aumento de 226%; o Marrocos (US$ 1,2
bilhão, 38% a mais); e Sudão (US$ 2,1 bilhões, 40% a mais). O aumento mais
significativo, porém, foi registrado na entrada de recursos na África do Sul,
de 803% para um total de US$ 7,2 bilhões.
Para o Oriente Médio, o fluxo aumentou em 51%, de US$ 17,6 bilhões para US$
26,5 bilhões. De acordo com a Unctad, os setores que mais atraíram
investimentos na região foram os de petróleo e derivados, telecomunicações e
imóveis. O país que mais recebeu recursos foi os Emirados Árabes Unidos, um
total estimado em US$ 10 bilhões, ante US$ 8 bilhões em 2004.
Estima-se que a Turquia, que não é um país árabe, recebeu US$ 4,8 bilhões,
um aumento de 77%; a Arábia Saudita atraiu US$ 3,5 bilhões, ante US$ 1,9
bilhão em 2004; e a Jordânia recebeu US$ 900 milhões em 2005, contra US$ 600
milhões em 2004.
O chefe do departamento de tendências de investimentos da Unctad, Masataka
Fujita, disse à ANBA que, embora a Arábia Saudita seja o maior produtor de
petróleo do mundo, recebeu menos investimentos do que os Emirados Árabes
porque seu mercado de exploração de petróleo é fechado à participação
estrangeira.
Brasil
Na América Latina houve um aumento estimado de 5% no fluxo de
investimentos, que passaram de US$ 68,9 bilhões em 2004 para US$ 72 bilhões em
2005. No caso do Brasil, houve uma queda na entrada de capitais, que passou de
US$ 18,2 bilhões em 2004 para US$ 15,5 bilhões no ano passado, fazendo o país
perder a posição de principal destino dos investimentos na região para o
México, que atraiu US$ 17,2 bilhões.
Isso, no entanto, não significa que houve uma piora na economia do país.
"Essa diminuição se deve principalmente ao fato de que o ano de 2004 foi
excepcional", disse Fujita. Ele lembrou que os números de 2004 foram
fortemente influenciados pela troca de participações acionárias entre a
brasileira Ambev e a belga Interbrew, empresas ramo de bebidas que se
fundiram. O valor das transações foi de US$ 6,1 bilhões. "Se você excluir este
negócio, o valor dos investimentos diretos terá crescido de 2004 para 2005",
acrescentou. Em 2003, o Brasil atraiu US$ 10,1 bilhões em IED, segundo a
Unctad.
O valor estimado do fluxo de IED para os países em desenvolvimento em geral
ficou em US$ 274 bilhões em 2005, um aumento de 13% em comparação com 2004. No
caso dos países desenvolvidos, os investimentos chegaram a US$ 573,2 bilhões,
um crescimento de 38% que interrompeu quatro anos de queda.
Grã Bretanha no topo
O Reino Unido foi o país desenvolvido que mais atraiu IED em 2005, com US$
219,1 bilhões, um crescimento de 182% em comparação com 2004. É a primeira vez
que a Grã Bretanha encabeça a lista desde 1977. Foi um recordo histórico para
um país europeu e superou em mais do que o dobro o fluxo de capitais para os
Estados Unidos, que somou US$ 106 bilhões.
O desempenho, segundo a Unctad, foi influenciado pela fusão da Shell
Transport and Trading Company com a Royal Dutch Petroleum Company, que
resultou na criação da Royal Dutch Shell.
ANBA, Alexandre Rocha
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34 ministerioos sao criados para parasitas amigos do presidente e ainda querem que eu volte nele ,primeiro que eu nunca elegeria um analfabeto(sem diploma) para governar meu pais que eu tnto amo,principalmente com o tipo de "companheiros"(pariceiros) que ele por isso,peço que ja q n inguem quer um governo tucano ,pelo anulem seus votos ,pois mais 4 anmos de escandalos eu acho que nao vou aguentar vou pro chile!!!!!