Um dos problemas mais aflitivos encontrados no mundo moderno é o problema do desemprego em massa, este que assombra a todos não é privilégio apenas dos indivíduos residentes em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento, mas pode ser facilmente identificado em países avançados que tem algumas das mais altas taxas de desemprego do mundo.
O desemprego tem raízes profundas em nossa sociedade Capitalista desde a revolução industrial, quando se iniciou a mecanização da produção aumentando-a e ao mesmo tempo diminuindo a necessidade de excedentes de mão de obra, o que passa a ser entendido como comum pelos governos que cedem à prerrogativa do mercado de que excedentes de mão de obra disponível são necessários para seu total desenvolvimento e o desenvolvimento do estado em geral. Seguindo pelo raciocínio Liberal, percebe-se o desemprego como ferramenta indispensável à aquisição de lucro, este, que representa o principio e o fim de toda a filosofia de mercado. Temos aí uma das principais incongruências desta modalidade econômica, pois ao pregar que sem a intromissão do governo nas relações entre os entes econômicos o próprio mercado se encarregaria da distribuição de riquezas e de provedor do bem estar comum, cai num perigoso paradoxo que reside no fato de que se o mercado deseja ser este ente distribuidor de bem estar, não pode ele se beneficiar do desemprego que só faz aprofundar desigualdades. A explicação simples para este fato está nas entrelinhas e fica sobremodo explícita quando percebemos que o bem estar comum citado é comum a uma minoria representada pelos donos do capital e só a eles, que seriam os beneficiados com a não intromissão do estado em suas relações comerciais. Nesse ínterim o bem estar do cidadão fica em segundo plano, pois este é apenas uma ferramenta nas mãos dos grandes capitalistas que deve estar disponível e sempre bem afiada para quando a seu prazer e conveniência existir necessidade de a utilizar. O estado nesse contexto torna-se um mero espectador, pois constituído que é por representantes do povo e eleitos por este parece engessado, pendendo apenas para o lado do mercado quando este tem seus interesses conflitados frente aos do indivíduo comum, leia-se a flexibilização das relações de trabalho que com a desfiguração da CLT, acaba por acentuar mais ainda o problema do desemprego. Existe uma luz no fim do túnel, pois como a História nos conta períodos de dominação se sucedem, impérios caem e o capitalismo selvagem está com os dias contados. Essa afirmativa reside no fato de que em todos os momentos nos quais a sociedade se encontrava pressionada ao extremo ela se voltava contra o estado normalmente na forma de violência, forçando mudanças revolucionárias. Também é um fato que tais revoluções sempre ocorreram com a ajuda de classes dominantes seja por anuência destas pressionadas pelas classes dominadas ou visando algum ganho proveniente de sua insurgência. Pode alguém questionar a minha previsão de contados os dias do capitalismo com o argumento de que não existe nenhuma revolução em andamento no momento, porém enganosa é esta afirmação. Existe sim uma revolução silenciosa que nos obriga a viver em prisões cercadas por câmeras de todos os lados, que impede a nós e a nossos filhos de gozar de direitos básicos como o simples ir e vir. Esta revolução acontece pelos mesmos motivos de todas as outras, é o excluído e abandonado sem perspectiva de vida ou de um emprego que lhe dê segurança buscando na prática criminosa uma forma de obter ganhos que debelem suas necessidades se voltando contra a sociedade. Aí residem algumas diferenças cruciais entre esta revolução silenciosa e as outras, esta não foca apenas as classes subjugadoras, mas afeta até mesmo seus iguais e, sobretudo, não tem como intuito destituir governos ou ideologicamente modificar alguma realidade coletiva, o que significa que não visa um ponto, momento ou objetivo final, veio pra ficar e jamais vai acabar.
É nesse contexto que se encontra o fim do capitalismo selvagem, na iminente
necessidade de se criar reformas neste sistema de forma a criar inclusão, senão
para acabar ao menos atenuar os reflexos desta revolução silenciosa, pois
chegará um dado momento em que nenhum dinheiro no mundo comprará a segurança e a
paz daqueles que como exploradores vivem do suor do trabalhador. Existirá
um momento em que o mercado enxergará que as desigualdades lhe são prejudiciais,
que ele é feito de pessoas e que de nada adianta o direito à locomoção,
propriedade privada, entre outros se não houver a paz que proporciona o seu
usufruto, e esta não possui limite monetário, se paga qualquer preço para tê-la.
Todos estes aspectos passam pela questão do emprego e das condições de trabalho,
isso será determinante para as escolhas da juventude, que de qualquer forma
sempre terá dois caminhos a seguir, o do bem ou do mal, como nas palavras de
Gonzaguinha, o poeta: “Um homem se humilha se castram seu sonho, seu
sonho é sua vida e vida é trabalho, e sem o seu trabalho, um homem não tem honra
e sem a sua honra se morre, se mata, não dá pra ser feliz...”.
Wiliam
Nogueira, 29a, Rio de Janeiro/RJ. Site:
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fui............
UM GRANDE BEIJO E UM GRANDE ABRAÇO!!!!!!!!!!!