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Praias Proibidas PDF Imprimir E-mail
Escrito por João Mauro Araujo   
Sunday, 22 January 2006

Na imensa costa brasileira, o acesso ao mar nem sempre é livre. O sol se refletindo na areia, a roupa formal substituída por trajes de banho e um cheiro de loção bronzeadora misturado ao aroma de petiscos. Nos feriados prolongados, principalmente durante o verão, milhões de pessoas dirigem-se à costa brasileira, banhada de norte a sul pelo oceano Atlântico, com 8 mil quilômetros de extensão. Fotos e descrições de praias preenchem os guias turísticos, acessórios quase fundamentais para quem busca diferentes opções litorâneas.

Porém, ao passar os olhos cuidadosamente por esses folhetos, vê-se que nem todas as incontáveis praias do país estão disponíveis. Algumas recebem designações de "privativa", "exclusiva para hóspedes do hotel" ou "controlada por condomínio", embora teoricamente sejam "bens públicos de uso comum do povo, sendo assegurado, sempre, livre e franco acesso a elas e ao mar, em qualquer direção e sentido, ressalvados os trechos considerados de interesse de segurança nacional ou incluídos em áreas protegidas por legislação específica", conforme assinala a Lei de Gerenciamento Costeiro.

Restrições de acesso à praia ocorrem em vários estados do Brasil, como São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Denúncias são encaminhadas às unidades do Ministério Público, gerando em determinados casos longas batalhas judiciais. Foi o que aconteceu há quase dez anos no Guarujá, município situado na ilha de Santo Amaro, distante 82 quilômetros da capital paulista. Quatro loteamentos - São Pedro, Tijucopava, Iporanga e Taguaíba -, construídos no leste da ilha no início da década de 1980, limitaram o acesso às praias de São Pedro, das Conchas, Iporanga e dos Pinheiros.

Inquérito

Faltando dez dias para o Natal de 1996, um Volkswagen amarelo, com quatro pessoas - dentre elas oficiais da promotoria local -, partiu da comarca do Guarujá para visitar quatro praias localizadas na encosta da serra do Guararu. Essa área de 4 mil hectares, conhecida como Rabo do Dragão, tombada em 1992 pela Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, por intermédio do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat), é também protegida por decreto federal de 1993.

O carro seguia pela Estrada Ariovaldo de Almeida Viana (SP-61), ou Guarujá-Bertioga, e pelas janelas podia-se admirar o verde robusto de remanescentes florestais da mata atlântica, que já ocupou 1,3 milhão de quilômetros quadrados da costa brasileira, desde o Rio Grande do Sul até o Rio Grande do Norte, restando atualmente 8% dessa área.

A primeira parada aconteceu no quilômetro 17, à frente da guarita do Loteamento Iporanga. O relógio marcava 4 horas da tarde quando os vigilantes comunicaram que o automóvel não poderia entrar, alegando que a praia era "particular".

O grupo obedeceu e seguiu viagem. Dez minutos depois, o carro parou junto à portaria do Loteamento São Pedro, onde seu acesso também foi impedido. A "missão" prosseguiu, tentando dessa vez ingressar nos loteamentos Tijucopava e Taguaíba, mas mais uma vez sua entrada foi barrada. O jeito foi retornar à comarca, sem ao menos ter conseguido colocar os pés na areia. Lá, o então promotor de Justiça do Guarujá, Edward Ferreira Filho, atual assessor do procurador-geral de Justiça, aguardava pelos integrantes do grupo. "Era notório que só podia entrar naquelas praias quem tinha casa, terreno ou autorização expressa de proprietários de imóveis lá de dentro", lembra Ferreira Filho. A partir daí, ele instaurou inquéritos civis de ofício para restaurar o acesso às praias, indevidamente privatizadas por empresas loteadoras.

Nos inquéritos, o promotor alegou que as companhias feriam princípios tanto constitucionais como ordinários, a exemplo de leis federais e de artigo do Código Civil descritos no processo.

Foram propostas quatro ações civis públicas, as quais exigiram a liberação do acesso às praias através de ruas dos loteamentos. "Foi uma sensação muito interessante ver o povo ingressando nas praias de Iporanga, São Pedro... E mais ainda observar que as pessoas usavam a praia e, ao sair, não deixavam um copo sequer jogado na areia."

Em 1997, porém, a câmara de vereadores do Guarujá aprovou lei municipal que outorgava aos loteamentos a administração de uso dos bens públicos em suas dependências, a fim de preservar o meio ambiente. Daí resultou uma segunda ação civil pública encaminhada por Ferreira Filho, que alegou inconstitucionalidade, já que as cancelas continuariam a controlar a entrada de visitantes, contrariando o artigo 85 da Constituição paulista. A ação foi julgada improcedente, mas desde 2001 tem recurso extraordinário no Supremo Tribunal Federal (STF).

"O julgamento está demorando demais, pois já vai fazer cinco anos. Não é normal demorar tanto tempo porque favorece os interessados diretos", comenta o promotor.

Na lista de proprietários de casas e terrenos dos quatro loteamentos há muita gente do alto escalão político e econômico. "Ao analisar a ação civil pública referente à praia de Iporanga, é possível ver que o ex-presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Francis Davis, ingressou no processo como terceiro interessado.

Um dos advogados da Câmara Municipal, Evandro Luís Castelo Branco Pertence, é filho do ministro do STF", observa Ferreira Filho. Entretanto, para Antônio Ângelo Faragone, presidente do Conselho da Sociedade dos Amigos do Sítio Iporanga (Sasip), "não há a menor interferência da Sasip, nem para procrastinar nem para agilizar". Ele diz não se sentir favorecido pela demora dos trâmites, pois preferia que o caso já tivesse sido julgado.

Atualidade

Cerca de 30 minutos separam o centro do Guarujá do terminal Perequê, na entrada da serra do Guararu. A parada é obrigatória para quem viaja de ônibus, já que não há uma linha que vá direto até a balsa, no extremo leste da ilha, o que exige o pagamento de mais uma passagem.

Quem mora adiante, na estrada, e trabalha no centro precisa gastar pelo menos R$ 7,20 por dia para se locomover. Após 15 minutos de viagem vê-se a portaria do Loteamento Iporanga.

Se fosse hoje, o grupo do Ministério Público novamente não teria conseguido ingressar na praia, pois a entrada de visitantes só é permitida das 8 horas da manhã às 4 da tarde. No estacionamento, há um limite de 108 veículos, com 30 vagas reservadas aos visitantes de Iporanga e 78 aos de São Pedro.

Na entrada, o motorista se identifica, pega o cartão, branco para a primeira e vermelho para a segunda, e recebe um panfleto com as regras que levam a assinatura da Sasip: futebol, frescobol e vôlei, por exemplo, só podem ser praticados após as 17 horas.

Para quem chega a pé, também é solicitada a apresentação de documento. Se for jornalista, "não pode incomodar as pessoas lá dentro, nem tirar fotos das residências", segundo alertou a vigilância. O sítio tem aproximadamente 2,5 milhões de metros quadrados, e da portaria até a praia são 4,5 quilômetros de distância. O trajeto não dispõe de faixa para pedestres, o que evidencia o privilégio dos motores. Depois de subidas, descidas e abordagens de vigilantes - "Boa tarde, vocês são visitantes?" -, uma pequena trilha leva até a areia.

Há chuveiro e banheiro para visitantes, contudo, o banho na cachoeira foi privatizado. Maurício Antoniette de Moura, diretor do Coletivo Alternativa Verde (Cave), grupo que trabalha com questões ambientais e resgate de comunidades tradicionais, freqüentava Iporanga desde os anos 1970 e considerava o lugar paradisíaco: "Havia três riachos, que formavam uma cachoeira. A água caía sobre as pedras, criando um tobogã natural".

Hoje, indigna-se: "A elite tratou de fazer da melhor maneira para si, chegando ao absurdo de desviar a água da cachoeira para um reservatório próprio, onde o acesso é proibido".

Sobre a cachoeira, Antônio Faragone, da Sasip, diz que é uma área exclusiva do empreendimento: "Ali é um clube particular, com área titulada em nome da Iporanga Empreendimentos, desde que o loteador a adquiriu". No lado esquerdo da via que leva à praia do vizinho Sítio São Pedro, também há uma cachoeira restrita aos proprietários, com piscina de água natural e trampolim. Isso está enfatizado em um dos anúncios publicitários expostos por imobiliárias na Internet.

Na mesma faixa de areia estão as praias de São Pedro e Tijucopava, loteamento um pouco maior que Iporanga. Há casas enormes, modernas, que justificam seus valores mais que salgados: terrenos que variam de R$ 400 mil aos milhões de dólares, conforme a localização em relação ao mar.

 Provavelmente, as mais caras são aquelas cujos quintais terminam na praia, só não confundindo o espaço público e privado por causa das grandes placas e dos seguranças que fazem a ronda. Aliás, a vigilância 24 horas por dia está entre os principais chamarizes.

Sorocotuba

A questão da restrição do acesso às praias do Guarujá não fica só nos loteamentos da serra do Guararu. Retornando pela rodovia Guarujá-Bertioga, sentido centro, na Estrada do Pernambuco há uma entrada para o morro de Sorocotuba, que é reserva ecológica. A subida pela estrada parece não terminar, mas, em dado momento, à esquerda encontra-se a portaria do condomínio, composto de três prédios. O próprio mapa oficial da cidade revela: "Com 100 metros de extensão, a praia de Sorocotuba fica dentro de um condomínio fechado onde o acesso é restrito". Os sites das imobiliárias também destacam a existência da "praia privativa", além de piscina natural e aquecida, e serviço de "beach-car".

Logo na entrada, um segurança veta a passagem de estranhos, mas diz que, continuando pela estrada, há uma trilha que dá acesso à praia, ao lado de um portão azul, aproximadamente a 200 metros dali.

O caminho no meio da mata parece mais uma rota clandestina, com pedras escorregadias em declive, e uma cerca de arame farpado à altura do ombro é o único apoio disponível. À direita, percebe-se que os corrimões foram retirados, já que restam partes da estrutura metálica.

O mato fechado bloqueia a luz do sol e, de repente, uma ponte de madeira esburacada é mais uma dificuldade do percurso. Enfim, avista-se a praia de Sorocotuba e, depois, vem a percepção de que o retorno - ilegal - pela rampa do condomínio é infinitamente mais prático que a lodosa trilha.

Para Marcelo Pedroso, secretário de Turismo do Guarujá, essas praias restritas devem ser tratadas como equipamento turístico diferenciado: "Não faz sentido a prefeitura intervir na infra-estrutura dos condomínios. Não sinto necessidade de democratizar ao limite, maximizar a democracia da praia. Você já tem no litoral espaço suficiente para atender à demanda de público". Pedroso diz também que Sorocotuba seria um problema de décima quinta página: "A gente está falando de 100 mil habitantes que vivem em situação de submoradia, favela, palafitas, ocupações irregulares em morros. Uma cidade que não tem só no turismo o seu problema".

Das 25 praias mencionadas no mapa do Guarujá, cidade de mais de 250 mil habitantes, que chega a receber por volta de 1,3 milhão de turistas na alta temporada, pelo menos cinco apresentam controle de visitantes. Maurício Moura, do Cave, vê essas restrições da seguinte forma:

"Os condomínios no Guarujá se tornam um negócio rentável porque não dão trabalho à prefeitura. Pagam Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) elevado e muitos têm sistema próprio de tratamento de esgoto e captação de água". É provável que as inúmeras propriedades com praias particulares em Angra dos Reis (RJ) ou os milionários empreendimentos hoteleiros da Costa do Sauípe (BA) também não dêem muito trabalho para suas respectivas prefeituras.

Arquitetura de segregação

Segundo a pesquisadora Teresa Pires Caldeira, autora do livro "Cidade de Muros", os condomínios fechados representam uma nova forma de segregação nas cidades contemporâneas.

Ela lista algumas características básicas do que denomina "enclaves fortificados": propriedades privadas que desvalorizam o que é público e aberto na cidade, eles são dotados de demarcações e isolados, flexíveis, pois podem ser instalados praticamente em qualquer lugar, valorizam artifícios de distanciamento e representam símbolo de status.

De acordo com ela, se os condomínios de São Paulo na década de 70 eram em sua maioria verticais e abertos para as ruas, os de 1990 para cá são murados e também encontrados na forma horizontal, principalmente nos municípios da região metropolitana. Deixando de lado a uniformidade dos edifícios, os donos dessas mansões demonstram personalidade e poder: "Ao construir uma casa, as pessoas tanto demarcam sua posição quanto moldam seu mundo interior", afirma ela.

Essa concepção desceu a serra e chegou às cidades do litoral paulista, com condomínios construídos de forma análoga aos da capital. Os quatro loteamentos citados, como o de Iporanga, na serra do Guararu, não são condomínios por definição, mas mantêm quase todas as suas características, como privacidade, segurança, homogeneidade social, equipamentos e serviços.

Já Sorocotuba representa mais o "modelo antigo", devido à verticalidade e padronização dos apartamentos. "O espaço público tem um componente básico que é a acessibilidade", diz Adrián Gurza Lavalle, doutor em ciência política e pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). Para ele, os condomínios ou loteamentos, mesmo com portaria aberta, alteram as condições de acesso à praia: "Elementos arquitetônicos dissuadem as pessoas do estatuto de livre acesso à praia; a arquitetura tem uma gramática que sinaliza a abertura ou acessibilidade do espaço. Se você multiplicar condomínios fechados no litoral todo, é óbvio que estará fixando elementos arquitetônicos que dizem que a praia não pode ser utilizada livremente".

Lavalle exemplifica a gramática da construção do espaço citando duas praias de Ubatuba, que são praticamente vizinhas: a Grande e a Vermelha. Ambas são abertas, mas, de acordo com ele, a segunda é menos freqüentada por ter acesso através de ruas de condomínio.

Os moradores das imediações de praias controladas ou fechadas não costumam adentrá-las. No Guarujá, Luiz Carlos Ramos, comerciante que mora no próprio bar na praia do Éden, vizinha a Sorocotuba, conta que nunca pisou lá: "O que eu sei dizer é que, de barquinho, dá para ir até a ponta da costa e ver a areia". Isso também pode ser constatado em conversas com habitantes da Estrada SP-61, que sabem das belezas das praias próximas, mas "preferem" deslocar-se.

O discurso da violência ainda é um dos grandes estimulantes na propagação dos condomínios. É fato que as imobiliárias já alardeavam o aumento dos crimes violentos dez anos antes de isso se tornar um problema real em São Paulo. É ainda dessa forma que justificam os modelos de empreendimentos altamente seguros: "É muito forte o uso simbólico da violência para vender a necessidade de segregar - blindar carro, fechar condomínio, ser localizado por helicóptero... É muito lucrativo", diz Lavalle. Ele lembra, porém, que, enquanto a violência pode mudar rápido, pois é sensível a intervenções, a segregação transformada em arquitetura tende a ser permanente.

Meio ambiente

A maior polêmica do Guararu gira em torno do tema "meio ambiente". A discussão coloca de um lado os proprietários de casas nos loteamentos e do outro as cerca de 300 famílias que vivem ao longo da Estrada Guarujá-Bertioga. A troca de acusações incendeia o lugar conhecido como Rabo do Dragão.

Cada habitante da região relaciona sua história à herança cultural ligada àquelas terras, que, segundo relatos, foram compradas pelo capitão Gabriel Bento de Oliveira em 1876, 17 anos antes da inauguração da Vila Guarujá. Entre os anos de 1926 e 1940, as famílias recém-chegadas estabeleciam-se na terra em regime de comodato. Ao falecer, Oliveira deixou por volta de 170 herdeiros, que viviam na serra então chamada de Cachoeira.

Hoje, esse nome designa apenas um bairro localizado nas imediações do quilômetro 13, o qual é representado, desde 2002, pela Sociedade dos Moradores e Amigos da Cachoeira (Somac). Seus integrantes dizem que a fundação da entidade foi motivada pelo temor da especulação imobiliária, principalmente após a construção dos loteamentos.

O funcionário público Benedito Eugênio de Oliveira Júnior, bisneto do capitão, afirma que sua avó morava na área de Iporanga muito antes da chegada dos "condomínios", mas ela e alguns parentes foram expulsos e suas terras, griladas. Uma parte das pessoas foi para a Cachoeira e a outra se instalou na praia Branca, extremo do Guararu, onde também existe uma comunidade tradicional.

O bairro da Cachoeira é formado por caiçaras, ou seja, remanescentes de comunidades que surgiram na região costeira do sul do Rio de Janeiro ao Paraná, em serras cobertas por vegetação de mata atlântica. Viviam da caça e da pesca, e por isso acumularam profundos conhecimentos sobre áreas inundáveis, restingas, manguezais e encostas.

Em razão das dificuldades de subsistir só com a pesca, atualmente os moradores da Cachoeira oscilam entre trabalhos nos setores primário e terciário. Josias Cipriano da Silva, pescador e vice-presidente da Somac, afirma que a poluição e o trânsito de embarcações de passeio contribuem para a diminuição de peixes no canal que margeia a estrada. Por outro lado, os donos de lanchas acusam a comunidade de ser a principal poluidora, devido ao esgoto ali despejado.

Josias reforça a tese de que os caiçaras sempre foram agentes naturais de preservação: "Não faziam desmatamento, sabiam a época certa de cortar madeira, assim como a de tirar caranguejo, siri, peixe. A gente sempre respeitou o meio ambiente".

Ele e toda a comunidade estão empenhados em resgatar a cultura tradicional, como, por exemplo, a culinária: azul marinho (peixe com banana verde), lambe-lambe (marisco com arroz), caranguejo na cerveja. As festas: de Reis e de São Pedro. O artesanato: confecção de cestas e balaios de cipó. E ensinamentos inspirados na observação da natureza: "Pássaro saracura canta no mangue avisando que vem chuva".

Entretanto, as faíscas entre os "dois mundos" persistem. O presidente do Conselho da Sasip, Antônio Faragone, é a favor da expulsão dos moradores da Cachoeira: "Entendo que todas essas casas, as ocupações, são ilegais, irregulares, e que a prefeitura, em seu poder de polícia, deve evacuar a área, porque elas não respeitam inclusive a faixa de 15 metros da rodovia". Ele mostra uma liminar expedida pelo Ministério Público, em junho de 2005, que pede a interferência da prefeitura nas "invasões".

"Nós nascemos na ilha, somos os legítimos moradores daqui, e agora nos chamam de invasores", lamenta Josias. O presidente da Somac, Sidnei Bibiano dos Santos, afirma que a comunidade entrou com pedido de regularização fundiária e lembra o fato de uma escola, municipalizada em 1963, funcionar ali desde o tempo do Império, o que comprovaria a existência, já naquela época, do bairro da Cachoeira.

A discussão mais recente diz respeito ao projeto Parque Ecológico Serra do Guararu, idealizado pela Associação de Desenvolvimento do Leste do Guarujá (Adelg). Além das belezas naturais, a serra tem diversas relíquias históricas comprovadas por técnicos da prefeitura do Guarujá: uma palmeira-imperial de 150 anos com 50 metros de altura, vestígios de uma possível senzala, uma roda que movia engenho de cana para produção de cachaça, um pequeno pilar com azulejos antigos, fornos de carvão, ruínas de uma capela, uma casa feita de taipa, um antigo porto de areia e um possível cemitério indígena.

O povo da Cachoeira, porém, está receoso: "Falam que isso vai gerar emprego para a comunidade, mas o que a gente vê é que esse parque na verdade vai ser fechado, e nós não teremos acesso a ele. Em muitos locais onde foram criados parques estaduais, as comunidades acabaram sendo expulsas e prejudicadas", afirma Josias.


 

Folia de Reis na praia Branca

A entrada para a última praia da serra do Guararu fica próxima à balsa que liga os municípios de Guarujá e Bertioga. O visitante encontra uma portaria da Sociedade dos Amigos da Praia Branca (SAPB), fundada em 1972, que, ao contrário das demais, não solicita identificação (lá não há loteamento ou condomínio). Uma trilha ecológica, exclusiva para pedestres, dá acesso às praias Branca, Preta e de Camburizinho. Mais perto da areia ficam alguns restaurantes, bares, campings e pequenas residências de uma colônia tradicional de pescadores, com cerca de 400 pessoas.

No canto da praia Branca - também conhecida como Prainha -, a existência de uma mansão contrasta com a simplicidade da arquitetura caiçara. O proprietário chegou a abrir uma estrada particular, que vai até o asfalto da SP-61. Foram feitas inúmeras denúncias por conta desse desmatamento, além de outros crimes ambientais, que, segundo pessoas da comunidade, já causaram muito prejuízo à população local. "Sei que o dono da casa, Evandro Mesquita, ex-deputado estadual em São Paulo, destruiu um pedaço da Prainha desde que se instalou aqui, em 1974/75.

A gente catava camarão para pescar; robalo, a gente pegava na praia, e ele realmente aterrou tudo para fazer a construção e o quintal", lembra Silvano Neves Ledo, que lista pelo menos 16 casas de conhecidos que deram lugar ao macroempreendimento privado. "As pessoas que moravam onde está a mansão dele hoje ou vivem em barracos de madeira no meio do mato - e ele está brigando na justiça para tirá-las de lá, onde inclusive as colocou - ou morreram."

Ledo, ou "Passarinho", é um dos moradores preocupados com o resgate da cultura caiçara. Com alegria, diz ser, há 14 anos, o puxador da Festa de Reis, que acontece na praia Branca durante a madrugada do dia 6 de janeiro.

"Na época de 1940/50, os pescadores antigos faziam folia-de-reis na Prainha. Quando recuperei essa tradição, em 1991, veio um povo de São Paulo que tocava rabeca, viola, flauta transversal, e conseguimos cantar as músicas das folias que meu avô ensinou para a gente".

Na folia-de-reis, folguedo mais expressivo e difundido em todo o estado de São Paulo, acontece uma espécie de procissão para lembrar a jornada dos três Reis Magos. Diz-se que estes, após visitarem o Menino Jesus, receberam de José e Maria um manto, que levaram de casa em casa anunciando a chegada do Messias.

Um dos personagens, o Rei Midas, é representado por Ledo na dramatização local: "O único que tem a roupa sou eu, porque um amigo que foi para o Egito trouxe de presente para mim. Estou precisando de outra... Se você conhecer alguém que for para lá, manda trazer", brinca.

Os foliões também vestem roupas coloridas e respondem aos refrões dos cânticos religiosos. Em troca, recebem bebidas e alimentos. "À meia-noite a gente começa a cantar para acordar as pessoas, abençoa a casa e vai para outra.

Há um respeito mútuo, tanto da parte dos foliões, como daqueles que nos recebem." Outro evento de destaque na praia Branca é a Festa da Tainha, que acontece no último fim de semana de julho e no primeiro de agosto. "É tainha assada na brasa, uma delícia. Se você comer uma aqui na Prainha, todo ano você volta", desafia Ledo, que lançou em outubro passado o livro Poesias de um Pássaro do Paraíso.

problemas brasileiros http://www.sescsp.org.br

Comentarios (33)Add Comment
fora da ordem
escrito por Guest, 2006-02-17 12:10:37
Quando eu era criança, eu aprendi que quem não cumpria a Lei ia para a cadeia. Quando eu era adolescente, percebi que além de justiça social, era preciso construir-se qualidade ambiental. Quando saí da faculdade, achei que poderia enfim intervir na realidade e parar de me lamentar. Hoje, me acho apenas uma pessoa de inteligência limitada, pois não entendo como que uma situação aviltante dessas se estende por toda a área litorânea brasileira.

Tatiana
http://tictati.zip.net
desmatamento
escrito por Guest, 2006-03-03 06:40:58
smilies/sad.gif
fora de ordem
escrito por paula marcela coutinho sousa, 2006-11-15 23:58:38
smilies/smiley.gifquando criança a gente aprende que temos que seguir essas leis desde pequenos mais quando adultos fazemos algo de errado irmos presos por ter cometido pequenos delitos ou de maior proporções iremos pagar na cadeia por ter cometo
este crime.
Ouro de tolo
escrito por Pamela Damilano, 2006-12-22 02:34:23
Estive nesses "condominios roubados". Conheci a Praia do Eden, Praia das Conchas, Iporanga, Sao Pedro e tambem a de Tijucopava. De fato sao tesouros deixados para nos! Acho que sao as praias mais lindas do Guaruja. Como podem privar-nos de tal tesouro?! Eu conheci todas essas praias e conheci tambem todos olhares atravessados dos moradores dos tais condominios. Eles te olham com arrogancia e quase nojo! Como se estivessemos roubando um pedaco da propriedade deles...mas nao foram eles mesmo que roubaram o direito de visita às praias?! Nao foram eles que roubaram uma RESERVA AMBIENTAL para transformar num EMPREENDIMENTO?!?! Vi que eu nao poderia ter acesso à cachoeira em Iporanga se nao estivesse acompanhada de um PROPRIETARIO. Como podem denominar uma cachoeira como parte do empreendimento? Se continuarmos comprando praias para nosso proprio quintal, havera um dia que - salvo a elite - nossos descendentes nao saberao o que é o mar.
o mapa do brasil
escrito por maria eduarda correa, 2007-02-20 14:50:40
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Indignação
escrito por bruna, 2007-05-03 19:27:42
Também estive na praia de Iporanga e de São Pedro e é tudo maravilhoso.....Fiquei indignada qdo. perguntei ao porteiro do clube (muito educado por sinal) como fazia para chegar a cachoeira e ele respondeu q só era permitida a visita para proprietários e sócios do clube.Parece piada né!!! Cachoeira proibida!!! E o engraçado é q tenho um amigo q tem um sítio em Dois Córregos - S.P. q dá entrada a uma cachoeira.Lá lota de vizitantes e ele é obrigadao a deixar as pessoas entrarem em seu sítio para ver a cachoeira.Teve um dia q seus idosos pais, estavam sozinhos em casa e ficaram com medo de deixar os visitantes entrarem,uma vez q estavam sozinhos) sabem o q aconteceu?Baixou duas viaturas policiais obrigando os velhinhos a abrir as portas dos sítios. Será q isso aconteceu pq. os velhinhos eram pobres???? Mas tenho experança de um dia poder visitar aqla cachoeira...
Dor de cotovelo
escrito por Moises Safra, 2007-10-15 14:52:54
Existem belissimas praias abertas ao publico em todo litoral. Porque o pessoal vem encher o saco justo nas praias que receberam vultuoso investimento em infraestrutura e preservação do meio ambiente? Pobre tem que se fuder mesmo. Vai para a linda praia de Bertioga
Coisas particulares em lugar público pra mim é público.
escrito por Fabio Fer., 2007-10-24 13:56:00
Estive neste ultimo feriado na praia de Iporanga, lá consegui entrar pois cheguei bem cedo cerca de 8h. Quando entrei pensei que poderia jogar um volei com meus amigos , mas já ao entrar, fomos deparados com uma placa dizendo que jogos só eram permitidos depois das 17h, mas mesmo assim levamos a bola pois estavamos na metade do caminho para a praia. Chegando lá, encontramos milhares de cadeiras e guarda sol na areia, alguns eram do restaurante outros eram das resisdencias, que só são separadas pela grama e areia da praia. A princípio não sentamos em nenhuma cadeira, pois nem comer lá iriamos, então estendemos tangas na areia e assim ficamos por um tempo. Depois de 5 minutos já havia um segurança falando que não poderiamos utilizar a bola de volei até as 17h, isso pq ela ficou la do nosso lado, nem iriamos mesmo jogar. Após isso eu fiquei indignado, não sou advogado, mas sei que no mínimo praia é pública e sei também que aquela entrada privativa é ilegal. Então resolvi testar o lugar. Sentei sozinho em uma cadeira de praia, em frente a uma residência qualquer, devo enfatizar que ela estava na areia, AREIA PÚBLICA, e fiquei ouvindo musica olhando para o mar por cerca de 5 minutos, nisso 2 seguranças passaram me olhando, tentando advinhar, é um visitante ou morador. Como estava sozinho, eles acharam errado, pensaram que eu era um morador e me deixaram lá, mas como havia combinado com meu amigo, ele foi lá no segurança perguntar se as cadeiras da praia poderiam ser usadas pelos "visitantes", ele disse obviamente que não era permitido, e então, emeu amigos perguntou: Porque aquela pessoa está sentada na cadeira então? e o segurança respondeu: Ele deve ser um morador, após algum tempos depois disso, eu levantei e fui endar com meu amigo até a ponta da praia, e na volta o mesmo segurança no viu juntos, e aí ele veio falar comigo. Após ele dizer a primeira palavra, eu respondi prontamente que já sabia o que ele iria dizer, e ele então ficou puto, falou: não, você sabe nada. E então discutimos um pouco, mas nada de mais, ele então saiu bravinho, mas estava quase me forçando a me retirar da praia. enfim, achei um absurdo isso, pois se as cadeiras estão na praia são para serem usadas, e azar de quem deixou lá. Tenho vergonha de morar no Brasil pela política ridícula que aqui existe.
Iporanga
escrito por Bruno Am., 2007-10-24 15:01:50
Concordo com o que o Fabio disse acima, pura sacanagem e o acesso a praia pelo mar é livre, então seu eu chegar de barco com 500 pessoas eu posso atracar e ultilizar a praia avontade, pela lei seria bem isso...e ainda tem gente que aprova essas porcarias
Todos são bem vindos.
escrito por Guilherme Schievano cocrane, 2007-10-31 19:04:26
Caros recalcados:
A limitação de trafego é lei federal de reservas.Não é lei do côndominio.
São disponibilisados ducha,piscina natural e sanitarios (limpos) a todos, sem preconceito algum.
Se esta havendo preconceito , não é de nossa parte.
Visite São Pedro com bom astral,preste atenção na natureza e aprenda.
aloha
Em Ilha Bela não são todos bem vindos
escrito por Guilherme Schievano cocrane, 2007-12-07 18:52:33
Caros ex-recalcados
Tanto ódio e preconceito contra quem mantém o paraiso de são pedro agora pode aumentar suas frustações.
O ascesso de veiculos à cidade de Ilha Bela È RESTRITO.
Vão reclamar pro prefeito e população da ilha.Aprenda
Moises Safra deve ser um desses coroneis corruptos
escrito por gominolas, 2007-12-26 11:33:30
Tem um comentario feito por um tal de Moises Safra que diz que pobre tem mais é que se fuder...
Eu acho que esse cara deve ser um desses coronéis super ricos que financiam a campanha desses politicos idiotas que ficam inventando leis pra fazer com que os condominios rasguem a constituiçao federal na nossa cara. Enquanto isso, eles riem da nossa cara roubando nosso patrimonio publico e botando cercas e gorilas armados para nos impedir de entrar no que é nosso por direito.
A mesma coisa acontece com nossas estradas que estão cheias de pedagios impedindo o pais de se desenvolver, impedindo nosso direito constitucional de ir e vir, só pra beneficiar uma meia duzia de coronéis que faturam bilhoes por dia.
Isso acontece porque a imprensa nao divulga os nomes dos verdadeiros responsaveis por isso, e o pior, o povo sempre vota de novo nos mesmos politicos que cospem na nossa cara durante anos e anos seguidamente, sendo sempre reeleitos pelos mesmo povo que so sabe votar no primeiro colocado da pesquisa ou no candidato que a globo manda votar.
Aloha visitantes de são pedro
escrito por Guilherme Schievano cocrane, 2008-01-13 23:18:34
Caros amigos
Concordo totalmente com gominolas,figuras como este SAFRA deixam o mundo pior,desumano e dividido é um otário.
Agora instalamos um bebedouro no estacionamento e as arvores estão maiores para refrescar as carangas .
Sejam bem vindos,fiquemos cada vêz mais integrados.
Aloha
Sorocotuba
escrito por Anonimo, 2008-01-25 01:00:27
A praia do sorocotuba pode ser acessada pela mata, se hoje nós condominos podemos acessar por rampas ou jeeps (beach-car) é porque pagamos para que a rampa fosse construida e pagamos por sua manutenção, pois quando o condominio foi construido ainda nao havia ruas internas do condominio. Acho que voces deveriam se preocupar mais com a favelização do morro, atrás do condominio e a beira da praia, com o povo que destroi a mata sem consciencia, já que para que o condominio sorocotuba podesse ser construido a prefeitura do guaruja obrigou a construtora a doar terras para que fosse feita a reserva ecologica. Não adianta reclamar sem participar, chegar na porta do condominio e querer usufruir do suor dos outros. Na minha opinião tem que barrar mesmo e indicar tal trilha.
Ai que ridículos
escrito por anonino, 2008-01-31 15:35:15
Esses idiotas infringem a lei construindo casas na amta e ainda querem descutir. Deus, dei-me paciência!
...
escrito por anonino, 2008-01-31 15:39:14
Será que esse Moisés Safra é o mesmo do banco Safra?
Não Amigo!
escrito por Gui S Cocrane, 2008-02-12 02:41:52
Não Amigo!

1º) "Ai que ridiculos". O título mostra que ridículo é não respeitarmos nossa gramática. Lutemos sim, pela educação!
2º) Ninguém está usando animais para construção "casas na aMta", afinal as casas só existem porque seguem as leis ambientais de preservação da natureza
3º) Discutindo é que chegaremos a uma solução para todos
4º) Quanto à Deus, Ele nos dá todas as capacidades intelectuais e emocionais, é só reconhecê-las.
ALOHA!!!!
Prezado Guilherme:
escrito por Marina Souza, 2008-03-13 17:13:48
*Me desculpe os erros ao digitar, pois quando estou nervosa isso acontece.
*Quanto a Deus, concordo com você.
*Quanto a gramática, concordo também, já que nunca a desrespeitei.
Não consigo imaginar uma pessoa como você usando o termo "ALOHA", é tão incoerente...
E se as casas estão construídas legalmente, você discorda com a matéria acima, correto?
Já que discutindo chegaremos a uma solução para todos, por favor, justifique o fato de não concordar com a matéria.
ALOHA São Pedro
escrito por Guilherme S C, 2008-03-14 06:05:19
Prezada Marina,

Aloha é um termo havaiano, berço da origem do surf, palavra usada para expressar paz e amizade.
Sinceramente, é o que desejo a todos!!!
ALOHA!!!
Mais atenção Guilherme...
escrito por marina souza, 2008-03-21 20:09:35
Prezado Guilherme:

Desculpe-me, mas não respondeu a pergunta por completo...
Aguardo seus argumentos.
Só um lado da moeda.
escrito por Nao interessa, 2008-07-14 22:32:20
Achei bastante curioso ao ler este artigo, uma vez que trata SOMENTE de um lado da moeda.
Pois eu digo como uma proprietária do condomínio sítio iporanga (SASIP).
EM 1997 como foi dito, o condominio foi aberto ao público, porém as coisas nao foram bem assim como é relatado aí em cima.
As pessoas que entravam ou como são chamadas, os visitantes, cortavam as arvores (uma por dia!) para montar suas barracas para vender coco ou milho ou qualquer dessas porcarias que se vende em praia. Ou seja, os condominios passaram a ter um alto índice de desmatamento.
Falo como uma pessoa que além de ser proprietária outros integrantes da família possuem residencia lá, e um deles teve que se deparar com um visitante no próprio LAVABO! Para quem não sabe as casas lá nao possuem muros, e digo isto porque existe um motivo: por ser uma reserva ecológica, os animais (como preguiças, tamanduás, cotias, tatus, tucanos) devem ter livre circulação.
Com relação à filosofia da cachoeira: acho engraçado que este blog, nao esteja atualizado quanto deveria. Mas fiquem sabendo que agora é aberta ao público sim, porém devido ao alto indice de poluição DOS VISITANTES os pitus (especie de lagosta de agua doce) sumiram.
O condominio sim, oferece algumas restrições aos visitantes, afinal não sao eles quem pagam pelo condominio e sinceramente acho bastante injusto termos que pagar algo para outras pessoas usufruírem.
A unica restrição é o bar da cachoeira e as quadras de tênis, que são de uso nosso.
mas há diversos fatores que irritam os usuários, como por exemplo a poluição.
Sinceramente a população nao é tao educada quanto citada acima. Olho sempre que vou e recolho 1 saco plástico por dia de lixo.
Os cavalos marinhos do mar sumiram, as tartarugas eu quase nao vejo mais.
O seu depoimento me parece mais uma forma de expressão marxista onde os fracos almejam pelo poder dos fortes e ricos e quando conquistam aquilo nao há quem os tire do poder.
Garanto que você nao gostaria que alguem matasse seu animal de estimação ou usasse a sua casa, ou até mesmo jogasse sujeira no seu jardim.
Pense nisso.
será que o seu dicurso nao é o que alguns aí nos comentários citam como inveja?
Obrigada pela atenção,
TEM QUE VER OS PRÓS E CONTRAS
escrito por Paulo Campos de araujo mendes, 2008-08-28 23:27:24
Eu não moro em nenhuma destas praias, mas costumo frequentá-las. Quero deixar registrado que sempre fui bem recepcionado. Que fique registrado tambem: Se a SASIP não estivesse fazendo esse exelente trabalho junto com seus funcionários e colaboradores, essa linda reserva já teria sido invadida por marginais que desmatam nosso verde para construir barracos ,criar quadrilhas do crime organizado e assim sendo nem a polícia poderia adentrar nesse local maravilhoso. Gente!!! Eu já frequentei a cachoeira do Perequê que era muito mais linda e hoje as pessoas tem medo de ir ao local por ela ter sido tomada por bandidos.
Olhando os dois lados
escrito por Agenor Ribas, 2008-09-08 00:24:37
Sou do RS e não conheço as praias de SP. Eu encontrei este site por acaso. Li uma reportagem no Terra sobre praias naturistas ("nudistas"), com fotos belíssimas. Aí me veio a dúvida: será que eu poderia entrar vestido em uma praia naturista para tirar fotos da natureza (tipo assim, bem cedo, 7 da manhã, sem pessoas peladas nas fotos) ? Uma idéia vai puxando a outra, e me lembrei dessas "praias privadas" asquerosas que ferem a Constituição, segundo meu entendimento de leigo em Direito. Tentei procurar na internet, mas aparentemente há poucos sites que tratam do assunto no ponto de vista legal. Este aqui é uma exceção.

A princípio, sem informações detalhadas, eu achava estas "praias privadas" uma aberração, um desrespeito absurdo aos meus direitos enquanto cidadão brasileiro. Mas no caso específico das praias de SP retratadas aqui, os moradores destes condomínios escreveram comentários que me fizeram enxergar um pouco o outro lado. Exceto pelo comentário ridículo daquele puto e filho da puta que disse que "pobre tem mais que se foder", concordo com os outros. Se a rampa de acesso, obras de infra-estrutura, etc., foram pagas por particulares, eles que as usufruam, desde que haja acesso alternativo à praia. Se a trilha da mata está em péssimas condições, é o poder público (prefeitura) quem devia se preocupar com isso. Aproveitem as eleições de outubro, daqui a um mês, e votem nos candidatos certos, não naqueles que aparecem em primeiro lugar nas pesquisas, que sempre legislam em causa própria, como comentou alguém aí acima.

Se a cachoeira realmente está aberta ao público, se os seguranças têm educação civilizada com os "visitantes", as duas únicas coisa que acho que ainda podem ser contestadas são: 1) Restrição no horário de acesso dos visitantes. 2) Restrição na prática de esportes. Afinal, estas duas coisas são livres nas praias "normais".

Mas lembrem-se. Em 1996 as praias eram totalmente "exclusivas" e fechadas. Graças ao Ministério Público o acesso voltou a ser público. Se não fosse pelo MP, até hoje a situação seria aquele absurdo.

(P.S. Eu voto no PSOL, porque o PT está muito ao centro para meu gosto. Estou longe de ser um burguesinho filhinho de papai.)
Atenção !!! Cada um na sua ...
escrito por tiago, 2008-11-28 18:11:28
Temos quem respeitar cada um com seu qual !

se vc é pobre ,o problema é seu , a gora tem gente que além de querer misturar e brigar pela igualdade !!
Vc Quer brigar por isso , é pq vc gosta de povão e praia de povão já tem um monte !! Vá para a Praia grande , esse é o perfil da pessoa que não dá valor para a tranquilidade e segurança de passar férias com seus filhos sem se preocupar !! isso não tem preço e pago muito pro isso !!
Portanto visite praias ao seu perfil como Praia Grande ,mongangua e itanhanhem e deixe nosso paraiso intacto e limpo ..
FORA AOS POBRES E SEM EDUCAÇÂO !!!!
Oque é isso KKK?
escrito por Guilherme S Cocrane, 2008-12-09 04:54:42
Tiago

Moleque pense mais,estude mais,leia mais,humanise-se mais.

Seremos melhores e mais evoluidos ao sabermos que todos são absolutamente iguais.

Vá embora de São Pedro,você é que tá na idade feudal.

Sou morador de São Pedro há 20 anos.

Amigos ALOHA,você burga tá fora.

Desculpem o prego.

ALOHA
Praias Particulares
escrito por José Fco. Silvestre, 2008-12-26 18:17:17
Também acho muito estranho existirem praias particulares. ´Nosso país tem a maioria da população de pessoas simples, humildes e que nem sempre podem gastar para se divertirem. As praias são, ou pelo menos foram uma saída para os que querem relaxar e se refrescarem nas águas do Atlântico. Oceano que Deus nos deu de presente. Aprendi que para você ser dono de alguma coisa, tem que comprar ou ganhar alguma coisa de algúém. Se o Mar é patrimônio Natural e pertence a todos, como é que alguém se diz dono de uma área e proibe as pessoas de nela adentrarem. Gostaria de uma explicação que me convença. Seu artigo é muito interessante e solicito me enviar sempre notícias específicas do que está acontecendo a respeito das pendênciuas judiciais desse caso, assim como de assuntos gerais de su "site"!. Grato. Zéfranvisco..
R.I. P.
escrito por Guilherme S. C. Costa, 2009-02-19 08:38:45
Caros irmãos

Deixo S.Pedro .

Sempre serão WELL COME

Vivão agora sempre.

ALOHA .

BY
Podemos entrar em um acordo sim, basta ter inteligência...
escrito por Dieguito, 2009-03-16 16:55:17
Queridos amigos apaixonados por praias.... sou pobre como qualquer pessoa que não tem uma propriedade num condomínio de alto luxo e concordo que a visita livre degrada o ambiente como pude observar na praia branca... agora como o nosso amigo guilherme mesmo disse, quando você limita a entrada de pessoas você mantém intacta a preservação do ambiente, e manter gera custo... então sou a favor dos condomínios e da limitação dos visitantes. Mas por outro lado, creio que tudo que provém da natureza, seja a areia, o mar ou a bendita da cachoeira devem ser de livre acesso aos já limitados visitantes... por que não cadastrar quem entra??? Ninguém vai deixar uma cópia de documentos e comprovante de residência para largar latas pela areia e ter o acesso proibido... essa seria uma bela solução e não proibir a minha entrada sem ao menos saber qual é o meu comportamento junto à natureza... e vou mais além, irei visitar todas as "praias proibidas" e gostaria de confraternizar com o Sr. Guilherme pela educação e pelo convite a todos nós feito... assim se faz uma pessoa digna...
Vergonha
escrito por V, 2009-04-07 22:38:09
Caramba, eu tenho vergonha do Brasil, na verdade, vergonha de muitos brasileiros grileiros.
Moro atualmente na França e aqui pode-se fazer a GR (Grande Randonée), que são os caminhos para trilhas que fazem todo o desenho do país. As pessoas tem que construir suas casas no litoral com um limite de distância da praia e não podem cercá-las e nem reclamar que alguém que faz a trilha passa pelo seu quintal. Isso faz com que o francês ame mais o seu país, pois o conhece verdadeiramente. Fez um solzinho no final de semana, a galera já vai fazer mais um trecho do GR e muitos contornam o país. No Brasil, o Estado é ineficiente. Deveria reapropriar quem desobedece e grila terras ou impede o acesso. A impunidade faz com que as pessoas, cada vez mais desacreditadas, não amem o lugar em que nasceram. O Brasil precisa de uma insurreição para colocar os pingos nos is.
ALOHA Diequito
escrito por Guilherme S. C. Costa, 2009-04-22 08:07:35
Irmão
Como já escrevi,vendi minha casa em Sampedro.Porém dúvidas e angustias não se vão assim.
Sou dos primeiros surfistas de spedro.,oque só me preocupa.
Quando o paraiso era exclusivo;tudo era escrota superioridade.
Agora tudo é vida.
Agora vejam como somos iguais;aprendamos o prazer da igualdade.
Aproveitem essa igualdade.
ALOHA
Guilherme
Guaraná Antartica é o que é
escrito por Yasmin, 2009-05-15 03:09:00
smilies/cheesy.gif smilies/smiley.gif smilies/angry.gif smilies/cool.gif smilies/cool.gif smilies/kiss.gif smilies/cry.gif smilies/cry.gif smilies/cry.gif smilies/cry.gif

Ahh

Não entendi nada

Ann deve ser pq naum li

Preguiça

née
Probrema
escrito por Guilherme S. C. Costa, 2009-05-22 08:09:05
é não ler o pobrema.

Quanto mais sei,sei que não sei. ALOHA
Deputado Evandro Mesquita
escrito por André, 2009-06-12 04:22:55
Deputado Evandro Mesquita é um grande safado: tomou terras dos caiçaras, construiu uma casa de veraneio, cercou toda a propriedade e fechou o acesso da comunidade à Rodovia Ariovaldo de Almeida Viana com a abertura de uma estrada particular, entrou com um pedido de ação possessória na justiça e praticou crimes ambientais no local. Quem conhece a Prainha Branca pode ver a enorme área desmatada por esse cara sem escrúpulos para construir sua mansão. Desonesto maldito.

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