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E agora José ?? Agora, só em
2016. Parece até garantia da Gradiente. Mas a verdade é que mesmo depois de seu
discurso por vezes inflamado, José Dirceu, não conseguiu vencer. Nem convencer.
E terá que esperar 10 anos para voltar a se candidatar a alguma coisa. Mas como
o eleitor tem memória curta, não sei não. Ainda mais tanto tempo assim. Melhor
aproveitar o final do ano e fazer uma mandinga básica.
Se bem que como o próprio Dirceu falou, ele estará com 70 anos e levando-se em
consideração a pesquisa do IBGE, onde mesmo tendo a expectativa de vida do
brasileiro subido para 71,7 anos, acredito que não temos mais o que temer.
Friamente falando. É claro.
Mas isso me leva a pensar que se continuarmos desse jeito cuidando da saúde, ou
melhor, se continuarmos a não exigir de nossos governantes, deputados, senadores
que se faça alguma coisa, nunca sairemos da 82ª posição do ranking mundial, ou
se preferirem, da 16ª posição do ranking da América Latina. Precisamos agir.
Rápido. Não podemos simplesmente assistir passivamente a crise no setor de
saúde, vendo hospitais públicos fechando suas emergências, vendo pessoas
morrendo em filas de espera, vendo pessoas sem ter remédios para tomar, e ao
mesmo tempo vendo o dinheiro que deveria ser destinado a esse setor, se esvair
sabe-se lá para onde ou para quem.
Melhor pelo menos fazer como o prefeito César Maia. Confessar. Confessar que
fracassou na gestão da saúde.
Aliás todos poderiam fazer isso. Confessar que falharam nos mais variado setores
do nosso país. Isso sim seria o primeiro passo. Por mais curto que fosse. Mas
seria.
E não fazer como certas pessoas que continuam dizendo que não sabem de nada.
Parece até o Jamanta.
Mas isso não bastaria. Isso não salvaria vidas. Isso não alimentaria famílias,
isso não daria emprego, isso não diminuiria a violência, isso não devolveria a
dignidade de um país. Isso não lavaria a lama de Brasília. Isso não melhoraria a
educação. Isso só serviria de alerta.
Mas seria bom que se fizesse alguma coisa quando o alarme tocasse. E isso
caberia a nós. Sempre nós. Mas somos nós que colocamos todos eles no poder.
Somos nós que elegemos senadores, prefeitos, governadores, deputados e
presidentes. Temos sim, uma parcela de culpa. Confessemos também.
Mas isso pode mudar. Nós podemos mudar isso. Nem que tenhamos que nos espelhar
na Venezuela onde houve 75% de abstenção. Alguma coisa temos que fazer. E volto
a falar, as urnas são a nossa única forma de sermos ouvidos. De nada adianta,
exigirmos que se tire alguém de um cargo público, se amanhã essas mesmas pessoas
que exigiram isso, estão de volta dando seu voto novamente para essa mesma
pessoa.
Temos que vestir a camisa brasileira literalmente. E não apenas em Copas do
Mundo. Somos brasileiros. Legítimos. Não "made in" Paraguai. E temos que provar
isso. Nosso país é um gigante pela própria natureza. Não temos terremotos,
maremotos, tsunamis. Temos um lindo país e políticos corruptos. Não todos. Mas
temos. Os outros países também têm, mas eles tem o outro resto.
Temos a melhor combinação. Povo bacana e um país maravilhoso. Só nos resta fazer
com que essa fórmula funcione. E em nosso próprio beneficio.
Claudio
Schamis, é formado em Administração de Empresas e Adesguiano, na cidade do Rio
de Janeiro - RJ, Brasil. Morou nos EUA por 6 meses e passou dois anos em Israel.
Torce pelo flamengo. trabalha na administração da empresa da família. Seu site:
http://claudioschamis.multiply.com E-mail:
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