"Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos.”
Nelson Rodrigues
Já não é segredo pra ninguém, que o cérebro humano é infinitamente inesgotável de possibilidades, contanto que se criem oportunidades para tal. A memória é um componente imprescindível, tanto para a saúde física, quanto para a saúde mental. Mas muitos poucos se dão conta de tamanha importância. A memória cria história. No caso de brasileiros, um estudo seria relevante. Um país com 500 e poucos anos, colonizado, maltratado, deveria se dar ao luxo de parar, pensar, rever e RELER sua história, para que uma nova história tenha início.
Ao RELER, a memória desperta, e nos aponta questões, que muitas vezes passaram em branco pelas nossas vidas. RELER a história, é prestar atenção nas atitudes de todo um povo, desde o mais simples sertanejo, ao mais alto escalão do Planalto Central. Sugiro que se lembrem de alguns fatos que tanto nos incomodaram, e outros que tantos nos deram orgulho.
1. O governo Getúlio Vargas 2. O AI 5 (Ato Institucional número 5) 3. A Anistia aos exilados 4. O grito pelas “Diretas Já” 5. A morte de Tancredo Neves 6. O governo Collor 7. O plano REAL
Estou sugerindo um estudo, uma pesquisa, uma releitura de poucos anos de história, mas anos que marcaram nossa identidade, e que se não lembrados a tempo, apagarão em nossas mentes a memória de acontecimentos tão importantes, de momentos de caos e de momentos de uma nova ordem. Uma nova ordem apenas se inicia após um período de caos. Já não está na hora de colocarmos a cabeça no travesseiro e repensar ?
Já não é sem tempo um gole d’água, para refrescar a memória e mudar de caminho.
Basta de aridez no deserto de nossas vidas.
Alcilene Natrielli, é poeta e escritora. Visite seu site: http://ciccadorini.zip.net. Você poderá contatá-la pelo e-mail:
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