| A Importância da Biotecnologia para o Agronegócio |
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| Escrito por Paulo Euler Teixeira Pires | |
| Friday, 16 September 2005 | |
Com o tema “A Biotecnologia no Agronegócio: produtividade, custos e impacto ambiental”, o chefe geral da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, José Manuel Cabral de Souza Dias, foi o conferencista que encerrou a tarde do segundo dia do 6º Congresso e Exposição das Empresas de Biotecnologia – ABRABI, realizado entre 13 e 15 de setembro, no Centro de Exposição dos Imigrantes, em São Paulo, SP.
Cabral apresentou alguns exemplos de como a biotecnologia está sendo utilizada no agronegócio e mostrou projetos em desenvolvimento. O feijão transgênico resistente ao vírus do mosaico dourado - a doença mais séria de feijão de toda a América latina – foi usado para exemplificar como a biotecnologia pode contribuir para a segurança ambiental e alimentar. O vírus é transmitido pela mosca branca e na tentativa de conter a doença, médios e pequenos produtores costumam realizar sucessivas aplicações de inseticidas que além de contaminar o meio ambiente, não conseguem sucesso no controle da mosca nem da doença. A situação ainda se torna mais séria no caso dos pequenos produtores que sequer possuem recursos para combater a praga e a perda da produção costuma ser total. O feijão resistente ao vírus pode contribuir tanto para a segurança alimentar dos produtores e suas famílias, como para segurança ambiental pela redução e até eliminação do uso de inseticidas. A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, uma das unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Alimentação, localizada em Brasília-DF, desenvolveu o feijão transgênico resistente ao vírus do mosaico dourado, que se encontra em teste de campo na Embrapa Arroz e Feijão em Goiânia-GO. Segundo Cabral o lançamento comercial do feijão deverá ocorrer dentro dos próximos quatro a cinco anos. Também em fase de desenvolvimento pela Embrapa, encontra-se o algodão resistente ao bicudo do algodoeiro – praga que destruiu a cultura de algodão no País a partir dos anos 80 – e que é muito difícil de controlar com agroquímicos. A pesquisa procura encontrar genes de resistência ao inseto para introduzi-lo na planta. Os trabalhos de transformação genética estão na fase final de desenvolvimento. As afirmações do chefe geral da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia foram apoiadas pelo debatedor da conferência, Willian Lee Burnquist, coordenador de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) de Piracicaba-SP, ao relatar o grande avanço verificado no melhoramento genético da cana-de-açúcar, cultura que ocupa cerca de quatro milhões de hectares e deve chegar aos seis milhões de hectares até 2010 devido ao aumento da demanda de álcool combustível que irá converter áreas de pastagens nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Mato grosso do Sul em campos de cana-de-açúcar. Praticamente em metade da área de cana-de-açúcar plantada no Brasil são utilizadas variedades desenvolvidas pelo CTC e atualmente estão em desenvolvimento novas variedades com características de resistência a insetos, maiores teores de açúcares e sem florescimento. O Centro de Tecnologia Canavieira atende a 114 usinas de açúcar e álcool e a destilarias autônomas (que não fazem açúcar), preocupando-se com a realização de estudos e pesquisas nos diversos assuntos ligados à cadeia produtiva da cana-de-açúcar, desde a genética até ao controle de qualidade dos produtos, passando pela biotecnologia, fitotecnia, processos de produção de açúcar e álcool, balanço energético, aproveitamento de subprodutos, etc. A cigarrinha da raiz da cana-de-açúcar vem sendo controlada com a utilização do fungo Metarhizium anisopliae e a broca da cana é rotineiramente controlada com a utilização de parasitóides (vespinhas). Nesse sentido, Burnquist reforçou a idéia de que para o Brasil é estratégico desenvolver processos de produção de biodisel que utilizem o etanol na trans-esterificação dos óleos vegetais, em vez do metanol, que é produzido a partir de petróleo ou gás natural ou da madeira. Finalizando, ele salientou que em nenhum lugar do mundo está sendo utilizada a cana-de-açúcar transgênica e que, embora o CTC domine a tecnologia de transformação da cana desde 1994, a sua utilização comercial depende, em primeiro lugar, de estudos de biossegurança que devem ser realizados e em segundo, da percepção pública quanto à utilização da cana geneticamente modificada e dos seus produtos. Um aspecto em que os dois conferencistas da sessão de Biotecnologia e Agronegócio foram unânimes foi quanto a demora na regulamentação da Lei de Biossegurança (aprovada pelo Congresso e sancionada pelo Presidente da República), pois a falta de critérios claros para os trabalhos com OGM’s começa a prejudicar os trabalhos de pesquisa, uma vez que mesmo solicitações rotineiras para trabalhos em laboratório, experimentos de campo ou modificações em estruturas de laboratórios e casas de vegetação não podem ser aprovadas, já que a nova Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) ainda não foi nomeada. Paulo Euler Teixeira Pires, Jornalista
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
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plantil de caju
escrito por Esse endereço de e-mail está sob proteção contra Spam (spam bots).Por conseguinte, você deve ativar o recurso Javascript para poder visualizar isso , 2006-07-27 13:19:11
vocees são um horroor. escrito por Danii ~*, 2008-02-20 23:18:25
vocees são uma merdaa,euu num acheii nadaa pru meu trabalhu aquUii......!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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Com o tema “A Biotecnologia no Agronegócio: produtividade, custos e impacto ambiental”, o chefe geral da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, José Manuel Cabral de Souza Dias, foi o conferencista que encerrou a tarde do segundo dia do 6º Congresso e Exposição das Empresas de Biotecnologia – ABRABI, realizado entre 13 e 15 de setembro, no Centro de Exposição dos Imigrantes, em São Paulo, SP.

Químico - atuando na educação como Assistente Técnico Pedagógico (ATP) - Diretoria de Ensino da Região de Sertãozinho.
Gostaria de saber se na Embrapa tem estudos em que demosntre quanto uma touceira de cana produz ao longo de sua vida produtiva de O2 (oxigênio), quanto consome de O2 no processo de respiração e capta de CO2 (dióxido de carbono).
Tenho a certeza que poderiamos otimizar mais ainda o balanço de carbono desde o plantil da muda até o processo de final que é a fermentação.
Contando com sua atenção
Armenak Bolean
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