O biorreator, uma espécie de “fábrica de plantas” - equipamento capaz de multiplicar mudas de plantas com muito mais higiene, segurança e economia, será um dos destaques no estande da Empresa na II Conferência Mundial do Café, no estande da Embrapa Café, uma das 40 unidades de pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, localizada em Brasília, DF, durante a II Conferência Mundial do Café, que acontece de 23 a 25 de setembro, em Salvador, BA.
O biorreator funciona a partir de um sistema de frascos de vidro interligados por tubos de borracha flexível, pelos quais as plantas recebem ar e solução nutritiva por aspersão ou borbulhamento.
Esse equipamento contém os materiais a serem reproduzidos, como células, tecidos ou órgãos, e visa produzir plantas de forma semi-automática, com monitoramento e controle das condições de cultivo, além de uma menor manipulação das culturas.
O equipamento foi desenvolvido e patenteado por outra unidade de pesquisa da Embrapa, a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, também localizada em Brasília.
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Foto: Cláudio Bezerra |
A clonagem de plantas tem se mostrado uma ótima opção para acelerar a produção de variedades híbridas de café com características de interesse, como resistência a pragas e doenças, por exemplo, como explica o pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, João Batista Teixeira, responsável pelo desenvolvimento do biorreator.
Segundo ele, os programas de melhoramento genético desenvolvidos nas últimas décadas levaram à produção de plantas híbridas de café arábica muito promissoras do ponto de vista agronômico, mas são processos extremamente demorados, podendo levar até trinta anos para o lançamento de uma nova variedade. “Com o biorreator, é possível clonar híbridos promissores de café com muito mais rapidez e segurança”, enfatiza o pesquisador.
Para o café, que é um dos produtos agrícolas de maior destaque no mercado internacional, a importância de se aliar técnicas de biotecnologia, com o uso do biorreator, aos programas de melhoramento genético convencionais, é indiscutível e fundamental para manter o Brasil na posição que ocupa hoje como maior produtor mundial. Mas, o equipamento pode trazer benefícios também para outros setores produtivos, como explica Teixeira.
Outras aplicações
“O biorreator reduz significativamente os custos com mão-de-obra, além de acelerar o ciclo de produção e aumentar a produtividade e, por isso, representa uma ótima opção também para as empresas de fruticultura, produção de plantas ornamentais, reflorestamento, papel e celulose, madeireiras etc.”, afirma o pesquisador.
Além de acelerar o processo de multiplicação de plantas de interesse agronômico, ele cita ainda outras vantagens do equipamento em relação aos métodos tradicionais de produção de mudas, como: adaptabilidade a diversas espécies vegetais; uniformização da produção; simplicidade de montagem; geração de produtos isentos de pragas e doenças; e redução do custo total por unidade produzida.
Fernanda Diniz, Jornalista Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia Fones: (61) 3448-4769 e 3340-3672 E-mail:
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ele e fantastico