Durante um debate, em meio a discussões éticas e políticas, alguém pediu a palavra e disse :
- O silêncio é o maior grito.
Imediatamente todos se calaram. Ninguém entendeu nada. Os olhares se cruzaram e o silêncio tomou conta do ambiente. Qual o significado dessa frase? Que sentido a palavra “silêncio” fazia para aquele grupo? Sabe-se que a formação de um grupo é um fenômeno social, que garante ao homem sua sobrevivência, tanto do ponto de vista físico quanto psíquico. É, através do grupo familiar e social, que o homem garante sua existência.
Em grupo, o homem pode obter benefícios como : satisfação, acolhimento, respeito, atenção, formação de vínculos. Mas também, dentro de um grupo se pode encontrar não só benefícios, mas dificuldades que nem sempre são aparentes.É o caso de se observar nos grupos - familiar, social e profissional - a relação entre o “eu” e os “outros”.
Particularmente, em nosso caso – como formadores de opinião – o segredo indizível do nosso ofício é observar atentamente “os outros” e a sua “cultura grupal”.
Sempre se faz necessário interconectar sonhos, atitudes, fatos e acontecimentos de grupos tão heterogêneos, que “querer que os outros” sonhem nossos sonhos é praticamente impossível. Porque culturalmente cada grupo é único.
E numa nação como a nossa, “gigante pela própria natureza”, conectar interesses se torna uma função quase “hercúlea” (como os 12 trabalhos de Hércules, na Mitologia Grega).
Elegemos nossos heróis assim como nos olhamos no espelho; sempre existirão pessoas que se identificarão com Do Carmo (Regina Duarte) e Nazareth (Renata Sorrah) na recente novela “Senhora do Destino”, uma disputa entre o bem e o mal, onde o bem prevaleceu; ou ainda sentiremos uma enorme empatia ao vermos as vítimas do furacão Katrina – que devastou o sul dos Estados Unidos, numa velocidade aproximada de 255 km/h.
No entanto, o que nos parece mais devastador, é o silêncio dos inocentes, que elegeram um presidente, sonhando que ele seria a salvação do nosso Brasil, porque ele saiu do povo, acreditava-se que ele tinha a cultura do povo, porque ele era o retrato de um povo com sede de primeiro mundo.
Mas tal foi grande desilusão, ao perceber que ele fazia parte de um grupo (PT), e que esse grupo já tinha sua própria cultura, a cultura da “meia dúzia”. Adiantou trocar o Collor ? O sonho acabou, trocamos “seis por meia dúzia”.
O Brasil continua um país colonizado, os inocentes estão calados. Ouvi dizer que o silêncio é o maior grito.
Será ?
Alcilene Natrielli, é poeta e escritora. Visite seu site: http://ciccadorini.zip.net. Você poderá contatá-la pelo e-mail:
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o mais importante que eu quero ouvir
e quando ele sera tirado e o povo libertado!
a te quando os pobre continuarao calado
Deus os abencoarao mas pt serao jugado
pelo seus pecado o reino do ceu e dos
inosentes God Bless you!