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Sete de Setembro, O Grito dos Excluídos PDF Imprimir E-mail
Escrito por Verena Glass   
Wednesday, 07 September 2005
Grito dos Excluídos sai às ruas por um novo modelo econômico. Manifestações em todo o país, neste dia 7 de setembro, devem reunir movimentos sociais representantes dos setores mais excluídos para denunciar mazelas da política econômica. Segundo Helena Hirata, especialista em relações de trabalho, problemas poderiam ser combatidos se houvesse priorização política.

Pelo 11º ano consecutivo, movimentos sociais e Igreja Católica promovem, neste dia 7 de setembro, o Grito dos Excluídos, uma manifestação multifacetada que deve englobar protestos em mais de 20 estados.

Em São Paulo, centro gestor do Grito, uma articulação composta por movimentos de moradia, catadores de materiais recicláveis, trabalhadores desempregados, pastorais sociais da Igreja, CNBB, MST e CUT, entre outros, organiza a atividade, que começou com uma marcha de desempregados nos dias 5 e 6, e no dia 7 se estende até o final da tarde, com uma concentração com missa na Praça da Sé pela manhã, seguida de uma passeata rumo ao monumento do Ipiranga, local da grande manifestação. Paralelamente, também deve ocorrer a 18a  Romaria dos Trabalhadores à Aparecida do Norte.

Desde que foi criado em 1995, o Grito dos Excluídos cresceu em participação e visibilidade, chegando agora a concorrer em pé de igualdade com as atividades cívicas e militares em homenagem ao dia da independência do Brasil, avaliam os organizadores.

Em 2004, o Grito aconteceu em mais de 150 cidades brasileiras. Para este ano, as estimativas relativas às atividades em São Paulo prevêem mais de 10 mil pessoas, além dos cerca de 150 mil romeiros que seguirão para Aparecida.

Mais do que uma comemoração, portanto, 7 de setembro passou a ser a data propícia para alertar o país sobre a “escravidão social” da exclusão. 

O lema do Grito, “Brasil, em nossas mãos a mudança”, e suas bandeiras – a construção de “um novo modelo econômico que crie empregos, distribua renda e que privilegie os investimentos públicos nas áreas sociais; de um programa emergencial para a superação da miséria, da pobreza e o combate da desigualdade social; de uma reforma política profunda e radical que devolva ao povo o direito de decidir sobre todas as questões estratégicas de nosso país; e, em relação à soberania nacional, a aplicação de políticas que garantam os interesses do povo brasileiro sobre nossa economia, território, riquezas, biodiversidade, empresas públicas, Banco Central, água, sementes, petróleo, gás e a política externa” -, seguem uma lógica própria: por um lado, ao tomar as ruas e gritar suas demandas, dar visibilidade às mazelas da exclusão.

Por outro, mesmo diante de ouvidos moucos por parte dos governantes, apostar na força transformadora das organizações de base, explicam os organizadores.

Exclusão

A exclusão social é um conceito pouco preciso se levadas em consideração suas múltiplas facetas.

Fenômenos como pobreza e miséria, fome, desigualdade e desemprego são decorrentes de um conjunto de fatores gerados basicamente pela falta de políticas eficazes de proteção social, educação, saúde, habitação, transporte, saneamento, cultura, trabalho e previdência social.

As categorias de exclusão medidas em números não traduzem o sofrimento humano dos excluídos, mas dão uma idéia da problemática. Entre os “sem”, por exemplo, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) calcula que atualmente são 200 mil os trabalhadores rurais acampados “na beira das estradas”, à espera da reforma agrária. Entre os indígenas, segundo cálculos do Conselho Missionário Indigenista (CIMI), mais de 500 mil não vivem o mesmo drama e esperam o reconhecimento de suas terras.

Em relação aos “sem teto”, segundo dados do próprio governo, o déficit habitacional do país é de 7,2 milhões de moradias novas. Já em termos de moradias precárias, por região, o Norte está em pior situação, com 73,5% de moradias inadequadas. O Centro-Oeste tem 60,5%; o Nordeste, 51,5%; o Sul, 34,8%, e o Sudeste, 28,2%.

Nestas estatísticas sobre moradia, não estão incluídos os moradores de rua, sobre os quais não há muitos levantamentos. Em recente pesquisa coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), apenas 17 capitais e outros 35 municípios do país forneceram informações sobre moradores de rua, contabilizando cerca de 45,5 mil pessoas (das quais 10 mil vivem em São Paulo).

O dado é impreciso, já que não traz os números dos demais municípios, mas dá uma idéia deste tipo de exclusão na maior metrópole do país.

Os “sem saneamento” no Brasil, segundo a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB) do IBGE, se dividem entre 45 milhões de pessoas sem acesso a abastecimento e tratamento de água, 93 milhões sem esgoto e 15 milhões sem coleta de lixo.

Sobre os “sem educação”, o Atlas da Exclusão Social, publicação coordenada pelos economistas Marcio Pochmann e Ricardo Amorim, aponta que 65% de jovens entre 15 e 17 anos estão fora do ensino médio, e cerca de 90% dos jovens entre 18 e 24 anos estão foram do ensino superior.

O último senso do IBGE também aponta que, entre os jovens de 15 anos ou mais, 11,6% são analfabetos, e 48,9% são analfabetos funcionais.

A forma mais comum de exclusão nos centros urbanos, o desemprego, segundo o mais recente levantamento do IBGE, atinge 180 milhões os brasileiros. De acordo com o último resultado da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) do Dieese, se contabilizado, além do desemprego aberto, o desemprego oculto pelo trabalho precário e pelo desalento, chega a 20% a taxa de brasileiros em condição de exclusão do trabalho.

Esses dados, explica Helena Hirata, socióloga especializada em comparações internacionais do trabalho e das relações de gênero e pesquisadora do Centro Nacional da Pesquisa Científica da França, mais o fato de que o trabalho informal ocupa mais de 50% do mercado de trabalho do país, levam à perda dos direitos sociais mínimos por falta de políticas adequadas.

Questionada sobre o custo financeiro da criação e do investimento em políticas públicas de cunho social, Hirata é taxativa: é uma questão de decisão política, não de mecanismo econômico. O argumento de que existe uma super-estrutura econômica ordenada e controlada pelo mercado financeiro, então, seria falso.

Mas a pesquisadora adverte: “políticas macro-econômicas só podem ser modificadas se houver uma mudança na linha política governamental.

É difícil de fato fazer uma reorientação da política econômica, que seja diferente da anterior, sem que haja mudanças mais gerais. Mas na França, sempre vimos mudanças nas políticas de emprego quando ocorreram mudanças de governo, quando mudou do Miterrand para Chirac, de Chirac para Jospin, de Jospin novamente para Chirac. Foram nessas alterações que vimos mudanças nas políticas públicas”.

Mas o Brasil, em sua dependência eterna dos investimentos externos e do sistema financeiro internacional, é capaz de quebrar este paradigma? “Obviamente Brasil e França não estão no mesmo patamar em relação à divisão social do trabalho. A França é um país capitalista desenvolvido, o Brasil não está na mesma escala de poder. Por outro lado, porém, a Argentina, que tem uma situação similar à do Brasil, deu uma resposta em termos de política econômica e social muito diferente da do governo brasileiro, e mostrou que isso era possível. A Argentina nem quebrou, nem caiu. Está em uma situação que não se pode dizer que é a pior em termos de América Latina...”

Sob a bandeira da mudança na política econômica, os movimentos sociais participantes do Grito devem adotar ações adaptadas às suas lutas e realidades, explica o coordenador nacional do MST, João Pedro Stédile. Neste dia 7, o MST deve participar com cerca de 1,5 mil pessoas do Grito em Brasília, na Esplanada dos Ministérios, que ocorrerá paralelamente ao desfile oficial.

Também anunciou que retomará com mais força as ações de ocupação de terra, visto que o governo novamente não deverá cumprir as metas de reforma agrário do ano nem os acordos fechados após a marcha do movimento, em maio deste ano.

Serviço
Para mais informações sobre a programação do Grito dos Excluído, os organizadores disponibilizam o e-mail Esse endereço de e-mail está sob proteção contra Spam (spam bots).Por conseguinte, você deve ativar o recurso Javascript para poder visualizar isso , e o telefone (11) 272-0627.

Verena Glass é Jornalista e repórter da agência Carta Maior.

 

carta maior

Comentarios (3)Add Comment
A "EXCLUDA"
escrito por Visitante, 2005-09-09 13:06:58
Apesar de ser uma cidadã brasileira tenho consciência de que a Constituição deste país não me abrange, posto que só tenho obrigações, tais como: pagar impostos, tributos, e ser qualificada "classe média alta". Quanto aos direitos, esses são privilégio dos excluídos.

Este país não me deu educação, saúde, segurança - princípios fundamentais consagrados na "Carta Magna".

Educação???? Se estudei, foi às custas do trabalho de meus pais que, embora de origem humilde, tiveram o bom senso de limitar o número de filhos ao poder aquisitivo correspondente ao orçamento familiar.

Saúde pública é coisa que conheço apenas de televisão e jornal - sempre que necessitei, socorri-me dos planos particulares, também custeados pelo trabalho de meus pais e, posteriormente, pelo meu próprio.

SEGURANÇA????? Isso é utopia. Direitos humanos só para aqueles que, anteriormente à era "politicamente correta" eram qualificados como marginais.

Nós, os pobres mortais, não temos direitos humanos e sim, o dever de permanecer TRANCAFIADOS em edifícios, pagando módicas taxas de condomínio que incluem portões, câmaras internas e demais sistemas de proteção que nos são impingidos a título de ilusória sensação de segurança.

Tudo o que as autoridades legitimamente constituídas, às quais é constitucionalmente outorgado o chamado "poder de polícia" fazem por nós é divulgar o procedimento adequado a ser adotado em situações adversas: NÃO REAGIR quando os "EXCLUÍDOS" nos agridem para apropriar-se de nossas vidas e pertences.

Já não tenho mais parâmetro para posicionar-me. Problema social???? Como explicar o óbvio diariamente constatado: mulheres universitárias, presumivelmente "informadas", gerando vários filhos de pais desconhecidos; mulheres "carentes" que moram em um cubículos e a cada nove meses, dão à luz mais um filho para passar fome e ser custeado pelos impostos dos que, de alguma forma, produzem e geram algum tipo de renda.

Renda....como se salário fosse renda. Paga-se imposto e até hoje não se sabe exatamente o que é esse "ser alienígena" intitulado "GASTO PÚBLICO".

Índio é inimputável, por disposição legal - "silvícula" - mas tem helicóptero, telefone (via satélite), caminhonete importada....tudo isso à custa de "ARRENDAMENTO" (para exploração de pedras preciosas) em reserva indígena. E mais, arrendamento devidamente formalizado, objeto de instrumento contratual firmado por pajé - pajé é o representante legal da tribo? Índio não é relativamente incapaz?

"SEM TERRA", é profissão de profissionais agenciados por sindicatos organizados ....... tem direito a descumprir a legislação em vigor, sob a argumentação de estarem amparados por "motivo socialmente justificável" que, inclusive, os autoriza a alienar o imóvel objeto do assentamento e, por incrível que pareça: promover queimadas, destruição de vegetação etc. etc. Para eles, não há CRIME AMBIENTAL Quanto a mim, se deixar de pagar IPTU, Taxa do Lixo, o imposto de transmissão e afins, o apartamento onde moro com meu filho vai a leilão. Se cortar uma árvore serei condenada como criminosa - risos....PODE???

Fico então me indagando: afinal, quais são os MEUS direitos???? Porque, enquanto cidadã brasileira, só tenho obrigações - trabalho mais de 14 horas por dia, vou do trabalho para casa e vice-versa, contando com DEUS para chegar com vida de onde saí (pior que isso estão os ateus que nem com DEUS podem contar).

Meu direito é pagar, custear quem põe filho no mundo sem qualquer responsabilidade por sua criação e educação, é TENTAR sobreviver em uma sociedade onde o mais básico de meus direitos - o direito à vida, é totalmente ignorado.......isso é justo??????

Meu direito é custear estrupadores, assassinos, estelionatários, seqüestradores, traficantes que destroem famílias, aterrorizam a nossa sociedade e aniquilam quaisquer valores até então preservados (quando as palavras como honestidade e ética estavam embuídas de significado e valor a ser respeitado e preservado). Os que custeio, lotam os presídios e ainda rebelam-se por condições de vida melhor.....só pode mesmo ser uma piada. Seria hilário se não fosse a realidade!!!!!

Meu direito é aplaudir o PT em sua grande obra de jardinagem: a estrela vermelha em prédio público. É assistir o PT, POR AMOR AO PODER, unir-se ao PMDB dos Srs. Quércia e afins, e ao PFL, do Sr. ACM e do Sr. Sarney (aquele, cuja filha guarda em uma gaveta um milhão e meio de reais para as despesas do fim de semana).

Meu lazer???? Ora, há a REDE GLOBO DE TELEVISÃO, a "Vênus Platinada" orgulho nacional que vem prestigiando a Sra. Solange, participante do BB Brasil 4, - exemplo de cultura que estimula o povo brasileiro a permanecer analfabeto - caminho para o sucesso e o reconhecimento....é...... a louca sou EU!!!!!!

Por essas e outras, tenho que INFORMAR: EXCLUÍDA SOU EU


Juçara Mazza Zaramella - Advogada
OAB/SP n.º 39.110 - RG 4.708.362
lila
escrito por Visitante, 2005-12-09 07:47:34
smilies/smiley.gif :grin muito bom
Onde e quando erramos Presidente Lula?
escrito por Juçara Mazza Zaramella, 2007-02-12 00:38:14
Onde e quando erramos Presidente Lula?



Na última sexta-feira, dia 9, Vossa Excelência disse que a redução da maioridade penal não vai impedir que ocorram crimes como a morte do menino João Hélio Fernandes Vieites.Na mesma oportunidade, perguntou quando e onde erramos.

Acontece Sr. Presidente que a barbárie vem caracterizando e banalizando o comportamento dos facínoras brasileiros. Diante de suas indagações e como sempre,sem qualquer pretensão de esgotar o assunto ou ser a guardiã da verdade, penso que é tardio o momento de questionar onde erramos e onde erramos. Passo a elencar alguns quesitos, para mera reflexão:



1. Erramos quando tentamos "justificar" a barbárie como uma natural decorrência da desigualdade social e da educação (ausente ou precaríssima) que, até pouco tempo, era dispensada aos alunos das escolas públicas e que, agora, atinge as mais renomadas escolas particulares deste país. A desigualdade social, a educação deficitária atinge SERES HUMANOS, o que não é o caso dos facínoras que matam e incendeiam famílias por eles assaltadas; que matam crianças arrastando-as pelas ruas; que incendeiam passageiros dentro de ônibus.



2. Erramos quando, a pedido da CNBB e de tantas outras instituições, negamos que a educação sexual faz-se imprescindível para impedir que as mães adolescentes cheguem aos 30 anos de idade com mais de cinco filhos, cada um de um pai, sem ter como sustentá-los, largando-os nas ruas ou explorando o trabalho infantil nos semáforos e em tantos outros pontos disputados pelos "pedintes" neste país. Que me desculpem os hipócritas: negar que não existe sexo sem casamento e nem adultério em nossa sociedade é de uma hipocrisia insustentável, até mesmo, para a CNBB.



3. Erramos quando permitimos, incorporamos e, com tais atitudes, encorajamos a IMPUNIDADE banalizada como "pizza à brasileira"A passividade e o humorismo do povo brasileiro também têm o seu lado perverso.



4. Erramos quando fechamos os olhos para a realidade: maiores de 18 anos estão se profissionalizando no "AGENCIAMENTO" de menores os quais, tão BÁRBAROS quanto os primeiros, são considerados"infratores" , inclusive, quando cometem crimes ediondos.



5. Erramos quando admitimos que a Ordem dos Advogados dos Brasil (OAB) defenda bacharéis que fraudam o direito, burlam a lei e são qualificados como "advogados". É inacreditável que tais profissionais, na realidade comparsas, membros de quadrilhas, co-autores de crimes praticados por aqueles que defendem, transitem armados e munidos de celulares em delegacias e presídios. Logo a OAB que deveria dar o exemplo e defender a Constituição Federal, é bem sucedia quando sustenta a tese de que NEM TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI.



6. Erramos quando deixamos as ONGs e organizações similares propagarem como "DIREITOS HUMANOS", os direitos dos marginais, dos fora a lei que apodrecem a nossa sociedade. Cidadaõs honestos, tributados excessivamente, geradores das riquezas deste país NÃO SÃO HUMANOS E NÃO TÊM DIREITO - devem ser seviciados e assasinados calados, passíveis, conformados e até penalizados coma questão da "distribuição de renda" e com a carência dos "excluídos"



7. Erramos quando apostamos (e pagamos por isso) na reabilitação de FACÍNORAS dentro de um sistema penitenciário falido e corrompido. Nós trabalhamos, também, para sustentar criminosos Sr. Presidente, que vivem do ócio e sobrevivem do crime.



8. Erramos quando negamos a PENA DE MORTE. Contra os fatos não há argumentos. A PENA DE MORTE TEM EFICÁCIA NO BRASIL PARA CONDENAR, APENAS, AQUELES AOS QUAIS É NEGADA QUALQUER DEFESA. Recentemente, condenou aleatoriamente, TAMBÉM, as vítimas das "REBELIÕES nos presídios paulistas", originada pelo absurdo da negativa de "direitos humanos" aqueles que não poderiam escolher o presídio onde desejariam cumprir suas "penas" . É preciso lembrar que a pena de morte elimina a reincidência. Mais de setenta por cento dos presidiários brasileiros são reincidentes - muitos deles não teriam tido a oportunidade de "MATAR MAIS INOCENTES INDEFESOS" se a sociedade brasileira tivesse condenado os FACÍNORAS e não os INOCENTES.



9. Erramos, quando elegeram candidatos de idoneidade, no mínimo, "duvidosa", inclusive, aqueles que renunciaram ao mandato para poderem concorrer às eleições de 2006. Esse é o exemplo dado ao povo brasileiro que já demonstrou ter a memória fraca.....



10. Continuamos errando Sr. Presidente, quando nos perdemos em discursos populistas e inócuos, quando tentamos nos convencer de que fazemos tudo o que é possível e, talvez, até mesmo quando alimentamos a esperança de que, um dia, "tudo se ajeitará".



São apenas dez quesitos Sr. Presidente, para iniciar.....



Juçara Mazza Zaramella
OAB/SP 39.110
fevereiro de 2007
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