| O Povo Á Altura Da Crise Brasileira |
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| Escrito por Cristovam Buarque | |
| Monday, 05 September 2005 | |
O silêncio é o túmulo do intelectual. Mesmo assim, intelectuais brasileiros reverenciam o calar. Porque não estão à altura da crise do pensamento, nem explicam a realidade brasileira, nem sugerem rumos novos para o país. O imediato é o túmulo do estadista. Mesmo assim, políticos brasileiros se consomem no dia-a-dia. Porque não estão à altura da crise social e política, não conseguem orientar os destinos da nação.
Intelectuais e políticos brasileiros de hoje não estamos à altura da crise. Ela se agrava com a reduzida competência dos nossos líderes intelectuais e políticos. Ante o silêncio das idéias, e perdidos na rotina das CPIs, não entendemos, nem formulamos, nem conduzimos. O povo entendeu e arriscou. Havia que arriscar uma alternativa. No campo das idéias, o governo Lula tem sido um período estéril. Os intelectuais silenciaram. Nenhuma formulação nova explicou a crise, nem formulou caminhos. Na economia, os juros altos e o superávit fiscal impedem o crescimento, mas não surgiu proposta para mudar esse quadro com seriedade e competência. No quadro social, os tristes indicadores foram enfrentados com políticas assistenciais imediatistas, sem qualquer impacto transformador. Não houve, em quase três anos, qualquer embate político de cunho ideológico, de indicação de rumo, de discordâncias conceituais. O governo se perdeu no dia-a-dia de uma administração sem sonhos, enquanto a oposição se dedicava a denunciar os equívocos do governo. E agora, governo e oposição se embrenham nas disputas das CPIs, como um duelo entre camicases, no convés do país. Por falta de imaginação e competência, concorremos conosco, ano após ano, sem perceber que estamos ficando para trás em quase todos os indicadores civilizatórios. A economia cresce a taxas menores do que no exterior, a educação básica evolui mais lentamente do que nos demais países de nosso porte, a desigualdade se amplia na comparação interna e com outros países, a violência explode. Enquanto isso as massas, que arriscaram a eleição de um presidente que romperia com o passado, vêem frustradas o país patinar na mesma crise, como um eterno ciclo de tragédias. O povo esteve à altura da crise do momento, os dirigentes parecem não estar.
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escrito por Visitante, 2006-07-15 19:57:12
todas as guerras são provocadas por alguem ;etodos nós sabemos que ogoverno tem culpa no cartório.ponto de vista,acompanhado uma linha de raciocinio,o plano do governo no combate a violência é construir mais presidio e aumentar a seguransa publica,pois não adianta ensistir nisso porque seria faltar com o compromisso pois medir forças não trais beneficios a sociedade.pois todos sabemos que as principais verdades sempre são escondidas,pois o sistema carcerario esta super lotado,mais tambem sabemos o porque,pois na verdade sabemos que mais de 50/ da popúlação carceraria se encontram no direito da sua liberdade por lei pois se esta escrito no código penal,o poque não respeitar o que esta escrito,e um principal ideial para a recuperação do ser humano seria emprego, pois todos os expresidiario sofrem descriminação pois muitos querem um futuro melhor,mais como se muitas veses a própria sociedade não dar outra opição ,não deixa nenhuma chanse,para o ser humano sobreviver,pois esses e outros motivos podem evitar muitas outras coisas,como um exemplo o envestimento na recuperação do ser humano é o principal passo para diminuir a violência,acreditem se quiserem,fui que DEUS esteja entre nóis paz...
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O silêncio é o túmulo do intelectual. Mesmo assim, intelectuais brasileiros reverenciam o calar. Porque não estão à altura da crise do pensamento, nem explicam a realidade brasileira, nem sugerem rumos novos para o país. O imediato é o túmulo do estadista. Mesmo assim, políticos brasileiros se consomem no dia-a-dia. Porque não estão à altura da crise social e política, não conseguem orientar os destinos da nação.
Cristovam Buarque, 61, doutor em economia, ex-senador pelo PT-DF. Foi ministro da Educação (2003-04), governador do Distrito Federal pelo PT (1995-98) e reitor da Universidade de Brasília (1985-1989). Sua homepage - 
