A opinião geral de professores e universitários da USP é que quem não passou no vestibular não tem o direito de questionar sua qualidade. Eu não passei. Fracassei miseravelmente no vestibular. Entretanto, como bom contribuinte que sou e, portanto, um dos que pagam a conta de luz da instituição em questão, me acho no direito de apontar-lhes o dedo e disparar as mais variadas injúrias.
A USP, sem a menor sombra de dúvida, é a melhor universidade do Brasil. Daí a falar que ela é boa, vai uma distância considerável. Ela conta com grandes faculdades como a escola politécnica de engenharia, a São Francisco de direito, a FEA de economia e a faculdade de medicina.
Grandes faculdades para a América Latina, pois seria deselegante colocá-las ao lado de Berckley, Harvard, Sorbonne, London School of Economics, Universidade de Vienna, etc. Quando a Oxford foi fundada, os professores da USP ainda pulavam em árvores.
Pelo menos isto é o que mostrou a Shanghai Jiao Tong University. Desde 2003 eles publicam o Academic Ranking of World Universities para classificar as 500 melhores universidades do mundo através de uma metodologia que envolve desde qualidade do ensino, infra-estrutura até quantidade de prêmios. Segundo os chineses, a USP está classificada no inexpressivo 146º lugar. Nada para se orgulhar, portanto.
Os chineses se basearam em aproximadamente 60 fontes de pesquisas sobre universidades espalhadas pelo mundo. Entre elas a Webometrics mantida pela InternetLAB que é apoiada por instituições como a Universitat de Barcelona, University of Amsterdam, Instituto de Estadística de Cataluña, Netherlands Institute for Scientific Information Services e University of Surrey. Em pesquisa feita pela Webometrics a USP está bem melhor posicionada: 112º lugar.
Já em publicações mais conceituadas, como a The Times Higher Education Supplement que foi fundada em 1971, a USP não aparece nem no ranking das 200 melhores universidades do mundo, mesmo contando com a presença de universidades de países como México, Singapura, Índia, Hong Kong, Formosa e China.
Devo admitir que até eu fiquei surpreso e como sou o campeão em dar desculpas esfarrapadas, dou uma agora mesmo: provavelmente, quando foram visitar a USP para a pesquisa, não encontraram ninguém: estavam em greve.
Eduardo Phillipe, cursa Economia. Alinhado à direita liberal, é influenciado por personalidades do calibre de Roberto Campos, Mário Henrique Simonsen, Friedrich Hayek, Ludwig von Mises, Locke, Paulo Francis e Olavo de Carvalho. Profissionalmente engajou-se na área de publicidade. Seu site: http://eduphillipe.blogspot.com email:
Esse endereço de e-mail está sob proteção contra Spam (spam bots).Por conseguinte, você deve ativar o recurso Javascript para poder visualizar isso
|