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Sinal dos tempos. Nas vacas magras, a ordem é salvar o
emprego, a qualquer custo, com perdas salariais, se preciso.
Nas vacas gordas, ou começando a engorda, o negócio é
recuperar o salário, sem arriscar o emprego. Certo?
É a lógica do mercado de trabalho organizado, no Brasil e no
mundo. Como a biruta virou de maio pra cá, de lá pra cá 80%
dos acordos conseguiram repor a inflação. Ou mais. No ano
passado, só 50% conseguiram isso.
A aritmética é a de sempre. O reajuste técnico é de 10%, a
empresa oferece 7% e o pessoal exige 17% - para tudo acabar na
pizza de 9% a 11%.
É do jogo bem jogado.
O que não dá lia é a greve em cascata dos servidores em geral
- seja da Saúde, seja do Judiciário, seja da Fazenda ou da
receita.
O governo não cede e fim de papo.
A população que se dane na interrupção, por prazo
indeterminado, da oferta de serviços de essencialidade pública,
pero no mucho. Até porque, se realmente de essencialidade pública,
não se poderia admitir greve dentro dele.
Greve de 90 dias ou mais?
Ou a gente demite o grevista ou afasta o governante. Quem, não
sabe negociar em 30 dias, em estado de emergência coletiva, não
vai aprender nem em 333 dias.
Peroba neles.
joelmirbeting.com.br
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