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Antonio Cícero, Poeta: A Difícil Arte do Paradoxo PDF Imprimir E-mail
Escrito por Maria João Cantinho   
Thursday, 11 August 2005
Antonio CíceroAntonio Cícero nasceu no Rio de Janeiro, em 1945. Sua atividade divide-se entre a filosofia e a poesia. Desde adolescente que escreve poesia, mas os seus poemas apareceram na forma de letras de canções, musicados por sua irmã, Marina Lima, que, assim, iniciava a sua própria carreira de compositora e cantora.
 
Mais tarde, os seus poemas foram, também, musicados por Lulu Santos, Adriana Calcanhoto, Orlando Moraes e João Bosco, entre outros.
 
De 1993 a 1995, organizou em São Paulo, com o poeta Waly Salomão, uma série ciclos de conferências de grandes pensadores e artistas - entre os quais os poetas John Ashbery, Derek Walcot, João Brossa e João Cabral de Melo Neto, e os filósofos Richard Rorty e Peter Sloterdijk - em torno de alguns temas decisivos de nossa época.
 
As conferências do ciclo de 1994 foram publicadas no livro O relativismo enquanto visão do mundo (ed. Francisco Alves). Em 1995 publicou o ensaio filosófico O mundo desde o fim (ed. Francisco Alves).
 
Em 1996,  António Cícero reuniu os seus poemas prediletos numa obra, Guardar, que venceria o prêmio Nestlé, na categoria Estreante.
 
Em 1998 publicou, numa coletânea organizada por Alberto Pucheu intitulada Poesia (e) filosofia (ed. Sete Letras), o ensaio "Epos e muthos em Homero", como parte integrante de uma obra mais extensa, ainda inédita, dedicada à poesia grega arcaica.
 
Em 1999 foi publicado o seu ensaio "A época da crítica: Kant, Greenberg e o modernismo", numa coletânea organizada por Pradilla Cerón e Reis intitulada Kant: Crítica e estética na modernidade (ed. Senac).
 
No ano de 2000 foi publicado o seu ensaio "Poesia e paisagens urbanas", na coletânea Mais poesia hoje, organizada por Celia Pedrosa (ed. 7 Letras).
 
ENTREVISTA
 
Pode dizer-se da sua obra que chegou à poesia tardiamente? O que determinou esse fato?

Antonio Cícero: - Realmente, demorei muito a publicar um livro de poesia. Embora desde a adolescência eu escrevesse tanto em prosa quanto em verso, nada do que fazia parecia-me estar à altura dos critérios que eu mesmo me impunha, isto é, à altura de mim mesmo. O destino de quase todos os meus escritos era o lixo, após terem passado por uma gaveta qualquer. Mesmo sabendo que, em parte, isso se devia ao medo de me definir ou limitar, isto é, ao medo de escolher uma realidade finita no lugar da potencialidade infinita, e soubesse que como diz Hegel, "quem tem demasiado desprezo pelo finito não chega a realidade alguma, permanece no abstrato e consome-se a si próprio", eu não conseguia agir de outro modo.

Há também uma razão, digamos, conjuntural para a minha relutância. É que, no Brasil, no terreno da poesia, a vanguarda mais consistente era a concretista, que, no seu "Plano-Piloto", havia dado por encerrado o "ciclo histórico do verso". Ora, como, por temperamento e ideologia, eu tinha horror à mistificação conservadora dos gêneros e das formas tradicionais e simpatizava com a vanguarda, mas, pelo feitio da minha sensibilidade, preferia e ainda prefiro a poesia feita em versos, não me identificava totalmente nem com os concretistas nem com os seus inimigos. Havia também, é claro, a poesia marginal, que tendia a confundir poesia e vida; mas essa jamais me interessou, pois, para mim, era claro que a poesia não era vida, mas escritura, isto é, produção de formas. Esse isolamento no que diz respeito às tendências dominantes da poesia brasileira me tornava ainda mais recalcitrante quanto a publicar.

Esse quadro começou a mudar a partir do momento em que minha irmã, Marina, pôs música em alguns poemas meus. Tendo sido musicado, um poema se transformava na letra de uma canção; ora, como eu sempre pensara em ser escritor, mas nunca em ser compositor, meus critérios eram literários e não se aplicavam imediatamente a canções. Esse fato me ajudou a contornar o meu superego. Além disso, como as canções não eram somente minhas, mas também da Marina, acontecia que, quando me dava por mim, elas já tinham sido cantadas perante outras pessoas, gravadas etc. É verdade que, como as minhas letras eram, de certo modo, publicadas nas canções dos discos, isso me aliviou a angústia de não publicar um livro de poemas: o que me permitiu demorar ainda mais um pouco para publicar... Mas, por outro lado, eu tinha, por assim dizer, perdido o cabaço. A partir daí, comecei a publicar em periódicos, e o futuro livro me apareceu no horizonte das coisas realmente exeqüíveis.

Hoje penso que, independentemente da música, eu devia ter exercido menos autocensura e publicado mais poemas mais cedo. Dei-me conta de que, enquanto a gente não publica, tende a sempre reescrever as mesmas peças. Entre outras coisas, o poema "Guardar" exprime essa percepção. No entanto, eu detestaria que alguém tivesse recolhido os textos que joguei fora, e jamais permitiria que algo que eu mesmo não tivesse destinado à publicação fosse publicado agora ou no futuro.

Guillermo RouxMas em que medida a vanguarda foi importante para a sua poesia? Questiono isto, porque se, por um lado, os seus poemas não fazem concessão ao experimentalismo, por outro, não pode dizer-se que ficou imune às influências das correntes mais vanguardistas.

Antonio Cícero: - Não há poesia contemporânea - ou melhor, não há boa poesia contemporânea - que se pretenda imune às influências vanguardistas. Não se pode hoje fazer poesia como se as vanguardas não tivessem existido. Mas o verdadeiro sentido das vanguardas foi o de abrir portas, não o de fecha-las. Os vanguardistas falavam de "destruição", de "morte", de "fim": da "morte do soneto", do "fim do verso", da "destruição da métrica" etc. Tratava-se de pura retórica panfletária, porém tanto eles quanto os seus inimigos acabaram por acreditar nela. Estavam todos enganados. No final das contas, como hoje sabemos claramente, não ocorreu nenhuma dessas mortes ou destruições. O que os vanguardistas efetivamente mostraram - e não o fizeram com seus manifestos, mas com seus poemas - foi que a poesia é compatível com uma infinidade de formas. É verdade que o corolário disso é que as formas tradicionais eram meramente tradicionais e não essenciais à poesia. Ao revelar esse fato, eles desfetichisaram e relativizaram essas formas; mas desfetichisar e relativizar uma coisa é diferente de destruí-la. O inelutável legado da vanguarda é tanto a certeza de que não se pode a priori determinar quais são as formas poéticas lícitas, quanto a revelação do caráter relativo das formas tradicionais. A vanguarda acabou; mas acabou, não porque não tenha dado certo, mas porque cumpriu a missão de legar ao mundo a liberdade da qual, hoje, a poesia da minha geração se beneficia. Quanto a mim pessoalmente, alguns dos poetas mais importantes na minha formação foram vanguardistas ou ex-vanguardistas, como Carlos Drummond de Andrade.

Acha que a poesia brasileira conseguiu libertar-se do "peso" de poetas como Drummond de Andrade e João Cabral Melo Neto? Não houve um vazio a seguir? Parece vislumbrar-se, neste momento e no panorama da poesia brasileira, um novo fulgor. Concorda?

Antonio Cícero: - Creio que sim. Na verdade, não vejo isso tanto em relação a Drummond, que pertence a uma geração anterior à de Cabral e que não teve propriamente seguidores, pois não enunciou doutrina alguma. Não posso falar pelos outros, mas eu nunca o senti como um peso; ao contrário, ele me dava asas. Cabral é diferente. Ele é, há algumas décadas, o poeta mais influente do Brasil. Acho que, realmente, muitos dos poetas jovens que acreditaram e acreditam nas teses dele são até hoje inteiramente esmagados por elas. Admiro Cabral como poeta e o conheci pessoalmente, mas entendo que a maior parte dos seus preceitos não valem senão para ele mesmo: são as regras que ele se impôs para poder construir-se/encontrar-se enquanto poeta. Por exemplo, quando ele diz que a rima é necessária, deve entender-se: necessária para ele. Fora isso, aplica-se às suas teses o que eu disse das teses da vanguarda em geral: são verdadeiras na medida em que abrem caminhos, e falsas na medida em que os fecham. Assim, ele julga inferior a "poesia que fale de coisas já poéticas", pois crê que a poesia deve procurar "elevar o não-poético à categoria de poético". Essas teses se tornaram dogmas entre muitos jovens poetas. Ora, já in limine pode considerar-se retrógrada a tentativa de tomar a temática de uma obra de arte como base para pronunciar juízos estéticos sobre ela. É, portanto, evidente que tais teses não são verdadeiras senão pela metade, isto é, que são verdadeiras na medida em que significam que a poesia não precisa falar de coisas já poéticas; por outro lado, na medida em que implicam proibir a poesia de falar de coisas já poéticas, são falsas: pois o que é uma coisa já poética senão uma coisa de que a poesia já falou ou de que já falou muito? E por que não poderia um poeta fazer excelente poesia ao falar de algo de que muitos outros poetas já tenham falado? Então Goethe não deveria ter escrito a sua obra-prima porque há houvera, antes dele, não sei quantos Faustos? Jamais um grande poeta temeu abordar pela enésima vez um tema poético (Fausto, Ulisses, Orfeu, Narciso, a brevidade da vida, a juventude, a velhice, o sol, a noite, o amor, a saudade, a beleza etc.). Ele o aborda e é capaz de faze-lo como se ninguém antes o tivesse feito: como se não fosse um tema poético. Só o poeta fraco quer fazer algo tão "novo" que não possa ser comparado com o que os grandes mestres do passado já fizeram. O poeta forte, longe de temer tal comparação, deseja-a.

Quanto a mim, embora rejeite os dogmas de Cabral, tenho afinidade com a sua exigência de clareza e precisão. Eu jamais diria que o que não é claro e preciso não possa ser poesia, mas, entre outras coisas, busco a clareza e a precisão. Hoje muitos poetas, querendo passar por profundos (mesmo quando, seguindo a moda deleuziana, vaniloquentemente elogiem a superfície) turvam a água da sua poesia. Acho isso uma demonstração de fraqueza.

Guillermo RouxAntes de sair Guardar, o seu livro de poesia, já era conhecido como filósofo, sobretudo quando saiu o seu livro O mundo desde o fim. Como é que concilia o trabalho de racionalidade filosófica com a escrita poética? É pacífico?

Antonio Cícero: - Pacífico não é. São extremidades opostas do meu espírito. Lutam para se apossar do tempo que me é dado. Não me é fácil administrar esse tempo. Sou um palco microcósmico em que se representa a velha rixa entre a poesia e a filosofia. Quando me dedico a escrever sobre filosofia, não consigo escrever poemas, pois, para escrevê-los, é necessário pôr à disposição da poesia la crême de la crême do meu tempo livre: Ovídio o diz muito bem: vacuae carmina mentis opus, isto é, os poemas são obra de uma mente desocupada; e para que o creme do creme do meu tempo livre esteja disponível à poesia, não posso estar preocupado com questões filosóficas.

Embora brevíssimas, as observações que em seguida farei sobre a filosofia serão sem dúvida tachadas de "logocêntricas" pelos neo-heideggerianos e, em particular, pelos discípulos de Derrida. Pouco me importa: contra as pseudofilosofias logofóbicas, considero o logocentrismo como a condição necessária da filosofia que se preze.

Ao escrever textos filosóficos, a minha ambição é afirmar determinadas verdades sobre referentes que se encontram fora desses textos. Em última análise, o que quero é que a minha escrita seja totalmente translúcida, isto é, que desapareça em prol do aparecimento das verdades que pretende estar a revelar. Meus enunciados não passam, portanto, de meios para dizer essas verdades, que são seus fins e que, em princípio, poderiam ser ditas com o emprego de outras palavras.

Já a pretensão da poesia é, ao contrário, a de não poder ser traduzida nem parafraseada. É o poeta enquanto poeta que não pode ser logocêntrico. O que um poema diz não deve poder ser dito - ou não deve poder ser dito igualmente bem - em palavras diferentes daquelas em que se encontra escrito. Além disso, o valor não está em pretender dizer verdades a respeito de referentes externos. O valor de Antony and Cleopatra, de Shakespeare, por exemplo, não depende em nada do seu grau de fidelidade à história real de Marco António e Cleópatra. A verdadeira ambição de um poema é pertencer àquele conjunto de obras que merecem intrinsecamente permanecer para sempre imutáveis (pois não é possível aperfeiçoa-las), imperecíveis (pois não é possível substituí-las por outras) e atuais (pois não é possível esquecê-las). Quando realiza essa ambição, o poema consiste numa espécie de escritura da escritura, isto é, numa escritura não só de fato, mas de direito, pois a escritura se distingue da oralidade justamente por ser fixa, permanente e existente no modo da objetividade.

Finalmente, o elemento da poesia é o concreto, o particular, o relativo, o temporal, o finito etc., enquanto o elemento da filosofia é o abstrato, o universal, o absoluto, o atemporal, o infinito etc.

Há um aspecto na sua poesia que a torna igualmente muito interessante. Como convivem os seus poemas com a música, já que muitos deles foram musicados? Eles foram escritos para serem musicados ou foram escolhidos?

Guillermo RouxAntonio Cícero: - Os primeiros poemas meus que foram musicados não haviam sido feitos para isso. Minha irmã, Marina, subtraiu-os de uma gaveta e os musicou, sem o meu consentimento. Entretanto, gostei muito de ouvi-los musicados. Depois, comecei a fazer versos especificamente para virarem canções. Ademais, passei a fazer versos para melodias previamente feitas por Marina Lima (compositora e cantora) ou por outros compositores. As melodias, nesses casos, funcionavam como espécies de formas fixas para os versos.

Paralelamente, continuei a escrever poemas para serem somente lidos. São os trabalhos em que me reconheço mais inteiramente. Como não sou cantor nem compositor, nem músico, as letras que escrevo sempre fazem parte de alguma obra de outra pessoa. Elas são mediadas por outras pessoas. Não acho que o resultado dessa mediação seja ruim: ao contrário, tenho meus parceiros como grandes artistas. Entretanto, as composições que fizemos juntos não são obras totalmente minhas, ao contrário dos poemas que faço para serem lidos. Incluí no Guardar algumas letras, seja porque já eram poemas antes de serem musicadas, seja porque constituem unidades autônomas, mesmo independentemente das melodias a que estão associadas; mas constituem exceções. A verdade é que nem todos os versos musicados ficam bem, quando despidos da música. Por outro lado, nem todos os poemas escritos ficam bem, quando musicados.

A questão da relação entre letra de música e poesia é muito discutida no Brasil, principalmente porque alguns compositores que nunca publicaram livros de poemas são, apesar disso, geralmente reconhecidos como grandes poetas. É o caso de Caetano Veloso. A questão é normalmente posta do seguinte modo: "letra de música é poema"? Acho essa formulação inadequada. Desde que as vanguardas mostraram que não se pode determinar ex ante que formas são lícitas para a poesia, qualquer coisa pode ser um poema. Se um poeta escreve letras soltas na página e diz que é um poema, quem provará que não o seja? A verdadeira pergunta é, portanto, se uma letra de música é um bom poema. Entretanto, mesmo esta última pergunta ainda não é suficientemente precisa, pois, do ponto de vista modal, pode estar a perguntar três coisas distintas: (1) se é necessário que uma letra de música seja um bom poema; (2) se é impossível que uma letra de música seja um bom poema; e (3) se é possível que uma letra de música seja um bom poema. Ora, a resposta para (1) é evidentemente negativa. Não só letra alguma, mas poema algum é necessariamente um bom poema. A resposta para (2) também é negativa. Os poemas líricos da Grécia antiga e dos provençais eram letras de músicas. Perderam-se as músicas que os acompanhavam, de modo que só os conhecemos na forma escrita. Pois bem, muitos deles são considerados grandes poemas; alguns são enumerados entre os maiores que já foram feitos. Assim, a resposta para (3) é positiva. Uma letra de música pode ser um bom - ou mesmo um grande - poema.

Apesar disso, pouquíssimas letras contemporâneas chegam a ser bons poemas; mas também, de maneira geral, a verdade é que pouquíssimos poemas - contemporâneos ou não - chegam a ser bons. A poesia aspira ao nec plus ultra. O medíocre lhe é tão intolerável quanto o ruim. Horácio é quem melhor o diz: Mediocribus esse poetis non homines, non di, non concessere columnae ("que sejam medíocres os poetas, nem os homens, nem os deuses, nem as colunas concedem"). Quem não é poeta acha fácil fazer poesia. O verdadeiro poeta é aquele para quem fazer poesia é extremamente difícil.

Sei que Guardar vai chegar a Portugal no próximo mês. Apesar de o conhecimento das novas vozes brasileiras da poesia ser bastante restrito em Portugal, no entanto, essa resistência (ou desconhecimento) parece estar a desaparecer, não acha? A atesta-lo parece estar a atividade de algumas editoras portuguesas, que têm vindo a apostar seriamente na edição de poesia brasileira. Como encara o fato? Parece-lhe ser uma iniciativa isolada ou existe, de fato, uma mudança significativa nessa atitude ignorância mútua entre os dois lados do Atlântico?

Antonio Cícero:. - Acho que, de fato, há vários sintomas de uma mudança expressiva. Também no Brasil aumentou muito o interesse pela nova poesia portuguesa. A revista Inimigo Rumor é um exemplo disso. Creio que a Internet está tendo um papel importantíssimo nesse processo. Nenhum artista de verdade cultiva o provincianismo ou o corporativismo no que diz respeito à arte. Penso que seja bom tudo o que alarga o horizonte dos poetas e dos leitores de poesia. Também sinto que a "minha pátria é a língua portuguesa" e estou muito feliz de ter o meu Guardar publicado em Portugal, terra de grandes poetas.

Maria João Cantinho (Portugal, 1963). Escritora e jornalista. Autora de A Garça (2001) e Abrirás a noite com um sulco (2002). Escreve com freqüência na imprensa de seu país. Contato: Esse endereço de e-mail está sob proteção contra Spam (spam bots).Por conseguinte, você deve ativar o recurso Javascript para poder visualizar isso Entrevista gentilmente cedida pela revista Storm Magazine http://storm-magazine.com, de Portugal, através de sua editora, Helena Vasconcelos. Página ilustrada com obras do artista Guillermo Roux (Argentina).

Comentarios (2)Add Comment
ki horror
escrito por gabby e le, 2007-06-11 21:04:44
ñ era nada do que nós estavamos procurando
ficamos perdendo tempo lendo essa merda smilies/cry.gif smilies/angry.gif

ñ entro mais nesse site horrível
...
escrito por HAHAHAHAHAHAHAHAAHHAHAHAHAHAHAHAHA, 2008-08-28 00:11:24
SE FUDEU, BURRO! NAO SABE NEM USAR UMA INTERNET

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