Fala, Brasil! - Cultura & Mídia
  Página Inicial arrow Colunistas arrow Roberto M. Moura, in memoriam arrow Cultura & Mídia Sunday, 07 September 2008 
Fala, Brasil !
Página Inicial
Fórum
Artigos
Forum Fala, Brasil!
Colunistas
Notícias
Mapa do Site
Dê um toque
Add to Technorati Favorites
Login (gratuíto)





Esqueceu sua senha?
Ainda não tem uma conta de acesso? Registre-se
Itens Relacionados
Estatísticas
Brazil / Organic personal skin care wholesale
Cultura & Mídia PDF Imprimir E-mail
Escrito por Roberto M. Moura   
Monday, 25 July 2005
robertobienal3jk.jpgDe quem são as colunas e a audiência

Paulo Henrique Amorim, em entrevista ao site “Fala, Brasil”, da Califórnia, aborda algumas questões cruciais da rotina nacional – e penso que vale a pena trazê-las à discussão nesta “Cultura & Mídia”. Ao afirmar que “a hegemonia da TV Globo é supernociva”, ele se justifica no “silêncio de jornalistas, escritores e artistas que, ao enxergarem injustiças nas empresas onde trabalham, viram o rosto com o argumento de que precisam trabalhar”. Sigamos o pensamento do Paulo Henrique:

“Cada vez é menos perceptível o limite entre o entretenimento e a informação, e isso é um perigo. Agora, depende da mão de quem está lá.”

Sobre a edição do debate entre Collor e Lula, em 14 de dezembro de 1989, diz o jornalista:

“A história é inequívoca, lapidar, cristalina no meu modo de ver. Você acha que na véspera da eleição do segundo turno, numa eleição entre Collor e Lula, o Dr. Roberto não ia dizer nada sobre a edição do debate? E no livro [Jornal Nacional] tem depoimentos de todos, só não tem o mais importante...”

Sobre o desencontro das várias versões sobre o episódio, inclusive em livros, Paulo Henrique observa que “entrevistaram a orquestra, mas falta o maestro. Eu apareço no livro mais do que o Dr. Roberto! Uma maluquice desenfreada...”

Sobre o fato de Armando Nogueira, Joelmir Betting, Lillian Witte Fibe, Monica Waldvogel e outros profissionais estarem na época na Globo e jamais terem se manifestado, Paulo lamenta a fama de ressentido por ter saído de lá: “ora, eu trabalhei no jornal A Noite, na Editora Bloch, no JB, na Abril, na TV Bandeirantes... Uma discussão interessante é a confusão entre o trabalho servil e o trabalho assalariado. Fico perplexo com esse tipo de argumento, pois eu não era trabalhador escravo, não tinha grilhões, não ia para o pelourinho, não andava descalço para não fugir da senzala. Eu sou trabalhador livre e vou trabalhar para quem eu quiser.”

E relata outra passagem:

“Uma vez dei uma notícia política delicada e o Dr. Roberto me chamou na sala para dizer que eu não podia dar esse tipo de notícia sem sua autorização. E eu disse: ‘mas, Dr. Roberto, na minha coluna do Jornal da Globo, eu tenho dado muito furo’. E ele disse: ‘a coluna não é sua, a coluna é do Globo"

PS: Alguém precisa avisar ao Sílvio Santos que a audiência, et pour cause, não é da Ana Paula Padrão. É da Globo.

Mas, pode me chamar de flugelhorn...

Será que não tem ninguém atrás, na produção, capaz de ajudar o apresentador a manter o padrão Globo de qualidade? Domingo. Vídeo-cassetadas do Faustão. Na tela, uma bandinha e o trompetista sofrendo para dar um agudo. Tanto sopra que cai duro. Bem, além de isso não ter nenhuma graça – a não ser por aquela lente de rir da desgraça dos outros – Faustão comenta que o sujeito soprou o trombone até quase morrer. Ouvi e não acreditei – mas ele mandou voltar o vídeo. Olhou a imagem e repetiu: trombone. Desserviço maior nunca vi. É como se confundisse um elefante com uma anta. Aliás, por falar em anta... ninguém fala nada. É como se a ignorância fosse absolutamente normal. Nem o Caçulinha abriu a boca.

A parábola do anzol e do arrastão

Em “A tevê e a cabeça de João Batista” (Opinião, Tribuna, 14/07/05), lembro da sugestão ladina de Bispo Rodrigues a Garotinho, depois das eleições de 2002: “pra quê pescar de anzol se você pode pescar de arrastão?”                                                Rosinha Garotinho: a nossa "Evita"

Em “Gente boa” (“O Globo”, 18/07/2005), a nota “Rede nacional” dá conta que 400 rádios evangélicas, no Brasil inteiro, transmitem todos os sábados o programa “Palavra de paz”, em que Garotinho dá conselhos sentimentais baseados em salmos bíblicos. Aprendeu rápido, não?

E, sem sair da família, aprendo na Internet que, graças à governadora Rosinha, o Rio também tem a sua Evita. Com ela no poder, você “evita São Conrado, evita o Túnel Rebouças, evita a Linha  Vermelha, evita a Linha Amarela, evita a Avenida  Brasil, evita sair de casa. Na próxima vez, se lembra e... evita votar nela .”

Tem rei do Sal no bi da Manga

Ex-diretor de redação da “Última Hora” e um dos mais brilhantes fechadores de jornal nos anos setenta, o maranhense João Ribeiro não mereceu um mínimo obituário dos principais jornais cariocas – e foi aqui que construiu sua carreira, com o mesmo brilho de outros conterrâneos da mesma geração (Lago Burnett, Ferreira Gullar, Mauritônio Meira e Joaquim Campello, entre outros).

Fiquei sabendo de sua morte, aos 78 anos, por um anúncio, convidando para a missa de sétimo dia. Como não pude ir, lembro uma de suas manchetes memoráveis, para que o leitor possa vagamente imaginar o talento que se perde.

Carnaval de 1975. A Mangueira tenta o bicampeonato e fez um desfile lindo, ameaçado apenas pelo Salgueiro, que vinha com “As minas do rei Salomão”, enredo de Joãozinho Trinta. Coube a mim, repórter de UH, fazer a reportagem do desfile, em duas páginas – cuja síntese era exatamente a disputa entre as duas escolas. Um dos fotógrafos fez uma foto genial de uma passista idem, a grande Narcisa. Pernoitados, chegamos a redação por volta das 10 da manhã – e João Ribeiro junto. Assistira o desfile em pé, naquele vão destinado à imprensa.

Já eram quase duas da tarde quando, incumbido de riscar a primeira página, Paulinho Tavares abriu a foto de Narcisa, espremendo o título, que teria que caber em quatro linhas de no máximo oito toques. Parecia, a nossos olhos, impossível resumir naquele espaço um desfile de quase dezesseis horas. Ainda mais naquelas condições físicas em que todos estávamos. Mas João Ribeiro resolveu tentar. Meia hora depois, quando Paulinho já começava outra diagramação, ele deu um grito: “achei!”

Tinha achado mesmo. No dia seguinte, o título tão genial quanto profético: “Tem rei/do Sal/no bi/da Manga”. Abertos os envelopes, os jurados confirmaram a manchete da UH. Salgueiro campeão, com a Mangueira em segundo lugar. 

Por e-mail:

“Pela segunda vez (a primeira foi quando estava no Equador), leio sua coluna no exterior e mato a saudade das coisas do Brasil! Nesse exato momento de julho de 2005, 7 horas e cinco minutos, estou me preparando, junto com o Cama de Gato, para pegar o trem que vai nos levar de San Juan Le Pin a Paris. Estamos voltando ao Brasil depois de dois concertos nos Festivais  de Jazz de San Juan Le Pin, na Cote D' Azur, França, e na ilha de Malta, perto da Itália. Sem falsa modéstia, nosso grupo (Jota Moraes, André Neiva, Mauro Senise, Mingo Araújo e eu) teve uma participação digna nos dois festivais, representando o melhor da nossa musica instrumental! Saudades e um grande abraço do (Pascoal Meirelles, baterista, San Juan Le Pin, França)

“Dica importante é a notícia do mais novo CD da fadista Mafalda Arnauth, em breve nas lojas. Reúne o melhor dos seus primeiros CD's. Sucesso garantido. Vale a pena curtir o belo CD ‘A Naifa/Canções Subterrâneas’ (um projecto de João Aguardela e Luis Varatojo), da Sony Music Portugal. Abraços luso-brasileiros e mangueirenses do (André Freire, médico e compositor, Lamego, Portugal)

“Sobre ‘O efeito Mozart e seus desdobramentos’, faltou um brasileiro na lista. Eu adicionaria o ‘efeito Marlos Nobre’: a criança se desenvolve ‘rempli de soi-même’,  imposta a voz desde o primeiro choro e acredita piamente ser o maior compositor  do século. Diz com a maior cara de pau que ‘no meu programa ouviremos Bartok e umas composições de autoria de Marlos Nobre, este que vos fala’.” (Amadeu Martins, engenheiro, Rio de Janeiro, RJ)

* Bom esse abrasileiramento. Quem se arrisca a dizer o que ocorreria com os efeitos Villa-Lobos, Radamés Gnattali, Guerra Peixe, Henrique Oswald, Camargo Guarnieri, Francisco Mignone, José Siqueira e outros?

robertobienal3jk.jpgRoberto M. Moura, é carioca jornalista, crítico musical, produtor e diretor de espetáculos, roteirista e apresentador de programas culturais na Tv Educativa/RJ (atualmente, faz parte da equipe fixa do “Comentário Geral”). Email: Esse endereço de e-mail está sob proteção contra Spam (spam bots).Por conseguinte, você deve ativar o recurso Javascript para poder visualizar isso

Comentarios (0)Add Comment

Escreva seu Comentario
quote
bold
italicize
underline
strike
url
image
quote
quote
smile
wink
laugh
grin
angry
sad
shocked
cool
tongue
kiss
cry
smaller | bigger

busy
 
< Anterior   Próximo >
FeedBurner


Receba conteúdo grátis

Nosso Feed
Humor Brasileiro
  Kibe Loco
Folha de S. Paulo
powered by joomla open source designed by joomla-templates.com