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Dados da Receita Federal mostram que os assalariados que ganham entre R$
1.200 e R$ 6.000 são responsáveis por cerca de 60% da arrecadação do Imposto de
Renda Pessoa Física no Brasil.
O vice-líder do PFL, deputado Pauderney Avelino (AM), solicitou
à Consultoria de Orçamento da Câmara simulações sobre mudanças
nas alíquotas e na tabela do Imposto de Renda Pessoa Física
(IRPF), que servirão de base para um projeto de lei.
Ao lembrar que, desde 2001, o governo vem encaminhando ao
Congresso propostas de prorrogação da alíquota de 27,5% do
IRPF, o parlamentar afirmou que a idéia é apresentar o projeto
logo após as eleições, antecipando-se a uma futura proposta do
governo, que chegaria depois e, portanto, teria que ser anexada
ao projeto do deputado.
Temos três cenários que estamos estudando e podemos
estudar mais cenários ainda. Vamos nos contrapor ao trabalho que
a Receita Federal também está fazendo, explicou.
As simulações feitas pela Consultoria da Câmara são as
seguintes: uma fixa em 5% a alíquota mínima do Imposto de
Renda, com uma alíquota intermediária de 17%, e outra de 25%.
Na segunda simulação, as alíquotas seriam de 10%, 20% e 30%.
Numa terceira simulação, haveria alíquotas de 7%, 15% e 27,5%.
Pauderney Avelino explicou que o projeto também incorporará
o redutor de R$ 100 nos salários para efeito de cobrança do
imposto e proporá a correção da tabela do Imposto de Renda.
Vamos tentar também fazer a atualização do IPCA na
correção dessas faixas salariais, para beneficiar os
assalariados, que são apenados principalmente os que
ganham pouco. Eles são os que mais pagam Imposto de Renda no
Brasil. Por isso, queremos fazer uma coisa mais justa,
ressaltou.
Dados da Receita Federal mostram que os assalariados que
ganham entre R$ 1.200 e R$ 6.000 são responsáveis por cerca de
60% da arrecadação do Imposto de Renda Pessoa Física no
Brasil.
Agência Câmara (Jornal)
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