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Escrito por Luiz Carlos Mattos
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Tuesday, 12 July 2005 |
Sentado no mesmo lugar em que sempre te olhei passar, naquele dia te vi. No mesmo momento meu coração se abriu e te adorei.
Simples no vestido de chita, sorriso nos lábios, sensualidade no balançar dos quadris, malícia no olhar esgazeado, olhando de lado como quem quer ver sem ser vista. Andavas como quem passeia. Mas sei que ali estavas para que eu a visse. Não que eu a olhasse. Que a visse. Talvez com outros olhos.  E, eu a vi. Pressenti, naquele exato momento que eras a mulher da minha vida. Era o exato momento em que eu pecava. Pecava por amor. Deus há de compreender e perdoar. Os homens não compreendem. Mesmo aqueles que dizem aceitar. Eu sei. Aceitam mas não compreendem.
Só quem já amou com a intensidade com que eu vi romper em meu coração, e não só no coração mas em todo meu corpo, aquele amor, é que pode entender. O amor brotou no meu ser e cresceu com um ardor tão intenso que me fazia sofrer. E eu sofri. Sofri por amor. Não sei. Talvez tenha nascido fadado Não sei. Não sei se é pecado amar Sei que fui condenado. Isto eu sei. Meu crime? Amar-te. Que pena interessante! No crime de amar a pena é ficar livre. Mas aquele que ama só se sente livre quando fica preso pelos braços e abraços daquela que ama. E assim sigo cumprindo minha pena, sorrindo. Luiz Carlos Mattos*, Jornalista e Advogado. Vice Presidente do CID - Clube de Imprensa de Dourados e Delegado do SINJORGRAN à FENAJ. E-mail:
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* O artigo Meu Crime, registra momento poético do colunista, numa alusão ao amor que a Mulher Brasileira inspira.
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