Eu sempre fui pessimista quando o assunto é Lula. No começo do seu mandato, apenas 4% dos brasileiros concordavam comigo. Hoje, 45% dos brasileiros acreditam que Lula é inocente e não sabia nada sobre o mensalão. Acreditar na inocência do Lula significa, no mínimo, atribuir-lhe a mais profunda ignorância, burrice e inaptidão administrativa. Ou seja, um aumento de 41% de pessimistas. Se continuar assim, Lula ainda volta mais cedo para São Bernardo.
Como eu também sou pessimista quando o assunto é Brasil, duvido que o Lula caia.
O brasileiro é orgulhoso. Jamais assumiria que falhou miseravelmente na última eleição e que colocou no Planalto um dos maiores pilantras responsáveis pelo êxodo de indústrias automobilísticas do ABC paulista para o nordeste.
Como dizia Hayek, as greves servem para trocar o salário que o empregado estava disposto a aceitar pelo salário zero.
Mesmo com a maior taxa de denúncia/dia da história brasileira, envolvendo cada vez mais o PT e o Lula, seus defensores continuam confiantes.
Os mais exaltados dizem que a queda de um presidente sempre prejudica as instituições. Eu, pelo contrário, não vejo nenhum problema em sua renúncia.
Uma boa solução para as instituições brasileiras é a privatização. Acabaria com cargos de confiança -- na iniciativa privada, uma indicação errada custa caro -- e diminuiria o fluxo de dinheiro que passa pelas mãos dos políticos, conseqüentemente, diminuiria o poder de corrupção. Privatizações já!
O que retarda, de fato, a renúncia do Lula é esta relativa Pax in Oeconomia. O problema é que o mérito foi direcionado ao Ministro Palocci. Não custa nada lembrar os brasileiros que quem gera renda e tributos são eles, os brasileiros.
A saúde da economia é mérito único e exclusivo dos empresários que estão tirando leite de pedra para sobreviver em meio às maluquices paloccianas de querer controlar a inflação na marra, o que torna o decreto de falência praticamente um dever cívico.
Diante desta situação, como o brasileiro ainda consegue ser otimista?
Eduardo Phillipe, cursa Economia. Alinhado à direita liberal, é influenciado por personalidades do calibre de Roberto Campos, Mário Henrique Simonsen, Friedrich Hayek, Ludwig von Mises, Locke, Paulo Francis e Olavo de Carvalho. Profissionalmente engajou-se na área de publicidade. Seu site: http://eduphillipe.blogspot.com email:
Esse endereço de e-mail está sob proteção contra Spam (spam bots).Por conseguinte, você deve ativar o recurso Javascript para poder visualizar isso
|
Aconteçe que até mesmo a solução de privatização traria problemas administrativos. Corporações privada em aumento poderiam receber privilégios com algum tipo de ajuda ao governo central. Isso criaria um tripartismo em que ameaça a democracia. Uma boa democracia não surge com a sua idelogia. Ideologia, seja comunista ou liberal, é apenas um rótulo. No mundo de hoje, a analogia dos chefes de grandes cidades no Brasil vem como um exemplo directo: seus metodos podem nao ser delicados ou mansos, mais corporações poderiam se involver com a politica nesse ambiente, pela troca de confiança.