Vejam bem. Não é portar armas, é tê-las dentro de nossas casas.
A verdade é que o desarmamento da população civil, dos homens de bem, em nada contribuirá para a diminuição dos índices de criminalidade e de homicídios e isto está provado pelo que acontece nos paises que adotaram o desarmamento como meio de provocar a diminuição destes índices.
A par de não diminuir a violência provocada por armas de fogo, a história nos conta que o desarmamento foi instrumento usado por ditaduras e que redundou, nos paises em que foi instituído, em extermínios de populações inteiras.
A Armênia instituiu o desarmamento em 1911 e foram exterminadas pela ditadura que a governava na época cerca de um milhão e meio de pessoas.
A União Soviética instituiu o desarmamento em 1929 e vinte milhões de soviéticos foram mortos pelo regime comunista.
A China o instituiu em 1935 e mais de vinte milhões de civis foram mortos por Mao Tse Tung e sua Guarda Vermelha.
A Guatemala a instituiu em 1964 e até 1981 foram dizimados cem mil nativos daquele pais.
Em Uganda em 1970 e em nove anos trezentos mil cristãos foram mortos.
Nos dias atuais, na Venezuela, há poucos meses passados, como forma de coibir as manifestações populares contra o governo proibiu-se o porte de arma por parte da população durante alguns dias enfraquecendo o movimento popular contra o governo Hugo Chávez, reconhecidamente um governo forte.
Portanto é o desarmamento arma das ditaduras para subjugar o povo pois, sabem os ditadores que povo desarmado é povo fácil de ser dominado.
O argumento daqueles que defendem o desarmamento do povo de bem e honesto de nosso país é de que as pessoas se matam em brigas de rua, no trânsito, em desavenças familiares e em brigas de bar.
Ora! Estes fatos representam a exceção. O corriqueiro são os bandidos, armados de fuzis e de armas automáticas, até metralhadoras e sub-metralhadoras modernas e sofisticadas, quando não com mísseis e granadas praticarem os mais violentos crimes que sempre resultam em mortes de cidadãos pacatos e desarmados. Estes, os bandidos não se desarmarão em função da lei.
Continuarão se armando, não assaltando o cidadão que anda armado e sim assaltando e roubando quartéis quando não comprando armas contrabandeadas para dentro do país, muitas das vezes até por próprios policiais, como estamos cansados de ver nos noticiários policiais.
O Brasil é o campeão de mortes por armas de fogo no mundo com um índice de vinte e sete mortes por grupo de cem mil pessoas não em razão de que nossa população esteja armada pois somente 3,5% de nossa população possui arma em casa.
As razões são outras. São a pobreza e o desajuste social aliado à fome e à falta de educação escolar complementado pelo desemprego que martiriza e assusta nossa população de baixa renda empurrando-a para o crime.
Nos Estados Unidos, segundo colocado na estatística com seis mortes por cem mil habitantes, 52% da população tem armas em suas casas e na Suíça. com uma morte por cem mil habitantes o número de pessoas que tem armas em casa é dez vezes maior que em nosso país.
Isto prova que não tem relação nenhuma entre o cidadão ter arma em casa e o número de mortes por armas de fogo.
Ora! Vamos continuar com o antigo sistema regulando o porte e a posse de armas e não desarmarmos o cidadão de bem e deixa-lo à mercê dos bandidos que ao saberem que estaremos sem armas em nossas casas fatalmente virão nos assaltar, violentar e estuprar sem o mínimo de receio de uma reação, posto que não teremos com que reagir, por força da Lei.
Desarmar a população não diminui a criminalidade e nem o uso de armas de fogo como instrumentos de crimes. Nem na Inglaterra onde a própria polícia só usa armas em casos excepcionais.
Luiz Carlos Mattos é advogado e jornalista. Delegado do SINJORGRAN de Dourados (MS) junto à FENAJ e Vice Pres. do CID - Clube de Imprensa de Dourados. E-mail:
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Recentemente tomamos um susto, números oficiais apontam que 550 mil pessoas morreram vítimas de disparos de armas de fogo no Brasil entre 1979 e 2003 ( o que significa de fato um número muito maior num total em torno de mais de 1200 mil vitimas, considerando o somatório de ocorrências não registradas, não levadas a conhecimento dos mecanismos oficias; delegacias, hospitais... ) num ritmo crescente e constante, foi o que mostrou o tal estudo divulgado pela Unesco.
Havemos de convir que este número é uma afronta, não só a vida, a segurança, a paz, a tranquilidade, a que todos temos o direito ... o Estado na minha opinião tem a obrigação de coibir o mau uso de armas que objetivam promover tão e somente a morte, o roubo e o assalto ... o revide da violência urbana, da bandidagem, má polícia...e todo tipo de ameaças contra o cidadão de bem
A sociedade precisa cobrar ações responsáveis do governo, ações que assegurem e investa numa política de resultados, desarmando sim mas o verdadeiro bandido, o ladrão, o assaltante, a escória que alimentamos com o nosso descaso.
João Antonio Martins/ES