| O Despertar da Militância Petista |
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| Escrito por Cristovam Buarque | |
| Tuesday, 05 July 2005 | |
De repente, parece que o PT morreu. Essa frase, porém, contém duas inverdades: não foi de repente, e ainda não morreu. Não morre de repente um partido com 25 anos de luta, sonhos, combatividade e 800 mil militantes espalhados pelo país.
Mas os militantes estão perplexos, envergonhados, e isso pode levar à morte do partido. Especialmente se não tiverem clareza de que a crise é mais profunda do que levantam as denúncias de um deputado. Ela tem raízes na história do PT e no comportamento do governo. Não foi importada, foi criada por nós. As denúncias apenas apressaram o afloramento de uma crise já existente. Era um agrupamento de movimentos sociais, sindicatos, grupos de esquerda, descontentes e inconformados com a ditadura, com o capitalismo e com as utopias socialistas tradicionais. Já não propunha o socialismo nem aceitava o capitalismo. Não era o portador de uma nova utopia. Fortaleceu-se pela reivindicação. Os discursos de suas várias tendências geravam reivindicações que não compunham um programa. Ao contrário de partidos organizados em torno de um projeto de sociedade, o PT fortaleceu-se como guarda-chuva de reivindicações corporativas que, somadas, não poderiam ser atendidas. Era um guarda-chuva que, no governo, seria insuficiente para cumprir todas as promessas. Viu o futuro como uma continuação do velho modelo nacional concentrador, que exigia apenas uma melhor distribuição de lucro e salário para os que têm emprego. Mostrou um novo lado do mesmo eixo, entre capital e trabalho, sem incluir os excluídos nem inventar um futuro diferente. Vê o Brasil como um conjunto de Estados-satélites de São Paulo. O PT e Lula representavam a última esperança, depois de mais de cem anos de República liderada por uma minoria privilegiada, que construiu uma sociedade dividida e doente, e não uma nação. A eleição de Lula para a Presidência não foi a vitória da melhor proposta para o país, e sim o fracasso dos demais partidos e líderes. O núcleo central do poder julgou-se acima de qualquer suspeita e, portanto, livre para desprezar o diálogo e relaxar no cumprimento da ética. Fechou-se em um grupo restrito, desperdiçou energia em disputas dentro de um só Estado, sem perspectiva nacional. Com isso, fez alianças arriscadas e foi tratado pela oposição como mais um candidato, não como o magistrado, chefe de Estado, representante de todos os brasileiros. Nivelou-se por baixo, do ponto de vista ético, e perdeu a razão de existir. Tentou rebater, em vez de absorver, críticas de adversários e sugestões de aliados. Não pode culpar a oposição. Precisa também libertar a esperança do fechado núcleo que o controla, descobrir o Brasil vasto e real, vice-campeão de exclusão, e a necessidade de reorientar seu futuro, completar a abolição e a República. Só um despertar da militância impedirá a morte anunciada do PT, garantido a formulação de um projeto comum para mudar o Brasil e o resgate de seus sonhos, de sua combatividade e de seu comportamento ético. Comentarios (1)
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De repente, parece que o PT morreu. Essa frase, porém, contém duas inverdades: não foi de repente, e ainda não morreu. Não morre de repente um partido com 25 anos de luta, sonhos, combatividade e 800 mil militantes espalhados pelo país.


pois pessoas com 40 anos não consegue serviço no Brasil, O natal se aproxima e criança
pede brinquedos e eu desempregada, tenho 4 filhos, gostaria de uma resposta.Eu só
quero trabalhar.
Obrigada.