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"Crise de Identidade" PDF Imprimir E-mail
Escrito por Luiz Carlos Mattos   
Monday, 27 September 2004

Nos últimos tempos tenho visto na imprensa uma grande agitação de todos os setores da sociedade com relação às cotas para os descendentes de negros nos vestibulares, principalmente para as vagas das Universidades Federais.


A luta dos afros-descendentes tem como argumento principal que o término da escravatura no Brasil não promoveu uma integração dos libertos de forma a poderem competir em pé de igualdade com os brancos. Não podemos nos esquecer que os negros, na África, eram capturados por outros negros, de tribos diversas, e assim eram vendidos para o tráfico internacional.

Se não me engano, a primeira Universidade a determinar cota de vinte por cento como reserva para os negros foi a Universidade de Brasília seguindo-se a federal do Rio de Janeiro e outras Brasil afora.

A UNIGRAN, estabelecimento do qual tenho orgulho de ser fundador, não só designou vinte por cento de suas vagas para os negros como determinou a reserva de dez por cento destas para os índios.

A meu ver estas decisões são, além de inconstitucionais, preconceituosas já que diferenciam cidadãos levando em consideração a cor da pele, deixando de lado a máxima constitucional de que todos são iguais perante a lei, prevista no artigo 5º e seus incisos da Constituição Federal.

Tenho receio de que o preconceito existente, principalmente contra os negros, seja acirrado por estas decisões e mesmo que o preconceito de negros contra brancos, que também existe, passe a ser mais evidente do que é hoje. Já sabemos que em alguns estabelecimentos só se aceita como prova de que o indivíduo pertence à raça negra, a cor da pele. Não importa se seu pai, ou sua mãe é negra. Em alguns locais chegam a ponto de fotografarem o pretendente para se provar que este é negro.

Eu mesmo, que me acho um indivíduo sem preconceitos, principalmente os de cor, raça, opção sexual, etc..., me vejo, de quando em vez, lutando para aceitar o novo.

Como resultado destas distinções, outras minorias já se manifestam de forma a exigirem para si as mesmas prerrogativas. São os índios, os “gays’s”, os deficientes físicos, os descendentes de imigrantes que vieram para cá substituírem os escravos após suas libertações, os italianos e japoneses e que tiveram dos senhores rurais o mesmo tratamento dado aos negros, vivendo em senzalas com as mesmas privações que haviam vivido os negros com exceção (pelo que sabemos) somente das chibatadas.

E, os como, eu que somos a verdadeira raça brasileira, resultado desta sacrossanta miscigenação que fez produzir a mais bela mulher do mundo. A “MULHER BRASILEIRA”.

E os pardos deste país, como ficam?

Apesar de minha pele branca translúcida e de meus cabelos lisos, com o advento das discussões em torno das cotas dos negros eu comecei a me perguntar de que raça eu era. Fiz uma análise superficial de minha árvore genealógica e a confusão aumentou ainda mais.

Veja porque.

Por parte de meu avô paterno, meu bisavô era português (branco) e minha bisavó era índia lá dos campos de Itapetininga no Estado de São Paulo.

Por parte de minha avó paterna, meu bisavô era italiano do continente e minha bisavó era siciliana, morena como uma moura. Talvez tivesse algum sangue mouro em suas veias. Sei lá.

Por parte de meu avô materno, meu bisavô era negro como azeviche e minha bisavó era índia lá das caatingas de Pernambuco.

Por parte de minha avó materna ela era descendente direta dos judeus holandeses que dominaram Pernambuco durante algum tempo. Seu sobrenome era Burgheinn.

Portanto meu avô paterno era cabloco, resultado da miscigenação do branco com o índio. Já minha avó paterna era branca, talvez com uma gota de sangue mouro.

Já meu avô materno era cafuzo, resultado da cruza do negro com o índio.

Meu pai é branco de olhos azuis e minha mãe era mulata.

Como resultado desta análise chequei à conclusão de que eu, como um brasileiro dos mais puros que possam existir já que sou descendente de praticamente todas as raças que povoaram este pais, os brancos portugueses e italianos, os negros africanos, os índios que já eram da terra, daqui e do nordeste, os holandeses que invadiram os nordeste brasileiro e entre suas importantes contribuições para a formação do Brasil, deixaram minha avó e talvez até de mouros, se um dia algum deles tenha estado na Sicília e ali deixado a semente de sua raça.

Desta análise chego à conclusão de que eu posso ser o que quiser e que não podem, ninguém, ter com relação a mim qualquer preconceito.

Posso me beneficiar da cota dos negros nas Universidades brasileiras ou da cota dos índios aqui na UNIGRAN.

Posso, se quiser, ter a cidadania italiana ou portuguesa e me mandar para a Europa e me beneficiar das benesses que deve ser ganhar em Euros e ainda de sobra não ter que escutar o Lula martelando “abobrinha” nos meus ouvidos todos os dias.

Posso, se quiserem e me aceitarem, escolher ser índio e pegar a minha parte desta imensidão de terras que a FUNAI e seus antropólogos dizem ser terras indígenas. Só em Rondônia são mais de um milhão de hectares. Tenho certeza que se pegarem o volume de hectares que hoje estão destinados oficialmente aos índios e dividirem pelo número de índios deste pais, nós os morubixabas e tupiniquins, seremos latifundiários e aí, se Tupã nos ajudar, impedirá que os sem-terra invadam nossas propriedades por produtivas que seriam já que terra de índio não é para plantar nada, só para se viver nela, sem nada fazer a não ser pescar e caçar, deixar o trabalho pesado para as mulheres e as brincadeiras para os “curumins”.

É! Pensando bem eu quero é ser índio, nada de plantar (isto é serviço de mulher) e quando não estiver caçando ou pescando, deitar na rede dentro de minha oca, comer peixe assado na folha de bananeira e carne moqueada, poder matar qualquer bicho que eu quiser sem dar bola para o IBAMA, derrubar a árvore que precisar sem pedir ordem para ninguém, ter o bicho de estimação que me agradar sem ser acusado de manter em cativeiro animal silvestre e, a cada filho meu que nascer na tribo, deitar na minha rede e gritar como se tivesse sentindo as dores do parto.

É melhor que ser branco. O branco tem que trabalhar trinta anos e durante este tempo contribuir para a previdência social para ganhar o direito de ficar o resto da vida só caçando e pescando. O índio não. O índio já começa a vida brincando, caçando e pescando. Isto sem ter que pagar nada para o governo. Previdência Social de índio é com a FUNAI e assistência médica é com a FUNASA.

Eu, em pleno gozo de minhas faculdades mentais renuncio a todos e quaisquer direitos advindos de minhas ascendências, com exceção daqueles advindos de minha ascendência indígena.

Eu quero ser índio!

Luiz Carlos Mattos, é Jornalista e Advogado na cidade de Dourados - MS. e-mail: Esse endereço de e-mail está sob proteção contra Spam (spam bots).Por conseguinte, você deve ativar o recurso Javascript para poder visualizar isso


douradosnews

Comentarios (20)Add Comment
Aplausos por tudo que disse.
escrito por Visitante, 2004-11-10 17:54:34
Posso, se quiser, ter a cidadania italiana ou portuguesa e me mandar para a Europa e me beneficiar das benesses que deve ser ganhar em Euros e ainda de sobra no ter que escutar o Lula martelando abobrinha㓔 nos meus ouvidos todos os dias.
AAAAAAADOREI ISSO QUE VC DISSE....RS MUITO BOM. VC 10. meu email Esse endereço de e-mail está sob proteção contra Spam (spam bots).Por conseguinte, você deve ativar o recurso Javascript para poder visualizar isso
afff
escrito por Visitante, 2004-11-25 10:30:24
Vc é uma escoria total, seu sangue é totalmente detestado, ja mais te veriam bem com um italiano com cara de indio affff só m*rda hIHAHAUhuHAiuHAUIhIUHa
Andr
escrito por Visitante, 2005-03-08 03:59:55
Olá.
Eu estou aqui em um pesquisa escolar, quem quiser me ajudar me mande um e-mail:
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parabens
escrito por Visitante, 2005-03-28 18:29:40
quero agradecer pela materia, valeu. Mauricio de So Gonalo(rj)
Parabns Pensador
escrito por Visitante, 2005-04-25 11:47:28
Concordo plenamente com voce. O povo pobre brasileiro tem que acordar. O que o pessoal da consciencia negra está querendo fazer é uma sacanagem com a população pobre brasileira, essa população não é composta somente por negros. Se verificarmos nas favelas das grandes cidades brasileiras, mesmo nas cidades com maior contingente negro ( Salvador, Recife e Rio de Janeiro ) notaremos que existem milhares de pessoas pardas que estão na mesma condição social dos negros. Eles não estão ali por acaso, são descendentes dos excluídos, dos miseráveis que viviam nas periferias das primeiras cidades brasileiras, afinal, pobre morar em periferias não é um fenômeno recente, sempre existiu desde o começo da colonização. Onde morariam as pessoas livres, na grande maioria, mamelucos e índios mansos ( catequizados ) ?Isso significa que as periferias já existiam antes da abolição da escravatura e foi o local para onde se dirigiram os mesmos após sua libertácão. Logo, se hoje, os moradores das periferias são tanto descendentes dos negros, quanto dos mamelucos e índios catequizados, por quê privilegiar somente os negros? Isso é Igualdade, é Justiça racial ou social?
Parentes de uma grande nao!
escrito por Visitante, 2005-04-28 19:52:54
Estou fazendo uma pesquisa e encontrei muito mais do que procurava, realmente concordo! cara acredite ou não estou na mesma situação que vc! rsrsrsrsrssr! minha familia é uma sopinha de raças é muito legal! pois é estive pensando .... sera que nos somos parentes? talves nos encontremos um dia quando formos herdar nossas terras e beneficios por direito! kkk! mais isso é sério e o preconceito no brasil dizem que está diminuindo... acho isto errado pq ele não tem que diminuir ! TEM QUE DESAPARECER para que de uma vez por todas o brasil saia deste buraco horrível! brigadão ai pela ajuda na pesquisa e só discordei do negocio das índias trabalharem! rsrrssr! mas enfim... TEMOS QUE AVANÇAR , E PROCURAR UM FUTURO UM PROGRESSO E SE QUEREMOS FAZER ISTO TEMOS QUE DEIXAR PARA TRAZ A MANIA IDIOTA DE PRECONCEITO NÃO SÓ COM NEGROS MAS COM TODAS AS CLASSES SOCIAIS!" E PRA FECHAR UMA FRASE PRA REFLEXÃO ISSO É MANIA MINHA! RSRS! " O preconceito é um relativismo individual que resulta em conseqüências graves. As pessoas por acharem que são melhores começam a desmerecer as outras" Luciana Souza. período de jornalismo

MEU APELIDO É lina! tenho 14 anos! completei este mês !valeuuuuuu!
Crise de Identidade - Luiz Carlos Mattos
escrito por Visitante, 2005-05-07 17:09:54
Sou o autor da (não sei se posso assim denominar) crônica publicada neste "site", "Crise de Identidade". Hoje, dando uma viajada pela internet localizei de reprente minha crônica publicada no "FALA BRASIL".

Fiquei surpreso e ao mesmo tempo senti uma pontinha de orgulho de ver uma crônica minha, dentre tantas que escrevo, pelo que vejo em destaque e bem acessado no FALA BRASIL.

Quero autorizar desde já o artigo aí veiculado pedindo somente que esclareçam que sou jornalista e advogado na cidade de Dourados - MS e desde já podem "chupar" qualquer artigo ou crônica das que tenho publicada no site " Dourados News".

Meu e-mail é luizcarlosmattos$uol.com.br e estou à disposição para qualquer contácto.

Um abraço.
Dourados(MS), 7 de maio de 2005.

LCMattos
Retorno LCMattos
escrito por Brazil-Brasil, 2005-05-09 03:42:15
Olá LCMattos,

Esclarecendo quanto a 'chupada' do [u]Dourados News[/u], o mesmo textualiza no seu rodapé: "Todas as matérias poderão ser reproduzidas desde que citada a fonte"...atendida tal exigência, está isento o interessado de contatar o/s autor/es.

Abraços
A questão passa longe de discursos infla
escrito por Visitante, 2005-05-29 07:48:11
Discurso bonito e até inflamado, mas a prática social é outra, o próprio artigo 5º diz para ser tratar diferentemente para se igualar, quando se sofre desde criança os preconceitos e ver muitos sofrerem e nem se darem por conta, é muito pior. Esse não reconhecimento do preconceito é execrável, seu discurso seria válido em uma sociedade que tivesse realmente a preocupação da inserção social de todos grupos marginalizados. Sou uma negra que estudo em uma Universidade Federal, pobre, periférica, estou me formando, não precisei de cotas , mas sou totalmente favorável, estudo em uma das melhores universidades federal do Brasil que é a UNB, inclusive a pioneira na implatação das cotas. Dívida é dívida e não pode ser contestada.
Enquanto a utópica o inserção das classes e grupos excluídos, trabalharemos com as políticas paleativas.
Atenciosamente,
Rosângela
visitante Rosngela (29/05/05)
escrito por LCMattos, 2005-06-04 16:07:48
Cara amiga Rosângela:

Minha crônica "Crise de Identidade" retrata realmente minha condição de descendente de todas as raças alí citadas.
Não sou favorável à política de cotas em razão de, a meu ver, criar novos preconceitos contra estes descendentes que são discriminados pela cor, inclusive aqueles que, como eu, apesar de descender de negros e índios tenho a cor da pele alva. Aos na minha situação em razão de, por não terem o biotipo dos descendentes beneficiados, não temos os benefícios das cotas, o que acho uma forma de preconceito.

Criam as cotas também o preconceito do mercado de trabalho já que aqueles que forem beneficiados pela política de cotas serão encarados pelo mercado de trabalho como menos capazes que aqueles que tiveram que enfrentar a acirrada coincorrência dos outros.Concorrência esta mais acirrada agora que lutam por somente 80% das vagas.
Não bastassem os preconceitos que todos nós temos que enfrentar, mais alguns dos quais não teríamos necessidade, este poderia ser eliminado se o governo cumprisse com suas obrigações constitucionais e uma delas é prover a população de educação.
Além de afro-descendentes e índios, ambos tornados escravos pelos seus próprios irmãos já que a escravidão de inimigos era prática comum na África e mesmo aqui em algumas tribos, como ficam os pardos, os pobres, os japoneses, os coreanos, os chineses, os brasiguaios, os excepcionais, os hansenianos, os que sorem de vitiligo e psoriase que são olhados de maneira diferente e até os ricos que em algumas situações sofrem preconceitos?

No entanto, destas discussões, a cada uma delas mais nos aproximamos do ideal que é vermos os preconceitos diminuirem, quiçá, ao nível de não mais sentirmos seus efeitos.
Concordo que dívida é dívida e precisa ser resgatada. Poderiámos, Rosângela, acionar os paises como Inglaterra, Portugal e outros que faziam o tráfico de escravos para nosso pais e também os negros da própria Àfrica que escravisavam seus irmãos e os vendiam aos navios negreiros. A Verdade dói, mas tem que ser dita e encarada.

Vamos todos nós nos irmanarmos e procurarmos fazer do Brasil um país em que possamos viver com um mínimo de preconceito possível.

Um beijo no seu coração que, sentí por suas palavras, quer o mesmo que todos nós.

LCMattos
larissinha
escrito por Visitante, 2005-07-05 18:25:52
parabens adorei seu depoimento eu concordo plenamente com o q vc disse suas palavras penetraram no meu coraao

bjam lala o meu emal e Esse endereço de e-mail está sob proteção contra Spam (spam bots).Por conseguinte, você deve ativar o recurso Javascript para poder visualizar isso
...
escrito por Visitante, 2005-07-29 13:28:39
só posso concordar, o que há de se fazer é melhorar as escolas públicas a partir do ensino infantil, aí sim, todos terão as mesmas chances de ingressar em uma faculdade.
parabéns pelo texto, teresa
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Bobagem total
escrito por Visitante, 2005-08-18 16:40:42
tenho um professor q defende as cotas para que quer q seja, mas sou contra pelo fato de a esravidão ter acabado a muito tempo, e os negros só naõ conquistaram nada porque acham que os brancos devem pagar os anos de escravidão com facilidades no mundo de hoje, pena q ainda não acordaram, prque se querem tanto a igualdade racial, devem lutar como qualquer outra pessoa independente de sua cor, ninguem ganha nada sem ser por trabalho esforço e mérito, e no caso deles a cor não representa isso!!!!!!!!!!
maxizinha
escrito por Visitante, 2005-09-07 09:37:44
oiiiiii ta massa essa coisa do brasil///////
mychael
escrito por Visitante, 2005-09-10 17:20:34
SOU contra literalmente!
escrito por Visitante, 2006-04-15 13:01:39
Oi, eu vou faser um debate na minha escola com esse assunto, entaum eu passei aqui p faser umas pesquisa, eacho q os negros vem lutando por um igualdade social, e esse negcio de contas p os afro decendentes rid㩭culo, pq todo mundo q tive a oportunidade de entrar "fcil" em uma universidade, vai quere, e vai fase de tudo p c benefciar!
᭩ isso gent brigado gostei de muitos depoimentos deichados acima!
Andr
escrito por Visitante, 2006-05-29 14:47:14
Me ajudem vou fazer um debate na escola
nino
escrito por Visitante, 2006-07-03 12:21:22
e o preconceito
Parabéns
escrito por samara, 2006-10-24 12:44:50
Ola,sou estudante estou a procura de materias sobre cabloco e se alguem estiver falando sobre algo mande por e-mail,ambém quero parabenisar esse estoriado que com essa historia fez tanto sucesso!!! smilies/grin.gif
Parabéns!!!!!!!!!!!
escrito por Sabrina, 2006-10-24 12:50:51
Quero parabenisar esse grande historiador q fez muito sucesso com essa grande historia PARABÉNS!!!!!!!!!!! smilies/cheesy.gif OBS:FIQUEI MUITO FELIZ DEPOIS DE LER ESSA GRANDE HISTORIA! SE ALGUEM ESTIVER INFORMAÇOES SOBRE A POPULACAO CABLOCA E BRANCA MANDE UM E-MAI PRA MIM TA CERTO ?!!!( Esse endereço de e-mail está sob proteção contra Spam (spam bots).Por conseguinte, você deve ativar o recurso Javascript para poder visualizar isso )

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