A reunião para a instalação da CPI dos Correios, com a escolha do presidente e do relator, foi transferida para o início da tarde desta quarta-feira (15).
O senador Jefferson Peres, presidente em exercício da comissão, informou que a medida foi adotada atendendo pedido das lideranças partidárias.
PT, PMDB e o bloco PSDB-PFL continuam na disputa pelo direito de escolher os dirigentes da CPI. O líder do PMDB, senador Ney Suassuna (PB), lembrou que seu partido tem a maior bancada e por isso - acredita - tem direito a uma das posições.
O nome do senador César Borges (PFL-BA), escolhido pelo bloco PSDB-PFL para ocupar a relatoria, agora também aparece para ocupar o cargo de presidente.
O PT está disposto a lutar para indicar o relator e a oposição continua sem aceitar a possibilidade de o governo conquistar as duas posições - a de relator e a de presidente.
- Isso tira a legitimidade do processo investigativo. Fica muito feio para o governo - avaliou a senadora Heloísa Helena (PSOL-AL).
Para o senador Pedro Simon (PMDB-RS), que defende a realização de um acordo, é "absurdo" partir para o voto e também permitir "que presidente e relator pertençam ao mesmo partido". Ele lançou o nome do senador Jefferson Péres para a presidência, o qual, em sua opinião, teria "unanimidade, imparcialidade e seriedade".
Simon fez também um apelo aos parlamentares para que a disputa entre governo e oposição não atrapalhe o desempenho das investigações - a exemplo do que aconteceu com a CPI do Banestado, que, nas palavras do senador peemedebista, "foi um fracasso, com dois relatórios que não valem nada".
Os líderes do governo, senador Aloizio Mercadante (PT-SP), e do PT, senador Delcidio Amaral (MS), afirmaram que a base está fazendo um grande esforço grande para buscar o entendimento.
- Estamos dispostos a encontrar uma alternativa, desde que seja em comum acordo. Caso contrário, a forma democrática de resolver pendências é o voto - destacou Mercadante.
Agência Senado
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