Todos nós sabemos que a educação no Brasil nunca foi tratada como merece e deve.
As verbas que o governo aplica no setor educacional, apesar de terem seus parâmetros definidos e deteminados por lei, nunca são atingidos equando osão não nos convencem de que vão beneficiar a educação diretamente.
Não dizemos aqui que a educação vai mal só pedagógicamente. Os professores saem das faculdades e das escolas de formação de magistério e nunca mais recebem uma única aula de reciclagem ou aprimoraento.
Ficam naquilo que aprenderam e se se sdesenvolverem o fazem por si mesmos levados pelo amor à profissão aos alunos.
Eu, mais que ninguém, por ser filho de pai e mãe professores e de família onde os professores são em grande número posso atestar este amor à profissão que os move.
Todos os dias lemos nos diversos órgãos de imprensa de nosso país, notícias que dão conta das dificuldades por que passam alunos e professores em razão de a educação ser deixada em plano secundário.
Dourados, no Estado de Mato Grosso do Sul é um exemplo do pano secundário em que é colocado este setor pelo governo, apesar de ter como prefeito um petista e professor universitário dos mais respeitados na comunidade universitária.
Quem neste pais, que se interessa pelo setor educacional que não se recorda da vergonha que a Faculdade de Medicina de Dourados fez toda sua população passar em razão da falta de professores com mestrado, falta de instalações e principalmente falta de um Hospital Universitário em condições dos alunos aprenderem a prática que é imprescindível nesta profissão.
Tiveram que emprestar professores da Escola de medicina de Campo Grande, Capital do Estado para que o MEC possa reconhecer o curso e possa homologar os diplomas dos que ali se formarem.
Até do Estado de São Paulo, considerado o mais rico da federação, nos vem notícias da redução de aulas pela metade em escola municipal de sua Capital, terceiro orçamento da União, em razão de instalações precárias em que está instalada a scola Fundamental Maria Berenice dos Santos no Jardim das Flores, na periferia daquela Capital.
Nós, que até hoje não entendiamos a razão que motivava estes problemas que são uma constante em todo o país, inclusive no nordeste onde professores recebem menos que um salário mínimo por mês, começamos a entender os motivos das dificuldades e também da qualidade sofrível de nosso ensino que entrega para a vida prática pessoas que não sabem nem escrever nossa lingua e até profissionais que não conseguem aprovação em exames como os da OAB.
O Brasil gasta menos que o Paraguai em educação é a vergonhosa verdade que veio à tona por meio de um levantamento realizado pelo IPEA - Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas que compara o investimento do brasil, por aluno, com outros paises da América Latina.
Entre dez paises pesquisados, cinco da América do Sul e cinco da América Latina nosso pais se posiciona em último lugar gastando R$ 691,00 (seiscentos e noventa e um reais) por aluno enquanto o Paraguai, reconhecidamente mais pobre que o Brasil gasta R$ 754,00 (setecentos e cinqüenta e quatro reais).
A Argentina gasta R$ 1.500,00 (mil e quatrocentos reais) e o México R$ 943,00 (novecentos e quarenta e três reais).
Talvez seja por esta razão que sete em cada dez estudantes brasileiros não conseguem chegar nem ao nível médio.
Enquanto e apesar disto o governo elimina a exigência do inglês para nossos diplomatas e quer permitir que dos alunos formados em medicina em Cuba não se exija uma avaliação de seus conhecimentos como se exige daqueles formados e, quaisquer outros paises.
O que esperar de um país cujo Presidente da República é sustentado pelo seu partido há pelo menos vinte anos e neste tempo todo não se preocupou em pelo menos estudar para se preparar para o cargo que hoje ocupa e o pior, se vangloria de sem ser um homem estudado ter chegado ao posto que hoje ocupa.
Ou se investe mais em educação em todos os níveis e em todos os Estados brasileiros ou cada vez mais estaremos formando incapazes.
Luiz Carlos Mattos é advogado e jornalista. Delegado dio SINJORGRAN - Sindicato dos Jornalistas da Grande Dourados à Fenaj e Vice-Pres. do CID - Clube de Imprensa de Dourados.
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