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Recentemente Sérgio Amadeu (Presidente do ITI), o grande
articulador do uso do Software Livre no governo brasileiro e por
toda a sociedade, foi processado pela Microsoft, pelas suas
colocações no V FISL (Forum Internacional de Software Livre).
Para quem não conhece, o ITI é uma autarquia federal vinculada
diretamente a casa civil. Sérgio Amadeu , como presidente do
ITI, está abaixo apenas do ministro da casa civil, José Dirceu,
e do presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva. Ou
seja, foi um ataque ao mais alto funcionário público possível.
Uma tentativa de intimidar o governo brasileiro e a sociedade
mundial quanto ao uso de SL.
A Micrososft já vinha tentando impedir o crescimento do uso de
Software Livre no Brasil e os ataques começaram a ficar mais
fortes com a aproximação do V FISL que já vinha com uma
"aura" mostrando que seria histórico, como foi. Na
semana do FISL o jornal The New York Times publicou uma declaração
do funcionário da MS, Sr. Emílio Umeoka, contra as iniciativas
brasileiras comparando-as inadequadamente com as do passado, como
se estivesse-mos nos fechando a produtos estrangeiros e disse:
"daqui há 10 anos teremos uma posição dominante em algo
insignificante." Ele faz-se ignorar que o próprio governo
norte-americano prefere software livre a qualquer proprietário
(incluindo MS) para suas necessidades em TI na maioria dos casos.
Porque dizemos que é uma tentativa de intimidação e não uma ação
legitima? Sérgio Amadeu é um grande conhecedor de Software
Livre e das necessidades brasileiras. Ele tem discursos cheios de
conteúdo, unidos de forma brilhante, mas a maior parte, como é
normal, não foi criada naquele momento e nem por ele, são
normalmente conceitos comuns amplamente conhecidos e já, inúmeras
vezes, citados. O próprio presidente da SUN já fez a analogia
dos métodos da Microsoft com os do traficante de drogas. Porque
então processar Sérgio Amadeu? ...
Leia esse recorte de um livro que conta sugeiras da MS: Chris
Williams, Diretor de Desenvolvimento de Produto da Microsoft
explicou sua atitude à pirataria de software na Ásia:
"Estamos inundando o mercado com cópias... o objetivo é...
que quando as pessoas tiverem que comprar o software, já conheçam
o nosso produto e tenham que comprá-lo quando as leis forem
aprovadas. Estamos basicamente adquirindo fatias do mercado. Tão
logo comecemos a obter retorno neste investimento, será
gigantesco."
(Microsoft Secrets by Michael A Cusumano & Richard W. Selby
(1995), p284-5). A empresa não tem ética porque seus altos funcionários não a tem.
A comunidade sentiu-se ultrajada com a ação da Microsoft e
iniciou-se um grande movimento em apoio a Sérgio Amadeu, ao
Brasil e ao movimento internacional pelo software livre. Inúmeras
mensagens de apoio foram enviadas de instituições, movimentos
sociais e empresas, do Brasil e do exterior (como a de
Extremadura uma cidade espanhola que é exemplo na implantação
de Software Livre)
O movimento começou a ganhar forma, identidade e finalmente
passou a existir com o nome "O Brasil tem Direito de
Escolher" que já tem marca, um sítio web para reunir
informação e até uma comunidade no Orkut. Está sendo
preparada a tradução do logotipo para outras línguas assim
como foi feito com outros produtos do movimento que já é
internacional.
Um abaixo-assinado
foi criado na web pelo nosso colega Tiago Vaz com o ótimo texto
de Marcelo Branco para demonstração de apoio a Sérgio Amadeu e
a iniciativa brasileira.
Já somos reconhecidos no mundo pela nossa forte comunidade de
Software Livre, pelos nossos competentíssimos desenvolvedores e
pelas nossas iniciativas. Podemos ser muito mais, podemos ser
realmente livres de interesses externos e muito mais democráticos.
Que esse momento nos de forças. Livre! (FUD : fear, uncertainty
and doubt - medo, incerteza e dúvida)
nota de sergio
mendes

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