Apesar a propaganda favorável no exterior sobre os resultados do país no combate à doença, os adolescentes são atualmente o grupo mais vulnerável ao contágio.
A educação sexual constitui um dos temas transversais propostos nos Parâmetros Curriculares Nacionais - PCN/MEC. É um assunto polêmico, que envolve questões de foro íntimo, mas a escola tem o dever de orientar os alunos e esclarecer suas dúvidas a esse respeito.
Aids, métodos contraceptivos, Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) e a descoberta do próprio corpo e da sexualidade são questões a serem abordadas em sala de aula.
Em 2000, o Ministério da Saúde havia notificado 2.780 novos casos de Aids entre meninos e meninas entre 15 e 24 anos, um aumento de quase 1.600 novos casos em relação a 1990, o que torna o problema extremamente preocupante.
Dados e Pesquisa em DST e Aids
Até dez/2003 foram notificados pelo Programa Nacional de DST e Aids 310 mil 310 casos de aids no Brasil.
Cerca de 140 mil pessoas necessitam do tratamento que o programa de combate à aids brasileiro fornece na rede pública de saúde.
Os novos dados revelam que a epidemia de aids no Brasil está num processo de estabilização, embora em patamares elevados, tendo sido diagnosticado, em 2003 um total de 32.247 casos novos com uma taxa de 18,2 casos por 100 mil habitantes.
Entre os anos de 1980 e 2004 foram registrados um total de 362.364 casos no País. A tendência à estabilização da incidência da doença é observada apenas entre os homens, que registrou, em 2003, 22,6 casos por 100 mil homens, menor do que a observada em 1998, de 26,3 por 100 mil.
Entretanto, observa-se ainda o crescimento da incidência em mulheres, tendo sido observada a maior taxa de incidência em 2003: 14,0 casos por 100 mil mulheres.
A tendência de aumento da incidência da doença também foi observada em todas as regiões geográficas, com exceção da região Sudeste, que apresentou, em 2003, taxa de incidência menor do que a observada em 1998.
Nas demais regiões, o crescimento ainda é pronunciado, principalmente nas regiões Sul, Centro-Oeste e Norte. Os casos masculinos devido à transmissão pelo uso de drogas injetáveis continuam a decrescer, os casos devido a transmissão homo/bissexual mantiveram-se estabilizados em cerca de 26%, e aqueles casos devido a transmissão heterossexual continuam com tendência crescente.
A doença vem atingindo, também, de maneira importante, os indivíduos com menor escolaridade, principalmente as mulheres.
Embora as informações sobre raça/cor somente passaram a ser registradas a partir de 2001, é interessante observar que, entre 2001 e 2004, mais de 60% dos casos de aids masculinos foram considerados brancos, sofrendo pouca variação no período analisado; já entre as mulheres, observa-se redução na proporção de casos na raça/cor branca, compensada pelo aumento na proporção de casos na parda, de 25%.
A mortalidade por aids foi 2% maior em 2003 do que a registrada em 2002, com 11.276 óbitos.
A taxa de mortalidade permaneceu estável em 6,4 óbitos por 100 mil habitantes e em 8,8 por 100 mil homens, mas manteve a tendência crescente entre as mulheres e nas regiões Sul, Norte e Nordeste.
Dados do HIV
Diferente da notificação dos casos de aids, os dados de HIV são estimados, portanto, não estão disponíveis informações sobre as principais vias de infecção pelo HIV.
Em média, a pessoa infectada pelo HIV demora entre 8 e 10 anos para começar a desenvolver os sintomas de aids. Só então ela é notificada como um novo caso de aids.
Política de Tratamento
Pode-se destacar a promoção do acesso ao tratamento gratuito de todas as pessoas que comprovadamente são acometidas por alguma DST, inclusive, pelo HIV/aids e a sífilis e contribuir para que o paciente portador do HIV em uso de terapia ARV melhore sua adesão ao tratamento a partir de acompanhamento médico periódico.
A Luta Contra a Resistência
Uma vez que uma pessoa infectada pelo HIV é submetida à terapia medicamentosa, é muito importante que a medicação seja tomada como prescrito - todas as doses, todos os dias - porque quando há omissões no tratamento, o vírus tem chance de "se recuperar".
Geralmente, o vírus HIV "muta" para cepas de vírus que são resistentes às drogas que estão sendo usadas contra eles. Mantendo a carga viral baixa ou em zero, há menos chances dessas mutações ocorrerem e se disseminarem.
Através da adesão à terapia, o paciente infectado pelo HIV dá ao vírus menos chance dele sofrer mutações para um vírus resistente à terapia. Isso porque, mesmo se alguns vírus mutantes sobreviverem, apesar de serem resistentes a uma droga, é improvável que sejam resistentes a todas as drogas que o médico prescreve.
Através da adesão ao tratamento prescrito, a pessoa com HIV, se dá uma chance de viver mais e de uma forma mais saudável ... e com maior chance de vitória na Guerra Contra o HIV.
Acesse: Quando fazer * Situações de risco * Onde fazer
Estimativas do Ministério da Saúde indicam que existem hoje no Brasil cerca de 600 mil pessoas vivendo com o HIV. Dessas, 400 mil não sabem de sua condição sorológica. Portanto, do ponto de vista epidemiológico, o diagnóstico é fundamental para o controle da epidemia de aids. Mas, não é só isso:
1 O diagnóstico precoce é muito importante para a realização de um tratamento que garanta a qualidade de vida da pessoa infectada.
2 O diagnóstico também pode fazer a diferença na gravidez. Mães soropositivas podem aumentar suas chances de terem filhos sem o HIV, se forem orientadas corretamente e seguirem o tratamento recomendado durante o pré-natal, parto e puerpério.
3 O teste e o tratamento são GRATUÍTOS. Além disso, quem realiza o teste em um CTA, conta com apoio e orientação psicológica antes e depois do resultado
Acesse:
O Boletim Epidemiológico é uma publicação trimestral que contém uma base de dados de casos de HIV/aids e DST no Brasil por regiões e estados, por sexo, por faixa etária etc. --> versões anteriores do Boletim
aids
Orientação Sexual: uma Abordagem Biopsicossocio-Cultural por Suziane Marques
Neste trabalho apontarei as relações existentes entre infância e adolescência, saúde, conhecimento psicológico, dentro do contexto histórico-social, propiciando situações que transformem o pensar e agir dos pais, e educadores em sua prática pedagógica no seu dia-a-dia com os jovens e crianças.
As crianças e os adolescentes têm o direito de serem educados, direito aos cuidados da saúde, de serem amados e acolhidos, direito ao lazer, no entanto, também tem de cumprir seus deveres, para se tornarem cidadãos críticos e responsáveis.
As situações apontadas e as possibilidades de intervenção estarão relacionadas à interdisciplinaridade, onde os profissionais que atuam na área educacional: educadores, psicólogos, sociólogos poderão estar trabalhando juntos, porque os fenômenos humanos são amplos e complexos demais, como por exemplo: a sexualidade, a DST/AIDS, a gravidez na adolescência, saúde mental e física e projetos de vida.
E também faz parte destes fenômenos os usuários de drogas, proporcionando um risco social e pessoal para os jovens. Com esse material, espero desencadear profissionais da educação, comunidade e pais num contexto geral, reflexões de seu cotidiano com as crianças e adolescentes, abrindo portas para futuros trabalhos relacionados à Orientação Sexual. Algumas abordagens psicanalíticas caracterizam a adolescência como uma etapa de confusões, estresse e luto causados pelos impulsos sexuais que ingressam nessa fase do desenvolvimento, onde sentem dificuldades de estabelecer uma identidade própria, apresentam uma vulnerabilidade especial para assimilar os impactos projetados pelos pais, irmãos, amigos e de toda a sociedade, passam também por desequilíbrios e instabilidades extremas, onde o jovem não é uma criança e muito menos um adulto. Assim como os adolescentes e as crianças também passam por momentos de transição, no decorrer do processo de socialização, elas constroem livremente suas regras e normas de conduta, adquirem progressivamente sua autonomia, estabelecem seus princípios e valores morais, libertam-se da submissão dos adultos, como por exemplo: expressam sua opinião sobre determinado assunto, tomam decisões, respeitam os direitos dos outros, assumem responsabilidades pelos seus atos, estabelecem normas e regras para o bom funcionamento da sala de aula, valorizam a lealdade dos personagens das histórias e em situações práticas, valorizam a igualdade entre colegas.
Concretizando todos esses tópicos a criança se tornará um adolescente bem mais crítico e saudável. Um dos aspectos básicos para qualidade de vida e responsabilidade é valorizar seu próprio corpo, cuidando e conhecendo-se, adotando hábitos saudáveis como a higiene pessoal, desenvolver e construir conhecimentos dentro dos sentimentos de autoconfiança em suas capacidades físicas, afetivas, cognitivas, ética, de relação interpessoal e de interação social. Sabendo utilizar essas diversas informações e recursos recebidos, serão adquiridos e assimilados novos conhecimentos. Todos os indivíduos têm o direito à autonomia sexual, ao prazer, à expressão sexual e ao cuidado com a saúde sexual disponível para a prevenção e tratamento de todos os problemas sexuais, preocupações e desordens, estes direitos constam da Declaração dos Direitos Sexuais, aprovada durante o XV Congresso Mundial de Sexologia, ocorrida em Hong Kong (China), em agosto de 1999.
“A sexualidade está inscrita no corpo, permeada por pensamentos, afetos, fantasias, desejos e sonhos. Ela é construída na interação com o outro, com os modelos culturais e simbólicos” (Baleeiro, Siqueiro, Cavalcante & Souza, 1999). O conhecimento desses processos de evolução psicossexual começou com os fatos descobertos por Sigmund Freud (1856-1939), a sexualidade se expressa desde cedo na infância, ela passa por diversas etapas, onde os meninos começam a gostar da mãe e as meninas a gostar do pai (complexo de Édipo), quando pequenos e assim vai, e mais ou menos com 6 anos de idade começa-se a criar o “Clube do Bolinha e da Luluzinha”.
Isto engloba todo o aspecto social e que vem sendo discutido na escola como um tema transversal nos currículos, visando sistematizar a ação pedagógica no desenvolvimento de cada aluno, sem desconsiderar o que a criança já traz de casa, sua identidade familiar, respeitando-a. Segundo o Doutor em Ciências Políticas e Sociais Fernando Basto de Ávila, “uma das grandes responsabilidades da educação é precisamente esta: preparar o indivíduo para respeitar a dignidade do sexo e fazê-lo servir às exigências superiores do amor”.
A educação sexual compreende elementos informativos, concernentes à significação do sexo e sua função geradora, sua nobreza e sua dignidade, como transmissor de vida, sob a absorção do amor e a aceitação dos sacrifícios e responsabilidades que ele impõe, ao lado das justas alegrias e satisfações que dele derivam. Esse assunto já é discutido desde a década de 70, devido a sua grande importância na formação de cada um de nós e vem crescendo a cada dia, pois aumentou o número de adolescentes grávidas e com doenças sexualmente transmissíveis (DST), incluindo a AIDS.
Os tabus e preconceitos fazem com que as pessoas evitem buscar cuidados especializados, o que pode determinar sérias conseqüências para a saúde. A maioria dos pais entra em conflitos quando tem que dialogar com seus filhos sobre sexualidade, não sabendo como agir, dando a eles muita liberdade sem limites ou até os privam de coisas prazerosas da vida.
Muitas famílias resistem à discussão dessas questões na escola, pois acham que ela incentiva e não orienta, mas felizmente os pais estão cada vez mais conscientes, buscando nas escolas um auxílio para uma conversação mais aberta com seus filhos. Em um texto relatado nos Parâmetros Curriculares Nacionais, pela Data Folha, em junho de 1995, constatou-se na pesquisa feita em 10 capitais brasileiras, que 86% das pessoas aceitam que esse tema seja trabalhado nas instituições escolares e isso já é um grande passo, se unirmos comunidade e escola obteremos excelentes resultados. Como todos nós sabemos, os adolescentes sofrem muito com a discriminação, pois os adultos os rotulam como “aborrecentes”, a síndrome normal da adolescência, onde são muitas vezes privados de se expressarem, não perguntam porque têm vergonha ou receio e acabam seguindo caminhos contrários, ou seja, se prejudicando, não buscando o diálogo com sua família e sim com “amigos”, que muitas vezes os levam a lugares obscuros. Os adolescentes sofrem ainda mais, pois recebem muitas influências, sendo uma delas a mídia, instigando-os, mostrando cenas erotizadas, onde os tornam mais curiosos perante a sexualidade, nas propagandas, novelas e filmes. Sendo assim, pais e professores deveriam refletir sobre suas ações, transmitindo valores relacionados com as origens de cada criança com o desejo de saber, satisfazendo suas curiosidades e não gerando ansiedades e tensão, conseqüentemente as mesmas sanariam suas dúvidas, contribuindo para um aprendizado rico e saudável em suas vidas. Com isso entramos com a interdisciplinaridade, onde todas as áreas deverão ser trabalhadas, proporcionando bons resultados e não esporadicamente, sem sentido e sim fazer com que os jovens discutam, convivam, troquem experiências, que adotem condutas preventivas, para ampliarem seus conhecimentos em consciência sobre os cuidados que devem ser tomados contra a gravidez, DST e drogas. A sexualidade infantil desenvolve-se desde os primeiros dias de vida e segue de forma diferente em cada etapa da infância e adolescência, partindo das possibilidades de cada indivíduo na sua interação com o mundo, explorando inicialmente nas diferenças entre meninos e meninas, nos órgãos genitais, seguindo para as descobertas e experimentações à atração física e fantasias, ou seja, onde simplesmente passa da curiosidade de conhecer o corpo de um amiguinho da escola ao querer tocar, sentir a pessoa que está ao seu lado. Esse tema na maioria das vezes é tratado em um espaço restrito, por onde são transmitidos certos valores que cada família adota com seus filhos e que muitas julgam ser o certo.
Assim a escola aborda os diversos pontos de vista, valores e crenças existentes na comunidade, na sociedade, auxiliando os alunos a refletirem, complementando o que eles já trazem de casa, onde cada um escolhe o caminho a seguir, não sendo a escola invasiva no desenvolvimento do comportamento dos mesmos. E como a escola fará isso?
Os professores trabalharão com textos informativos, através de folders, revistas, jornais, vídeos e até com a internet, mostrando para seus alunos todas as informações necessárias para o bom aproveitamento de suas vidas: como se prevenir, trocando idéias e experiências. O professor deverá ter uma boa postura, intervindo quando necessário quanto à discriminar o que pode e deve ser compartilhado com o grupo e o que deve ser mantido para si. E se algum aluno demonstrar algo diferente em seu comportamento, deverá ser orientado separadamente e sigilosamente para não constrange-lo, por algum profissional especializado para ajudá-lo. A escola poderá discutir com seus alunos os preconceitos entre os gêneros, as doenças, crenças e atitudes existentes na sociedade, como por exemplo: a virgindade, aborto, partindo de uma reportagem ou vídeo ou até de um aluno que perguntou em sala.
Explicitando ao grupo, criando a possibilidade de formar opiniões a respeito de tais assuntos, propiciando também informações atualizadas cientificamente, desenvolvendo neles atitudes coerentes aos seus próprios valores. Um bom trabalho em Orientação Sexual se deve muito a relação professor-aluno e pais-escola, onde ambos deveriam dialogar, conversar a respeito de seus pontos de vista e esclarecer todas as questões, isso é fundamental para o bem-estar de cada indivíduo.
Como princípios fundamentais para a estruturação de uma educação sexual segura convém destacar: naturalidade, verdade, lealdade por parte do educador, de tal forma que mereça a confiança do educando. Portanto, quando o professor elaborar um projeto com esse determinado tema, a comunidade deverá estar ciente dos princípios norteadores do trabalho, de forma clara e objetiva. Resumindo os Parâmetros Curriculares Nacionais, os objetivos seriam esses: desenvolver em seus alunos a consciência crítica e tomar decisões responsáveis a respeito de sua sexualidade, prevenindo-se contra as doenças, sendo solidário com quem já tem uma doença, não discriminando-o, conhecer seu próprio corpo, fazer uma boa higiene pessoal, e sempre valorizar e cuidar de sua saúde. Com as crianças de 1ª a 4ª série, poderíamos iniciar partindo dos assuntos básicos como as funções de cada órgão e membro do corpo humano, de todos os sistemas (respiratório, reprodutor, digestivo, circulatório), higiene, assegurando o tratamento adequado às diferenças de gênero desde os primeiros anos de vida, através do vestuário, brinquedos e atividades diversificadas, isso contribui grandemente para que meninos e meninas adquiram, pouco a pouco, consciência das suas missões e responsabilidades específicas.
No entanto, muitos caem no erro de considerar a liberdade sexual desenfreada como sinal de virilidade, levando os meninos ao complexo de machismo.
Acresce que uma distorção nos conceitos de liberdade e igualdade, aí conduzindo muitos adolescentes em dias atuais a experiências prematuras e culposas, de conseqüências danosas para seu futuro. E com as de 5ª a 8ª série que já são pré-adolescentes e muitos adolescentes, poderemos enfatizar, aprofundar: a puberdade, DST, virgindade, gravidez, aborto, homossexualismo, preconceitos e até masturbação.
Onde na última década cresceu muito o número de adolescentes grávidas, tornando um problema de saúde pública ou social, a gravidez é vista como a impossibilidade da conclusão da escolarização, limitando aos empregos, queimando etapas da adolescência e podendo provocar sérias repercussões biológicas e conseqüências psicossociais.
Então, procuraremos situar a questão da gravidez na adolescência produzindo o olhar mais amplo possível, abrindo espaços à fala e escuta possibilitando a elaboração da situação especial e ajudar a abrir o leque de recursos para as decisões de enfrentamento da gravidez. Segundo uma pesquisa, os adolescentes querem que os trabalhos dos profissionais dessa área sejam assim: que criem e apóiem projetos sociais voltados para o seu desenvolvimento, sejam mais capacitados a atendê-los, respeitando as suas características individuais, estejam sensibilizados e capacitados para trabalhar com pessoas com necessidades especiais, principalmente no ensino superior e ajudemos a identificar suas identidades e a aumentar a sua auto-estima.
Que as escolas abram espaços para o diálogo sobre assuntos diversos, fortaleçam suas idéias e permitam que eles mostrem seus potenciais.
E que suas famílias tenham condições de lhes oferecer um ambiente acolhedor e afetivo, que ensinem sobre suas origens e sua cultura, que cuidem deles para não assumirem responsabilidades precoces, respeitem os seus direitos e cobrem os seus deveres, participem ativamente da vida escolar de seus filhos, que corrijam algo que comprometa a integridade física, psíquica e moral e que sempre estejam abertos ao diálogo. Assim, os critérios de avaliação seriam através de observações e registros que o professor faria conforme os conhecimentos assimilados da criança ou adolescente sobre o seu corpo, suas diferenças físicas e psicológicas com as dos colegas, suas transformações durante a puberdade, que saibam que isso faz parte de seu desenvolvimento, respeitando a si mesmo e ao próximo, não discriminar os gêneros, onde todos são capazes de cumprir suas tarefas na sociedade, tanto a mulher quanto o homem. Portanto, a sexualidade como fenômeno normal da vida humana, tem de ser enfrentada, compreendida e orientada para que o indivíduo possa atingir o desenvolvimento harmonioso de sua personalidade.
Referências bibliográficas
ÁVILA, Fernando Bastos de,. Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo. Rio de Janeiro: FENANE, 1972. CONTINI, Maria L. J., KOLLER, Sílvia H. & BARROS, Monalisa N. S. Adolescência e Psicologia: concepções, práticas e reflexões críticas. Brasília: Conselho Federal de Psicologia, 2002. Secretaria da Educação e Cultura da Educação Infantil. Gerência de Currículos e Instrução. Florianópolis: 1998. Secretaria da Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: pluralidade cultural, orientação sexual. Brasília: MEC/SEF, 1997.
Suziane Marques, é Professora Especialista em Interdisciplinaridade e Mestranda em Educação.
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