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Os primeiros números da 2ª Semana do Peixe revelam aumento de até 50% na venda de pescado em algumas cidades brasileiras. O resultado parcial foi divulgado pela Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca.
Hoje, o ministro José Fritsch visitou a Feira do Guará, uma das mais
populares no Distrito Federal, para conferir o desempenho da campanha e até
degustou receitas preparadas pelos comerciantes do local.
A Semana do
Peixe foi criada para incentivar a produção e consumo de pescado em todo o país,
como forma de fortalecer a piscicultura. Em cidades como Fortaleza, os descontos
nos preços de produtos chegaram a 40%, o que elevou o volume de vendas em 50%,
segundo informações da Associação Cearense de Supermercados
(Acesu).
Também houve aumentos significativos nas vendas no Mato Grosso
do Sul, onde os descontos médios chegaram a 30%; em Manaus e Brasília, onde as
vendas cresceram em média 25% e em Belo Horizonte. Das cidades que já repassarem
números para a secretaria, o menor resultado foi no Rio, onde os descontos
variaram entre 5% e 15 %.
Fritsch visitou todos os pontos de venda da
Feira do Guará, conversou com os consumidores, vendedores e empresários e fez
comentários sobre peixes e frutos do mar. Em alguns momentos, falou até sobre
receitas e sugeriu pratos.
Segundo ele, um dos grandes objetivos do
trabalho da secretaria é “fazer com que a população se conscientize de que
consumir peixe faz bem para a saúde. O pescado é um dos produtos de origem
animal da cadeia alimentar dos mais saudáveis”. Para a Organização Mundial de
Saúde, a média ideal de consumo per capta é de 12 quilos anuais por pessoa, mas
no Brasil somente agora essa média está chegando aos oito quilos. A meta é
atingir a média da OMS até 2007.
O mercado mundial de pescado movimenta
por ano US$ 60 bilhões e a participação brasileira é de cerca de US$ 400
milhões, menos de 1%, embora o país tenha potencial para produzir até 13,7% do
pescado do mundo.
Para os comerciantes, os resultados da promoção estão
sendo bons. “Através dos acordos que conseguimos fazer com os produtores,
conseguimos reduzir os preços em até 30 por cento e as vendas cresceram bastante
também”, comemora Jorge Ueda, dono de uma peixaria na Feira do
Guará.
Segundo o ministro, a campanha exigiu a reorganização da cadeia
produtiva, permitindo aos produtores ganhar mais e aos consumidores pagar menos.
“Nós conseguimos diminuir a quantidade de intermediários entre o produtor e o
vendedor. Diminuindo os intermediários, a relação passa a ser mais direta entre
a produção, a indústria e o consumidor”, concluiu.
Agência Brasil
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