Fala, Brasil! - A Escalada da Violência no Estado do Rio e no País
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A Escalada da Violência no Estado do Rio e no País PDF Imprimir E-mail
Escrito por Da Redação da Federação das Indústrias do RJ   
Monday, 11 April 2005
O Rio está muito ferido. E seu grito é ensurdecedor. Não há nenhuma pessoa do bem que não esteja gritando, cada uma do seu jeito, cada uma com a sua voz, mas todos com um só coração e uma só revolta. 

Atrás das tristes grades e nas fachadas dos edifícios, nas esquinas inseguras, nas cartas aos jornais, na televisão, no rádio, nas ruas, nas avenidas. Todos, mesmo os mais calados, estão gritando um só grito: CHEGA DE VIOLÊNCIA.

A pergunta é: quem está ouvindo?

A Polícia Militar procura realizar o seu trabalho. Mas não é o suficiente. As guardas municipais foram criadas. Mas não são suficientes. A Polícia Civil está agindo como pode. Mas não é suficiente.

A própria Polícia Federal está realizando importantes e eficientes operações.

Mas não é suficiente. Porque o problema do Estado do Rio de Janeiro hoje é muito maior do que o próprio Estado do Rio de Janeiro. É um problema do Brasil. E não é recente.

A deterioração da segurança é resultado de décadas de omissão e conivência. Sem controle, a criminalidade cresceu em ousadia e se imiscuiu até nos Poderes da República. Estão aí as denúncias de venda de sentenças.

Estão aí os políticos que respondem a processos criminais. Estão aí as matérias de jornais sobre policiais corruptos. Estão aí representantes do Executivo e até do Judiciário acusados de acordos com o tráfico. O que é isso, meu Deus?

É preciso que o Executivo, o Legislativo e o Judiciário se unam em uma grande estratégia liderada pelo Poder Central. Com a colaboração total, é claro, dos poderes estadual e municipal. E com o apoio de toda a população.

Há meses, o Sistema Firjan entregou um grande estudo ao Governo. Este estudo foi realizado em parceria com a ONU e com o próprio Governo Federal.

E reuniu especialistas nacionais e estrangeiros que apresentaram propostas concretas e estruturadas para controle de armas, prevenção do crime e da violência, formação policial, controle externo e modernização das polícias, segurança municipal, sistema penitenciário e gestão da informação.

Mais: com base nesse estudo, há cerca de duas semanas, o Sistema Firjan apresentou, no Ministério da Justiça, um programa de cinco pontos que considera indispensáveis para a implantação de um sistema de segurança eficaz e confiável no Brasil.

Para isto, partimos do princípio que violência, segurança pública, tráfico de armas, crime organizado, tráfico de drogas e corrupção em geral têm que ser uma absoluta prioridade nacional, sobretudo nos grandes centros urbanos.

Não há mais tempo a perder. Seja esta ou seja aquela, tem que haver uma solução em prática. Já. Agora. Ontem. E felizmente temos um grande trunfo para vencer este desafio: a esmagadora maioria de nossos homens públicos, governadores, prefeitos, congressistas, juízes e a população carioca, fluminense e brasileira em geral é composta de gente séria, honesta, do bem e da paz.

Então, o que estamos esperando? O que todos estão esperando? Se for mais um ano, ele já começou. E, com ele, as esperanças fragilizadas, mas ainda renovadas de todos os brasileiros. E não são só as esperanças que estão fragilizadas.

É a própria Democracia, tão recentemente conquistada e com tanto esforço e luta. A liberdade de expressão não está comprometida ainda. Mas a liberdade de ir e vir, para não dizer a própria liberdade de viver, estão cada vez mais ameaçadas. E esta é a maior violência que podemos sofrer como povo, como estado, como país, como nação.

A ditadura da violência não pode vencer a Democracia. O Sistema Firjan, através do SESI-RJ, em nome de todos os empresários e trabalhadores da indústria, está erguendo sua bandeira e fazendo a sua parte. Para que a violência tenha o pior Ano Novo de sua história. E para que os cariocas, os fluminenses e todos os brasileiros possam ter igual direito à vida. À Democracia. E à paz.

O trabalhador da indústria e a segurança pública.

Uma pesquisa especial, realizada pelo Sesi-RJ, entrevistou 2.665 trabalhadores em todas as regiões do Estado do Rio de Janeiro. O resultado mostrou que 1 em cada 4 trabalhadores foi atingido pela violência.

A maioria das ocorrências (56%) foi de assalto com arma; em segundo lugar, furto (28,2%), seguido de outros tipos de violência (16,1%) e seqüestro (1,5%).

Quase metade das ocorrências foi no trajeto de ida ou volta ou no próprio local de trabalho. Além disso, 31,4% dos trabalhadores relataram episódios de violência que atingiram algum outro membro da família. Se visualizarmos, então, o resultado de forma mais ampla, concluiremos que 43,4% dos trabalhadores que participaram da pesquisa sofreram algum tipo de violência diretamente e/ou relataram ocorrência na família.

 

firjan

Comentarios (1)Add Comment
A violência no planeta terra
escrito por Geraldo Gomes, 2007-09-27 07:03:41
É sério?Vocês realmente estão querendo erradicarem a violência no Rio de janeiro?Estão convicto disso?Eu não acredito e sabem por que?Porque sou sabedor que a violência é uma indústria fabricada pelos seres humanos que gera lucros e que proporciona felicidades.Conhecem algum local habitado por seres humanos que não haja violência?Conhecem algum ser humano que não seja violento?Conhecem algum homem ou mulher talentosa ou gênio na prática da não-violência?Por que somos violentos e reclamantes da violência?Exceto esse "LOUCO" que vos escreve não existem seres humanos corajosos,dispostos e tampouco interessados em erradicarem a violência no planeta terra.Asseguro-lhes que é possível construirmos a PRIMEIRA ERA da não-violência no planeta terra e sou um dos poucos capacitados para tal transformação.Se vossos vínculos violentos derem-lhes algum tempo disponível acessem:www.geraldo-gomes.blogspot.com Depois de lêrem todo conteúdo espero que compreendam o que é necessário para desativarmos a ARMA[o ser humano]mais letal e destrutiva do planeta terra.Ignorar-me é fácil,é comum,é natural e é normal,QUERO VIR IGNORAREM A VIOLÊNCIA.Asseguro-lhes que quem vos escreve é sério,não é medíocre e nem conivente com a violência dos reclamantes da mesma.Estou pronto para encarar o desafio,convidem-me.SOMOS O QUE FAZEMOS E NUNCA DEVEMOS SERMOS O QUE NOS FAZEM.GERALDO GOMES.

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