Porcelanas de Pedreira sustentam economia local e fazem sucesso no exterior. A pequena cidade do interior paulista, que se mantém com a fabricação de objetos de decoração e utilidades domésticas, envia suas peças para Oriente Médio, África, Ásia, América Latina, América do Norte e Europa.
O município oferece como atração turística seu extenso comércio. Nos finais de semana, entre 5 e 6 mil turistas circulam pela cidade. Em feriados prolongados o número salta para 20 mil.
As porcelanas e louças de Pedreira, cidade localizada a 140 quilômetros da capital de São Paulo, já chegaram ao Oriente Médio, África, Ásia, América Latina, América do Norte e Europa.
A maioria dos 38 mil habitantes do município, que tem renda per capita de R$ 1.363,18, vive em função da fabricação e comercialização de objetos de decoração e utilidades domésticas de porcelana, vidro, gesso, resina, madeira, ferro e alumínio. Parte das cerca de 300 empresas instaladas na cidade já exporta sua produção.
A Decor Glass, fabricante de tampos de mesa em vidro, iniciou as vendas externas em 1992. A Alemanha foi seu primeiro cliente e a participação na feira Messe de Frankfurt, a partir de 1996, impulsionou as suas exportações. "Lá conquistamos nossos principais clientes", diz Rose Forcato, diretora comercial da Decor Glass.
Com 200 funcionários, hoje a empresa exporta 80% de sua produção mensal de 300 mil peças para o Egito, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Turquia, Israel e alguns países da América Latina como Colômbia, Bolívia, Peru e Chile.
Algumas das pequenas empresas do município, como a Cerâmica São Joaquim, também estão de olho no potencial do mercado externo. Com 49 anos de fundação e 70 funcionários, a fabricante de canecas, garrafas para bebidas e utilidades domésticas em cerâmica, realiza vendas esporádicas para Bolívia, Alemanha, Estados Unidos e Costa Rica.
"Para as pequenas fica mais difícil exportar, mas sempre que temos oportunidade mandamos nossos produtos para o exterior. Normalmente por intermédio de empresas exportadoras", explica Nádia Perón, responsável pelo departamento de vendas da empresa. "Inclusive em dezembro do ano passado enviamos algumas canecas de chope para a Alemanha", completa.
Pedreira também é referência na fabricação de isoladores elétricos para o mercado interno e internacional. A Cerâmica Santa Terezinha, por exemplo, fabrica isoladores de porcelana para linhas elétricas, desde a década de 1960. De acordo com o gerente de exportação, Amarildo Manias, as vendas externas começaram na década de 1980.
Hoje o faturamento anual fica entre US$ 12 milhões e US$ 18 milhões e 40% de sua produção é exportada a mais de 30 países da Europa, Estados Unidos, África, Ásia e Oriente Médio.
Com 450 funcionários, a companhia produz 500 toneladas/mês de isoladores de porcelana. A Santa Terezinha também faz a montagem mensal de cerca de 100 mil unidades de isoladores de suspensão de vidro temperado. Seus principais clientes são concessionárias de energia, indústrias, empresas de engenharia, empreiteiras e distribuidores de material elétrico.
Atração turística
O município oferece como atração turística seu extenso comércio com preços atrativos. Nos finais de semana, entre 5 e 6 mil turistas circulam pela cidade. Já em feriados prolongados o número salta para 20 mil pessoas.
A diretora de turismo de Pedreira, Ruthe Manzato, conta que há 108 anos, quando a cidade foi fundada, a base da economia de Pedreira era o café. "Com a crise do produto no país, em 1914 foi instalada a primeira fábrica de porcelanas, pelos irmãos Ricci", diz.
A partir daí, várias outras surgem até que as mesmas se transformam na principal economia do município. "O trabalho nessas indústrias foram formando artistas, dedicados à modelagem e à pintura de peças artísticas de adorno e louças para uso doméstico", destaca Manzato.
Segundo ela, no começo da década de 1990, com a entrada da porcelana chinesa no Brasil, a demanda dos produtos fabricados em Pedreira diminuiu e novas matérias-primas passaram a ser utilizadas como o vidro, a madeira, o ferro e o alumínio. "Mesmo assim a vocação da cidade sobreviveu e Pedreira continuou sendo conhecida como a capital da porcelana", ressalta a diretora.
Contato: Decor Glass Fábrica (19) 3893.3811, Cerâmica Santa Terezinha (19) 3893.2911, Cerâmica São Joaquim (19) 3893.3600
A cidade dos Pedros
Ao contrário do que se possa imaginar, o município de Pedreira não recebeu este nome porque existem muitas pedras em seu solo. O site oficial da prefeitura da cidade relata que por volta 1885, o coronel João Pedro de Godoy Moreira era proprietário da “Fazenda Grande”, área de terras que integrava o município de Amparo, vizinho à Pedreira.
Naquele mesmo ano, o coronel comprou um sítio cafeeiro, que fazia parte da Fazenda Santa Ana.
Faziam parte da família do coronel João Pedro: Antonio Pedro, José Pedro, Luiz Pedro e Bento Pedro. Ainda de acordo com o site, em 1979 o padre Antonio Toloi Stafuzza, autor do livro “História de Pedreira”, descobriu por meio de suas pesquisas a documentos e cartas da época que tais “Pedros” eram irmãos do coronel João Pedro, embora anotações anteriores afirmavam serem filhos.
O loteamento de parte de suas propriedades, permitiu o surgimento de um povoado, que em vista de tantos homens com o nome de Pedro, passou a ser conhecido primeiro como terra dos Pedros, depois bairro do Pedros, em seguida, por derivativo, bairro dos Pedreiras, e por fim Pedreira, que virou município no dia 31 de outubro de 1896.
Pedreira está localizada ao Norte do estado de São Paulo, na micro Região das Estâncias Hidrominerais Paulistas, tendo por limite os municípios de Amparo, Campinas, Jaguariúna e Morungaba.
Contato
www.mpc.com.br/pedreira
anba
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