Homicídio
· É a maior causa de morte entre jovens de 15 a 24 anos no Brasil;
· Com 16% da população brasileira, o Grande Rio e a Grande São Paulo concentram cerca de 42% dos crimes de morte registrados anual- mente no Brasil - cerca de 18 mil num total de 43 mil homicídios. (Datasus 99);
· 88% dos casos registrados envolvem arma de fogo;
· A cada 25 mortes, 24 são de homens;
· Nos últimos vinte anos o número de brasileiros assassinados aumentou 237%.
Taxa de Homicídio (por 100 mil habitantes)
|
População |
15 a 24 anos |
|
|
1991 |
2000 |
+ |
1991 |
2000 |
+ |
| Brasil |
20,9 |
27 |
29% |
32,5 |
52,1 |
60% |
| RJ |
39,6 |
50,9 |
28,60% |
76,2 |
107,6 |
41,20% |
| RJ1 |
35,1 |
56,5 |
61% |
73,5 |
131,1 |
78% |
| SP |
30,8 |
42,2 |
37% |
64,1 |
89,6 |
39,80% |
| SP1 |
50,4 |
64,8 |
28,60% |
115,7 |
138,8 |
20% |
Fonte: Mapa da violência III - Unesco/Datasus
Entre 1991 e 2000 o número de jovens de 15 a 24 anos vítimas de homicídios nas capitais do país cresceu 47,3%
Mortalidade Masculina – 15 a 19 anos
Evolução de mortes por arma de fogo na cidade do Rio de Janeiro
|
1983 |
2001 |
|
35% do total de mortes |
65% do total de mortes |
| Crescimento de 85,8% |
Armas de Fogo
· Segundo a ONU, o Brasil é o país que mais mata com arma de fogo no mundo. Em 1998, cerca de 50 mil pessoas foram mortas no país, sendo que cerca de 45 mil vítimas de arma de fogo. A chance de um brasileiro morrer por arma de fogo é 3 a 4 vezes maior do que a média mundial;
· Nos últimos vinte anos o número de brasileiros assassinados aumentou 237%;
· Em 1983, na cidade do Rio de Janeiro, 35% das mortes de jovens do sexo masculino entre 15 a 19 anos, foram causadas por arma de fogo. Em 2001, esse número subiu para 65%, representando um crescimento de 85,8%;
· Em 1998, 6.876 jovens, entre 10 e 19 anos, foram assassinados no Brasil. Apenas no Rio e Janeiro, oito pessoas entre 15 e 24 anos perdem a vida todos os dias, vítimas de armas de fogo. Nesta faixa etária, a chance de uma pessoa ser morta com arma de fogo é 4,5 vezes maior do que o restante da população;
· Pesquisa da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, em 1999, mostra que um cidadão que possui arma de fogo tem 57% mais chances de morrer em um assalto do que os cidadãos desarmados.

Educação e Lazer
· Segundo dados do IBGE (2000), o Brasil tem 30 milhões de jovens, o maior número de toda a sua história. No entanto, 75% dos municípios brasileiros não oferecem nenhuma alternativa de lazer e cultura: 96% não têm cinema; 86% não têm teatro; e 25% não têm bibliotecas.
· Existem 15 milhões de jovens e adultos que não sabem ler e escrever no Brasil.
Educação X Rendimentos (Região Metropolitana do Rio)
| Analfabetos |
1 a 4 anos de estudos |
5 a 8 anos de estudos |
9 a 11 anos de estudos |
Mais de 12 anos de estudos |
| R$ 232 |
R$ 297 |
R$ 326 |
R$ 503 |
R$ 1.263 |
Fonte: IBGE 1997
Números de Matriculados e Defasados - Rio de Janeiro e em São Paulo
| |
15 a 18 anos |
% |
19 a 24 anos |
% |
Total 15 a 24 |
| Não Matriculados SP Metropolitana |
162.462 |
11.1 |
537.892 |
26,7 |
700.354 |
| Não Matriculados RJ Metropolitana |
110.386 |
33,1 |
331.291 |
31,6 |
441.677 |
| Não Matriculados SP + RJ Metropolitana |
272.848 |
- |
869.183 |
- |
1.142,03 |
| Sem Primeiro Grau SP Metropolitana |
610.281 |
41,6 |
661.629 |
32,8 |
1.271.970 |
| Sem Primeiro Grau RJ Metropolitana |
438.021 |
59,2 |
375.370 |
35,8 |
813.391 |
| Sem Primeiro Grau SP + RJ Metropolitana |
1.048.302 |
- |
1.036.999 |
- |
2.085.301 |
| Matriculados e Defasados no Rio de Janeiro - 15 a 24 anos: 305.229 |
| Matriculados e Defasados em São Paulo - 15 a 24 anos: 527.931 |
COMBATE À VIOLÊNCIA E ÀS ARMAS DE FOGO
1. Mapear os principais bairros, avenidas e ruas onde ocorrem assaltos mais freqüentes com armas de fogo. Realizar rondas periódicas / revista de suspeitos.
2. Instalar placar de armas de fogo nos principais pontos da cidade para que a população acompanhe o número de apreensões realizadas no Estado.
3. Estimular a população civil a entregar armas de fogo por meio de recompensa.
4. Premiar policiais que mais entregarem armas de fogo apreendidas.
5. Criar um disk-denúncia "armas de fogo".
6. Firmar convênio com cooperativas de taxistas para denúncias de suspeitos, utilizando o serviço de rádio-táxi.
7. Intensificar campanhas de desarmamento nas escolas públicas e privadas.
8. Criar um comitê estadual para levantar sugestões de combate à arma de fogo no Estado. O comitê teria a participação de diversos segmentos da sociedade civil, governo e ONGs.
9. Criar um fundo nacional de combate à violência e às armas de fogo. Sugestão de receita: R$ 3,00 na conta do celular acima de R$ 100,00 (contribuição espontânea).
10. Adoção de dupla de policiais por empresa privadas e condomínios para patrulhamento de ruas e pólos de lazer. Essa gratificação liberaria verbas para que outros policiais fossem recrutados para o trabalho em outras áreas. Objetivo: aumentar o efetivo policial nas ruas sem onerar os cofres públicos.
O Estatuto do Desarmamento – cuja autoria é do Senador Renan Calheiros – entrou em vigor em dezembro de 2003. A lei foi uma conquista da sociedade brasileira e contou com participação ativa de ONGs como Viva Rio, Instituto Sou da Paz e Convive para garantir que o Estatuto fosse aprovado na íntegra.
A lei define normas para fabricação, registro, uso e transporte de armas e munições. O documento proíbe o cidadão comum de portar armas de fogo. Apenas os profissionais ligados à segurança - integrantes das Forças Armadas, guardas municipais, agentes dos órgãos de inteligência, agentes policiais e prisionais, e funcionários de empresas de segurança privada e de transporte -, além dos praticantes de esportes de tiro ao alvo, serão autorizados a usar esses armamentos.
O Estatuto prevê outras mudanças e regulamentações importantes. Para ler o documento na íntegra, clique aqui.
Para visualização do Estatuto do Desarmento é necessário ter o Adobe Acrobat Reader instalado (Caso não tenha o Acrobat Reader 5.0, clique aqui para fazer o download).
brasilsemarmas
"Violência por Armas de Fogo no Brasil"
Download : português | inglês fonte: http://www.nev.prp.usp.br
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Mas, o Brasil tbm. é o país c/ uma das legislações mais restritivas a aquisição e porte de arma, mesmo antes da entrada em vigor do "estatuto".
Logo ao invés de desarmar a população o Brasil deveria incentivar a posse "responsável" de armas de fogo, como aliás muitos países que têm baixissimos índices d homicídio por habitante.