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Se você vende seu voto, você vende a sua cidadania. E cidadania não se vende, se exerce. Se você vende o seu voto você vende o seu direito de escolha. E direito de escolha não se vende, se exercita com a consciência da responsabilidade social.
É sempre pensando em solidariedade que me apresento em todas as eleições para votar. Este, penso eu, deveria ser o sentimento de todos. Votar para melhorar a sociedade em que vivemos. Convivemos.
Mas tem gente que compra e vende votos como se fosse mercadoria comum. Pão, feijão, telha, roupa, emprego, promessa, enterro. Quem vende seu voto enterra a cidadania em cova rasa. E com certeza, com o tempo, o vendedor verá que fez um mal negócio. O comprador também.
Pois aparentemente vencedor, perdeu uma boa oportunidade de crescer como humano. Usa da esperteza, pra enganar os outros e a si próprio. No fundo, comprou a culpa de consciência, que é o maior preço que se pode pagar. Quando se tem consciência.
É bem verdade que muitos dirão que em uma eleição muita gente tenta tirar proveito. Quem já não ouviu esta frase: “esse ano é ano de eleição, os políticos vão abrir a mão, precisam de votos”.
Eu chamaria de ex-voto. Pois isso não pode ser considerado voto democrático, se foi conseguido pelo poder da barganha, e isso não é democracia. Falta ética e princípio nesse “paradigma”.
As pessoas, de um modo em geral, estão muito decepcionadas com o exercício dos mandatos populares. De presidente, de governadores, de senadores, deputados federais e estaduais, prefeitos e vereadores.
Vamos e convenhamos, o desempenho deixa muito a desejar, salvo honrosas e sinceras exceções. Daí a desilusão com a política e com o exercício político, tanto do voto quanto dos eleitos.
Alguns até radicalizam e acham que não se deve votar mais em ninguém. Acho que não. Não lutamos tanto por eleições diretas para chegarmos a isso.
Escolher também não é fácil. Precisamos reunir um mínimo de critério para a escolha. Se o pensamento é melhorar a vida de todos, então tenho que escolher pessoas que já demonstram, no seu dia a dia, essa tendência de se preocupar e de estar ao lado da maioria da população.
Não em discursos, que isso é fácil de fazer, mas em práticas sociais que mostre com clareza esse comprometimento. Daí pra frente fica fácil você separar o joio do trigo. Votar é um direito inalienável das democracias modernas.
E deve ser exercido, em sua plenitude, por todo cidadão consciente da importância de influir nos destinos dos nossos dias por aqui.
O seu voto é a única arma que pode transformar as coisas sem necessariamente nenhum tipo de violência. É a vontade popular, estabelecida nas urnas que emerge a decisão a ser seguida.
Portanto, tentar fraudar as eleições, comprando voto ou vendendo, é a pior forma que se encontra para denegrir a democracia. “Eleitos e eleitores” desse naipe não se respeita. Pune-se.
Votar é necessário. Com responsabilidade mais ainda. Seremos ou não seremos um povo solidário, próspero e digno de sermos chamados de civilizados? Seu voto faz a diferença.
fonte: Livre Pensar
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