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Está em Andamento uma Rebelião Sem Volta PDF Imprimir E-mail
Escrito por Gilberto Dimenstei   
Friday, 10 December 2004

"Está em gestação uma rebelião", Gilberto Luiz do Amaral, advogado especialista em impostos, presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário.

 

Sobre exposição no centro de São Paulo - 'Feirão dos Impostos'.

Ao analisar as placas com porcentagens grudadas em cada produto, o visitante da exposição soube, por exemplo, que, ao adquirir um carro de mil cilindradas, terá deixado 44% para o poder público. Cada vez que enche o tanque com gasolina, são mais 53% em impostos.

Os organizadores dessa experiência, exibida no centro de São Paulo, apostaram no seguinte: quando o consumidor, de fato, souber quanto o governo lhe tira diariamente, haverá mais pressão para que melhore o desempenho da administração pública.

Essa exposição é um detalhe pedagógico de um crescente movimento no país.

"Está em gestação uma rebelião", afirma Gilberto Luiz do Amaral, advogado especialista em impostos, presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário.

Há sinais de que algo novo esta nascendo no país: uma inconformidade crescente, que envolve líderes empresariais, dirigentes de trabalhadores e classe média, todos contra a carga de impostos.

Sindicalistas foram a Brasília para pedir ao governo que baixasse impostos e, assim, ajudasse os empresários a criar mais empregos - assim seria possível, segundo eles, viabilizar o pedido de redução da jornada de trabalho sem diminuição dos rendimentos dos empregados.

Embute-se aí a percepção dos trabalhadores de que mais impostos significam menos empregos, o que vai muito além de reivindicações corporativas.

Diante da gritaria geral, o presidente Lula, cedeu às pressões e voltou atrás: não aumentou a contribuição previdenciária.

Em setembro, o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, anunciou um pacote que, supostamente, diminuiria em R$ 2,5 bilhões a carga tributária. Talvez venha servir para aliviar o crescente desconforto da opinião pública em relação à voracidade fiscal da gestão Lula.

Prepare-se: é apenas o começo!

A experiência do Feirão dos Impostos é apenas um ínfimo detalhe pedagógico no panorama de uma rebelião que, silenciosamente, sem manifesto nem porta-voz, vem sendo feita pelas centenas de milhares de pessoas que optam pela informalidade, ou seja, pela clandestinidade.

Uma coisa é os jornais informarem que, em 1988, a carga tributária representava 22% do PIB e agora representa 40% - o que é algo incompreensível para o cidadão comum. Outra é saber que isso custa, por ano, cerca de R$ 212 bilhões.

E mais: saber que cada brasileiro trabalha quatro meses e 18 dias só para manter os governos. Mais ainda: saber que a carga de impostos dificulta a geração de empregos e, conseqüentemente, inibe os aumentos salariais.

Trabalha-se cada vez mais para manter os governos. E cada vez mais para comprar os serviços privados que, em tese, deveriam ser públicos. Está nisso a essência da rebelião.

Não está faltando muito para o indivíduo, ao comprar uma barra de chocolate, saber quanto está deixando para o poder público. E, ao sair do supermercado, irritar-se ainda mais ao ver o buraco da rua ou a criança abandonada pedindo dinheiro no semáforo.

Se cada cidadão soubesse que, por ano, dá quatro meses e 18 dias em impostos e ainda recebe tão pouco de volta - e não se esquecesse dessa conta, seria natural que a pressão pela eficiência pública fosse ainda maior. E a capacidade dos governantes de tentar tirar mais dinheiro, menor.

Para desespero dos poderosos, o que está em jogo é simples. É justamente o que se vê na experiência da exposição, em praça pública, de produtos, digamos, pedagógicos. À medida que a democracia se aprofunda, o cidadão vai conhecendo mais seus direitos.

Não dá para o governante confiar por muito tempo mais na ignorância de quem, além de trabalhar tanto e cada mais vez para sustentá-lo, ainda recebe pouco.

Está em construção uma nova agenda brasileira, na qual o desempenho do governante será medido pela eficiência administrativa combinada com o respeito ao contribuinte. Ou seja, gastar melhor com menos dinheiro.

ps.: Uma medida simples e barata ampliaria enormemente o efeito pedagógico daquela exposição. Cada produto vendido deveria levar o valor dos impostos na embalagem e na nota fiscal. Seria uma implacável lição diária, a começar das crianças que comprassem um sorvete. Se dependesse de mim, eu daria a essa informação a mesma visibilidade das chamadas para os produtos perigosos para a saúde como as advertências sobre os perigos do tabagismo nos maços do cigarro.

Desculpe-me pela obviedade, mas o cidadão tem o direito de saber, em detalhes, quanto de seu dinheiro (e de que maneira) é usado. É a forma de os governantes não fazerem à saúde do contribuinte o mal que o fumo faz aos pulmões dos indivíduos.

Fonte: Folha SP

fundacaogazeta

Comentarios (3)Add Comment
Uma crítica
escrito por Francisco ou Franskin, 2006-10-05 14:25:04
Esse site é uma porcaria, ñ serve de nada, se eu fosse vcs tiraria essa coisa sem futuro do ar!!! Fala Sério cara ñ tem nada q a gente procura...

Francisco; Barroquinha-Ce, Brasil...
...
escrito por Francisco ou Franskin, 2006-10-05 14:29:11
Liberdade de expressão... Deixa eu falar filha da p... expressão, a nível de uma expressão é q se constrói uma nação, independente de sua moeda ou sua cotação... Raimundos Nativos Blekines quebrando a espinha de filhos da p... como num mergulho em águas rasas...

Falou seus manés...
...
escrito por Francisco ou Franskin, 2006-10-05 14:29:56
...
escrito por Francisco ou Franskin, 2006-10-05 14:29:11

Liberdade de expressão... Deixa eu falar filha da p... expressão, a nível de uma expressão é q se constrói uma nação, independente de sua moeda ou sua cotação... Raimundos Nativos Blekines quebrando a espinha de filhos da p... como num mergulho em águas rasas...

Falou seus manés... smilies/grin.gif

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