Fala, Brasil! - Sobre a Dívida Brasileira
  Página Inicial arrow Artigos arrow Sobre a Dívida Brasileira Thursday, 18 March 2010 
Fala, Brasil !
Página Inicial
Fórum
Artigos
Forum Fala, Brasil!
Colunistas
Notícias
Mapa do Site
Dê um toque
Add to Technorati Favorites
Login (gratuíto)





Esqueceu sua senha?
Ainda não tem uma conta de acesso? Registre-se
Itens Relacionados
Estatísticas
Brazil / Organic personal skin care wholesale
Sobre a Dívida Brasileira PDF Imprimir E-mail
Escrito por Da Redação   
Monday, 06 December 2004


A dívida é e(x)terna.

 

 

Origens da Dívida

A primeira dívida brasileira era, na verdade, da Casa Real portuguesa mas foi assumida pelo Brasil quando D. João fugiu de Napoleão e se refugiou em nosso país em 1808. Já em 1822 nos acordos da Independência herdamos os 1,3 mi de libras esterlinas (30% de nossas exportações) da dívida portuguesa.

Ou seja, pagamos para nos tornarmos independentes. Para bancá-la em 1824 contraímos nosso primeiro empréstimo externo (3,7 mi de libras esterlinas).

Depois de 17 empréstimos entregou-se à república uma dívida externa de 30,4 mi de libras esterlinas contraídas no mercado financeiro inglês, sendo que boa parte do dinheiro jamais chegou ao Brasil ficando em Londres para cobrir as comissões de credores e intermediários.

Incluem-se aí os empréstimos ingleses para fomentar a guerra contra o Paraguai, que atendia exatamente os interesses do país europeu.

Em 1906 com a "Política de Valorização do Café" governadores de SP, MG e RJ assinaram o Convênio de Taubaté que estipulava a contração de empréstimos no exterior para comprar e estocar o excedente de produção de café. Resolvia-se o problema imediato da burguesia cafeeira a custos para a maioria da sociedade.

Pagar dívidas velhas com dívidas novas virou norma e ao final do governo Washington Luis, em 1930, já devíamos 237 mi de libras esterlinas.

Essa prática acarretou num aumento e não na diminuição do endividamento, que sequer financiou nossa industrialização mas sim a importação de bens manufaturados e exportação de bens primários. Nesse ano gastávamos 25% de nossas receitas de exportação com os serviços da dívida.

Em 1931 Getúlio Vargas suspendeu o pagamento da dívida e ao renegociá-la em 1937 passou de 40 mi de libras esterlinas para 44 mi. Suspensa novamente no final de 1937 é retomada em 1940 e renegociada em 1943.

Durante a ditadura....

Quando houve o golpe em 1964 a dívida girava em torno de U$2,5 bi. Quando do último ditador, em 1985, já havia passado de U$100bi. Castelo Branco, Costa e Silva e a Junta Militar "aperfeiçoaram" a legislação sobre a entrada de capitais estrangeiros.

Durante o governo Médice, época do "milagre econômico" a dívida externa crescia mais que o PIB (211% a dívida e 208% o PIB ou 11% do PIB em 1969 para 16,6% em 1973). Nessa época o então Ministro da Fazenda Delfim Neto renegociou a dívida e escolheu pelos juros flutuantes. Mas a taxa subiu de 7,5% para 21% ajudando nesse referido aumento.

O maior salto deu-se no governo Geisel: a dívida passou de U$13,8bi (1973) para U$52,8bi (1978), um aumento de 283% passando a representar 26% do PIB.

Ao final do governo Figueiredo representava 48,2% do PIB e durante seus seis anos de ditadura foram transferidos para o exterior U$21bi a mais do que foi recebeu.

Um bom negócio....

Depois da Segunda Guerra Mundial o capitalismo passou por uma fase de crescimento e, como parte do lucro não podia ser reinvestido na produção, sob risco de reduzir ainda mais a taxa de lucros, ele passou a ser redirecionado às aplicações no sistema financeiro internacional.

Com esse grande volume de capitais disponíveis muitos países - como o Brasil - assumiram grande empréstimos. Quando no final da década de 70, com os países já bastante endividados a conjuntura mundial muda - recessão, aumento dos juros estadunidenses e do petróleo - , afetando sobremaneira os países com dívidas.

Como afirmam Reinaldo Gonçalves e Valter Pomar "os capitais que vieram como generosos empréstimos voltam engordados a seus países de origem.

A sangria das riquezas da periferia, feita antes sob a forma principal de remessa de lucros, passou a ser feita sob a forma principal do pagamento da dívida". O Brasil passou de recebedor líquido de capitais e exportador de capitais.

Na década de 80 apenas durante os anos de 1981 - 1983 a América Latina pagou U$81,7bi como pagamento do serviço da dívida, dobro do pago nos anos 70. Dados do Banco Mundial apontam que nos países do "terceiro mundo" a dívida cresceu de U$113bi em 1973 para U$ 895bi em 1984.

E entre 1982 e 1988 os países de periferia pagaram em conjunto mais de quatro vezes o que deviam. Mesmo assim, o montante da dívida resultava em 1998 três vezes e meia mais do que em 1982.

Com a crise mexicana em 1982 inicia-se um processo de renegociação das dívidas, capitaneada pelo FMI e pelo Clube de Paris (grupo de países credores). Os credores agiram como cartel e trataram os devedores caso a caso. Para todos o FMI dava o mesmo diagnóstico do que estava errado (excessiva presença de empresas estatais na economia, excesso de incentivos fiscais, restrição às importações) e o mesmo remédio para melhorar a situação.

Não coincidentemente as conseqüências foram basicamente as mesmas: retração econômica, aumento do desemprego, crise social.... O mesmo diagnóstico foi repetido pelo Consenso de Washington 10 anos depois.

Ainda nos anos 80, em 1987, José Sarney comunica oficialmente que o governo, em vistas da queda no superávit comercial e da redução nas reservas brasileiras, suspendera o pagamento dos juros relativos à dívida externa devida aos bancos estrangeiros. Ainda no mesmo ano já renegociava-se a retomada dos pagamentos.

A normalização das relações brasileiras com a comunidade financeira internacional - banqueiros e agiotas - deu-se com a participação ativa de Bresser pereira, Marcílio Moreira, Armínio Fraga, Pedro Malan e Fernando Henrique Cardoso em negociações no início de década de 90.

FHC procurava sedimentar seu nome para a sucessão presidencial com a credibilidade dos 'investidores' estrangeiros e suporte internacional. Em 1994 declarou-se "extremamente feliz com o fim do problema da dívida externa". Fim do problema sob a ótica dos banqueiros.

Para atrair novos capitais o governo brasileiro adotou uma série de medidas, dentre as quais a elevação das taxas de juros - que durante os anos de 92 e 94 era oito vezes maior do que a taxa internacional.

Com isso há enorme crescimento da dívida pública interna. Servimos à dívida, mas tampouco ela baixou ou a vida do brasileiro melhorou. Durante os períodos de "refluxo", de fuga de capitais - períodos em que dificultava-se o pagamento dos juros da dívida recorria-se a "empréstimos preventivos".

Em 1995 devíamos U$148bi de dólares. Nos quatro anos seguintes, primeiro mandato de FHC, pagamos U$126.

Durante esse período (1995/1998) a dívida aumentou U$99bi. E ela ainda não parou de crescer e hoje "devemos" mais de U$245bi de dólares. Em 1999 64% dos recursos do Orçamento federal foram destinados à amortização da dívida externa e interna e ao pagamento de juros e encargos destas dívidas.

A dívida é e(x)terna.

A dívida apresenta-se ilegítima na medida em que transferimos a organismos financeiros internacionais (grandes banqueiros) um volume de dinheiro que (i) foi contraída à revelia de qualquer participação popular e discussão política; (ii) foi contraída para a manutenção do status quo da época (vide Convênio de Taubaté e obras faraônicas no governo militar); (iii) já foi paga incontáveis vezes; (iv) é paga com um dinheiro que não possuímos pois acarreta no não investimento em medidas urgentes contra a miséria de nossa população - prejudica a maioria em benefício de uma minoria rica. É paga com a fome do povo.

Para Susan George (ativista e cientista social, Presidente do observatório da mundialização, vice-presidente da Associação para a Taxação de Transações Financeiras em Auxílio aos Cidadãos (ATTAC-France), diretora associada do Instituto Transnacional de Amsterdã, uma irmandade de intelectuais de todo o mundo que busca contribuir para a justiça social.), a dívida externa é a causa principal da má distribuição de renda nos países do Terceiro Mundo e não é casual e nem fruto de circunstâncias fora de controle. A dívida externa é uma decisão calculada e sórdida dos 'donos do mundo'.

comunismo

Dívida Externa, fonte negadora dos Direitos Humanos

por João Baptista Herkenhoff*

Dívida externa, responsável principal pela fome e pelos problemas sociais existentes nos países do Terceiro Mundo

A dívida externa força os governos do Terceiro Mundo a adotar políticas recessivas. Essas políticas por si só violam os Direitos Humanos porque provocam, em cadeia, situações que geram afrontas à dignidade das pessoas.

O teólogo Jürgen Moltmann observou, num artigo publicado em 1990, que três tônicas diferentes inspiram os Direitos Humanos no mundo contemporâneo:

  • os países capitalistas do Atlântico Norte, após a derrota do Fascismo e do Nazismo, timbram nos “direitos individuais”;

  • os países socialistas dão relevo aos “direitos econômico-sociais”;

  • no seio da população pobre do Terceiro Mundo emerge a reclamação pelo “direito à existência, à vida e à sobre­vivência”.

Se a maioria dos países socialistas está passando por transformações que já não autorizam a generalização feita por Jürgen Moltmann, a observação, relativamente ao Terceiro Mundo, permanece plenamente atual.

O principal Direitos Humanos, nos países do Terceiro Mundo, é o direito a relações de Justiça, no comércio internacional. Este não é um Direito Humano individual, mas um Direito Humano dos Povos do terceiro Mundo.

O crescimento e a eternização da dívida externa, no Brasil e no Terceiro Mundo em geral

No caso do Brasil, grande parte da chamada dívida externa foi contraída durante a ditadura que teve início em 1964. A dívida externa brasileira é hoje 50 vezes superior à dívida deixada pelo presidente constitucional João Goulart, derrubado em 1º de abril de 1964.

Empréstimos posteriores ao período da ditadura destinaram-se a pagar juros e fazer reescalonamento da dívida. No conjunto dos países do Terceiro Mundo, a dívida cresceu de 113 bilhões de dólares em 1973, para 895 bilhões de dólares em 1984, conforme dados do Banco Mundial.

Rudolf Strahm, economista e deputado nacional (do Partido Socialista de Berna) antigo conselheiro econômico junto à Conferência das Nações para o Comércio e o Desenvolvimento, demonstra como são cruéis e injustos os mecanismos que eternizam e aumentam a dívida dos países do terceiro Mundo.

Diz este autor:

“Obtendo cada ano um crédito novo de 100 milhões de dólares, por um período de 10 anos, a juros de 10%. os países em desenvolvimento, depois de 10 anos, chegam a um ponto tal que o pagamento dos juros das dívidas em cur­so e o reembolso das dívidas vencidas ultrapassa os novos créditos (...) O serviço da dívida (reembolso + juros) é, as­sim, mais elevado que o novo crédito obtido”.

Países em desenvolvimento ou países condenados a perpétuo subdesenvolvimento?

O livro de Rudolf Strahm, que foi citado, é extremamente bem documentado e suas afirmações sempre se fundamentam em fontes seguras. Apenas temos uma pequena discordância para com o autor.

Não gostamos do termo “países em vias de desenvolvimento”. Sabemos que esta expressão é extremamente corrente. Certamente, foi em nome desse uso reiterado que Rudolf Strahm a adotou. Mas a expressão, a meu ver, constitui um eufemismo. Dá a idéia de que os países se dividem em dois grupos:

  • a) países já desenvolvidos;

  • b) países em vias de desenvolvimento, ou seja, países que se encontram na mesma direção dos países desenvolvidos, apenas retardatários nessa trajetória que, en­tretanto, será realizada.

Essa divisão não é verdadeira e a própria substância dos textos de Rudolf Strahm o demonstram. Há, na verdade, economias dominantes e economias dominadas, economias que exploram injustamente outras economias e economias que são exploradas. Há relações de opressão e, consequentemente, opressores e oprimidos.

A permanecerem de pé as regras vigentes na econo­mia internacional, a grande maioria dos países do Terceiro Mundo não chegará jamais à condição de “país desenvolvido”. Assim, não é cientificamente exato que os países estejam “em vias de desenvolvimento”. Muito pelo contrário, estão em vias de um empobrecimento cada vez maior.

A distância entre ricos e pobres, em vez de diminuir, aumenta. E este é o maior escândalo de nossa era, em matéria de “Direitos Humanos

Os juros extorsivos da dívida externa

Sem citar dados estatísticos precisos como aqueles de que se utiliza Rudolf Strahm, D. Paulo Evaristo Arns disse que, tendo em conta os juros extorsivos, já pagamos por duas vezes nossa dívida.

Os juros opressivos cobrados pelos Bancos credores são fator essencial para a eternização da dívida.

Dados da “Organização de Cooperação e Desenvolvi­mento Econômico” demonstram que:

“De 1978 a 1984, a taxa de juros praticada nas dívidas a longo prazo, na modalidade de taxas variáveis, passou de 8,4 para 11,5%, em média, para o conjunto dos países em desenvolvimento. A taxa média de juros para o conjunto das dívidas dos países em desenvolvimento (inclusive taxas do Banco Mundial e outros bancos de desenvolvimento) pas­sou de 6,3 para 9%.

No caso do Brasil, a variação das taxas foi ainda mais chocante. Conforme declarou o Cardeal Paulo Evaristo Arns em 1985, na Suíça, o Brasil contraiu a maior parcela dos empréstimos a juros de 4%. Em 1985, eles se elevavam a 8% e já tinham estado a 21%.

Duas circunstâncias devem ser consideradas para um julgamento ético e jurídico desses empréstimos:

  • em primeiro lugar, deve-se pensar que esses juros ele­vados são pagos a peso de dólar, moeda que é medida de valor, diferentemente do que ocorre com empréstimos em moeda que a inflação corrói;

  • em segundo lugar, o aumento das taxas é decidido arbitrariamente pelos credores, que têm uma espada de Dâmocles a pesar sobre a cabeça dos países devedores.

Atendendo essas duas circunstâncias, tais juros caracterizariam um crime previsto na generalidade dos Códigos Penais nacionais, a agiotagem. Mas os países do Terceiro Mundo, como o Brasil, não têm força política para mandar sentar no banco dos réus, como criminosos, os banqueiros internacionais que nos lesam.

A condenação ainda é mais veemente, tanto à luz da Ética, quanto à luz do Direito, quando se considera que não é tolerável o forte tripudiar sobre o fraco.

Empréstimos contraídos sem a participação do povo

Os empréstimos, durante os governos militares latino-americanos, foram contraídos sem qualquer participação do povo, sem qualquer discussão pública. Destinaram-se a obras faraônicas que deram sustentação política às ditaduras militares.

No nosso país, milhões de brasileiros encantaram-se com a promessa de um “Brasil Gigante” e com obras de impacto como a Rodovia Transamazônica, que seria a conquista do Brasil para os brasileiros.

Não poupa palavras D. Paulo Evaristo Arns, quando denuncia que os empréstimos, contratados pelo regime militar, destinaram-se a fins militares. Quarenta bilhões de dólares, observa o Cardeal, foram engolidos na construção de seis centrais nucleares, das quais nenhuma funciona atualmente.

Também examinando o destino dado ao dinheiro tomado de empréstimo, diz Rudolf Strahm:

“O Brasil, além de seus esforços de industrialização rápida e do objetivo de importar armas, apelou para o dinheiro estrangeiro a fim de financiar as gigantescas barragens de ltaipu e Carajás, a usina de Açominas e as centrais nucleares de Angra. Esses projetos gigantescos, ou só puderam ser explorados muitos anos depois da data prevista, ou não tiveram utilização racional”.

Foi principalmente graças a essas obras, financiadas com dólares estrangeiros, que as ditaduras latino-america­nas tiveram o apoio de uma parte da sociedade.

O outro sustentáculo das ditaduras foi a televisão, instalada em grandes redes, nos principais países da América Latina, O capital estrangeiro e os governos militares deram cabal apoio financeiro a essas redes de televisão, inclusive possibilitando-lhes a tecnologia da televisão em cores. A televisão penetrou nos mais recônditos espaços do Continente Americano, servindo ao projeto transnacional.

Enquanto a tortura e o assassinato eram praticados diuturnamente, no Brasil, na Argentina, no Chile e noutros países, os lares eram invadidos pela propaganda colorida do modelo político e econômico imposto à América Latina.

Os empréstimos que permitiram a implantação e a sustentação dos regimes de exceção são dinheiro manchado de sangue. A divida externa latino-americana, na dimensão que assumiu, resultou, na sua origem contábil, de empréstimos destinados a apoiar as ditaduras.

As relações desiguais no comércio internacional

Examinando um outro aspecto da dívida, as relações desiguais no comércio internacional, diz Susan George:

“Os países devedores não obtêm um justo preço por seus produtos, o que desencoraja as exportações. No fim das contas e a economia mundial que se debilita. Não resta aos países devedores outra solução que não a de reduzir as importações para criar excedentes comerciais. Só assim podem reembolsar os bancos.

Por esse mecanismo, primeiro é a gordura que derrete, depois são os músculos e os ossos.

Rudolf Strahm também aponta, no seu livro, as causas da degradação da balança de pagamentos pela ação das multinacionais:

  • a remessa de lucros das filiais para as matrizes, no Exterior, atinge hoje cifras nunca dantes imaginadas;

  • as filiais das empresas estrangeiras contribuem para aumentar o déficit da balança de pagamentos quando importam equipamentos, energia, peças de reposição;

  • a remessa de taxas de patentes e de licenças das filiais para as matrizes agravam a situação;

  • as multinacionais situadas nos novos países industrializados tomam empréstimos no estrangeiro, o que aumenta ainda o serviço da dívida.’4

O mesmo autor arremata suas conclusões dizendo que:

“a capacidade de pagamento dos países em vias de industrialização, fortemente endividados, tem sido diminuída pela remessa de lucros realizada pelas empresas multinacionais, como também pelo pagamento de patentes e outras licenças a essas mesmas empresas”.

Em vista dessas observações judiciosas e fundamentadas relacionadas com as empresas multinacionais, a conclusão não nos parece ser a de fechar as portas dos países do Terceiro Mundo, inclusive o Brasil, à entrada de tais empresas. A economia mundial tende à intercomunicação e não ao isolamento.

Entretanto, regras têm de ser estabelecidas, quer no interior de cada país, quer pelo conjunto dos países do Terceiro Mundo, de modo a impedir a espoliação internacional dos países pobres pelos países ricos.

No Brasil, uma das bandeiras do presidente João Goulart, deposto em 1º de abril de 1964, era justamente regular a remessa de lucros para o Exterior.

Fome, negação fundamental dos Direitos Humanos

A fome é negação dos Direitos Humanos, num aspecto fundamental.

Rudolf Strahm e Susan George demonstram que está na lógica da manutenção da dívida a redução das massas empobrecidas dos povos devedores a uma situação literal de fome.

Uma Comissão de Inquérito do Congresso Brasileiro, que investigou as causas da miséria absoluta, concluiu, em 1991, que mais de 70 milhões de brasileiros não tinham o que comer. Isto acontece num país de dimensão continental e com uma tão grande mão-de-obra disponível.

Uma das consequências mais visíveis da subnutrição crônica tem sido o surgimento de toda uma geração (já são milhões de brasileiros entre 15 e 18 anos) que atinge no máximo 1,60 metros de altura, ficando abaixo dos padrões internacionais. É o chamado “homem gabiru” que vive do lixo dos centros urbanos.

Não se trata da baixa estatura decorrente de razões genéticas, pois esta não compromete o conjunto da saúde. A pessoa pode ter, obviamente, baixa estatura e excelente inteligência, bem como todas as demais condições de rigidez física e mental. Na hipótese aqui referida, trata-se da baixa estatura que provém pura e simplesmente da desnutrição e que assim sacrifica o desenvolvimento global do indivíduo.

Também o Cardeal Arns, na denúncia que fez na Suíça e que já citamos, disse que o serviço da dívida iria tomar ainda mais faminto o povo brasileiro, à vista de que dois terços da população, na data de suas declarações (1985) sofriam já de má nutrição.

Rudolf Strahm critica o modelo de produção destina­da à exportação, adotado pelos países do Terceiro Mundo, por pressão do Banco Mundial e outras agências internacionais. O ator demonstra que esse modelo tira o pão da boca dos pobres:

“As culturas de exportação trazem frequentemente prejuízo à produção alimentar destinada à auto-subsistência (...) As classes dominantes e os governos dos países em desenvolvimento procuram obter divisas a fim de poder pa­gar bens de importação. (...) Os agricultores obtêm preços tão baixos por seus produtos destinados à alimentação que se tomam surdos a todo apelo de aumento da produção. O Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional e outras agências de desenvolvimento forçam os países em desen­volvimento a aumentar suas exportações. Coagindo os países devedores a adotar essa política, asseguram a amortiza­ção e o pagamento dos juros da dívida externa”

Vincent Leclercq, do institut national de la recherche agronomique Montpellier, França, destacou tendências alarmantes, sobretudo a partir de janeiro de 1983. Nessa data o FMI aplicou pela primeira vez, no Brasil, seu pacote de ajustamento estrutural.

Uma das prioridades estabelecidas pelo Fundo Monetário Internacional foi a de reduzir o consumo interno, não obstante a capacidade da indústria brasileira e o consu­mo, já então, reduzido de alimentos, se considerado o tamanho de nossa população.

O sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, falecido em agosto de 1997, propôs um desafio aos seus contemporâneos. Que em mutirão vençamos o flagelo da fome.

Dentro da realidade brasileira de hoje, milhões não têm as condições mínimas para “ser pessoa”; não são também cidadãos.

Josué de Castro, Formado em Medicina pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil, em 1929. Livre-docente de Fisiologia da Faculdade de Medicina do Recife, 1932; Professor Catedrático de Geografia Humana da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais do Recife, 1933 a 1935; Professor Catedrático de Antropologia da Universidade do Distrito Federal, 1935 a 1938; Professor Catedrático de Geografia Humana da Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, 1940 a 1964. Site oficial acesse: http://www.josuedecastro.com.br, já havia denunciado, no seu tempo, a fome como “problema social”.

Graciliano Ramos, site oficial acesse: www.graciliano.com.br, nos seus romances, retratou a fome como problema político. A fome não brota do céu. A fome tem causas na terra, nas injustiças imperantes. Josué e Graciliano sofreram exílio e prisão por dizer uma verdade tão óbvia.

Mas essa situação não é inevitável. Se ficamos de braços cruzados, tudo vai continuar assim.

Mas se a vida profética de Betinho, Josué de Castro, Graciliano Ramos tiverem a força de nos acordar, nós venceremos a suprema negação do Direito que é a fome.

A dívida externa, decisão calculada, provoca a injusta distribuição interna da renda

Susan George observa que a dívida externa é a causa principal da má distribuição de renda nos países do Terceiro Mundo. A mesma autora demonstra que a dívida externa não é casual, nem é fruto de circunstâncias fora de controle. A dívida externa é uma decisão calculada e sórdida dos do­nos do mundo.

Segundo dados do CEPAL, órgão ligado às Nações Unidas, nos últimos 10 anos foram repassados 275 bilhões de dólares da América Latina aos países credores. Isso equivale a 60% da dívida da América Latina. Entretanto, o montante da divida que os bancos exigem, em vez de diminuir, subiu para 445 bilhões de dólares.

O IV Congresso Latino-Americano de Economistas concluiu que a Dívida Externa foi o fator que causou o maior impacto gerador de miséria na América Latina, nos anos 80.

O Bispo francês D. Jacques Gaillot publicou um livro por ocasião da Guerra do Golfo (1991). Manifestou-se contra a solução militar do conflito. Examinou a globalidade do problema em causa, e não apenas suas aparências, propaga­das em todas as línguas pelos supostos donos do mundo. D. Gaillot afirmou que não era Saddam Hussein que ameaçava a ordem do mundo. A grande ameaça à ordem mundial e à paz advém das desigualdades extremas que se perpetuam, nas relações internacionais.

A dívida externa e a esterilização de mulheres no Terceiro Mundo. A questão da população, no Brasil

Agora, não contentes com a morte pela fome, os potentados econômicos do mundo querem esterilizar as mulheres no Terceiro Mundo. Vozes de Bispos e de líderes já se levantaram em denúncia. No Brasil, o tema foi objeto de sucessivos pronunciamentos da CNBB.

A propósito diz o jornal “Informativo Dívida Externa”, publicado por um grupo de instituições populares, que 25 milhões de mulheres brasileiras em idade reprodutiva teriam sido esterilizadas por políticas de “planejamento familiar”.

Cabe observar que se trata de uma estimativa. A esterilização é sempre clandestina, pelo que não há estatísticas seguras.

O problema do Brasil não é excesso de população. Temos duas vezes e meia a superfície da Índia. Entretanto, nossa população é seis vezes menor.

A ilegitimidade da dívida externa: razões econômicas, políticas, éticas e jurídicas

A dívida externa dos países latíno-amerícanos é injusta, a meu ver, por 5 motivos:

1º) porque a parte relativa ao período dos governos militares foi contraída sem conhecimento do povo. E como alguém que emprestasse dinheiro a uma criança, impossibi­litada de discernir, e pretendesse depois cobrar o empréstimo aos pais;

2º) porque essa parte da divida teve o objetivo político de sustentar os regimes militares latino-americanos, com a finalidade econômica de saquear nossas riquezas e nos escravizar. Uma outra razão foi aplicar os excedentes financeiros dos países ricos. Se os objetivos são injustos, o meio para alcançar o fim é também injusto, segundo princípio ético-jurídico tradicional;

3º) porque os empréstimos posteriores aos governos militares destinaram-se a rolar a dívida e a pagar juros. Se a dívida principal é injusta, as dívidas acessórias, complementares, também são injustas;

4º) porque outro fator da divida externa são as regras injustas e opressivas do comércio exterior;

5º) porque só podemos pagar a dívida e os juros da dívida com a fome do povo, o que a torna ilegítima, segundo a palavra de João Pauto II, na encíclica “Centesimus Anuns”:

“Não é lícito pedir e exigir um pagamento quando esse pagamento) resulta em impor, realmente, escolhas políticas de natureza a impelir à fome e ao desespero populações inteiras”.

O Papa João Paulo II analisou apenas esta última parte da ques­tão porque tem tratado do assunto numa perspectiva mais global, mundial. No caso brasileiro e no de outros países latino-americanos, há argumentos mais contundentes do que apenas este argumento humanitário de que um Estado deve­dor não pode pagar a dívida com a fome do seu povo.

O Cardeal Paulo Evaristo Arns, Arcebispo de São Paulo, disse numa mensagem dirigida à Conferência sobre a Divida Externa, que se reuniu em Havana, em 30 de julho de 1985:

“O problema da dívida externa é fundamentalmente político, mais que financeiro. Como tal deve ser abordado. O que está em jogo não são as boas contas dos credores internacionais, mas a vida de milhões de pessoas que não po­dem suportar nem a ameaça permanente de medidas repressivas, nem o desemprego, fonte de indigência e de morte”.

Na Suíça, o Cardeal foi ainda mais fulminante: “Deve-se parar de pagar aos ricos deste mundo com o sangue e a miséria de nosso povo”.

A questão é política e ética, como diz o Cardeal Arns. E é também jurídica, como demonstramos, pois são rigorosamente nulos os atos que geraram a divida.

Repúdio à dívida externa num encontro internacional de Direitos Humanos

Por ocasião da 26ª Sessão do Instituto Internacional de Direitos Humanos, que se realizou em Strasbourg, na França, tivemos ocasião de obter o apoio de participantes de outros países para a seguinte moção que apresentamos, a res­peito deste assunto:

“Os abaixo-assinados, cidadãs e cidadãos de países do Terceiro Mundo, presentes na 21a Sessão do Instituto Internacional de Direitos Humanos, ocorrida em Strasbourg, na França, no período de 27 de junho a 27 de julho de 1990, tornam pública a seguinte posição:

a) entendem os subscritores deste documento que os Direitos Humanos dos povos do Terceiro Mundo são per­manentemente violados pelas regras que presidem econômicas e políticas entre os países do Terceiro às rela­ções Mundo e os países ricos;

b) as regras dessas relações econômicas e políticas são injustas porque oprimem nossos povos e nos mantêm num estado continuo de pobreza;

c) nossos povos não podem continuar passando fome, sem saúde e sem escolas, privados dos serviços sociais básicos, como decorrência das relações de exploravida internacional;

d) é inútil ou quase inútil toda a luta pelos Direitos Humanos, em nossos países, se as relações do comércio internacional não sofrerem radical mudança, se não forem alteradas as atuais regras que sugam nossas riquezas naturais e estabelecem a miséria no seio dos nossos povos;

e) mesmo a luta ecológica, que sensibiliza a opinião pública dos países ricos, mantém conexão com a questão econômica pois as agressões à natureza, nos países de Terceiro Mundo, resultam, em muitos casos, da falta de alterna­tivas de sobrevivência dos nossos povos;

f) a divida externa dos países do Terceiro Mundo é injusta, atenta contra os Direitos Humanos e merece nosso repúdio;

g) acreditamos que os participantes deste Encontro, provenientes dos países ricos, são pessoas portadoras de sensibilidade ética. Apelamos para a sensibilidade ética desses companheiros para que atuem nos seus países, de modo que ocorram as decisões políticas necessárias para mudar as atuais relações econômicas opressivas em relação aos povos do Terceiro Mundo”

A consciência de Justiça está a exortar os países que se dizem credores a proceder com os países supostamente devedores, segundo a apóstrofe fulminante do profeta Neemias:

“Devolvam hoje mesmo seus campos, vinhas, olivais e casas. Perdoem também a penhora em dinheiro, trigo, vinho e óleo, que vocês tomaram deles”.

* João Baptista Herkenhoff, livre Docente da Universidade Federal do Espírito Santo e escritor. Homepage: www.joaobaptista.com Endereço de correio eletrônico, Informações gerais: Esse endereço de e-mail está sob proteção contra Spam (spam bots).Por conseguinte, você deve ativar o recurso Javascript para poder visualizar isso

João Baptista Herkenhoff

Direitos Humanos
Uma Idéia, muitas Vozes

Dívida Externa, fonte
negadora dos Direitos
Humanos, Capítulo 49
Editora Santuário
Rua Pe. Claro Monteiro, 342
Fone: (0**12) 3104.2000
Fax: (0**12) 3105.2141
CEP 12570-000
Aparecida SP

 

DHnet

Comentarios (25)Add Comment
iveti
escrito por Visitante, 2005-04-08 06:59:22
Ola,
Otimo artigo...so me faz sentir mal em ver tanta injustica....estou escrevendo minha monografia sobre pobreza, sera que podes enviar me a fonte pra que eu possa por no meu essay as palavras do D. Evaristo??
obrigada
iveti
escrito por Visitante, 2005-04-08 07:20:48

Poderia voce dizer me quando escreveu o artigo??? quero incluir no meu essay...

obrigada
Iveti
anarco punk girl
escrito por Visitante, 2005-04-16 11:11:20
nossa..tipo k estamos estudando divida brasileira e de todos os sites esse o melhor...realmente aqui vemos as injustias que sofremos,por causa de uma d駭vida a populao sofre...mas assim 磩 o Brasil...
Esse endereço de e-mail está sob proteção contra Spam (spam bots).Por conseguinte, você deve ativar o recurso Javascript para poder visualizar isso
escrito por Visitante, 2005-05-27 15:51:39
trabalho Jani
denise drea_ba
escrito por Visitante, 2005-06-11 16:52:15
Incrível... o presente artigo é excelente, devido a tamanha riqueza de detalhes sobre a dívida externa brasileira. Apresenta, o irrevogável passado do nosso país até os dias atuais focalizando, contudo, o cenário das injustiças sociais transacionadas pela dívida.
...
escrito por Visitante, 2005-06-27 09:35:59
porque você não diz o valor atual da dívida,isso era o que eu gostaria de saber...
pensa nisso!!!
Ronaldo Miguez
escrito por Guest, 2006-01-25 19:02:27
Gostaria de ouvir sua opinião sobre o fato do Lula estar pagando a dívida externa. Qual a real intenção? A saúde está a beira do caos; as escolas públicas são de péssima qualidade; o salário mínimo continua insuficiente. Redendará alguma melhoria concreta pagar a dívida agora?
tainara
escrito por Visitante, 2006-03-06 14:16:54
ñ entendi nada
Divida Externa
escrito por Visitante, 2006-05-07 11:44:02
O que eu desejo realmente saber em moeda corrente : QUAL O VALOR ATUAL DA DVIDA EXTERNA BRASILEIRA?
Fer
escrito por Visitante, 2006-05-24 09:07:37
Lula , o presidente com sentimento de pai! Obrigada
escrito por Wanderlina, 2006-09-03 20:35:21
Sobre o lula estar pagando a dívida externa, só tenho que admirar,pois qual é o pai de família que gostaria de ver seu filho com o nome de mal pagador? Aperta-se os gastos em família e limpa o nome do filho.
Obrigada , presidente, Deus seja com você!!!!!!!111
Adorei
escrito por Dani ela, 2006-12-12 15:29:13
smilies/kiss.gif Muito bom esse tipo de comentario ne

Lula paga logo essa dividaaaa
ja estou cansada de aprender sobre essa droga que D.Pedro criou para o Brasil ta na hora de mudarrr
Adorei
escrito por lucas, 2007-10-17 19:40:01
Obrigado vai dar 1 otimo trabalho vou fazer algumas modfikações para q n fik igual completando ou diinuindo. obrigadão smilies/grin.gif smilies/cheesy.gif >smilies/embarassed.gif
divida externa
escrito por luiz antonio vatrim, 2008-02-05 11:46:35
eu quero saber o valor atual da divida externa do brasil e quando o brasil vai terminar de pagar esta divida eterna que eu não vejo fim e não
o porque de tanto juro numa coisa que não ajuda melhorar a vvida de nós brasileiros
Letícia
escrito por Letícia, 2008-03-08 15:32:00
O pagamento da divida externa compromee o desnvolvimento do país?
dívida externa...
escrito por tha, 2008-09-03 22:28:53
qual o valor atual da dívida externa brasileira?

escrito por , 2008-09-03 22:30:59
Divida Externa

O que eu desejo realmente saber em moeda corrente : QUAL O VALOR ATUAL DA DVIDA EXTERNA BRASILEIRA?
causas da divida externa brasileira
escrito por chelly, 2009-02-17 19:17:16
eu quero saber quaiis sao as causas da diviida externa brasileira smilies/smiley.gif
Dívida externa
escrito por Ronaldo Miguez, 2009-03-14 05:13:08
Viram como Lula não pagou dívida nehuma? O Brasil não continua o mesmo ou alguém acha que mudopu alguma coisa? Dá uma olhada na saúde e na educação, nos rombos incessantes do pessoal do Pt, uma das maiores roubalheiras do Planeta. Nossa sorte é que o país é tão rico que vem aguentando tudo, mas a vida do povão continua uma M.Só mudaram as moscas.
vc é burro
escrito por goooooooooooooobi, 2009-03-27 15:54:57
vc acha que o Brasil não mudou?vota no serra na próxima eleiçao,vc é burro! o Lula trabalha para todas as partes ,
mais dar um pouco de atenção e valor aos pobres,acho que vc é rico, ou não sabe o que é um pais em fase de desenvolvimento,me cita um presidente que fez mais que o Lula?antes de criticar, vc tenta entender, que um homem não pode resolver tudo, assim como vc quer
saúde,educação e sua vida pessoal se vc for empresário.Se voce acha que sim! sai candidato ,mas primeiro compra os deputados e senadores ,para ficar do seu lado.Lula fez e vai ficar na história como o melhór presidente do brasil.
abrss cara
...
escrito por EDSON CARLOS DA SILVA, 2009-04-23 00:29:29
Oi Amigos, gostaria de saber sem rodeios qual é o montante atualizado da dívida externa do Brasil.
Na época dos governos anteriores o valor da dívida era divulgado periodicamente.
Só no governo Lula é que não se deixa divulgar nada a respeito e o que são divulgadas são apenas as pesquisas de interesse do presidente, como por exemplo; manipulação dos números da economia, falso ídice de popularidade do lula e etc.
divida externa
escrito por Ana Araujo de Gois Barbosa, 2009-09-23 15:35:52
Gostaria de saber o real valor da divida externa atualmente. Quanto pagar ou não a divida é difícil optar. Se paga, tira-se da boca dos brasileiros p/ alimentar os países ricos; se não paga tira-se do mesmo jeito para pagar juros, e ai?
Quanto ao governo Lula, espero que tenhamos um presidente melhor que ele, porém acho muito difícil. Quem acha que ele não serve, vota no Serra ou no FHC e verás o rombo.
Burros são os mau-educados
escrito por Ronaldo Miguez, 2009-10-03 04:28:24
O Lula é apenas o mais esperto de todos eles. Estamos debaixo de uma das maiores cargas tributárias do Planeta e o Lula não faz nada para acabar com essa sangria que só beneficia os ricos. Ele defende sempre os corruptos como Dirceu e Sarney porque não quer perder a pose. O que ele adora é ter o nome dele no noticiário internacional.A Constituição do Brasil determina que 18% dos impostos sejam destinados a Educação, que é a unica melhoria real que nós podemos ter. mas o Governo Lula, através de um Instrumento legal mas imoral chamado Desvinculação de Recursos da União, tira 20% para gastar como quiser (imagine como!) e só depois tira os 18% para a Educação. Cesta básica é uma caridade que o povo não precisa. O povo precisa de independência econômica, menos impostos, menos gastos na área estatal, menos rombos no orçamento da união, menos corrupção, para gerar mais empregos e sobrar dinheiro para dar dignidade ao povo. O Lula tem muita garganta, mas na prática faz muito pouco. Nos dois mandatos dele o analfabetismo no Brasil não caiu"! Isso é um absurdo!!! Nem Serra, nem FHC, são ladrões, mas o Lula não é a solução que o Brasl precisa.Nós continuamos sendo enganados.
...
escrito por Luiz Pereira Muniz de Barros, 2009-12-10 02:37:26
Por volta de 1979, em discurso contra a ditadura, o então senador Paulo Brossard falava que a dívida externa tinha chegado à "absurda cifra de U$40 bilhões". Recentemente, li um artigo de um economista afirmando que, no começo do governo Geisel, a divida externa estava em torno de 3 bilhões de dólares. Se cada um tem uma versão diferente, então a verdade jamais será encontrada.
...
escrito por Luiz M. Lugnani, 2010-01-24 00:24:18
Realmente é um peso enorme para todos os brasileiros, mas porque uma análise desse nível parou em 1999? Depois não houve mais inflação, a divida externa acabou, estamos quite com os credores internacionais?

Na minha modesta opinião existem detalhes nisso tudo de fundamental importancia; a informação correta. Divulgar-se o que realmente é verdadeiro. Temos que ser honestos conosco e com todos os brasileiros. Se todos pagamos impostos, se o pais está endividado, e acredito nisso, sabemos disso muito bem mas não é isso que nossas autoridades anunciam. Ao contrário, as informações que são passadas é exatamente de que o Brasil faz empréstimos para o FMI, que nossa divida externa está zerada. Ou será que estou ficando louco?

Claro o trabalho é importante, precisa ser valorizado, nossa democracia nos permite manifestar nossas opiniões, mas é preciso que haja respeito com o povo.

Perdõem-me sou sincero e me sinto enganado todos os dias quando ouço certas notas em Tele Jornais de grande penetração.

Escreva seu Comentario
quote
bold
italicize
underline
strike
url
image
quote
quote
smile
wink
laugh
grin
angry
sad
shocked
cool
tongue
kiss
cry
smaller | bigger

security code
Escreva os caracteres mostrados


busy
 
< Anterior   Próximo >
FeedBurner


Receba conteúdo grátis

Nosso Feed
Humor Brasileiro
  Kibe Loco
Folha de S. Paulo
powered by joomla open source designed by joomla-templates.com