O Mito da Preguiça Baiana, Não Passa de Racismo PDF Imprimir E-mail
Escrito por Girimias Dourado   
Saturday, 04 December 2004

"Preguiça baiana" é faceta do racismo. A famosa "malemolência" ou preguiça baiana, na verdade, não passa de racismo, segundo concluiu uma tese de doutorado defendida na USP. A pesquisa que resultou nessa tese durou quatro anos.


A tese, defendida pela professora de antropologia Elisete Zanlorenzi, da PUC-Campinas, sustenta que o baiano é muitas vezes mais eficiente que o trabalhador das outras regiões do Brasil e contesta a visão de que o morador da Bahia vive em clima de "festa eterna".

Pelo contrário, é justamente no período de festas que o baiano mais trabalha. Como 51% da mão-de-obra da população atua no mercado informal, as festas são uma oportunidade de trabalho. "Quem se diverte é o turista", diz a antropóloga.

O objetivo da tese foi descobrir como a imagem da preguiça baiana surgiu e se consolidou. Elisete concluiu, após quatro anos de pesquisas históricas,que a imagem da preguiça derivou do discurso discriminatório contra os negros e mestiços, que são cerca de 79% da população da Bahia.

O estudo mostra que a elevada porcentagem de negros e mestiços não é uma coincidência. A atribuição da preguiça aos baianos tem um teor racista.

A imagem de povo preguiçoso se enraizou no próprio Estado, por meio da elite portuguesa, que consideravam os escravos indolentes e preguiçosos, devido às suas expressões faciais de desgosto e a lentidão na execução do serviço (como trabalhar bem-humorado em regime de escravidão????).

Depois, se espalhou de forma acentuada no Sul e Sudeste a partir das migrações da década de 40. Todos os que chegavam do Nordeste viraram baianos. Chamá-los de preguiçosos foi a forma de defesa encontrada para denegrir a imagem dos trabalhadores nordestinos (muito mais paraibanos do que propriamente baianos), taxando- os como desqualificados, estabelecendo fronteiras simbólicas entre dois mundos como forma de "proteção" dos seus empregos.

Elisete afirma que os próprios artistas da Bahia, como Dorival Caymmi, Caetano Veloso e Gilberto Gil, têm responsabilidade na popularização da imagem. "Eles desenvolveram esse discurso para marcar um diferencial nas cidades industrializadas e urbanas.

A preguiça, aí, aparece como uma especiaria que a Bahia oferece para o Brasil", diz Elisete.

Até Caetano se contradiz quando vende uma imagem e diz: "A fama não corresponde à realidade. Eu trabalho muito e vejo pessoas trabalhando na Bahia como em qualquer lugar do mundo".

Segundo a tese, a preguiça foi apropriada por outro segmento: a indústria do turismo, que incorporou a imagem para vender uma idéia de lazer permanente "Só que Salvador é uma das principais capitais industriais do país, com um ritmo tão urbano quanto o das demais cidades."

O maior pólo petroquímico do país está na Bahia, assim como o maior pólo industrial do norte e nordeste, crescendo de forma tão acelerada que, em cerca de 10 anos será o maior pólo industrial na américa latina.

Para tirar as conclusões acerca da origem do termo "preguiça baiana", a antropóloga pesquisou em jornais de 1949 até 1985 e estudou o comportamento dos trabalhadores em empresas. O estudo comprovou que o calendário das festas não interfere no comparecimento ao trabalho. O feriado de carnaval na Bahia coincide com o do resto do país. Os recessos de final de ano também.

A única diferença é no São João (dia 24 /06), que é feriado em todo o norte e nordeste (e não só na Bahia).

Em fevereiro (Carnaval), uma empresa, com sede no Pólo Petroquímico da Bahia, teve mais faltas na filial de São Paulo que na matriz baiana (sendo que o n° de funcionários na matriz é 50% maior do que na filial citada).

Outro exemplo: a Xerox do Nordeste, que fica na Bahia, ganhou os dois prêmios de qualidade no trabalho dados pela Câmara Americana de Comércio (e foi a única do Brasil).

Pesquisas demonstram que é no Rio de Janeiro que existem mais dos chamados "desocupados" (pessoas em faixa etária superior a 21 anos que transitam por shoppings, praias, ambientes de lazer e principalmente bares de bairros durante os dias da semana entre 9 e 18h), considerando levantamento feito em todos os estados brasileiros. A Bahia aparece em 13° lugar.

Acredita-se hoje, e ainda por mais uns 5 a 7 anos, que a Bahia é o melhor lugar para investimento industrial e turístico da América Latina, devido a fatores como incentivos fiscais, recursos naturais e campo para o mercado ainda não saturado.

O investimento industrial e turístico tem atraído muitos recursos para o estado e inflado a economia, sobretudo de Salvador, o que tem feito inflar também o mercado financeiro (bancos, financeiras e empresas prestadoras de serviços como escritórios de advocacia, empresas de auditoria, administradoras e lojas do terceiro setor).

Mídia reproduz preconceito e imagem construída da preguiça baiana.

A preguiça baiana e a imagem generalizada do nordestino malemolente e devagar são perfis construídos historicamente e reforçados pela mídia.

Essa é uma das conclusões da tese, que será transformada em livro e deve chegar às livrarias até o final do ano.

A pesquisadora explica que, depois de morar em Salvador, entre 1980 e 1984, ficou intrigada com a campanha difamatória comandada pela mídia local sobre o movimento do bairro Calabar, que teve origem a partir de uma ocupação na década de 1940 em uma região nobre da capital baiana.

"O que me chamou a atenção foi que eles davam um duro danado: conseguiram água, esgoto e luz para Calabar. Mas a imprensa fazia a imagem de vagabundos, preguiçosos e criminosos", lembra a autora da pesquisa, que focou seu trabalho na representação do trabalho e do tempo.

O papel da imprensa nessa construção é muito importante, diz Zanlorenzi, porque reproduz o discurso e os interesses da elite. Desde o século XVI, a elite baiana depreciava os negros escravos, que eram descritos, primeiramente, como desorganizados e sujos, depois como analfabetos e sem conhecimento, e, finalmente, como preguiçosos.

A famosa Ladeira da Preguiça, em Salvador, ganhou este nome por ter sido a via de acesso de mercadorias vindas do porto para a cidade e que eram levadas em carretões puxados a boi e empurrados por escravos.

Essa era a forma de interiorização da dominação, no período da escravidão, afirma a antropóloga. Depois, a depreciação assumiu a forma da exclusão. Assim aconteceu com os negros, índios e imigrantes nordestinos nas regiões Sul e Sudeste, quando, a partir da década de 1950, intensificou-se a imigração.

A imagem de preguiçoso estendeu-se aos imigrantes dos estados nordestinos, categorizados como "baianos", a grande maioria oriunda de fazendas vitimadas pela seca, normalmente mestiços, afro-descendentes e desqualificados profissionalmente.

O nordestino foi responsabilizado, enfatiza a pesquisadora, por todo caos do crescimento urbano da cidade, enquanto não havia qualquer projeto de inclusão social.

"Depreciar era interessante, porque justificava baixos salários e falta de investimento", esclarece.

O sociólogo Octavio Ianni (1925-2004), um dos examinadores da banca de doutorado de Zanlorenzi, destacou que a tese mostrava a forma sutil de racismo a negros e nordestinos.

No candomblé, outra raiz dessa imagem pôde ser identificada, uma vez que a relação tempo e trabalho ali existente se contrasta com a da visão capitalista.

"A influência da cultura afro na Bahia é muito forte e o candomblé é a matriz religiosa dessa cultura, onde o trabalho não se contrapõe ao tempo livre nem é uma obrigação, como no capitalismo", explica.

No candomblé, o trabalho é só um dos aspectos da vida, além do lazer, da família e dos amigos, sem fazer com que isso represente um trabalho desleixado.

"Só agora, o capitalismo está descobrindo a necessidade de ver o trabalhador como um ser humano", lembra a antropóloga. Não é à toa que na sociedade capitalista é tão comum perguntar a uma criança "o que ela vai ser quando crescer", e chama de preguiça o trabalho que não é realizado para o acúmulo.

Assim, o índio, por exemplo, que produz para a subsistência, também recebeu o mesmo estigma de preguiçoso.

Jornais

Em seu doutorado, Zanlorenzi analisou a cobertura dos jornais Folha de S. Paulo, O Estado de São Paulo, Jornal da Bahia e Jornal do Brasil, entre os anos de 1949 e 1985, e constatou, por exemplo, que o Sudeste foi construindo a imagem da preguiça associada à imigração.

O trabalho concentrou-se nos períodos de festa (junho/julho/agosto e dezembro a março), quando mais se trabalha no Nordeste, mas quando mais se reforça a imagem da preguiça e do não-trabalho.

Entre as conclusões, verificou-se que os jornais eram o espelho do discurso social mais amplo, ou seja, não eram eles os geradores, mas ajudavam a criar um discurso autônomo na sociedade. Outra constatação da pesquisa foi que a mídia passou a ser o espaço de reprodução do discurso turístico, a partir da década de 1960, quando o próprio governo do estado da Bahia passou a explorar a imagem da preguiça.

Nessa época, a indústria do turismo investiu no slogan da Bahia paradisíaca, para onde deve ir aquele que quer descansar, onde a festa nunca acaba e ninguém usa relógio. Também nesse período, Dorival Caymmi e Ary Barroso cantavam a Salvador de 1920, linda e malemolente, enquanto os novos baianos - Gal Costa, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia - incorporaram a mesma imagem da preguiça, como forma de se diferenciar no cenário musical da época nas regiões Sudeste e Sul.

Até hoje, a antropóloga ressalta que os baianos trabalham muito pela indústria do entretenimento, embora a preguiça tenha sido adotada como traço de identidade cultural.

Zanlorenzi, diz não acreditar que o discurso da preguiça tenha impregnado os próprios baianos e nordestinos que moram na sua região, "porque eles sabem o quanto trabalham".

No entanto, ela acredita que quando esses migram para o Sudeste acabam assumindo essa inferiorização em função do meio externo. "Quando se folcloriza, o discurso se desloca da realidade e ganha vida própria, criando uma força até maior do que tem", explica.

Elisete Zanlorenzii, é antropóloga, pesquisadora, professora da PUC-Campinas e coordena a área de Política Cultural do Programa de Apoio às Políticas Públicas da Pró-Reitoria de Extensão da mesma universidade.

 

comciencia

 

  • Link: Mais sobre o assunto aqui.
Comentarios (27)Add Comment
preguia baiana
escrito por Visitante, 2005-05-24 18:15:52
trabalho de antropologia
...
escrito por Guest, 2006-01-17 16:30:36
Parabéns!
Gostei.
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angela de s~so pedro silva
escrito por Visitante, 2006-05-29 08:00:22
realmente o baiano não possui esta caracteristicas, somente nós que vivemos aqui que podemos afirmar o duro qque damos para garntir o nosso espaço, comidas.
Prabéns por este excelente trabalho que desenvolveu em sua tese.
Ângela estudante de comunicação social (Salvador-Ba)
coracao
escrito por cristiane, 2006-11-09 18:52:07
eu acho isso uma safadesa pq eusou bahiana de coracao e ntem nada a ver smilies/tongue.gif
Interessante
escrito por Paula Matos, 2006-11-13 00:22:07
Muito interessante esse trabalho, está na hora mesmo de mudar essa visão preconceituosa de que baino é sinônimo de preguiça, sombra e água fresca.Baiano é um povo trabalhador, é claro que existe sim, gente que nao faz nada, mas isso é normal de qualquer região.A Bahia possui uma economia que se destaca no nordeste, boas universidades e muito mais...
A Bahia é um paraiso.
escrito por Rivaldo Santos, 2007-01-15 20:50:44
Aqui para se tem alegria é porquê o Baiano trabalha muito para obter alegria é um povo diferente que faz com amor.
Á preguiça aqui não existe.
...
escrito por Rivaldo Santos, 2007-01-15 20:56:58
Aqui para se ter alegria se trabalha muito para obter alegria é um povo diferente que faz com amor.
Á preguiça aqui não existe. Graças á Deus aqui começou o Brasil onde se vive pacificamente com todas as cores.
Aqui o Rock no Brasil deu uma gnada Com Raul seixas, Camisa de Venus e a gora pity, e fora os outros ritimos que engrandesce á terra maravilhosa chamada Bahia...


...
escrito por Jefferson, 2007-01-30 12:25:09
Sou mineiro e estive em Salvador em Julho de 2006. Esta idéia de que o Baiano é preguiçoso é pura mentira. Os baianos trabalham muito para atender bem aos turistas. Além disto o povo é super simpático.
...
escrito por roberto neves silva, 2007-03-18 03:03:35
Uma grande surpresa. Sou mestiço e bahiano, moro em São Paulo desde 1955, e vivencio desde cedo todas as circunstâncias que podem imaginar convivendo com uma maioria de descendentes de imigrantes europeus. Deviidamente condicionado, como a maioria dos mestiços e negros. Uma grande surpresa descobrir na Internet sites que quantificam exatamente a condição de subestimação dos "não brancos" na sociedade brasileira. Esse enorme absurdo que tanto limita a formação do libertador mercado interno do país.
...
escrito por Ene Pithon, 2007-11-05 11:26:41
Parabéns professora Elisete,

Me doi muito, como baiano, ver e ouvir até mesmo a imprensa divulgar tal discriminação da "preguiça baiana", fico feliz em saber que existem pessoas sérias, preocupadas em revelar a verdade e dismistificar essa idéia de que se trata de uma brincadeira inofenciva, na verdade esconde um preconceito, uma intolerância contra os afro-descendentes e todos os baianos.PARABÉNS!!!!!!!!!!!
...
escrito por CARLOS RIOS, 2007-11-23 18:01:07
PARABÉNS PELA TESE. LI UM ARTIGO DA MARIA PAULA DO CAASSETA E PLANETA - CORREIO BRASILIENSE- BRASÍLIA - FIQUE INDIGNADO COM OS COMENTÁRIOS EM RELAÇÃO AOS BAIANOS. ELA É UMA PESSOA VAZIA, FAZENDO ESSE TIPO DE COMENTÁRIO
Baiano é muito trabalhador
escrito por layce, 2007-12-12 16:00:23
Realmente o baiono é muito trabalhador e faz de tudo para satisfazer os turistas smilies/kiss.gif
Prequiça que Nada!
escrito por George Dannuz, 2008-10-07 20:04:58
Sou Mineiro e Moro em Salavador a quase 10 anos; e esse povo baiano é um dos mais trabalhadores do país.
Sabem ser fazer festas como ninguém, oque não deixa de ser uma forma de trabalho.
A cidade de brasília foi construída pelo povo nordestino e grande parte baianos, esse história de prequiça é cultural e que se arrasta até os dias atuais como forma de discriminação do povo baiano;
Parabéns pelo seu trabalho professora.
Já estava na hora...
escrito por Tatiane, 2008-11-18 18:59:48
Primeiramente quero parabenizar a atropóloga Elisete pela iniciativa. Este estudo é importante primeiro pelo desmistificação da "preguiça baiana" e também pelo fato de ter sido escrito por uma pessoa que não é( nordestina ) baiana, porque acredito que se o fosse deixaria margem para muitos pensarem que era uma tentativa de justificar "o fato de serem os baianos( e nordestinos em geral) preguiçosos". Excelente tese de doutorado! Não sou baiana mas moro aqui a muito tempo e sei o quanto a Bahia é mal vista pela populãção dos outros estados e o quanto essa imagem não condiz com a realidade. smilies/wink.gif
Não concordo
escrito por Adamastor Silva, 2009-02-18 00:24:08
Acho que o baiano não é burro. Ele é preguiçoso. Isso eu afirmo porque já moro há um ano aqui em SSA e vejo como é a realidade daqui. Quando passei uma semana procurando imóvel pra alugar, ligava pras imobiliárias e os corretores só chegavam por volta de 10 da manhã!!! Má vontade, mal atendimento, inversão total de valores!!
O baiano, além de preguiçoso é mal-educado e trapaceiro e ainda acha que a Bahia é uma maravilha dos deuses....
...
escrito por Ary Jr, 2009-06-04 00:20:05
Neste contexto, infelizmente, tenho que afirmar que não só os baianos mas o nordestino em geral é mesmo preguiçoso, relaxado e festeiro. Isso tem raízes genéticas devido a uma herança africana e indígena. Ninguém pode contestar que o atraso dos países africanos se dá por pura falta de iniciativa e organização. Particulamente, penso que a cultura afro nada tem de positivo, trata-se sim de exemplo a não ser seguido; Devemos nos espelhar em povos que hoje colhem bons frutos e não de um povo que não consegue sair da miséria. Exemplo prático é a região do descobrimento ( Porto Seguro, Sta. Cruz Cabrália ...) onde não há outra coisa a não ser atraso, pobreza e falta de cultura das pessoas que lá habitam. Se esta região fosse habitada por povos do Sul do país por exemplo, o desenvolvimento seria garantido.

Obs.: Sou baiano ( mas graças a Deus não fui criado na Bahia ), e conheço muito bem o Estado a que me refiro.
Infelizmente não é mito
escrito por Anderson Shimith, 2009-06-04 15:44:21
Primeiramente digo que todo extremismo é um equivoco, dizer que todo baiano é preguiçoso seria uma generalização, no mínimo, irresponsável. Entretanto, quando esse termo é usado tem o mesmo sentido de " o Brasil é o país do futebol, do samba..."
Portanto, existem elementos culturais que alimentam sim este estigma. O povo baiano sofreu uma forte influência indígena e africana que culminou numa horrivel mistura cultural. Tive uma experiência prática: Abri uma empresa em 2005, no setor rural, na Bahia, e tive enormes problemas de ordem humana devido a inconstância dos empregados, que não resistiam a uma festa ou envento qualquer onde havia bebida e música e também com a qualidade muito baixa dos servisos prestados. Infelizmente, boa parte do povo baiano é preguiçoso e festeiro sim.
...
escrito por Geraldo Teixeira, 2009-06-16 14:09:10
Prezado Girimias Dourado

Não li sua tese. Cheguei a ela a partir do comentário de alguém que acessou o blog Trevo do Talvez, onde o atual secretário de Cultura do Estao da Bahia é citado escrevendo que "o povo baiano é preguiçoso". Talvez seja do seu interesse a informação.
Que preguiça que nada !
escrito por Bertulina Pires, 2009-07-23 00:44:20
O povo baiano não é proguiçoso nada, luta muito pra conseguir o que quer. E as festas são um meio de fazer dinheiro extra para ajudar no orçamento da família.

PARABÉNS PELO TRABALHO PROFESSORA !
Sobre a preguiça baina
escrito por Talita, 2009-09-18 16:39:09
Achei muito interessante o interesse em dismistificar este paradigma sobre a preguiça baiana. Na realidade, os baianos são muito competentes, se observamos bem, o baiano não nasce, estréia, eu sou publicitária, os maiores publicitários do nosso país são baianos, Nizan Guanaes, Duda Mendonça, Sergio Gordilho, Sergio Valente, Edson Barbosa, João Santana, dentre tantos outros. E os baianos que saem de Salvador se destacam e muito nas maiores agências do país. Não só no mercado publicitário, mas, na área médica, artistas, cantores, músicos, empresários, diversas áreas. Na verdade, o Nordestino é um ser que nasceu na simplicidade da terra para brilhar. A cultura nordestina é uma coisa muito bonita de se vê. Então, precisamos valorizar a simplicidade do povo nordestino e a grande capacidade de superação, por que, é incrível a quantidade de famílias honestas e lutadoras que existem na nossa região e que mantém uma alegria de viver. Portanto, Viva o Nordestino! Ser Nordestino é um estilo de vida e eu amo ser!!
sobre baianos
escrito por Mili, 2009-11-03 17:35:27
Aos amigos que culpam a simples cultura e herança cultural como causa de todos os males só nos cabe lamentar a ignorancia alheia...
É preciso muita falta de cultura mesmo para afirmar tal pensamento. Estude um pouco de economia e historia para afirmar que a causa da miseria atual dos paises africanos é simplesmente a sua cultura indolente, eu lhe garanto que não é. E lhe convido a visitar um dos paises africanos para vc aprender o que é povo trabalhador. Se vc teve problemas com produtividade qdo montou seu negocio por aqui ou qdo queria alugar uma casa, lhe digo que o baiano gosta também de boicotar quem os boicota. De tanto ouvir do mesmo povo que sua terra não presta, ele passa a ter preconceito com quem lhes tem preconceito, o que não é nobre, mas convenhamos, absolutamente normal. E posso lhe dizer que a experiencia tive vc teve na bahia eu tb tive essa mesma experiencia em estados do sul e até mesmo em outros países (experimente sacar dinheiro ao meio dia num banco da frança, ou melhor tente fazer qualquer coisa num banco francês). Não existe determinismo e só quem insiste nele é quem gosta de negar suas origens pra se sentir 'superior'. Em SP pelo menos, só os descendentes de imigrantes nordestinos é quem tem preconceito, nas classes mais altas isso não existe. Mas quem é superior mesmo não precisa forçar, simplesmente o é. E o que mais causa inveja é isso mesmo: nós pensamos que somos o povo escolhido e por crer nisso tão inisistentemente, nós o somos.
...
escrito por Mili, 2009-11-03 17:37:22
nasci na bahia e graças a deus fui criada na bahia
O mito da preguiça Baiana.
escrito por jacira fontenelle, 2009-11-07 14:16:56
smilies/smiley.gif Sr. Girimias Dourado,
Importantissimo esse trabalho da profª Zanlorenzi.
Ela foi muito feliz ao afirmar que "quem se diverte, na Bahia, é o turista".
Acredito que festeiro seja quem procura por festas, não quem faz dela um meio de ganhar o próprio sustento.
Belo trabalho.
...
escrito por Marcella, 2009-12-16 11:39:30
Só deixo uma pergunta: Já que dizem que baiano é preguiçoso, me digam, quem é que trabalha e mantém o carnaval funciondo? São os paulistas, cariocas, capixabas?
Quem vai pra lá se divertir?
Eu sou baiano, vim para o Rio dô um duro desgraçado fazendo faculdade e estudando, e ainda tenho que houvir essas asneiras?
Contato da professora Elisete Zanlorenzi
escrito por Anna Carolina Lima, 2010-02-23 14:46:12
Parabéns a professora pelo belíssimo trabalho!!!!!!!!!! Mais uma forma concreta de provar que o baiano não é preguiçoso. Me interesse muito pelo tema da tese. Gostaria de ter o contato da Elisete Zanlorenzi para entrevistá-la. Grata!!!
Opinião equivocada e preconceituosa
escrito por Sidney Falcão, 2010-03-22 03:31:43
Preconceituosa e equiovocada a opinião do leitor Ary Jr, baiano como eu. Interessante é que ele comenta sobre a Bahia, mas não foi criado nela, ou seja, como alguém pode afirmar algo sem tão sério sem nunca ter tido experiência? Além disso, afirma que o "atraso" do Nordeste se deve ao à genética africana e indígena. Caro Ary, ñ se povo chamar os povos indígenas de atrasados, pois eles não são uma sociedade vinculada ao consumo e produção como a nossa, diferente da nossa. o senhor deveria ler um pouco mais sobre História do Brasil.
Quando o Brasil libertou os seus escravos com a Lei Áurea, não houve políticas sérias por parte do poder público da época para se qualificar e cuidar dessa masa de negros libertos.A bem da verdade, um ou outro projetos de lei foram desenvolvidos, porém engavetados. O subdesenvolvimento nada tem a ver com genética, como você diz, Ary, se fosse verdade, como explicar a genialidade do mulato Machado de Assis ( o maior escritor brasileiro de todos os tempos ), Juliano Moreira ( pioneiro da psiquiatria do Brasil) e Milto Santos ( um dos maiores geógrafos do mundo), estes dois últimos, baianos? O segredo, meu caro, é EDUCAÇÃO!!!!

Parabéns professora Ellizabete
escrito por Maria Edivania , 2010-05-26 20:27:26
smilies/smiley.gifParabéns professora Ellizabete é muito interessante sua pesquisa, gostaria que todos tivesse acesso a essa reportagem, pois sou baiana e com muito orgulho,sou professora de campinas e batalhei muito pra chegar onde estou não achei nada de graça foi tudo com suor do meu trabalho. Que bom você defender essa tese.

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