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Escrito por Da Redação   
Friday, 03 December 2004

As Nações Pobres Lutam para a Redução do Marco Regulatório face às Empresas, Perdendo Grandes Oportunidades de Crescimento.

 

Em seu relatório anual, sob o título “Fazendo negócios em 2005”, o Banco Mundial (Bird) faz alerta sobre o excesso de exigências desnecessárias e a lentidão na burocracia brasileira*, evidências que põem o País em situação constrangedora no cenário internacional.

* Empresas em países pobres enfrentam uma burocracia mais acentuada do que em países ricos. Países pobres impõem às empresas um custo mais pesado para despedir trabalhadores, para honrar contratos, ou até mesmo para se registrar. Estes países impõem mais demoras no processo de falência, registro de propriedade imobiliária e criação de empresas. Além disto, estes países dão-se ao luxo de ter menos proteção em termos de direitos legais para credores e devedores, adessão contratos e divulgação de informação sobre a empresa. Só os custos administrativos já triplicam a diferença entre países pobres e países ricos. O número de procedimentos administrativos e as demoras associadas a esses procedimentos são o dobro em países pobres.

Os indicadores sobre o tempo perdido e o custo acarretado por essas exigências colocam o Brasil no meio dos piores países do mundo no setor.

Entre os obstáculos burocráticos observados, estão as dificuldades que vão da abertura e fechamento de empresas ao registro de compra de imóveis; da concessão de crédito à cobrança de dívidas; da rigidez da legislação trabalhista às regras de proteção aos investidores.

Segundo o relatório, os procedimentos para abrir e fechar uma empresa no Brasil são excessivamente complicados e o seu processo de falências é considerado o pior do mundo.

A propósito, existe um projeto de nova Lei de Falências em curso no Congresso Nacional que, depois de aprovado, contribuiria sensivelmente para minorar o problema, pois atualiza seus dispositivos e contempla avanços na matéria.

Só para citar um exemplo da emperrada burocracia nacional, o relatório afirma que, na cidade de São Paulo, são necessários 152 dias para abrir um negócio e quatro meses, para o interessado conseguir o alvará de funcionamento.

Em Fortaleza, o prazo diminui bastante, mas ainda assim está além do ideal: a viabilização é conseguida em 47 dias. Só outra capital, Salvador, é mais rápida nesse sentido, requerendo um período em torno de 34 dias.

Um dos fatos apontados pelo Bird é elucidativo quanto à necessidade de mudanças. Se fosse reduzida a burocracia para abertura de empresas, cerca de 20% dos negócios informais seriam legalizados, o que implicaria na possibilidade efetiva da criação de três milhões de novos empregos.

Nessa análise, que abrangeu o nível da burocracia em 145 países, o Banco Mundial lista o Brasil como um daqueles em que os executivos ocupam mais de 10% da sua rotina de trabalho somente tratando de regulamentações governamentais.

Inúmeras empresas brasileiras mantêm departamentos inteiros só para cuidar dos mais de 40 diferentes impostos existentes.

Se conseguisse chegar ao nível burocracia, pelo menos, semelhante ao dos países desenvolvidos, possibilidade plenamente exeqüível caso houvesse vontade política, o Brasil poderia, de acordo com estimativa do Bird, ganhar 2,2 pontos percentuais em seu Produto Interno Bruto (PIB).

Muitas vezes, o êxito de um programa de desenvolvimento não depende apenas de projetos de impacto lançados festivamente para influenciar, de pronto, a opinião pública.

Outras medidas, de mais fácil execução e de valia, como as que objetivam a desburocratização, tão valorizada anteriormente no âmbito federal, não são priorizadas pela falta de repercussão imediata no presente, embora sejam de preciosos resultados para o futuro da Nação.

contabilizando

Comentarios (1)Add Comment
carla paiva
escrito por Visitante, 2005-08-23 18:11:13
estou fazendo uma monografia sobre a burocracia para abertura e fechamento de empresas.

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