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O número de animais é maior que o número de habitantes. Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) diz que no ano passado existiam 195,5 milhões de bois e vacas no país, número 5,51% superior ao de 2002.
O Brasil tem o maior rebanho bovino comercial do mundo, superando, inclusive, o número de habitantes no país, estimado em 182 milhões.
Em 2003, eram 195,5 milhões de animais, o que representou um crescimento de 5,51% em relação a 2002. Atualmente, o Brasil exporta carne bovina para mais de 100 países, consolidando sua posição como o maior exportador mundial de carne.
Os dados constam da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM 2003) divulgada (em 25/11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o coordenador de Agropecuária do Instituto, Carlos Alberto Lauria, a carne bovina brasileira é muito procurada porque quase a totalidade de nossos rebanhos é criada em pastos.
"O Brasil tem o chamado boi verde, que se alimenta da forma mais natural possível, ao contrário de outros países que cria o boi em confinamentos, com ração a base de ossos, o que propicia doenças como a vaca louca", explicou Lauria.
A pesquisa do IBGE mostra, ainda, que o rebanho de galos, frangas, frangos e pintos é maior do que o de bovinos.
No ano passado eram 737,5 milhões de cabeças, um crescimento de 1,35% em relação ao ano anterior.
Pecuária de corte brasileira vai continuar a ampliar mercados em 2005
Por Alexandre Rocha
O Brasil já exporta carne bovina para 140 países. Na avaliação do diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, Antonio Camardelli, o número de destinos vai subir, no mínimo, para 150. As vendas externas, segundo ele, vão aumentar pelo menos 10%. Os países árabes já respondem por 16% das receitas obtidas pelo setor no exterior e vão continuar a crescer em importância.

Os produtores brasileiros de carne bovina vão continuar a ampliar seus mercados em 2005. Atualmente o setor exporta para 140 países (eram 106 em 2003) e, no próximo ano, pretende passar a vender, no mínimo, para 150 destinos. O diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antonio Jorge Camardelli, prevê que o país vai exportar o equivalente a US$ 2,2 bilhões até o final de 2004 e ampliar em pelo menos 10% as vendas no ano que vem.
Os países árabes já representam uma boa parcela destas exportações. Entre janeiro e outubro, o Brasil vendeu ao exterior 1,5 milhão de toneladas de carne, o que rendeu mais de US$ 2 bilhões. Os árabes importaram o equivalente a US$ 324,6 milhões no período, o que corresponde a 16% do total.
"Durante este ano nós tivemos uma preocupação grande em acompanhar as necessidades religiosas dos muçulmanos. Cada planta de nossos associados conta com um religioso para fiscalizar o abate", afirmou Camardelli. A Abiec tem 20 frigoríficos associados que, juntos, respondem por 95% das exportações brasileiras de carne bovina.
Da mesma maneira que as exportações em geral, ele acredita que as vendas para os países árabes vão crescer no mínimo 10% em 2005. "A tendência é o pessoal perceber cada vez mais que ninguém tem preços tão competitivos como os nossos", declarou. Segundo Camardelli, o custo de produção no Brasil gira em torno de 90 centavos de dólar por quilograma. Na Argentina o valor sobre para US$ 1,30 e, nos Estados Unidos, para US$ 1,90.
Além disso, ele lembrou que o boi brasileiro é "verde", ou seja, alimentado quase que exclusivamente com pasto, o que resulta em um menor teor de gordura, quando comparado ao gado confinado, e afasta a possibilidade do mal da vaca louca, cuja transmissão é atribuída à utilização de ração de origem animal na alimentação do rebanho.
China
Em termos de novos destinos, uma das grandes apostas do setor é a China, país para onde o Brasil vai começar a exportar carne no próximo ano e, no médio prazo, pode representar um mercado de US$ 600 milhões, ou quase 30% das exportações atuais. Camardelli acredita que, já em 2005, a China vai absorver cerca de 10% das vendas externas brasileiras.
Em 2004, pelo segundo ano consecutivo, de acordo com informações da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o país ficou na primeira posição no ranking dos maiores exportadores mundiais de carne bovina, na frente de outros gigantes do setor como Estados Unidos e Austrália. O Brasil, segundo Camardelli, domina cerca de 15% do comércio internacional do produto.
Isso sendo que o país só tem acesso a 50% do mercado mundial. Países importantes como os EUA, Japão, Canadá, Coréia do Sul e México importam apenas carne industrializada do Brasil, não o produto in natura, que representa o grosso das exportações
O setor aguarda com ansiedade o resultado das negociações com o governo da Rússia, que recentemente impôs um embargo a novos contratos de importação do Brasil por causa de um foco de febre aftosa que ocorreu no Amazonas em setembro. O governo brasileiro espera para logo uma solução para o impasse, já que a Rússia é hoje o maior importador da carne brasileira.
Promoção
Para que as exportações do segmento continuem a crescer, Camardelli disse que o governo precisa ampliar os recursos destinados à defesa sanitária, além de investir em infra-estrutura. "Se tivéssemos acesso a todo o mercado mundial, a infra-estrutura de transporte estaria entupida", disse.
O país tem o maior rebanho bovino do mundo. São 195,5 milhões de cabeças de gado, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais do que a população humana, de 182 milhões de pessoas. A produção anual é de 7,68 milhões de toneladas de carne, de acordo com Camardelli.
Agência Brasil
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Se possivel atendam-me...
Obrigada Amanda!!