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Após Viagem de Lula, Comércio com os Árabes Aumentou PDF Imprimir E-mail
Escrito por Alexandre Rocha e Isaura Daniel   
Friday, 03 December 2004

Entre janeiro e novembro, a corrente comercial somou US$ 7,4 bi, contra US$ 5 bi no mesmo período do ano passado. 'A viagem foi um catalisador do comércio', diz o presidente da Câmara Árabe Brasileira, Paulo Atallah. Mais do que o comércio, aumentaram a relações diplomáticas e a cooperação entre o Brasil e os árabes.

O presidente Lula e a primeira dama Marisa Letícia no Egito: Viagem serviu como catalisador de negócios. Após um ano da viagem de Lula, comércio com os árabes aumentou quase 50%.

Nesta sexta-feira (03) faz um ano que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou em Damasco, capital da Síria, na primeira etapa de uma viagem de uma semana a cinco países árabes, que incluiu ainda Líbano, Emirados Árabes Unidos, Egito e Líbia. Foi a primeira visita de um chefe de estado brasileiro ao Oriente Médio e norte da África, desde que o imperador Dom Pedro II esteve na região na década de 1870.

De um ano para cá, o comércio do Brasil com os árabes cresceu, e muito. De janeiro a novembro, a corrente comercial (exportações mais importações) ultrapassou os US$ 7,4 bilhões, ante US$ 5 bilhões no mesmo período do ano passado, o que representa um aumento de 48,2%.

De acordo com o presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira (CCAB), Paulo Sérgio Atallah, o volume de comércio vai superar os US$ 8 bilhões até o final do ano, o que significará um crescimento de 48% em comparação com total do ano passado, que foi de US$ 5,4 bilhões. O valor de 2003 foi apenas 11,5% superior ao registrado em 2002.

"Sem dúvida nenhuma a viagem do presidente foi um catalisador do comércio. Nós sempre pregamos que essa visita deveria ocorrer. Já sabíamos da importância dela e quais seriam as conseqüências, até porque conhecemos as economias dos países árabes", afirmou Atallah.

Lula viajou acompanhado de uma delegação composta por ministros, políticos, vários empresários e representantes de entidades setoriais. "A conseqüência direta foi um maior direcionamento para os negócios. As pessoas se conheceram, trocaram cartões, simpatizaram umas com as outras e passaram a olhar melhor cada um dos países no mapa", afirmou Atallah.

De janeiro a novembro, as exportações do Brasil para as nações árabes renderam quase US$ 3,7 bilhões, o que significa um aumento de 49,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Até o final do ano, Atallah diz que os embarques vão ultrapassar os US$ 4 bilhões. Já em 2005, o presidente da CCAB acredita que as vendas devem crescer, no mínimo, em 20%.

Cúpula

"E este trabalho está apenas começando. Agora chegou a hora dos investimentos e das parcerias e espero que a cúpula dos chefes de estado árabes e sul-americanos represente um pontapé inicial neste processo", afirmou Atallah, referindo-se ao evento que será realizado no Brasil em maio do próximo ano.

A idéia de organizar a cúpula foi lançada por Lula no ano passado e ganhou corpo após a viagem, conquistando cada vez mais o apoio de outros países da América do Sul e das nações árabes. Em maio, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, esteve no Cairo, capital do Egito, para participar como convidado de uma reunião de chanceleres da Liga Árabe. A realização da cúpula foi aprovada por unanimidade.

"Os árabes admiram algumas características do presidente Lula, como a franqueza, a liderança e o fato de ele visualizar os países árabes como parceiros efetivos e permanentes", afirmou o secretário-geral da CCAB, Michel Alaby.

"O Brasil hoje está inserido no mundo globalizado, é só ver o número de chefes de estado que esteve no país em menos de um mês", acrescentou Atallah, referindo-se ao fato de que, desde o dia 12 de novembro, até começo desta semana, passaram pelo Brasil os presidentes da China, Hu Jintao, da Coréia, Roh Moo-Hyun, do Vietnã, Tran Duc Luong, da Rússia, Vladimir Putin, do Paquistão, Pervez Musharraf, o primeiro-ministro do Canadá, Paul Martin, e o rei do Marrocos, Mohammed VI.

Além da diplomacia e do comércio, as relações com os países árabes avançaram também em outros campos, incluindo investimentos recíprocos, turismo, cooperação tecnológica, entre outros.

Líbia

Após a vista de Lula, por exemplo, uma missão do governo líbio esteve no Brasil em fevereiro. Representantes da Companhia Árabe-Líbia de Investimentos Estrangeiros (Lafico, na sigla em inglês) manifestaram o interesse da estatal em investir US$ 450 milhões em projetos de irrigação na Bahia em parceria com empresas brasileiras. O governo do país árabe anunciou também a intenção de aplicar outros US$ 50 milhões em um complexo agroindustrial no estado de Tocantins.

Em entrevista à ANBA, o embaixador da Líbia em Brasília, Mohammed Heimeda Saad Matri, disse que uma missão da Lafico deverá vir ao Brasil até o final deste ano, ou mais tardar no início do próximo, para "concretizar as parcerias".

Ele lembrou que, em junho, o ministro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, Jaques Wagner, esteve na Líbia e entregou uma carta de Lula ao presidente Muamar Kadafi com o objetivo de atrair investimentos do país árabe ao Brasil.

"Ele se encontrou com o coronel Kadafi e com o primeiro-ministro para agilizar uma parceria estratégica entre o Brasil e a Líbia", disse Matri. "Nós precisamos aumentar nossa presença econômica aqui (Brasil)", afirmou. Ele declarou, no entanto, que seu governo espera a aprovação do projeto de lei das parcerias público-privadas (PPP), que tramita no Congresso Nacional, para assinar eventuais contratos.

O embaixador disse ainda que há espaço também na Líbia para investimentos brasileiros, principalmente no setor de energia. Matri afirmou que a Líbia passa por um processo de mudanças políticas e econômicas, que envolvem a privatização de empresas estatais e que companhias do Brasil poderiam atuar na exploração de petróleo ou até tornarem-se sócias de empresas líbias em segmentos como a indústria de cimento.

Matri Lembrou que as nações européias já estão de olho no potencial da economia da Líbia. Tanto que seu país foi visitado recentemente por uma série de governantes como o primeiro-ministro inglês, Tony Blair, o presidente francês, Jacques Chirac, e o chanceler alemão, Gerhard Schröder.

Egito

As relações com os países árabes podem até, no futuro, evoluir para a formação de áreas de livre comércio. No caso do Egito, por exemplo, em julho foi assinado um acordo-quadro com o Mercosul que deu início às negociações para a um tratado de preferências tarifárias entre o país árabe e o bloco sul-americano.

"Este acordo é uma demonstração da aproximação entre a América do Sul e os países árabes, que foi impulsionada pela visita do presidente Lula", disse o embaixador do Brasil no Cairo, Elim Dutra.

"A visita foi muito bem vista no país, os egípcios têm apreço pelo Brasil. E eu, como embaixador, tenho sido recebido com tapete vermelho por aqui", acrescentou.

Líbano

No que diz respeito ao Líbano, a viagem de Lula foi retribuída em fevereiro pelo presidente libanês, Émile Lahoud, que esteve em São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro e, durante o ano, avançaram as conversas para a reativação de uma linha aérea entre os dois países.

Em agosto, a TAM e a libanesa Middle East Airlines anunciaram a criação de um vôo compartilhado entre São Paulo e Beirute, passando por Paris. A cerimônia de lançamento na capital libanesa contou com a presença do ministro brasileiros do Turismo, Walfrido Mares Guia.

Durante a viagem de Lula, o governo libanês doou um terreno para a construção de uma "Casa do Brasil em Beirute", para a promoção da cultura e negócios. Recentemente, a prefeitura de São Paulo anunciou que iria também doar um terreno para a construção de uma "Casa do Líbano em São Paulo", com o mesmo objetivo.

Emirados

A criação de uma linha aérea também faz parte da agenda de relações ente o Brasil e os Emirados Árabes Unidos, pós-viagem de Lula. Em junho, autoridades aeronáuticas dos dois paises assinaram um acordo aéreo e a Emirates Airlines, sediada em Dubai, manifestou a intenção de inaugurar um vôo direto para São Paulo e, posteriormente, outro para o Rio de janeiro.

Dubai também deverá ser a sede de um dos centros de distribuição de produtos brasileiros que o governo, por meio da Agência de Promoção de Exportações do Brasil (Apex), pretende começar a instalar ao redor do mundo a partir do próximo ano.

A cidade, que é o principal centro comercial dos Emirados, já conta com um centro de distribuição de móveis brasileiros que, a partir de 2006, deverá ser ampliado para receber outros setores.

Síria

Já na Síria, após a visita de Lula, a empresa brasileira Crystalsev formou uma joint-venture com três companhias sírias e a Cargill Africa, que já começou a construir uma usina de refino de açúcar no valor de US$ 150 milhões.

Mas não foi só com os países visitados por Lula que o Brasil fortaleceu relações. O comércio, por exemplo, aumentou com praticamente todos os países árabes.

No caso do Marrocos, a exemplo do Egito, durante a vista do rei Mohammed VI na semana passada, foi também assinado um acordo-quadro que deu início às negociações para um tratado de preferências tarifárias com o Mercosul. Foram assinados também acordos nas áreas de turismo e diplomacia. o Marrocos e o Brasil já têm em andamento uma agenda de cooperação nos setores de recursos hídricos, habitação popular, agricultura e treinamento profissional.

Ainda no campo diplomático, em agosto deste ano (2004) entrou em vigor um tratado que elimina a exigência de vistos diplomáticos entre a Tunísia e o Brasil.

 

ABr

Comentarios (3)Add Comment
lula
escrito por lula, 2006-10-29 13:49:13
smilies/cry.gif smilies/kiss.gif :- smilies/tongue.gif smilies/tongue.gif smilies/cool.gif smilies/shocked.gif smilies/sad.gif smilies/angry.gif smilies/grin.gif smilies/cheesy.gif smilies/wink.gif smilies/smiley.gif smilies/smiley.gif smilies/smiley.gif smilies/smiley.gif smilies/wink.gif smilies/wink.gif
Parabéns
escrito por Arthur dos Santos Carvalho Filho, 2007-10-29 02:40:05
Até agora o meu voto não foi em vão. Em 01/10/2006 fio acometido de um Coma diabético, mas mesmo assim, vptei no Lula e em 29/10/2006, também.
Sou deficiente visual, total, reabilitado em 23/04/2007. Estamos aquí para votar no Lula ou no seu indicado, indicado.

http://inforum.insite.com.br/sos-justica-24-horas/
Arthur dos Santos Carvalho Filho
OAB-RJ 39612
preciso de ajuda
escrito por ili, 2008-02-26 23:05:17
Boa noite a todos, em primeiro lugar, estou precisando de ajuda financeira,por motivo de saúde,eu faço hemodiálise há 8 anos e não suporto mais tanto sofrimento físico e emocional não posso trabalhar, estou me sentindo muito fraca pelo tempo de hemodiálise ,preciso ser transpantada, estou na fila de espera ,nunca fui chamada p/ transpantar,eu peço a todas as pessoas que ler esse anúcio que me ajude com uma quantia que não vai lhe fazer falta e vai me ajudar muito no meu sofrimento, tenho filhos pequenos e tenho que deixar sozinha em casa enquanto faço hemodiálise 3 vezes por semana, 4 hs por seção ,fico desesperada pençando nas crianças, não aguento mais essa vida,passo tão mal,penço que vou morre a cada seção de hemodiálise, fico triste penço que não vou mais ver as minhas crianças o que mais amo nesta vida,por isso peço ajuda de dez centavos(0,10) pra você não fazer diferença uma moeda que você ver na rua você nem vai pegar não vale a pena,mais se todas as pessoas que ler esse pedido cada uma delas me doar essa moeda eu vou juntando, indique há outras pessoas ,amigos, parentesse se todos se juntarem e doar um dia eu chega lar e vou poder fazer o meu tratamento melhor e poder transpantar e ser feliz e poder agradecer a deus e há todas as pessoas que me tirar deste sofrimentos, ajude-me com apenas( 0,10 centavos) que não vai lhe fazer falta e pode me ajudar muito,( minha conta banco Bradesco, número da conta 37.397-4 ,agência 1365-0), desde já agradeço que deus os abençoe

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