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10 mil Participantes Protestam Contra Atual Política Econômica PDF Imprimir E-mail
Escrito por Da Redação   
Friday, 26 November 2004

Cerca de 10 mil pessoas se manisfetam em Brasília, em prol da redução imediata das taxas de juros e não renovação do acordo com o FMI, de modo a conduzir a nação a um novo projeto nacional de desenvolvimento, com soberania e valorização do trabalho.

 

Nesta quinta-feira (25/11) a capital federal viveu um dia agitado com a realização de três ruidosos protestos.

O maior deles foi promovido por entidades que integram a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS). A manifestação juntou cerca de 10 mil pessoas que marcharam pelas ruas de Brasília até a sede do Banco Central para exigir a mudança da política econômica, redução imediata das taxas de juros e não renovação do acordo com o FMI, de modo a conduzir a nação a um novo projeto nacional de desenvolvimento, com soberania e valorização do trabalho.

A passeata teve mais de um quilômetro de extensão. A multidão provocou um grande congestionamento no chamado Eixo Monumental, que corta Brasília. Houve também manifestações em outras cidades brasileiras.

Dois eventos recentes motivaram a convocação do protesto: um foi o novo aumento na taxa de juros básicos da economia promovido pelo Copom na semana passada e outro foi a demissão do economista Carlos Lessa do BNDES, "interpretada, à direita e à esquerda, como uma vitória da dupla Palocci/Meireles e do capital financeiro, além de ser mais um claro sinal de consolidação da política econômica neoliberal", segundo comenta o boletim da Corrente Sindical Classista (CSC), uma das participantes da mobilização.

A manifestação, batizada de "Ato por Mudanças na Política Econômica, Desenvolvimento, Reforma agrária, emprego e o fim dos leilões de energia", foi reforçada pela presença dos milhares de participantes da Conferência Água e Terra, fazendo boa parte da imprensa interpretar o ato como um evento do MST, quando na verdade a entidade é apenas uma das dezenas que compõem a Coordenação dos Movimentos Sociais.

A manifestação contou com representantes da CUT, entre eles o vice-presidente Wagner Gomes e o diretor Antonio Carlos Spis; da UNE, Gustavo Petta e Paulo Vinícius; da Ubes, Marcelo Gavião; do MST, João Pedro Stédile; e Dom Tomaz Balduíno, da Comissão Pastoral da Terra.

Os deputados federais Chico Alencar (PT/RJ) e Adão Preto (PT/RS) também marcharam guiados por um potente carro de som, com músicas e palavras de ordem.

Os manifestantes foram recebidos com festa pelos funcionários do Bacen, que com aplausos mostraram a bandeira do Brasil e jogaram papéis picados pelas janelas do prédio central. Já a direção do Banco foi menos calorosa e destacou um funcionário chefe do almoxarifado para receber o documento final da Conferência Terra e Água, encerrada no mesmo dia.

Durante o protesto, foi queimada uma grande bandeira norte-americana em que havia a sigla FMI. Os manifestantes gritaram palavras de ordem pedindo a demissão de Palocci, que cortou gastos públicos para cumprir as metas de superávit acertadas com o FMI.

Os manifestantes pediram ainda uma audiência com o presidente Luis Inácio Lula da Silva para a próxima terça-feira (30/11).

Segundo Spis, da CUT, o ato foi muito bem construído e serviu como "puxão de orelha" em Lula. "A CMS reconhece a geração de empregos mas acredita que é necessário repensar o projeto nacional de desenvolvimento", afirmou.

Tumulto na frente do Congresso

Outra manifestação que agitou a capital federal ontem reuniu cerca de quatro mil estudantes, a maioria formada militantes do PSTU, PSOL e de outras organizações de extrema-esquerda que fazem oposição ao governo Lula. Havia também uma grande quantidade de punks.

Os jovens se concentraram em frente ao Congresso Nacional em protesto contra as reformas sindical, trabalhista e universitária, causando tumulto no local. Mil policiais foram chamados para fazer a segurança da manifestação, informou o comando da Polícia Militar do Distrito Federal.

Os manifestantes invadiram o espelho d´água em frente ao Congresso, jogaram água nos policiais e quebraram vidros de janelas do prédio e de carros estacionados no local. Uma bandeira dos Estados Unidos também foi queimada no protesto. Dois jovens foram detidos acusados de atos de vandalismo. Darius Leva Emrani, de 19 anos, e Thiago Madureira Araújo, de 23, foram levados para a sede da Polícia Legislativa do Congresso.

Após a concentração em frente ao Congresso Nacional, os manifestantes se deslocaram até o ministério da Educação. Uma comissão de estudantes foi recebida pelo ministro interino da Educação, Fernando Hadat.

MTL protesta no Incra

A terceira manifestação do dia em Brasília foi realizada por um grupo de cerca de duzentos militantes do Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL) que foram à sede do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e aos gritos de "Lula, vamos parar o Brasil" quebraram janelas e portas.

Os manifestantes ocuparam parte do prédio por cerca de duas horas até serem retirados pela polícia. Dois policiais e dois manifestantes ficaram feridos.

Comentarios (2)Add Comment
oiiii
escrito por Visitante, 2005-03-16 03:53:30
pow q bala esse site
Maicon
escrito por Visitante, 2005-04-05 20:17:17
Po gostei muito do site tha show !!!

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