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O crescimento da atividade econômica do país acima do previsto está fazendo
com que a Petrobras praticamente dobre sua estimativa para o consumo de
derivados de petróleo em 2004.
A empresa, que previa no seu planejamento estratégico um aumento de
2,4% da demanda este ano, considerando uma expansão de 3% na economia, já
calcula que a alta poderá ser de 3,5% a 4%,com base em um aquecimento acima de
4% do Produto Interno Bruto (PIB).
Um estudo feito pela empresa aponta para uma retração de 0,2% no consumo, a
cada alta de um ponto percentual no valor da gasolina. Mas nem mesmo os
reajustes de 10,8% no preço da gasolina e de 10,6% no diesel anunciados em junho
tiveram impacto sobre a demanda.
Ao contrário, o consumo de gasolina subiu 7,1% em julho, quando comparado ao
mesmo mês no ano anterior, enquanto o de diesel subiu 5,2%.
Os números jogam por terra o principal argumento da Petrobras para segurar
uma nova alta dos combustíveis, embora as cotações do petróleo no mercado
internacional estejam atingindo níveis recordes
Considerados apenas os campos nacionais, a produção de óleo e gás da
Petrobras chegou a 1.778.778 barris(BOE) diários, 0,7% menor do que a de julho e 3,3% menor que a de agosto de 2003.O Rio
Grande do Norte registrou uma produção terrestre de 71,406 barris/dia e uma
extração marítima de 13,922, totalizando
85,327 barris de óleo. O Estado é o terceiro maior produtor de óleo e gás do país. Embora
seja inesperado, o aumento do consumo não coloca em risco a capacidade de
abastecimento do país.
O Mossoroense
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