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Manifestantes acusam "a política formulada no
governo FHC e mantida no governo Lula" como a principal
causa do agravamento da situação social e da degradação
ambiental.
Manifesto da Conferência Nacional Terra e Água pede
urgência na reforma agrária
A Conferência termina hoje (25/11), em Brasília, e o
manifesto que será entregue ao presidente da República Luiz Inácio
Lula da Silva já está pronto.
Ele foi lido, pela manhã, para os cerca de nove mil
participantes, entre trabalhadores rurais, atingidos por
barragens, quilombolas, ribeirinhos e indígenas. Segundo o
documento, foi reafirmada, durante a conferência "a
necessidade urgente de uma reforma agrária ampla, massiva e
participativa".
Além disso, o texto diz que é "fundamental e urgente a
democratização do acesso à terra, com a garantia da autonomia
dos territórios das populações tradicionais, fortalecendo a
agricultura familiar e camponesa, garantindo o direito à água,
ao acesso aos recursos naturais, à produção de alimentos saudáveis,
à soberania alimentar e à preservação da
biodiversidade".
As mais de 40 entidades que produziram o manifesto se comprometem
"a buscar uma relação diferente, respeitosa e integral,
com a terra, a água", por meio da luta por mudanças na
estrutura fundiária.
"A luta e
o compromisso dos participantes da Conferência Nacional Terra e
Água são pela construção de um projeto de sociedade justa,
igualitária, solidária, democrática e sustentável",
afirma o documento.
Ao longo do texto os manifestantes acusam "a política
formulada no governo FHC e mantida no governo Lula" como a
principal causa do agravamento da situação social e da degradação
ambiental.
Segundo o documento, a pobreza e a desigualdade foram
mantidas, além de taxas de desemprego insustentáveis.
Como conseqüências do modelo, cita a marginalização,
criminalidade, impunidade e insegurança e exemplifica com casos
como o assassinato de sem-terra em Minas Gerais e os crimes
contra os indígenas da Reserva Raposa Serra do Sol.
De acordo com o documento, "é fundamental a realização de
uma mudança profunda na atual política macro-econômica,
reduzindo as taxas de juros e o superávit primário" (relação
entre receita e despesa do governo), utilizando os recursos para
a geração de empregos e expansão de serviços públicos.
Dom Tomás pede a participantes de Conferência que não
se frustrem com ausência de Lula
O presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Dom Tomás
Balduíno, pediu hoje (25/11) aos cerca de cinco mil militantes
que participavam pela manhã da Conferência Nacional Terra e Água
que não ficassem frustrados com a ausência do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva.
"Não podemos ficar frustrados porque o presidente Lula
se recusou a vir", disse.
O Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo,
que promove a Conferência Terra e Água, esperava para ontem a
presença do presidente Lula.
Durante a palestra, Dom Tomás listou exemplos de governos que
conseguiram promover mudanças sociais a partir da união das
massas. O presidente da CPT citou exemplos como o de Hugo Chávez,
na Venezuela, que foi deposto por um golpe de estado e retornou
ao cargo com a ajuda do povo. Bolívia e México também foram
citados por ele.
Para o religioso, o estado brasileiro está subordinado aos
interesses do capital financeiro. Por isso a marcha de
trabalhadores que ocorre hoje protestará em frente ao prédio do
Banco Central.
Balduíno falou após o ex-deputado Plínio de Arruda Sampaio,
que coordenou a primeira versão do Plano Nacional de Reforma Agrária
do governo Lula (versão que foi apenas parcialmente
aproveitada), e relembrou um trecho do discurso do advogado.
"O Plínio acusou os três poderes (legislativo,
executivo e judiciário) por chacina, impunidade, pobreza e
fome". E acrescentou que era porque o Estado não estava
voltado paras as bases mas para a elite.
Agência Brasil
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axei essi site mto legal!bjs!