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Manifesto Pede Urgência na Reforma Agrária PDF Imprimir E-mail
Escrito por Keite Camacho   
Thursday, 25 November 2004

Manifestantes acusam "a política formulada no governo FHC e mantida no governo Lula" como a principal causa do agravamento da situação social e da degradação ambiental.

Manifesto da Conferência Nacional Terra e Água pede urgência na reforma agrária

A Conferência termina hoje (25/11), em Brasília, e o manifesto que será entregue ao presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva já está pronto.

Ele foi lido, pela manhã, para os cerca de nove mil participantes, entre trabalhadores rurais, atingidos por barragens, quilombolas, ribeirinhos e indígenas. Segundo o documento, foi reafirmada, durante a conferência "a necessidade urgente de uma reforma agrária ampla, massiva e participativa".

Além disso, o texto diz que é "fundamental e urgente a democratização do acesso à terra, com a garantia da autonomia dos territórios das populações tradicionais, fortalecendo a agricultura familiar e camponesa, garantindo o direito à água, ao acesso aos recursos naturais, à produção de alimentos saudáveis, à soberania alimentar e à preservação da biodiversidade".

As mais de 40 entidades que produziram o manifesto se comprometem "a buscar uma relação diferente, respeitosa e integral, com a terra, a água", por meio da luta por mudanças na estrutura fundiária.

"A luta e o compromisso dos participantes da Conferência Nacional Terra e Água são pela construção de um projeto de sociedade justa, igualitária, solidária, democrática e sustentável", afirma o documento.

Ao longo do texto os manifestantes acusam "a política formulada no governo FHC e mantida no governo Lula" como a principal causa do agravamento da situação social e da degradação ambiental.

Segundo o documento, a pobreza e a desigualdade foram mantidas, além de taxas de desemprego insustentáveis.

Como conseqüências do modelo, cita a marginalização, criminalidade, impunidade e insegurança e exemplifica com casos como o assassinato de sem-terra em Minas Gerais e os crimes contra os indígenas da Reserva Raposa Serra do Sol.

De acordo com o documento, "é fundamental a realização de uma mudança profunda na atual política macro-econômica, reduzindo as taxas de juros e o superávit primário" (relação entre receita e despesa do governo), utilizando os recursos para a geração de empregos e expansão de serviços públicos.

 

Dom Tomás pede a participantes de Conferência que não se frustrem com ausência de Lula

O presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Dom Tomás Balduíno, pediu hoje (25/11) aos cerca de cinco mil militantes que participavam pela manhã da Conferência Nacional Terra e Água que não ficassem frustrados com a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Não podemos ficar frustrados porque o presidente Lula se recusou a vir", disse.

O Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo, que promove a Conferência Terra e Água, esperava para ontem a presença do presidente Lula.

Durante a palestra, Dom Tomás listou exemplos de governos que conseguiram promover mudanças sociais a partir da união das massas. O presidente da CPT citou exemplos como o de Hugo Chávez, na Venezuela, que foi deposto por um golpe de estado e retornou ao cargo com a ajuda do povo. Bolívia e México também foram citados por ele.

Para o religioso, o estado brasileiro está subordinado aos interesses do capital financeiro. Por isso a marcha de trabalhadores que ocorre hoje protestará em frente ao prédio do Banco Central.

Balduíno falou após o ex-deputado Plínio de Arruda Sampaio, que coordenou a primeira versão do Plano Nacional de Reforma Agrária do governo Lula (versão que foi apenas parcialmente aproveitada), e relembrou um trecho do discurso do advogado.

"O Plínio acusou os três poderes (legislativo, executivo e judiciário) por chacina, impunidade, pobreza e fome". E acrescentou que era porque o Estado não estava voltado paras as bases mas para a elite.

 

Agência Brasil

Comentarios (1)Add Comment
oii
escrito por karine, 2008-05-24 16:15:17
axei essi site mto legal!
bjs!
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