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A Responsabilidade Sobre a Reportagem Assinada é de Quem? PDF Imprimir E-mail
Escrito por Da Redação   
Tuesday, 23 November 2004

A mídia no Brasil é monótona e inimiga do raciocínio, Salete Macalóz.

Juíza adverte que reportagem assinada gera responsabilidade de que empresas fogem.

Os jornalistas precisam ter consciência de que ao assinar matérias estão assumindo exclusivamente a responsabilidade perante a lei, inclusive a obrigação de indenizar eventuais prejuízos, enquanto a empresa em que trabalham, que lucra com a exploração desse trabalho, utiliza o expediente para fugir de qualquer implicação legal.

A recomendação é da juíza e professora Salete Macalóz, expositora do último "Quinta às Cinco", com o tema “A Atividade Jornalística e sua Regulamentação”.

Saudada no início da conferência pelo presidente da casa, o jornalista Maurício Azêdo, a juíza, em sua exposição, se confessou surpreendida com a forma pela qual as empresas estão fugindo da responsabilidade civil prevista em lei, transferindo-a exclusivamente para seus profissionais, embora declarando assumir os riscos da atividade econômica e tomando posse integral dos lucros decorrentes.

- O que há por trás disso?

Os textos que regulamentam a atividade dos jornalísticas e das empresas não sofreram grandes mudanças deste a ditadura Vargas, e seu conteúdo anti-social foi aprimorado após o golpe de 64.

Quem se sente lesado vai processar quem colocou seu nome na matéria e não tem o patrimônio que possui a empresa. Os jornalistas terão que brigar para não assinar mais matérias ou discutir os termos que regem suas obrigações profissionais.

Frisou que, ao ser promulgada a primeira lei sobre a atividade jornalística - o decreto-lei 910, de 30 de novembro de 1938 -, ficou estabelecido que à imprensa se devia valiosa colaboração na obra do progresso nacional e do engrandecimento do Brasil. A imprensa, ou seja, os jornalistas e as empresas jornalísticas, que mereceriam portanto ajuda e benesses do governo.

- Com o tempo, só as empresas permaneceram merecedoras dessas benesses, como o subsídio do papel, da tinta, as imunidades na contabilidade e outras vantagens de que elas gozam.

Para ela, a criação de um Conselho Federal de Jornalismo, projeto que está em pauta no Congresso, não altera a questão da responsabilidade criminal.

A prova escrita é quase incontestável, e os jornalistas, como os profissionais de todas as áreas, estão com a estatura legal diminuída, no que tange aos direitos.

Respondendo a uma pergunta, ela também se manifestou sobre o "monopólio da informação", o fato de uma só empresa ser proprietária de dois jornais, muitas revistas, rádios e um canal de televisão com repetidoras por todo o país.

- É preciso, frisou, “começar a enfrentar essas coisas impostas de baixo para cima”.

Comentou que a mídia no Brasil é monótona e inimiga do raciocínio.

 

abi

Comentarios (2)Add Comment
marina savino nogueira
escrito por Visitante, 2005-05-20 19:03:53
os seus textos sao muito bons
,kjk
escrito por Guest, 2006-01-09 15:03:36
jhjhj

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