|
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva,
defendeu a concessão de uma renda mínima a todos os cidadãos do mundo, em uma
mensagem enviada ao Fórum Universal das Culturas de Barcelona.
A mensagem foi lida no ato de encerramento do diálogo "Direitos humanos: necessidades emergentes e novos compromissos" pelo senador brasileiro Eduardo Suplicy, do Partido dos Trabalhadores (PT), ao qual Lula também pertence.
"Desejo a vocês sucesso total neste congresso, que deve contribuir para o alcance de progressos na luta para tornar efetiva uma renda mínima para todos os habitantes do planeta", acrescenta Lula em sua mensagem.
O objetivo principal da medida é garantir que os países outorguem a todos os cidadãos, independentemente de qualquer consideração, uma renda mínima fixa.
Lula explica que não pôde assistir ao diálogo de Barcelona por encontrar-se em Nova York para participar da sessão especial da Assembléia Geral das Nações Unidas para a erradicação da pobreza e da fome.
A esse respeito, o governante brasileiro insiste na necessidade de "o problema da fome ser transformado em um problema político" e adverte que se os atuais desequilíbrios sociais não forem resolvidos, o mundo não conseguirá viver.
"A produção agrícola atual é mais que do que suficiente para saciar a fome de todos os habitantes do planeta, mas, infelizmente é cada vez maior o abismo entre ricos e pobres", afirma Lula.
No caso do Brasil, lembra, essa brecha dobrou nas últimas décadas, e, atualmente, mais de 50 milhões de pessoas, cerca de um terço da população, vivem em uma situação de "insegurança alimentícia diária".
Lula também lembrou que metade da população do planeta sobrevive com menos de dois dólares ao dia e que 75% da riqueza se concentra em 4% da população.
"Se queremos um mundo estável e seguro temos que buscar um mundo mais equitativo", enfatiza o presidente brasileiro em sua mensagem.
Agência EFE
|