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Em operações conjuntas com a Receita, o INSS e o
Ministério Público, a PF vedou um ralo de R$ 2 bilhões no
Ministério da Saúde (Operação Vampiro), de R$ 500 milhões no
Amazonas (Operação Albatroz), de R$ 300 milhões em Roraima
(Operação Praga do Egito) e de R$ 90 milhões em São Paulo
(Operação Anaconda).
O arrastão que a Polícia Federal vem fazendo contra a corrupção
desde o ano passado atingiu o coração financeiro do crime
organizado no país. Só oito dos 47 grupos desarticulados pelas
operações da PF desde o ano passado aplicaram golpes de mais de
R$ 10,5 bilhões contra os cofres públicos.
O valor, segundo o jornal O Globo, corresponde ao dobro dos R$
5 bilhões destinados este ano ao Bolsa Família, o maior
programa de distribuição de renda do governo federal.
As cifras representam também 40 vezes o atual orçamento da própria
PF, que é de R$ 260 milhões.
Em todas as organizações investigadas, os valores são
muito expressivos. Isso demonstra que precisamos contar com a
colaboração da sociedade. Precisamos fechar essas torneiras
que, quase sempre, têm origem em verbas públicas afirmou
o diretor-executivo da Polícia Federal, Zulmar Pimentel.
A temporada de
caça aos corruptos, aberta no início do ano passado, parece não
ter fim. Com a ajuda dos serviços de inteligência da Receita
Federal e do INSS, a PF já promoveu este mês cinco grandes
operações e outras quatro estão prontas para serem deflagradas
nos próximos dias.
Segundo Pimentel, essas operações estão decididamente
incorporadas à rotina da instituição. Ele é o responsável
pela execução de cada uma das grandes intervenções da PF no
crime organizado.
O repertório de operações é variado, mas um dos maiores
choques na base financeira da corrupção foi, segundo análises
internas da polícia, a Operação Farol da Colina. Em 17 de
agosto deste ano, 800 policiais foram às ruas e prenderam 62 dos
maiores doleiros do país.
Eles são acusados de enviar ou receber do exterior nada menos
que R$ 23 bilhões, mas não há comprovação de que todos esses
recursos foram remetidos ilegalmente. Apenas em cobranças de
impostos e multas a Receita Federal espera arrecadar do grupo R$
6 bilhões.
Os cálculos excluem os últimos anos de existência da organização,
que estaria em atuação há quase uma década.
Esse valor deve aumentar bastante quando começarmos a
aplicar multas relativas às últimas movimentações deles
afirmou Gerson Schan, coordenador-geral de Pesquisa e
Investigação, o serviço de inteligência da Receita.
Em operações conjuntas com a Receita, o INSS e o Ministério Público,
a PF vedou um ralo de R$ 2 bilhões no Ministério da Saúde
(Operação Vampiro), de R$ 500 milhões no Amazonas (Operação
Albatroz), de R$ 300 milhões em Roraima (Operação Praga do
Egito) e de R$ 90 milhões em São Paulo (Operação Anaconda).
Nessa ofensiva, os agentes federais também tiraram de circulação
os empresários João Eleutério, o Lobão, e o chinês Law Kin
Chong, apontados pela polícia como dois dos maiores
contrabandistas do país.
No mergulho nesse submundo, a PF constatou o alto grau de
envolvimento de servidores públicos com a criminalidade. Pelo
menos um terço dos presos por envolvimento com fraudes em licitações,
compras superfaturadas e sonegação, entre outros crimes, são
servidores públicos.
Muitos são funcionários graduados, com alto poder de decisão.
Quase todas as organizações estão amparadas em grupos políticos
também. Mais da metade dos 53 denunciados na Operação Praga do
Egito, em Roraima, são políticos, entre eles os ex-governadores
Flamarion Portela e Neudo Campos.
Cinco dos oito deputados federais do Amapá também foram
atingidos pelas investigações da Operação Pororoca, uma das
intervenções postas em prática pela PF este mês.
As ações dos agentes federais também deixaram em
dificuldades influentes políticos do Amazonas e de Rondônia, até
então intocáveis donos de feudos locais.
Em Rondônia, o ex-senador Ernandes Amorim, um dos homens mais
ricos do estado, chegou a ser preso e algemado. O mesmo
tratamento foi dispensado ao prefeito reeleito de Macapá, João
Henrique Pimental (PT)
Não existe crime organizado sem a participação de
servidores públicos. Esperamos que as nossas operações sirvam
também para inibir o envolvimento de alguns deles com a
criminalidade disse Zulmar Pimentel.
notibras
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Gostaria de ter a certeza se é realmente a mesma pessoa, pois eu me sintirai bem em saber que mais um ladrão foi preso. aguardo resposta anciosamente, querendo saberpelo menos os nomes dos doleiros presos. Grata, sem mais. Anna Alves