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João Estrella, Pergunte ao Pó PDF Imprimir E-mail
Escrito por Moacyr Vieira Martins   
Saturday, 13 November 2004

João Guilherme Estrella. A real de um traficante que viu a casa cair. Ele foi um dos maiores traficantes do Rio. Famoso por vender a cocaína mais pura da cidade.

João Guilherme Estrella, abastecia a alta sociedade carioca e já chegou a faturar maus de US$ 100 mil numa única operação. Se livrou da penitenciária porque seus advogados provaram que ele torrava tudo que ganhava com pó.

Condenando a dois anos num manicômio, conseguiu ficar limpo e contou sua estória num livro* que vai virar filme pelas mãos da produtora Mariza Leão e da Columbia Pictures.

João Guilherme Estrella, 43 anos, entrou para a lista dos grandes traficantes brasileiros sem nunca ter disparado uma só bala.

Maior distribuidor de cocaína do Rio entre 1988 e 1995, não podia ser mais diferente do estereótipo do traficante bad boy, armado até os dentes.

Operando numa conexão que começava no Mato Grosso e se estendia até Amsterdã, ganhava em média R$ 75 mil por mês. Numa única transação internacional, chegou a embolsar R$ 300 mil. Só trabalhava com pó de grife, batizado de “Nelore Puro”.

Mas João gostava mais de cocaína que do dinheiro que tirava dela. Numa festa de aniversário, presenteou os 350 convidados com papelotes da droga.

Foi por causa dessa falta de tino comercial que seu advogado conseguiu apresentá-lo à Justiça como um viciado que traficava por necessidade de garantir o próprio consumo. Graças a essa manobra, pegou dois anos de internação no Manicômio Judiciário Heitor Carrilho, parte do Complexo Penitenciário Frei Caneca.

Antes de ser julgado, passou quatro meses na carceragem da Polícia Federal na praça Mauá, centro do Rio. Lá, dividia o exíguo espaço com outros traficantes que, como ele, aguardavam sentença.

“Dividir seis celas com 120 caras em crise de abstinência era um inferno. Rolava pancadaria toda hora.”

Estrella, que ficou conhecido na mídia carioca como Johnny (nome que era usado pelo cliente que o delatou), diz que só se recuperou porque foi enviado a um manicômio em vez de uma penitenciária.

Lá, tinha assistência médica, fazia exercícios e podia trabalhar. Livre desde 1998, virou músico e hoje vive da produção de shows para cantores como Hyldon, aquele de “Na Rua, na Chuva, na Fazenda”.

Convencido por um primo, o jornalista Guilherme Fiuza, resolveu contar sua história no livro "Meu Nome Não é Johnny" *.

Lançado em abril pela editora Record, o livro já esgotou a primeira edição de 5 000 exemplares. Também atraiu o interesse de produtoras como Conspiração Filmes e TV Zero e dos cineastas Roberto Santucci e Sandra Werneck, que querem transformar a história em filme no ano que vem.

Traficante por acaso
Filho de um gerente do extinto Banco Nacional, cresceu na zona sul carioca e começou a cheirar aos 23 anos. Um dia, encomendou 5 gramas de pó para rachar com dois amigos do condomínio de classe média alta em que vivia no Jardim Botânico.

Em cima da hora, os dois parceiros desistiram da transação. João disse ao traficante que não tinha como pagar sozinho, mas pediu para ficar com o pó para vender.

Era uma sexta-feira. No domingo, já tinha repassado tudo. Surpreso, o traficante ofereceu-lhe mais 50 gramas para vender em um mês.

Ele nunca tinha visto tanta droga, mas topou na hora. Assim, começou sua carreira no tráfico.

João nunca se considerou um criminoso e diz que só conheceu bandidos de verdade quando ficou preso na Polícia Federal. Foi lá que conheceu um traficante que tinha o hábito de serrar pernas e braços dos inimigos ainda vivos.

Virou ghost-writer das cartas de amor de um gerente do tráfico conhecido como Mick Jagger, que enfrentou um cerco da polícia cheirando 50 gramas de pó.

E formou um conjunto musical com o dono de uma boca de fumo. Hoje, dá palestras em escolas, mas seu discurso não tem nada do moralismo que acomete ex-viciados.

Diz que, não fosse o risco da dependência, experimentar drogas seria “um bom lucro para a existência”. Também não carrega culpas. “Não faria de novo, mas não me arrependo. Eu tirei proveito e cresci com isso.”

(TRIP) Alguém pode se dar bem no tráfico?
João Guilherme Estrella Porra... Só se for imortal, né? [Risos.] Tomar tiro e não cair. Para ser um traficante de sucesso precisa ser invisível.

Esses caras que chegam ao topo do poder no morro morrem cedo pra caralho. Não vale a pena, não.

Antes de ser preso, você se considerava um traficante?
Traficante sim, bandido não.

Como um cara de classe média entra no tráfico?
Olha, eu gostava de cheirar. E meus amigos também. Eu sempre tinha alguma cocaína e arrumava pra eles. Virei traficante por acaso. Começou porque eu era um usuário. Não tinha planejado traficar, mas acabou acontecendo. Rolava uma sensação de poder e muito dinheiro. Era difícil pular fora.

Como era essa sensação de poder?
Era gostosa. As pessoas te procuram, você tem o que elas querem... Cada vez aparece mais gente. Você ganha mais, gasta mais. Tudo fica extravagante. A prepotência vai se instalando dentro de você.

Seu círculo de amigos aumentou muito depois que você começou a traficar?
Alguns eu conheci por causa disso e acabei ficando amigo de verdade. Você é muito procurado, sua vida muda muito. Fica como a Bolsa de Valores.

Sexta-feira não podia sair de casa porque o telefone não parava de tocar. Era difícil até sair para tomar uma cerveja porque era muita grana em jogo.

E os clientes chatos?
Dei esporro em vários! Esporro mesmo, pra pessoa se tocar e parar de ligar pra minha casa às três da manhã. Tinha dois amigos que extrapolavam às vezes. Dez da manhã, bêbados, apareciam na porta da minha casa querendo cheirar cocaína.

Quanto ganhava num fim de semana?
Mais ou menos uns US$ 25 mil mensais. Agora, se fosse para a Europa, era até mais [ ele chegou a ganhar US$ 100 mil numa única operação ]. Isso, mesmo tendo que pagar alguém pra levar a droga, porque eu não correria esse risco. Mandava gente pra Bélgica, Holanda...

Você não tinha medo de alguém ser preso e te dedurar?
Não tinha medo de nada. Mas tem gente que te cagüeta, não tem jeito. É um negócio arriscado, e uma hora você dança. Ainda mais do tamanho que eu fiquei.

Você era procurado por gente que não conhecia ou só vendia para amigos?
Acaba fugindo um pouco do controle. Ligavam dizendo: “Sou amigo de fulano, lembra?”. Não dá para saber, né? Um vai falando pro outro.

E eu só vendia a pura, não era essa de hoje, misturada. A droga era muito boa porque tinha um processo de destilação que hoje em dia não dá mais tempo de fazer.

Ela secava ao ar livre por um tempo longo. Isso faz com que a coca não machuque o nariz. E eu também não misturava. Do jeito que vinha da Bolívia, eu vendia. Hoje em dia isso é difícil de encontrar.

Você vendia mais caro?
Vendia pelo mesmo preço que a maioria, geralmente R$ 30 por 1 grama de cocaína. E era 1 grama pesado na balança digital. Cheguei a sair com 30 papéis de 1 grama no bolso.

Depois que levei a primeira dura [em 1991, pagou US$ 14 mil a policiais civis para se livrar da prisão] , deixei de vender na rua. Passei a vender uma quantidade maior para menos gente, só mesmo quem me telefonava.

Você dava alguma recomendação para não repassarem seu telefone?
Dava, mas isso não adianta. Alguns te ligam falando: “Vem cá, posso passar seu telefone pra um amigo meu?”. Algumas vezes você libera, outras não.

Quem é pego cheirando na rua não quer nem saber. Toma o primeiro tapa e já vai dizendo seu nome. Nego amarela rapidinho.

Apesar de faturar até US$ 100 mil num mês, você não ficou rico...
É que sou compulsivo, até hoje. Quando tenho, eu gasto. Torrei tudo o que ganhei. Mas foi até bom porque senão estaria preso até hoje. Se tivesse mansão, essas coisas, estaria preso, pois esta era a tese da promotoria, que eu era empresário do tráfico.

Como não era rico, conseguimos derrubar o argumento deles.

Você nunca achou que fosse ser preso?
Se acontecia alguma coisa, eu subornava. Achava que ia me safar. Mas, um pouco antes de ser preso, tinha pensado em parar.

Como você está com a Justiça?
Completamente resolvido. É bom quando acaba. Fui condenado a quatro anos e minha pena foi transformada em dois anos de tratamento no manicômio. Na cadeia, acaba a sentença e você está livre — ou pelo menos deveria ser assim.

No manicômio, se eu estivesse muito louco, não saía. Precisei fazer perícia, passar pela aprovação de toda a equipe técnica que tem lá dentro (psicólogo, psiquiatra e assistente social).

Depois de tudo isso, você ainda precisa ter um parente que se responsabilize por você. Senão não sai. Tava cheio de neguinho no manicômio abandonado pela família.

E a história do LSD que sobrou na sua mão e você distribuiu?
Meu distribuidor na Europa trouxe mil ácidos para o Brasil e não conseguiu deixar com ninguém. Aí resolveu dar tudo para mim, e eu distribuí para os amigos.

Era comum usar ácido?
Já rolava um pouco de ecstasy. Nego cheirava pó, mas LSD eu mesmo não tomava há um tempão. Mas aí caiu aquela monstruosidade na minha mão. Porra, tomamos ácido pra caramba. Toda hora.

Eu saia na rua e levava 20. Aparecia alguém, eu falava “abre a boca” e colocava na língua. Parecia um Cristo [risos] . Era uma pedra roxa e, às vezes, esfarelava. Uma vez, tinha combinado de sair com uma galera para tomar ácido e ficar na Cobal do Leblon.

Aí um amigo meu, que é um músico conhecido, me ligou porque ia viajar no dia seguinte e queria dar dois tequinhos. “Arruma um presentinho”, ele pediu.

Disse pra ele passar na minha casa e fiz dois pacotinhos: um com os três ácidos que ia levar pros amigos na Cobal e outro pra ele com uns três tecos.

Na hora de tirar do bolso, como o conteúdo dos dois saquinhos estava esfarelado, acabei dando o pacotinho errado. Ele achou a cor estranha, mas mandou tudo e foi pra casa. Depois de três horas, ele ligou: “Seu filho da puuuta! Tenho que viajar amanhã e estou pra lá e pra cá!”. Falou que estava viajando muito e não estava agüentando.

Três ácidos é coisa pra caralho, né? Aí falei: “Tu também parece um tamanduá, cheira qualquer coisa!”.

Na TRIP 127, João Guilherme Estrella fala sobre glamorização do tráfico, legalização das drogas, festas da alta sociedade e o período que passou preso e no manicômio.

trip

 

* Dois mundos, Por Fabrício Muller

Livro retrata como um rapaz, João Guilherme Estrella, da Zona Sul carioca, da classe média alta carioca, bem nascido e bastante enturmado, mergulha de cabeça no mundo do tráfico de drogas - Acaba se envolvendo com o tráfico e começa a vender droga para sustentar seu próprio vício.

Transformado em um grande atacadista de cocaína boliviana, ele enfrenta problemas com a polícia e a lei, passando por muitos problemas na prisão e no manicômio judiciário.

Intrigante história urbana da sociedade carioca é o mote de "Meu Nome Não é Johnny", excelente livro escrito por Guilherme Fiúza.

Todo o mundo já deve ter ouvido aquela teoria de que os “verdadeiros” grandes traficantes do Rio de Janeiro moram confortavelmente em apartamentos na Zona Sul carioca, não nos morros.

Quando se lê o subtítulo de "Meu Nome Não é Johnny" – A Viagem Real de um Filho da Burguesia à Elite do Tráfico, de Guilherme Fiuza (Editora Record, 336 páginas), pode-se pensar que estamos diante de um caso destes – ou seja, o de um traficante realmente grande com educação burguesa.

Sinto decepcionar os partidários desta teoria da conspiração, mas a história contada neste excelente livro é um pouco diferente.

"Meu Nome Não é Johnny" conta a história de João Guilherme Estrella, rapaz bem nascido que gosta de tocar músicas em seu violão e que cedo começou a se envolver no meio artístico.

A partir da convivência com a “turma” vêm as primeiras experiências com drogas. Primeiro a maconha, depois o LSD e então a cocaína – que acaba viciando-o.

Como necessita de cada vez maiores quantidades para consumo próprio, ele começa a vender pó (ainda em pequena escala) para arranjar dinheiro. Isto o faz entrar em contato com alguns traficantes e a coisa vai aumentando.

Estrella arruma esquemas para traficar quantidades cada vez maiores diretamente da Bolívia: a cocaína que ele conseguia lá – apelidada de “Nelore Puro” – era a mais pura do mercado de drogas no Rio da época (final dos anos 80/início dos 90).

Juntando o grande conhecimento da sociedade carioca que tem João Guilherme Estrella (ele sempre fora um sujeito extremamente sociável e simpático) com a qualidade insuperável de seu pó, é óbvio que o resultado só pode ser um.

O rapaz da Zona Sul transforma-se em um grande atacadista de drogas, chegando a fazer viagens para Amsterdam para fazer grandes vendas do “Nelore Puro” na Europa).

E, claro, neste tempo todo ele continua ingerindo quantidades fenomenais de cocaína.

Mas se Estrella já passa a ser um grande traficante em termos de quantidade, em termos de violência ele não pode ser comparado aos chefões do morro.

Impulsivo, pouco se importando com as conseqüências de seus atos, não só ele não tem segurança pessoal como sequer anda armado. Logo a Lei está atrás dele.

Na primeira vez consegue se safar da polícia através de suborno. Na outra isto não é mais possível. É preso, recebendo uma condenação leve, em um grande momento da juíza que o condenou – pois ela, acertadamente, acreditava no caráter de João Guilherme Estrella.

Mas nem por isto o sofrimento que o protagonista passa, tanto na cadeia quanto no manicômio judiciário, são pequenos. Todos estes maus momentos acabam ajudando o rapaz da Zona Sul a se redimir.

Atualmente, ele trabalha como produtor musical, não trafica mais e está recuperado do vício da cocaína.

"Meu Nome Não é Johnny" (o título é baseado na notícia do Jornal do Brasil; quando da prisão do traficante, o diário carioca escreveu que seu apelido era Johnny – o que nunca fora verdade) é uma obra extremamente bem escrita, em uma linguagem simples, direta e envolvente. É o tipo do livro difícil de parar de ler.

Outra qualidade é que, em nenhum momento, o autor Guilherme Fiuza parece querer dar uma lição de moral aos leitores.

Fiuza nem precisa disto, na verdade. A história fala por si.

Guilherme e João Guilherme, autor e personagem de um excelente livro sobre o mundo das drogas na sociedade carioca

 

bacana

Comentarios (16)Add Comment
Recomendo
escrito por Visitante, 2005-03-18 17:12:08
Li o livro,aliás,devorei.Você começa a ler,e não consegue parar.Brincadeiras à parte,este livro é um vício.Escrito de maneira inteligente,com flasbcks que tem a ver com a narrativa.Se você quer uma boa leitura,vá em frente.
Carlos Maurício - BH
francine
escrito por Visitante, 2005-05-03 10:03:09
vo tenta compra o livro!!mas fala serio ser traficante deve ser muito trii kra!!p a fude msm!!! e ai vcs!!fuiii
henrique
escrito por Visitante, 2005-05-04 16:49:57
po esse livro vai dar oque falar que a justiça brasileira é um,a merda todos já sabem que já existiam malandros que escaparam da propria justiça isso já foi provado oqeu eu posso dizer que o autor foi um cara bem esperto por consegui sair de uma fria e ser respeitado no rio de janeiroººº. estou ancioso para ver esse filme novo que estão fazendo da autobiografia do mundo do crime aqui no brasil, quem sabe isso pode alertar os nossos governantes do anda acontecendo dentro do seu pais na diversas partes espero qeu esse filme não seja igual outros que já passaram tipo cidade de deus e outros que retratam um brasil do jeito que realmente é e naum aquele unico cartão de visitas que éo pão de açucar,eo cristo redentor, boa sorte com seu novo trabalho eu vou comprar o livro para comentar com meus amigos e desculpa qualquer comentario que você não tenha gostado
...
escrito por Visitante, 2005-08-12 04:30:48
tem que botar terro mesmo,
  • ...
    escrito por Ana Carolina, 2006-11-08 20:51:10
    o filme jah está sendo rordado
    participei d figuração
    o johnny será o selton melo

    vamos esperar pra ver
    deve sair ano q vm!
    Vivo isto no meu cotidiano, Lowly rated comment [Show]
    Eu vi o filme
    escrito por Lucas Medeiros, 2007-11-13 20:56:42
    Joao Guilherme Estrela esteve em Belo Horizonte para expor seu filme em minha escol : Colegio Sao Miguel Arcanjo"
    eu particularmente achei o filme otimo !!! Com boa história, bom elenco, enfim , um bom filme , mas a melhor parte foi a parte da conversa com João que se mostrou aberto e facil ao dialogo , sua historia é comvente e encorajadora!!... desejo a todos os traficanters e usuarios de drogas ( que sao isso hj) o mesmo futuro de JoaoEstrela...seu nome ja diz ele nasceu para ser uma estrela e ... esperem ainda ouvirao muito sobre esse homem sua historia e sua "nova" carreira

    obrigado e assistam o filme
    Conto
    escrito por Sandra Viana, 2008-01-04 12:46:29
    Li sobre a história do João Guilherme Estrella, li várias entrevistas dele e, realmente, ele não faz o genêro 'culpado' e muito menos apologia ao uso das drogas. Fala com muita franqueza e sem falsos moralismos sobre sua experiência. Os comentários agora são muitos por conta do lançamento do filme - é preciso fazer o merchandising. E estes comentários, críticas, são muitas vezes colocados da forma como sempre são expostos 'grandes' traficantes ou mesmo contraventores de outros níveis: com glamourização, com status que o poder traz, a imagem de comando de quem pratica a ação (no caso, o ex-filho de classe média que traficava) e a não-culpabilidade ou exceção do que é praticado. Já contaram a 'saga' do Bandido da Luz Vermelha, os noticiários mostram criminosos como Fernandinho Beira-Mar cercado por escolta (quando a população não tem segfurança nem em suas casas) e 'incontrolável' em sua ação de tráfico, enfim, mais esse filme que aí virá, ao contrário do que alardeam, não irá frear os ânimos de quem consome ou trafica e sim, com a ajuda da força hipnótica das telonas, reforçará a banalização que já se tornou o consumo de drogas e a certeza do quanto é 'f'' usá-la - alíás, eles adoram usar palavrões ao referir-se às experiência com drogas. A história desse rapaz não difere e nem é pior que a de jovens pobres que MORREM TODOS OS DIAS por causa das drogas e nem são vistos como vítimas pela nossa 'complacente' sociedade. É mais uma de um rico, que por falta de limites e muita estrutura ($) nas mãos, prejudicou a si e tb a outros. Alguns saem simplesmente quebrando tudo; agredindo pessoas (como o caso dos 'jovens estudantes' - assim referiu-se o pai de um deles )- que espancaram uma doméstica quando voltavam de mais uma festinha; ateando fogo em mendigos; ou deduzindo famílias nos freqüentes rachas que realizam. Vem aí mais uma ode à pobre classe média viciada em aparecer.
    curiosidade
    escrito por Eduardo, 2008-01-06 13:05:21
    Como vi hoje a personagem Sofia do filme meu nome não é jonnhy.
    PRECISO DE UM PRODUTOR
    escrito por PAULO BRAZIL, 2008-01-18 02:18:14
    TEM UM CLIPE E UM SITE COM MÚSICAS MINHAS....NO MYSPACE...MUSIC...PAULO BRAZIL.......PRICISO DE UM PRODUTOR........DÁ UMA SACADA.....
    PRECISO
    escrito por PAULO BRAZIL, 2008-01-18 02:18:52
    RS.....PRECISO......JRTJNRTHJRTAHGBAFNYUJHJNMUTSHNRT
    ...
    escrito por Michelle Souto, 2008-01-25 18:44:10
    Não lhe o livro, mais vi o filme, e com certeza vou comprar o livro. Estava achado q/ seria mais um filme falando de bandido e mocinho como "Orfeu " , o que não aconteceu, pelo contrario mostra como um garoto de classe media alta entre no trafico, e que isso nao é de hoje, pois isso aconteceu nos anos 80, ou seja, é uma questão de educação , limites, pouco se importa com as conseqüências de seus atos, achando q/ sempre poderia se safar. Acho super interessante que os jovens assistam e que as escola, alunos, pais e sociedade debatam o assunto e descubram o por que João Guilherme Estrella optou por esse caminho. A cena do jugamento, é quando vemos claramente que ele cai na real e mostra seu carater.
    IMPORTANTISSIMA A SUA HISTORIA
    escrito por celso henrique, 2008-01-27 15:09:18
    Assiti ao filme e vendo que como ele, varios jovens da classe média entram para o submundo do trafico e todos nao acabam bem, o filme me comoveu muito, sai do cinema engolindo meu choro para que ninguem percebesse, pois perdi um grande amigo a alguns anos atras por overdose, a historia de meu amigo é identica ao de Joao Estrella com apenas dois detalhes, meu amigo era de alta sociedade e nao precisa nada disso em sua vida e outro detalhe, que nao deu chance a si mesmo e acabou vencido pelo vicio e jogando sua vida fora.
    Que nesta historia de Joao Guilherme e de meu amigo, vai um alerta que os jovens que estao nesse submundo, acordem em tempo e de valor a vida, familia em primeiro lugar.
    Abraço a todos.
    Duvida
    escrito por Estrella, 2008-02-19 06:43:37
    Oi João,
    A minha duvida é: Quem te dedurou? Não entendi! Eu vi o filme e gostei tanto que comprei o livro.
    Mas não entendi quem foi o x-9. Foi o Dr. Danilo ou Nazarro? Eu acho que tem um erro de informações no livro.
    Pois a foto no livro do julgamento não confere com o nome citado. No livro fala do Nazarro e a foto no julgamento é do
    dr Danilo!?

    OBS:Me indentifiquei muito com a sua hitória que é muito parecida com a minha, que inceri o ecstasy no rio em 1996 depois de uma viagem que fiz a europa!!! Mas nao "dancei" gracas a uma mulher que conheci. E como já passaram mais de dez anos...... Que se foda!!

    Valeu João. Um Abraçao
    grilo
    escrito por victor hugo silva monteiro, 2008-02-27 19:16:44
    pow t acho um cara maneiro,por causa de td q t aconteçeu e c deu a volta por cima.......
    parabens..........................
    fanatismo...
    escrito por Juliano Pelissaro, 2008-08-12 07:59:12
    assisto quase todos os dias o filme, mais ainda tbm nao consigo entender quem dedurou vc, foi o medico psiquiatra... sou fã de carteirinha deste filme, pois ele relata uma historia fantastica em que apesar de ser um narcotraficante de alto poder, ele nao disparou nem um so tiro, ou se quer mandou matar alguem... que hj em dia issu eh raridade, achei a historia da tua vida fantastica, pelo grande fato de vc ter superado tudo isso e ter dado a volta por cima e ainda se tornar um gd marco na historia... um gd abç e meus parabens!!!

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