|

No Brasil, a educação e todo o seu imenso
repertório de processo extensivo, melhor se fará e com
qualificado retorno, inclusive social, se:
- Começar o quanto antes, da melhor forma
afetuosa, o mais cedo possível, a partir principalmente do lar,
do meio familiar, dentro das múltiplas inteligências (inclusive
imagéticas) e das naturais apreendências de raiz, de berço e
de origem.
- For feita com o preparo das sensibilidades auferidas com
carinho, referendada didática circunstancial e, algum
conhecimento de habilidades inerentes a serem devidamente
desenvolvidas (e até mesmo incentivadas) para deleite do longo
caminho do ensino aprendizagem e suas tantas searas e
transversais.
- Partir dos princípios fundamentais para os generalizados; do
habitat do aluno para o universal, valorando sua bagagem de meio
e clã (e sua cultura que vem junto) em todos os elencos e
quesitos, como historicidades ancestrais, espaços geográficos,
ciências naturais, somas e abstrações dinamizadas no próprio
exemplo anímico-vivencial do aprendiz sequioso de Saber, de Ser
e de poder.
- Partir das coisas relevantes e realizáveis, de realidades
cotidianas rotineiras, adjacentes e praticadas,
interdisciplinares inclusive, para o operacional, o científico,
o embasamento empírico, as experiências sazonais, as trocas
saudáveis, as convivências com o diferente, mais o salutar espírito
de grupo, de equipe, e de solidariedade plural-comunitária,
visando sempre um contexto futurologístico de um humanismo de
resultados.
- Se não houver sobrecarga de metas maçantes, nem de
metodologias acirradas, ensinos exacerbados, lições sósias e
repetidas a exaustão, mas, o fito primordial da educação
propriamente dita ser gracioso como comer, dormir, brincar,
respirar curtir a vida! sentindo-se o aluno -
enquanto criança, jovem, sonhador, rebelde, ente criativo, sensível;
humanizado no contexto espacial - parte integrante de uma
comunidade que é elo de equilíbrio da natureza cósmica, sendo
o ensino em si, uma ligação seqüencial dessa evolutiva conduta
paulatina e básica, necessário e útil, pois, afinal, a melhor
pedagogia é o exemplo, e, estudar é uma viagem (inclusive lúdica)
para o reino encantado do saber, da abstração, da fantasia, do
reconhecimento da própria identidade.
- Se forem as aulas reflexivas, exemplares, exercitadas e
instrumentalizados numa boa (e por multimídias) em todas as
etapas, passo a passo, ombro a ombro; do ler para o compreender e
exercitar a linguagem; do saber para o proceder e pensar a ação
na paisagem: do pesquisar e conjeturar para conferir e referendar
na história oral-testemunhal; do instruir-se para o Inspirar-se,
inclusive enquanto Ser, enquanto humanus, enquanto alma em busca
de outra alma gêmea, ou de realizações pessoais.
- Se o aluno-aprendiz-filho-cidadão não for constrangido nunca
a fazer alguma coisa chata, desestimulante, desproposital ou
mesmo acima de seu limite-estágio, nem ter situações-problemas
de conflitos escolares que venham a bloquear ou confundir a sua
sensibilidade exercitada, mas, ser-lhe permitido a troca benéfica
a partir da experiência própria de relações, equiparações
de resultantes, de referenciais de percursos, pautas de minorias
inclusive, principalmente ao fluído de contentezas da sua idade
dinâmica, seu meio e ainda do seu estágio natural, no processo
do ensino-aprendizagem como um todo, a aula como ferramenta
instruidora de desenvolvimento, avaliação e prestígio.
- Se todas as coisas forem ensinadas com prazer (e conteúdos sábios
em todos os níveis de grades democráticas) metodologias hábeis;
teoria e práxis, tudo esteja racionalmente sob o enfoque pleno
dos sentidos, de inteligências emocionais e culturas históricas
estimuladas, além da descoberta do alvo a ser claramente
objetivado, e do aluno com o consciente senso de busca e de dever
a cumprir, da devida evolução para o ser enquanto social, a
alma cidadã, o espírito altivo, crítico e ético até.
- Se o aluno puder ver (e ser-lhe facilitada essa abrangência) a
utilização prática de sua matéria/conteúdo curricular, do
que resultará seu projeto de aprendizagem cíclica com o
cotidianizado vivencial dos diversos conhecimentos adquiridos (a
partir do habitat do saber que é a escola) para um futuro melhor
e mais feliz para si, para seu grupo familiar, e, ainda, para
proveito da própria espécie humana socializadora e, também,
costumeiramente racional, algo materialista e muito cobradora.
- Se tudo for usado a favor do aluno, com muita diversificação
de estratégias e metodologias funcionais, sob óticas diversas e
avaliações contínuas (problematizadas com inteligência em
matizes das mais heterogêneas possíveis) para que o aluno mesmo
possa se auto-avaliar (saber se sabe) e para que, na verdade,
livro aberto ao diálogo (e página de rosto a ser preenchida por
sabedorias críveis) sob algum enfoque psicossomático pertinente
qualquer, bem dinamizado em sala de aula, possa assim adaptar a
sua consciência receptora, a sua idéia inteira, o seu canal
analítico, na resultante reafirmadora de inclusões e estímulos
essenciais, dentro do seu próprio processo particular de
letramento, já que, a Escola, a Família e a Sociedade devem ser
sempre a escada peregrina para o alto, para cima, para o sucesso,
inclusive moral e de sapiência em núcleos de direitos e
deveres, onde também prevalece o espírito humano elevado de
querer participar do bolo econômico e sonhar conquistas justas.
aprendiz
|