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A aids não é um problema de um país, mas
da humanidade, disse o diretor do Programa Nacional de
Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids do Ministério da Saúde,
Pedro Chequer.
O governo brasileiro vai destinar US$ 5 milhões em 2005 para
o tratamento de portadores do vírus HIV em seis países: Guiné-Bissau,
São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Timor Leste, Paraguai e Bolívia.
Os recursos estão previstos no Projeto de Cooperação
Internacional para a Aids, que o Brasil desenvolve desde 2002, e
servirão para a compra de medicamentos, equipamentos e envio de
profissionais a esses países.
O projeto prevê a doação dos sete medicamentos produzidos
pelos laboratórios oficiais e a capacitação técnica de
profissionais de saúde.
A quantidade de remédios será suficiente para atender toda a
população infectada nos seis países beneficiados. A estimativa
é de que existam cerca 13 mil pessoas portadores do HIV.
Em contrapartida, esses governos terão que garantir a
distribuição gratuita dos medicamentos e a aquisição das
drogas de segunda geração para os casos de falha no tratamento.
Também terão que oferecer tratamento para as chamadas doenças
oportunistas, que surgem por causa da deficiência imunológica
provocada pelo vírus.
A aids não é um problema de um país, mas da humanidade,
disse o diretor do Programa Nacional de Doenças Sexualmente
Transmissíveis e Aids do Ministério da Saúde, Pedro Chequer. Os
países têm que fazer aliança e buscar apoiar-se mutuamente com
vistas ao enfrentamento dessa doença.
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) também
participa do projeto, fornecendo equipamentos e material para o
teste de HIV, destinado a identificar a doença em mulheres grávidas.
Chequer assegurou que a doação para outros países não
provocará falta de remédios no Brasil. Cerca de 150 mil
brasileiros recebem gratuitamente a medicação produzida pelos
laboratórios oficiais. A rigor, nós temos até uma capacidade ociosa de produção, afirmou.
Além de contribuir para o combate mundial da aids, Chequer disse
que a iniciativa vai servir para ensinar os técnicos brasileiros
a criar estratégias de atuação em áreas de difícil acesso e
de população de baixa renda e escolaridade.
Nós temos vários brasis. Temos Guiné Bissau e
Timor Leste no nosso próprio país, afirmou.
Agência Brasil
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