Fala, Brasil! - O Brasil Tem Saída?
  Página Inicial arrow Artigos arrow O Brasil Tem Saída? Sunday, 12 October 2008 
Fala, Brasil !
Página Inicial
Fórum
Artigos
Forum Fala, Brasil!
Colunistas
Notícias
Mapa do Site
Dê um toque
Add to Technorati Favorites
Login (gratuíto)





Esqueceu sua senha?
Ainda não tem uma conta de acesso? Registre-se
Itens Relacionados
Estatísticas
Brazil / Organic personal skin care wholesale
O Brasil Tem Saída? PDF Imprimir E-mail
Escrito por J. O. de Meira Penna*   
Monday, 25 October 2004

"País pobre, é País burro".

Educar do latim ex-duco, “conduzir para fora” da ignorância, da grosseria e das pretensões dos analfabetos.


A Arte de Salvar o Brasil

Descubro uma angústia depressiva em muitos artigos e e-mails que leio. Alguns pergutam:

“o Brasil tem saída?”

  • Outros já concluíram que esta foi uma experiência fracassada.
  • É uma nação inviável.
  • É um Estado falido e uma burocracia que, de tão gorda, já está matando a galinha dos ovos de ouro, o que quer dizer, o setor privado.

Por que essa espécie de psicastenia coletiva grave, em grande parte da elite intelectual?

Tudo tem solução pois nossos compatriotas são mestres na arte de salvar permanentemente o país, de preferência por intermédio de soberbas ideologias já defuntas como o Marxismo - em que pese o obsessivo empenho dos americanos os quais, ao que se diz, só pensam em duas coisas: democratizar o Iraque e atrasar o Brasil – começando por nos arrancar a Amazônia e humilhando os turistas brasileiros, que deviam tirar os sapatos como se um Boeing fosse uma mesquita.

Embrenhando-me de mau jeito nesse magno empreendimento de arte soteriológica, ofereço algumas dicas para a obra mágica de salvar o Brasil (de seus governos).

Por exemplo: há desemprego?

Solução: cria-se por Medida Provisória 500.000 grupos de trabalho para estudar o problema, vinte membros cada um, boas diárias e muitas férias, que ninguém é de ferro, e temos imediatamente os 10 milhões dos novos postos prometidos. Simplíssimo, salvo se os americanos tentarem torpedear o projeto.

Eles nos poderão oferecer 300.000 vistos anuais para imigrantes clandestinos, com fotografia, marca digital, sem sapato no aeroporto e tudo o mais que revele sua arrogância.

A debandada para Orlando será geral!

Mas, neste caso, sempre existe a alternativa: impormos reciprocidade, como cabe a uma grande potência emergente, com um líder de prestígio global na Presidência o qual, em constantes e estimulantes visitas a outros eminentes estadistas como os de Cuba, da ilha de Taiti, o Kabaka do Burundi e o Palhaço-Mor da Líbia, cria as condições de uma vasta e merecida reação popular.

Sua mensagem tem valor universal: “Pé-rapados do Mundo, uni-vos! Nada tendes a perder, exceto vossas cadeias”...

Os alicerces do Capitólio, em Washington, tremerão e o Presidente Bush se resguarde em sua casinha branca: o chamado à revolta é mais perigoso do que um avião-bomba do Bin Laden.

Querem outro recurso para salvar o país?

Que não se fale mais no MST e em ocupação ilícita de fazendas produtivas!

O melhor é partir para as terras devolutas, que as há em abundância, quase quatro milhões de klms², neste que é o quinto mais extenso país do mundo, com a vantagem sobre os quatro colocados à nossa frente, de só conter terras férteis, nenhum deserto e nenhuma tundra.

Sugiro que se faça:

  • A Reforma agrária da Ilha do Bananal para o Norte e o Oeste, para Mato Grosso, Rondônia e Roraima.
  • Que se use desempregados, com caminhões paulistas, para abrirem a ligação rodoviária asfaltada, saltando sobre os Andes do Peru, com a recompensa de tomar banho de mar nas praias do Pacífico.
  • E que não se procure pacificar a Rocinha, no Rio, estimulando os desesperados esforços dos dois garotinhos meio-moleques que governam o Estado.

Se "país pobre é país burro", como afirmava Mestre Gilberto Amado, o de que se necessita é ensinar o B A = Ba, da Praça dos Três Poderes em Brasília até a Prefeitura de Catolé do Rocha, passando pela Câmara de Vereadores dos cinco mil municípios da Terra dos Papagaios.

Que tal começar com uma babá de curso primário, colocando na primeira fila da escolinha metade dos “intelectuais” da USP, Uerj, UniCamp e UnB, e a maioria dos que escrevem em jornais – dando a primeira lição de aritmética: 2+2=4, e um Milhão não é a mesma coisa do que um Bilhão. E, logo em seguida, lecionar um pouco de história. Quem descobriu o Brasil foi Pedro Álvares Cabral cujo escriba logo a El Rey solicitou um emprego para o sobrinho.

Educar, lecionar, instruir, é assim que se salva o Brasil.

Educar, do latim ex-duco, “conduzir para fora” da ignorância, da grosseria e das pretensões dos analfabetos.

Governar é isso mesmo.

Já tivemos um Presidente que quis fazer em 5 anos o que se faz em 50. Infelizmente, nunca elegemos um Presidente que prometesse num mandato de 8 anos impingir 80 anos de educação.

Eu esperava isso do Lulinha. Lula é inteligente e esperto, porém mais precisa da disciplina do que qualquer outro. Talvez se convença do valor da cultura, pois ainda há tempo para isso.

J. O. de Meira Penna, é diplomata, tendo ocupado vários cargos no exterior e chefiado sete embaixadas brasileiras. É também escritor e jornalista, com mais de 20 títulos publicados, como "Em Berço Esplêndido", "O Espírito das Revoluções", "O Dinossauro", "Opção Preferencial pela Riqueza" e "A Ideologia do Século XX". E-mail: Esse endereço de e-mail está sob proteção contra Spam (spam bots).Por conseguinte, você deve ativar o recurso Javascript para poder visualizar isso


parlata

Comentarios (0)Add Comment

Escreva seu Comentario
quote
bold
italicize
underline
strike
url
image
quote
quote
smile
wink
laugh
grin
angry
sad
shocked
cool
tongue
kiss
cry
smaller | bigger

security code
Escreva os caracteres mostrados


busy
 
< Anterior   Próximo >
FeedBurner


Receba conteúdo grátis

Nosso Feed
Humor Brasileiro
  Kibe Loco
Folha de S. Paulo
powered by joomla open source designed by joomla-templates.com