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Ética na TV de Mal a Pior PDF Imprimir E-mail
Escrito por Marina Domingos   
Monday, 18 October 2004

"O que existe é a liberdade do dono da empresa de comunicação e não a liberdade de imprensa". "Essas empresas tinham que ter, no mínimo, uma consciência interna e respeitar a Constituição Federal, que é bem clara ao dizer que a TV foi criada para verificar os valores da familia", destacou Jorge Cunha Lima, Presidente do Conselho da TV Cultura de São Paulo

No Brasil, crianças gastam mais tempo com televisão

Dados de uma pesquisa publicada pela Folha de São Paulo, domingo, revelam que 57% das crianças brasileiras passam cerca de três horas na frente da TV e 43% delas não fazem esportes e nem brincam com outras.

Para a jornalista e presidente da TVE/Rede Brasil, Bete Carmona, “Esses números são importantes porque mostram que países como o nosso as crianças estão menos tempo dentro da escola e mais em frente da TV. Por isso, acho que um dos grandes méritos da TV publica deve ser em cima do publico jovem e infantil, que será o telespectador adulto de amanhã”, disse ela durante sua participação na edição especial do Programa Diálogo Brasil, da TV Nacional, em Brasília.

A jornalista lembra, ainda, que a sociedade não pode perder a força educadora da televisão como potencial força de conscientização e de informação para a população.

Para o presidente do Conselho da TV Cultura de São Paulo, Jorge Cunha Lima, as emissoras de televisão aberta só poderão entender o que é realmente um jornalismo de qualidade quando elas souberem que o jornalismo hoje é o espetáculo.

“Elas devem analisar as causas dos fatos, não o espetáculo, mas a compreensão do acontecimento. Um ritmo que seja capaz de fomentar a posição critica do cidadão”, defendeu ele.

De acordo com Cunha Lima, a televisão brasileira tem qualidade técnica e não de conteúdo.

“Está no jornalismo publico o cerne dessa questão. A violência não acaba enquanto o espetáculo não acabar”, avalia ele.

 

Estudantes protestam contra baixaria na televisão

Integrantes da Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social (Enecos), do Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social - e do Centro de Mídia Independente (CMI) organizaram ontem à tarde um ato público na Torre de TV, em Brasília, com a transmissão de um programa de rádio com a participação do público em geral.

O ato foi realizado em comemoração ao Dia Internacional de Democratização da Mídia e 17/10, e teve o objetivo de chamar a atenção das pessoas para a qualidade dos programas e informações veiculados nos meios de comunicação.

“A qualidade da programação da TV é péssima, muitas mulheres nuas e pouco incentivo ao esporte”, protestou o faxineiro Gilberto da Silva, durante sua participação no Programa Diálogo Brasil, que transmitiu ao vivo participações do público na Torre de TV.

Para o faxineiro, as emissoras deveriam ter mais respeito com as pessoas que estão assistindo os programas do outro lado da tela, respeitando inclusive a possível presença de crianças.

“Eu me revolto com as novelas e parei de assistir, agora só vejo os telejornais”
, revelou ele.

Já a artesã Ângela Oliveira, ressaltou que primeiro é preciso saber o que é qualidade para depois discutir o que deve ser permitido na programação.

“Criou-se uma programação que incita as crianças ao consumismo”, analisa. Segundo ela, não irá fazer mal as pessoas desligarem os aparelhos de tv num dia de mobilização contra a má qualidade dos programas de televisão.

“Se desligar um segundo e esquecer a novela, os jornais, as pessoas podem conversar com sua família, pensar em outras coisas”, refletiu ela.

A campanha “Quem financia a baixaria é contra a cidadania”, encabeçada pelo deputado federal Orlando Fantazzini (PT-SP), propôs que os telespectadores desligassem a TV por um hora no domingo em um protesto simbólico contra a baixaria na televisão.

 

É a TV quem forma ou deforma o brasileiro, afirma presidente do Conselho da TV Cultura de São Paulo

O presidente do Conselho da TV Cultura de São Paulo, Jorge Cunha Lima, na edição especial do Programa Diálogo Brasil, disse que o papel das emissoras públicas de televisão é cada vez mais importante no Brasil.

“Tudo que é feito com qualidade dirigido a pouca gente é importante e se contrapõe àquilo que é feito com o princípio do espetáculo e é distribuído em grande massa para milhões de pessoas”, destacou ele.

Segundo Cunha Lima, a TV pública se tornou importante na medida em que se transformou no fator fundamental para preencher o espaço que a própria escola, a família, perderam.

“É a TV quem forma ou deforma o brasileiro. A TV publica é difícil e cara e exige talento, recursos e um esforço fundamental. Mas agora a sociedade começa a entender isso”, disse ele.



Controle da qualidade de programas televisivos passa pela sociedade, dizem especialistas

A psicanalista Maria Rita Kehl, autora do livro “Videologias” junto com jornalista Eugênio Bucci, presidente da Radiobrás, disse hoje que a própria discussão sobre a qualidade na televisão nas escolas forma um senso critico entre telespectadores que pode ser fomentado dentro das salas de aula.

A afirmação foi feita durante debate sobre a democratização dos meios de comunicação promovido no domingo pelo Programa Diálogo Brasil, da TV Nacional.

Para ela, “O Brasil não precisa de meios de controle da programação, mas de criar formas de convívio social de lazer desligadas da televisão. Ela (TV) ocupa espaço demais na vida do cidadão brasileiro. Só o publico pode confrontar os interesses das emissoras e exigir compromisso ético dessas emissoras”, destacou Maria Rita.

Já a jornalista e presidente da TVE/Rede Brasil, Bete Carmona, ressaltou que na Europa existem os mesmos tipos de problemas sobre o controle da qualidade dos programas na TV. Ela lembrou que a TV comercial tambem invadiu o espaço da TV pública e que uma das maneiras da sociedade tentar controlar a qualidade é por meio da participação em organizações não-governamentais (ONGs).

"Existem uma série de organizações que trabalham junto às escolas, numa leitura crítica dos meios. Um trabalho realizado com professores para ensinar a discutir e a falar dessa televisão, que invade tanto a nossa vida e o dia-a-dia”, afimou.

O presidente do Conselho da TV Cultura de São Paulo, Jorge Cunha Lima, destacou que a resistência para a criação de mecanismos de controle da programação não é uma questão da imprensa.

Segundo ele, "o que existe é a liberdade do dono da empresa de comunicação e não a liberdade de imprensa".

"Essas empresas tinham que ter, no mínimo, uma consciência interna e respeitar a Constituição Federal, que é bem clara ao dizer que a TV foi criada para verificar os valores da familia", argumentou ele.

Para Cunha Lima a Constituição brasileira é a única que diferencia TV estatal de TV pública e TV comercial.

"A TV estatal, institucional, tem seu papel de revelar as ações do Estado, seja no poder Executivo, Legislativo ou Judiciário. A TV pública é uma vontade da sociedade. Para que ela exista é preciso ter uma estrutura jurídica institucional independente do governo, o que é muito difícil. A TVE (Rio de Janeiro) já ganhou essa dimensão, a TV Cultura (São Paulo) e todos os governadores estão tendendo que as emissoras se modifiquem", avaliou ele.

 

Agência Brasil

Comentarios (11)Add Comment
Joel W. Narciso - Dourados,MS
escrito por Visitante, 2005-01-06 11:37:59
Se os srs. que dominam este país, não tomarem uma providêcia, logo logo estarão transmitindo sexo explicíto em horários nobres, e daí como ficam as nossas crianças que assistem TV nestes horários?? será que os criadores de telenovelas acham que todo o povo é pervertido e sem moral?? Acredito que muitos autores e atores, querem passar ao público o que eles são na sua intimidade e de sua familia. E isto me enoja - é uma pena que isto esteja ocorrendo, onde deveria ser transmitido educação ocorre o contrario...
Ellen
escrito por Visitante, 2005-03-09 09:24:15
Concordo com todos as coisas públicadas nessa página.Tenho apenas 16 anos ,mas acredito em ética e valores morais .Espero que todos os cidadãos se conscientizem e exijam que os progamas sejam mais educativos .Eu exijo e simplesmente não assisto a programas que não tem nada de bom a oferecer e acabam com a pureza sexual e valores éticos da população.
ética na tv
escrito por Visitante, 2005-03-10 02:55:49
Não existe mais.
gustavo
escrito por Visitante, 2005-05-18 10:53:39
esse conteudo n me enteressa nadica de nada
roqueline
escrito por Visitante, 2005-05-31 16:03:41
gostari de saber muito mais sobre etica na tv
Geraldo C. Silveira
escrito por Visitante, 2005-07-28 14:40:45
Gostei muito de todo este trabalho. Acho que este é o caminho certo para que a população adquira uma maior capacitação no julgamento do que vê na TV.
Estou lidando com este assunto em sala de aula com os estudantes, na aula de Filosofia. É motivo de alegria ver o quanto eles estão empenhados em fazer um bom trabalho. É aí que eu também posso aprender mais.
Ética na TV
escrito por Bela, 2007-05-04 20:22:03
A Tv aberta me dá nojo. É sério. Tudo o que vemos são novelas repletas de besteiras e apelo sexual, programas de auditório apelativos, reality shows cheios de baixaria, e por aí vai. Será que ninguém entende que a TV influencia muito mais os brasileiros do que qualquer outra coisa incluindo os proprios pais? Não me entra na cabeça que tem gente que perde tempo assistindo algo como Pânico na TV... como alguém em sã consciência deixa passarem aquilo na t6elevisão? è triste que o povo brasileiro que não tem condições de pagar pela Tv por assinatura não possa ter acesso à cultura e programas educativos, que contribuam com alguma coisa, ou pelo menos para uma diversão sadia.
...
Ética na TV
escrito por visitante, 2007-05-06 14:49:56
Concordo com toda essa pagina...hoje as televisões so estao mostrando coisas de sem interesse principalmente para as crianças,só tem escando cenas obcenas é ridiculo.
Por isso nosso Brasil continua na mesma e cada dia pior,não tem uma educação boa e a tv ta acabando com as criancas.Eles so querem saber de ficar na frente da tv e mais nd,além de ficar vendo so o q não deve que não aprendem nada,acabam ficando obesas.
NAUM ASSISTAM TELEVISÃO!! - MAS PERA AI Q EU VOU SO VER O FINAL DA NOVELA...E JA VOLTO...
escrito por 1ºD colegio regina mundi, 2007-10-30 21:31:02
Atualmente as programações televisivas são em geral, bem incentivadoras da sexuallidade e da violência. Ela faz parte
hoje, do nosso cotidiano. Elas, embora possua parte de incentivação positiva, abranje grande atenção consumista. A atual programação televisiva incita em grande parte da população brasileira e principalmente as classes D e E (media-baixa). Porem, a parcela de culpa se encontra no espectro familiar. A televisão almeja grande abrantura social e determina importantes atitudes diárias.
Exemplos evidantes confirmam. Basta citar um triângulo amoroso ricículo acompanhado recentemente num desses hipócritas realitys shows, que todos ja indentificariam a quem me refiro. É esse, simplesmente um, dos tantos exemplos de influência televisiva. E convenhamos: QUEM E QUE NUCA ASSISTIU AS NOVELAS DAS 8 (que na verdade começa as 9) E VIU AUQUELE LENÇINHO VERMELHO DAQUELA TAL ATRIZ E CORREU NAS LOJAS PARA COMPRAR UM EXATANMENTE IGUAL. [baseados em fatos pessoais} !!!
EXACERBADO , CANSATIVO E DEPRIMENTE
escrito por ARY JÚNIOR, 2008-04-09 12:42:44
ACHO QUE TODOS OS CANAIS DE TV , JORNALISMO , E ATÉ MESMO OS TAIS """PROGRAMAS DE ENTRETENIMENTO""" , ESTÃO ESTRAPOLANDO NAS NOTICIAS QUE ESTÃO SENDO MOSTRADAS EM RELAÇÃO AO CASO DA MORTE DA MENINA ISABELA ,ESTÃO DEIXANDO A POPULAÇÃO COM UMA OPINIÃO FORMADA POR ELES , E ESTÃO ESQUECENDO QUE QUEM DEVE ELUCIDAR O CASO É A POLICIA E NÃO ELES , ESTÃO LEVANDO A POPULAÇÃO AO ERRO , CUIDADO .......
televisão com eca e sem ética
escrito por ruan, 2008-08-11 16:34:49
os jornalistas estão preocupado de dar notícias que preocupem os telespctadores e enformem com notícias espetacular para agradara a emissora DO QUAL FAZ PARTE.FORÇADO OU NÃO O PRÓPRIO O HOMEM GERA PENSSAMENTOS DE ACORDO COM O QUE VER NA TELEVISÃO E ACABR SE ENFLUENCIANO DE QUALQUER FORMA POR POPTAR CEETA EMSSORA OU PROGRAMAÇÃO

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