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"Empresários nacionais têm problemas de relacionamento
com cliente internacional", diz Alaby, secretário-geral da
Câmara de Comércio Árabe-Brasileira
O secretário-geral, Michel Alaby, afirma que os exportadores
nacionais não enfrentam apenas os problemas de logística, mas
que ainda estão despreparados para lidar com os parceiros
estrangeiros.
O embaixador Rubens Barbosa, disse que o país precisa brigar
por investimentos. "O Brasil não capta investimentos, o
Brasil é investido", disse.
O secretário-geral da CCAB e presidente da Adebim, Michel Alaby,
durante um seminário* sobre "Exportação: prepare sua
empresa para atuar com eficiência e competitividade no mercado
internacional", falou sobre as dificuldades que as
empresas brasileiras têm de exportar, comércio e globalização
dos mercados.
Segundo ele, além dos sérios problemas de logística
enfrentados pelos empresários nacionais, eles encontram também
barreiras de relacionamento entre sua empresa e o cliente
internacional.
Para enfrentar essas barreiras, de acordo com Alaby, é preciso
que o empresário saiba sobre:
- as negociações comerciais existentes entre blocos
econômicos como Mercosul, Alca e União Européia,
- que tenha o domínio de outras línguas,
- conhecimento sobre marketing,
- barreiras tarifárias dos produtos negociados e
- que entenda as estruturas e os canais de mercado.
Maria Helena Afonso, professora de pós-graduação da Universidade Mackenzie, alerta para a necessidade de os empresários:
- pesquisarem a cultura e os costumes do país com que
a empresa irá negociar, e,
- roupas, gestos e maneiras de se comportar também
devem ser levados em conta na hora de fechar acordos
comerciais internacionais, disse ela.
Ex-embaixador
O ex-embaixador do Brasil em Washington, Rubens Barbosa, apontou
para as estratégias de exportação.
De acordo com ele, "Falta agressividade dos setores
privados brasileiros na busca por mercados externos".
"As empresas privadas e o governo devem desenvolver uma
atitude pró-ativa para a capacitação de investimentos",
disse.
Segundo Barbosa, o Brasil tem de brigar pelos investimentos. "O
Brasil não capta investimentos. O Brasil é investido",
afirmou. Ele defendeu ainda a idéia de:
- definir um apoio aos mercados não-tradicionais,
- criar estratégias de apoio para aumentar as exportações
e
- ter posição única nas posições de comercialização
internacional.
O embaixador termina afirmando que o país deve privilegiar os
mercados da América do Sul, dos Estados Unidos, Europa e da
China.
(*) O evento realizado em 16 e 17/09 foi organizado pela
InterNews, no hotel Gran Meliá Mofarrej, em São Paulo.
ANBA
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