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Escrito por Janer Cristaldo   
Monday, 11 October 2004

"No governo Lula, os gigolôs se tornaram ainda mais ousados", Janer Cristaldo.

Janer Cristaldo comenta a ilimitada capacidade governamental de disperdiçar dinheiro do contribuinte brasileiro, repassando-o para cineastas oportunistas e movimentos gays "estatais".

Neste país que se queixa do incentivo à produção nos países estrangeiros, não passa um santo dia sem que, em algum setor do mundo dito cultural, alguém esteja pedindo ao governo "incentivos à cultura".

Leis para isso é o que não falta: lei Rouanet, Lei Mendonça, lei do Audiovisual, Fazcultura, e por aí vai. Por cultura, de modo geral, entendem os pedintes espetáculos, filmes ou publicações ligados ao show business, todos com finalidades lucrativas.

É como se o artista - ou agente cultural, como parece soar melhor - mandasse um recado ao contribuinte: "em nome da cultura, me repassa teus impostos, que eu quero passar bem".

Faz bem pouco tempo, o produtor cinematográfico Luiz Carlos Barreto, o Barretão, chamou de gigolôs da cultura os que se manifestam contra a lei do Audiovisual.

Não que estes senhores queiram matar a galinha de ovos de ouro. Querem apenas que seus ovos sigam outro percurso.

Que o dinheiro público não passe pelos caixas das empresas e que o dinheiro privado surja efetivamente no investimento cultural. As divergências são apenas quanto ao método de achacar o contribuinte.

Barretão, ao sentir sua gigolagem ameaçada, vai à luta, em defesa dos R$ 500 milhões de renúncia fiscal liberados por ano a sua guilda:

"O cinema é uma indústria que sofre forte pressão internacional, uma concorrência que dificulta sua auto-sustentação. E a sobrevivência do cinema é uma questão que envolve a sobrevivência da sociedade brasileira. A batalha do audiovisual é hoje a batalha principal do mundo moderno, a defesa dos conteúdos audiovisuais. O país que não entrar nessa batalha não sobreviverá como nação", diz.

Traduzindo: o Brasil pode afundar como nação, caso os impostos que você paga não financiem produções como Dona Flor e seus dois maridos e Que é isso, companheiro?

Além do mais, Barretão defende os interesses da família.

Seu filho, Bruno Barreto, também precisa viver. Eu, que há uns bons trinta anos não vejo filme nacional, me penitencio. Sou um inimigo da nação e da sociedade brasileira.

Não imaginava que do cinema brasileiro dependia a sobrevivência do país.

Fernando Collor de Mello, o Breve, pode não ter agradado as estruturas nacionais de poder. Mas no dia de sua posse, em 1990, deu uma grande alegria, não só a mim como a todos os contribuintes do país: extinguiu a Embrafilme.

De uma penada, acabou com a festa de um setor privado que adora o conforto garantido com o dinheiro do Estado. Isto é, com o dinheiro nosso, já que Estado nada produz e nada ganha. Entre outras, esta terá sido uma das razões de sua queda.

A gigolagem cinematográfica permaneceu quatro anos em jejum, mas não perdeu a vocação. Em 1994, através da Lei do Audiovisual, meteram de novo a mão no bolso de quem ganha honestamente seu sustento.

O mecenato é tão atraente, que até as redes televisivas já pensam em também meter a mão nesse bolso inexaurível, o do povo, para produzir suas baixarias.

No governo Lula, os gigolôs se tornaram ainda mais ousados.

Através do decreto 4.945, publicado na calada do último réveillon, cada uma das 1800 salas de exibição do país deverão dedicar 63 dias de sua programação ao cinema nacional. Em 2003, os dias de exibição obrigatória eram 35.

A gigolagem conseguiu revogar essa reacionária lei da oferta e da procura e enfia goela abaixo no espectador seus abacaxis. (O que sobra do mercado é reserva dos abacaxis americanos.Só por milagre você hoje consegue ver um filme alemão, italiano ou finlandês).

Nem só negros querem cotas. Cineasta também é gente.

No exterior, o presidente arrota a defesa do livre comércio e brande seu tosco verbo contra os incentivos estatais à produção.

Bem entendido, cinema não é o único setor da indústria do lazer protegido pelo Estado, para usufruto dos amigos do rei. Neste país que se pretende capitalista, temos o teatro estatal, o livro estatal, a música estatal. Recentemente, o governo ressuscitou o projeto Pixinguinha, sepultado na gestão Fernando Henrique.

Músicos sairão pelo país todo, empurrando suas músicas a platéias que jamais foram consultadas sobre o que gostariam de ouvir, mas que pagam compulsoriamente para ouvir o que não pediram.

A quem beneficia o crime? Aos músicos, é claro.

Não bastasse este obsceno saque, sacramentado por leis corporativistas, ocorreu em junho/2004, no centro de São Paulo o insólito em matéria de corrupção estatal.

O centro da cidade foi tomado por uma parada gay, que vem se repetindo há sete anos. Que os gays façam paradas, até que se entende, embora particularmente me desagrade todo exibicionismo sexual nas ruas.

O difícil de entender é que a promoção tenha sido beneficiada pela Lei do Mecenato do Ministério da Cultura, captando 503 mil reais, de pessoas físicas e jurídicas, a título de incentivos fiscais. Já no ano passado, a Associação do Orgulho Gay, entidade promotora do evento, havia tungado do contribuinte R$ 441 mil.

O governo ainda repassou R$ 43 mi do Fundo Nacional de Cultura para a realização da versão baiana da Parada Gay, realizada em semanas anteriores em Salvador.

"Não estamos repassando recursos para um movimento social, mas para um movimento cultural", justificou o ator e secretário de Identidade e Diversidade Cultural do ministério, Sérgio Mamberti. "O ministério trabalha com um conceito ampliado e moderno".

Neste país incrível, homossexualismo é cultura. Mais ainda: virou questão de Estado. Mais um pouco e teremos a Homobrás. O homossexualismo é nosso.

Do universo entre as nações, resplandece a do Brasil. Criamos o gay estatal.

Comentarios (11)Add Comment
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escrito por Visitante, 2005-03-28 18:27:45
Esse é um dos textos mais sem pé nem cabeça que já vi na vida. Que o português é bom e a articulação idem ficou claro. Agora, sobre o quê se pretendeu escrever? Que confusão.

Ronaldo Drummond dos Santos
Bom Despacho / MG
Homofobia
escrito por Visitante, 2005-04-28 21:14:51
Em tempos de liberalização e avanço social no que diz respeito às individualidades e direitos iguais de todos os cidadãos, o autor do texto deveria ter mais cuidado com certas afirmações que podem ser interpretadas, se não o são, homofóbicas e racistas.
Sem noo
escrito por Visitante, 2005-05-10 12:22:19
Apenas uma sugesto: assista filme nacional!!! Assim talvez voc escreve melhor.
Sem noo
escrito por Visitante, 2005-05-10 12:22:42
Apenas uma sugesto: assista filme nacional!!! Assim talvez voc escreve melhor.
Liberdade de expresso
escrito por Visitante, 2005-05-29 11:43:04
Me parece que ninguém ouviu falar do artigo 5 insiso IX da constituição.Apropósito, não gosto de filme nacional, e, sobre tudo, não me agrada o uso que fasem do meu dinheiro.

Halison Junior Lunardi
...
escrito por Visitante, 2005-06-21 17:03:58
eu acho esse texto meio sem nexo, mas vou dar minha opiniao do q entendi... acho q esse cara nao sabe o que ta falandu o parada gay e sim uma coisa cultural... vem gay, lebicas, etc. do mundo todos ve-la e eles ajudam o pais comprando coisas e hospedando-se em hoteis e visitando o pais isso e otimo pro turismo brasileiros e pros hoteis.
Se o problema for somente esse...
escrito por Visitante, 2005-06-22 22:55:07
"Já no ano passado, a Associação do Orgulho Gay, entidade promotora do evento, havia tungado do contribuinte R$ 441 mil."
Começou num assunto e foi infeliz no final. Lamentável, por sinal! Consideremos a Parada Gay de 2005 onde estiveram aproximadamente 1.500.000 pessoas e dividindo pelos seus fabulosos R$441 mil. Resultaremos em R$ 0,294!!!! Acredito que ninguém se negaria a pagar R$ 0,30 para participar de um evento que angaria milhões para esse "seu" cofre público, movido pela indústria e turismo. No mais, pode ficar com o troco, amigo! E, de lembrete, "homossexualismo" é um termo que já está em desuso, tente "homossexualidade". Liberdade de expressão é uma coisa, homofobia qualificada é outra!
Abraços daquele que se apieda de ti!
Homobrs, a Estatal Gay
escrito por Visitante, 2005-12-24 01:16:03
Apesar de discordar do autor, quando ele escreve sobre religião, :grin nesta matéria, ele foi ótimo. Falou o que devia ser falado. É incrível. Todo mundo pode ter opinião, desde que seja a favor do aborto, do sexo livre, do homossexualismo, desculpe-me o leitor acima, eu quis dizer, "homossexualidade", grande diferença! Quando divergimos! Pronto! Lá vem os caras gritando. Só a opinião deles é a correta. A nossa. Ah!! a nossa é como dizem:" Discriminatória".
Como disse um colunista no MSM: "Vão todos lamber sabão!"
Tadeu - Tatuí/SP
PS .Não se apiedem de nós, tenham antes piedade de si próprios, pois vocês como antinaturais, são dignos de compaixão.
Conhecer
escrito por Guest, 2006-01-31 11:56:29
Oi. Se vc quer conhecer caras legais, entre no nosso grupo http://br.groups.yahoo.com/gro...entosglbts depois de entrar, escreva sobre vc.;-)
...
escrito por diegno, 2007-01-23 06:54:16
gostaria de conheçer gays q levam a vida a serio smilies/cry.gif smilies/tongue.gif
Lixo de texto
escrito por ..... ..., 2007-05-16 07:34:01
Quanto lixo junto num único texto, onde é que financiamento público de cinema encaixa no tema da homossexualidade só uma cabeça homofóbica, preconceituosa e provinciana consegue entender.

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